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‘Estado se nega a fazer transferência das nossas terras, que é direito nosso’

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Demandas de mulheres quilombolas e sem terra ainda aguardam ações práticas prometidas no 8 de Março Continua sem qualquer aceno de ações práticas, por parte do governo do Estado, a pauta com reivindicações fundiárias, hídricas, ambientais e de segurança, apresentadas no 8 de Março pelas mulheres quilombolas e sem terra ao governador Renato Casagrande (PSB) e à secretária de Estado de Direitos Humanos (SEDH), Nara Borgo.  Apesar das promessas de encaminhamento às secretarias e autarquias responsáveis, feitas no dia do encontro, até o momento, ainda estão centralizadas na SEDH a responsabilidade por intermediar as negociações e demandas aos demais setores do governo, conforme deliberou Casagrande.  Na pasta da secretária Nara Borgo, no entanto, as pautas estão paradas e a única garantia é de retomada da Mesa de Resolução de Conflitos Fundiários, com a primeira reunião marcada para a próxima quarta-feira (23), após 120 dias de suspensão, período em que a Mesa foi substituída por um Grupo de Trabalho que excluiu os Direitos Humanos.  O assunto foi levantado pela advogada popular Josilene Souza dos Santos, da Comissão Quilombola do Sapê do Norte, durante audiência pública realizada nessa quinta-feira (17) na Assembleia Legislativa, como parte das diligências da Comissão Externa da Câmara dos Deputados dedicada a acompanhar o processo de repactuação da governança das ações de reparação e compensação dos danos advindos do crime da Samarco/Vale-BHP contra o Rio Doce, em 2015. Diligências que serão complementadas por visitas do próprio CNJ aos territórios atingidos. Lucas S. Costa/Ales “O Estado se nega a fazer a transferência das nossas terras, que é direito nosso. Temos uma lei que há mais de vinte anos foi publicada pelo Executivo do Espírito Santo e até hoje não foi executada”, denunciou a advogada.  Os quilombolas foram reconhecidos somente em 2020, cinco anos após o crime, mas até agora não receberam qualquer reparação ou indenização. Em fevereiro, se uniram às aldeias indígenas de Aracruz para lutar por um sistema indenizatório justo e equânime, tendo recebido apoio da vice-governadora, Jacqueline Moraes (PSB). “Alguém aqui já ouviu falar de quilombola contemplado por esse sistema indenizatório?”, perguntou Josilene aos presentes.  A reparação dos danos é mais um direito ainda negado às comunidades do território tradicional do Sapê do Norte, entre Conceição da Barra e São Mateus, no norte capixaba. A negligência do Estado, brasileiro e capixaba, na titulação de suas terras, bem como a agressividade com que grandes empresas usurpam seu território, vem de mais de meio século.  Terra, água e vida “A Comissão Quilombola do Sapê do Norte é formada por 32 comunidades. Vivemos na luta, em conflito, sem titulação. Não bastasse ter saído de África, ter sofrido todo açoite, estupro das mulheres, morte, uma liberdade que nunca existiu, fomos sufocados por uma empresa papeleira [Suzano Papel e Celulose, ex-Fibria, ex-Aracruz Celulose]. Vivemos numa tentativa de conciliação com a empresa que se recusa a dialogar seguidas vezes”, relatou.  As comunidades, afirmou, estão “totalmente devastadas. A gente não tem água. Sem água não tem vida. As nossas produções não são escoadas. A gente não consegue vender nosso beiju, nosso dendê, nossa mandioca. Para ter acesso ao brejo, agora tem que ter uma carteirinha. Pra tirar cipó pra fazer a vassoura, o cesto”.  A advogada popular quilombola também citou o encontro no Palácio Anchieta no Dia Internacional da Mulher. “Mulheres quilombolas e do MST tiveram que acampar para conseguir uma audiência com o governador para apresentar suas pautas. Se a gente não fizer esse movimento, não é ouvida”. Leonardo Sá Pautas em aberto Século Diário elencou as principais pautas tratadas na histórica reunião (foi a primeira vez que um governador capixaba recebeu as mulheres quilombolas, segundo Josilene Santos), para conhecer os encaminhamentos dados a cada uma: apresentação das conclusões do estudo feito nos últimos 120 dias pelo GT que substituiu a Mesa de Resolução de Conflitos; publicação do decreto regulamentando a Mesa de Resolução de Conflitos Fundiário, em substituição à atual portaria, em vigor; defesa das famílias quilombolas e sem terra atingidas pelo crime da Samarco/Vale-BHP no processo de repactuação do CNJ; reconhecimento, pelo governo do Estado, da legitimidade das retomadas quilombolas e da gravidade da invasão dos territórios quilombolas por loteamentos ilegais; orientação para que a Secretaria de Segurança Pública (SESP) atue na contenção da violência e racismo operados pela Polícia Militar contra as comunidades quilombolas em seus territórios; identificação e titulação das terras devolutas já reconhecidamente pertencentes ao território quilombola; atuação do governo em relação à ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) que pede declaração de nulidade dos títulos de domínio de terra obtidos ilegalmente pela então Aracruz Celulose, conforme apontado pela CPI da Aracruz realizada pela Assembleia Legislativa em 2002; abastecimento de água das comunidades quilombolas de Conceição da Barra pela Cesan; identificação e retirada de plantios irregulares de eucaliptos em nascentes e outras APPs dentro do Sapê do Norte; abertura de agenda do governador para receber o Fórum de Mulheres do Espírito Santo (Fomes).  Resolução de conflitos? Em resposta às pautas, a SEDH se limitou a tratar do retorno das Mesa de Conflitos, após o fim dos estudos feitos pelo GT que a substituiu nos últimos 120 dias. A nota da Secretaria deixa claro que as decisões efetivas sobre as terras devolutas do Estado foram tratadas no GT, que excluiu a pasta de Direitos Humanos.  Também afirma que a Mesa coordenada pela SEDH não tem como objetivo prioritário atuar efetivamente sobre a justiça fundiária reivindicada por movimentos quilombolas e sem terra, com base em seus direitos constitucionais e legislação federal pertinente, mas sim, está voltada preferencialmente a fazer cumprir a normativa federal que trata de como devem se dar os despejos judicializados pelo agronegócio contra essas populações vulnerabilizadas. Segue nota na íntegra: “A Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH) informa que o Grupo de Trabalho (GT) para Estudos e Análises das questões fundiárias das áreas patrimoniais do Estado foi instituído através da Portaria SEG/SEAG/PGE nº 001/2021. Entretanto, a SEDH não integra esse grupo.  As reuniões da Mesa da Comissão Permanente de Conciliação e Acompanhamento dos Conflitos Fundiários, que é coordenada pela

20/03/2022 / 0 Comments
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Leonardo Bourguignon: ‘O capixaba conhece muito pouco sua história’

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Professor e doutor em História aborda a invisibilidade feminina e indígena na historiografia do Espírito Santo Nascido em Piúma, no litoral sul do Espírito Santo, o professor Leonardo Bourguignon, doutor em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), está lançando pela editora Cousa o livro Com Quantas Mulheres se escreve uma história, que traz a trajetória de sete mulheres que são personagens históricas do nosso Estado. Conversamos com ele sobre quem são essas mulheres e porque suas trajetórias foram invisibilizadas, sobre a relação do capixaba com sua história e memória, e sobre as importantes revoltas indígenas no Espírito Santo, outro tema pouco conhecido da maioria.  Como você enxerga a relação do capixaba com sua história e memória? Sabemos pouco delas? Por quê? E o que isso implica? Infelizmente, a história regional é uma história que foi ofuscada. Temos até a década de 90 um número muito pequeno de produções com essa característica, o que vem sendo mudado nas últimas décadas graças a uma série de pesquisas que a Ufes [Universidade Federal do Espírito Santo] tem organizado voltadas para história do nosso Estado, além de e outras faculdades que também começaram a se atentar para essa questão, colocá-la no currículo e fomentar pesquisas. Temos uma história a ser escrita, há muitos aspectos que não sabemos. Tivemos uma revolta indígena que aconteceu no Espírito Santo e deixou preocupado o vice-rei do Brasil, um movimento que nem nos livros didáticos de história do Espírito Santo foi mencionado. O capixaba conhece muito pouco sua história. Temos uma identidade tão característica, tão própria. Quando conhecemos outros lugares do Brasil vamos entendendo as coisas nossas. Temos visto trabalhos importantes a partir da Secult [Secretaria de Estado da Cultura] e da Ufes, mas ainda temos muito a trabalhar para tentar reverter essa situação, pois a sensação é de que a maior parte da população é totalmente alheia ao que aconteceu. Temos um estado que se olharmos a demarcação desde a capitania, de norte a sul, é praticamente a mesma. Mantivemos nossa identidade territorial, perdemos o interior para Minas Gerais, isso é questionado, se representou um atraso, um isolamento da capitania, mas se discute que esse isolamento não foi tão isolado como pensávamos. Mas de certa forma contribuiu para que mantivéssemos características únicas. A população precisa saber dessa história, ela precisa entrar nas casas, ainda é muito acadêmica e precisa se tornar uma história escolar e uma história popular. Nesse sentido, quando eu escrevo, tenho muita preocupação em escrever com uma linguagem acessível. Acho uma falha da academia escrever muito para ela mesma, acho importante que consiga escrever numa linguagem que as pessoas possam entender, senão o conhecimento termina encastelado na universidade e a gente precisa que a população tenha acesso a essa história. Reprodução/ YouTube Seu último livro traz um pouco da história de sete mulheres do Espírito Santo. O que te motivou a escrevê-lo? Eu trabalho em sala de aula com crianças no Ensino Fundamental 2 e também com formação de professores especialmente do 1º ao 5º ano. Quando você pega um livro didático de História, vê que é exclusivamente feito de homens, uma história de homens, com pouquíssimas mulheres sendo referência. São raríssimas. Essa lacuna, além da história do Espírito Santo ser tão relegada, sempre me incomodou muito. Quem são essas mulheres e quais os critérios usou para escolhê-las? Tentei pincelar e pensar sete mulheres que tivessem vivido ao longo da história de modo que a partir da leitura sobre essas mulheres se pudesse conhecer a história do Espírito Santo. Começa com Branca Coutinho, uma indígena, depois vem Luiza Grinaldi, a capitoa, Maria Ortiz, também muito conhecida. Passamos pela questão dos africanos com uma personagem que tem sido conhecida que é Zacimba Gaba, trouxemos uma imigrante, Elena Caliman Sossai, ainda a sinhá Henriqueta, mãe de Jerônimo e Bernardino Monteiro, e por último dona Maria da Glória Lima dos Santos, uma senhora que ainda esta viva no bairro Resistência, em Vitória. A partir da história dessas sete mulheres a gente consegue ter uma visão geral de como o Estado foi construído, como o presente que vivemos tem marcas do passado. É um estado com grande miscigenação cultural e um estado profundamente excludente. A história de dona Maria mostra isso, é um estado que exclui parte da população, que ainda precisa conquistar seu espaço. Na obra você opta por usar uma linguagem em primeira pessoa, ou seja, uma narrativa ficcional em que elas contam a própria história. Uso esse recurso da primeira pessoa para cativar mais o leitor e traduzir melhor essa história. Alguns dos personagens tem bastante coisa escrita sobre elas, como Luiza Grimaldi e Maria Ortiz, que é tema de muitas controvérsias. A Bianca Coutinho, por exemplo,tem poucas linhas falando sobre ela, aí entra a questão da ficção. Mas o livro tem toda uma pesquisa histórica. Você tem outro livro chamado “De muribeca a Guaraparim”, esse já com edições esgotadas, que aborda a história da colonização do litoral sul do Estado. Que elementos você destacaria desse processo? Nós temos uma história do Brasil que foi iniciada em 1854 com Francisco Adolfo de Varnhagen, que escreveu um livro chamado História do Brasil, no qual construiu as bases do pensamento da história brasileira que até os dias atuais está presente nos livros didáticos. Uma das ideia básicas dele é que esse foi um país construído graças ao trabalho dos portugueses, que conseguiram unir essa nação, apesar dos índios rebeldes e dos negros indolentes e também rebeldes. Nessa história que vai se construindo, que entra na história é o indígena que ajudou os portugueses. O índio que não aceita colonizador fica visto como o selvagem. Convivemos com essas duas representações, do índio que é amigo, o tupi, e o que resiste, o tapuia. Essa visão da história nos atrapalha a perceber o papel do indígena, já que o tempo todo a história foi construída tentando se minimizar o papel desse indígena. Um dos motivos para que o Estado tenha demorado a avançar para o interior foi

20/03/2022 / 0 Comments
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‘Cidades Comestíveis’ propõe olhar as cidades sob a perspectiva dos passarinhos

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Projeto mapeia árvores frutíferas, estimula colheitas urbanas e cozinhas experimentais coletivas nos bairros Divulgação Junte um olhar silvestre sobre a cidade com a vontade de compartilhar alimentos, afetos e abundância na selva de pedra. Acrescente doses generosas de arte e faça bom uso de uma ferramenta desenvolvida para dar forma e unir experiências semelhantes nos quatro cantos do mundo. Essa é a receita básica do projeto Cidades Comestíveis, idealizado pelo artista capixaba Piatan Lube. Já em funcionamento, o projeto está reunindo, por meio de um mapeamento colaborativo, pontos em que há alimentos disponíveis nas cidades, não em mercados ou doações, mas no próprio ambiente natural, por meio de grande quantidade e variedade de árvores frutíferas e outras plantas disponíveis para alimentação pública na cidade. O município de Viana, onde reside o idealizador, é o pontapé inicial desse mapeamento, que será contínuo e vai incluir a realização de cozinhas coletivas para preparar alimentos encontrados no mapeamento. Divulgação O mapa online que dá origem ao projeto está sendo feito utilizando uma plataforma já usada internacionalmente para esse tipo de registro, a Falling Fruit, que traz como slogan ‘Map the urban harvest’ (Mapear a colheita urbana). A proposta das cozinhas é compartilhar alimentos entre as pessoas que passam pelo local. O projeto parte dos conceitos de arte social e práticas comunitárias, que vêm sendo trabalhados há anos por Piatan Lube em suas obras. “Esse projeto enriquece a maneira de perceber a cidade, alonga a área de atuação dos artistas, se propõe como construção de uma ação comunitária coletiva e colaborativa. Eu sozinho não consigo realizar, então a gente vai envolvendo, criando ferramentas para a colaboração”, diz Piatan Lube. Para ele, além dos questionamentos, o projeto apresenta solução, uma linha de condução para uma cidade viva, que compartilhe farturas e felicidades. Divulgação “Eu me vi como um pássaro. Se eu sou um pássaro, como andaria na cidade? Eu andaria atrás das frutas. Assim, como artista, o que eu fiz foi mudar meu olhar para esse olhar de pássaro e comecei a mapear os locais onde estão as frutas”, conta o idealizador do projeto. No desafio de criar essa colaboratividade que faz parte de sua linha artística, ele aponta várias possibilidades de participação das pessoas diante do Cidades Comestíveis: acompanhando o projeto pelo site e redes sociais, se cadastrando na plataforma do Falling Fruits e ajudando no mapeamento e também participando das cozinhas coletivas, que são abertas e gratuitas nos bairros indicados. “São pontos de multiplicação. Ali se pode tomar um suco, levar uma fruta, fazer um doce, colher de uma árvore, além de receber material informativo com instruções sobre como funciona toda a metodologia e funcionalidade do projeto e como se pode participar e colaborar. “Vamos envolvendo as pessoas e utilizando ferramentas para que o projeto seja autônomo, que as pessoas continuem plantando, colhendo e distribuindo alimentos como parte de uma sociabilidade e de uma forma de ver o lugar em que a gente mora, para torná-lo melhor, mais saudável e com alimentos gratuitos”. Divulgação O projeto é realizado com recursos do Fundo Estadual de Cultura (Funcultura), por meio de seleção no edital de Artes Visuais da Secretaria de Cultura do Espírito Santo (Secult), contando também com apoio da Secretaria de Esporte, Turismo e Cultura de Viana (Semect) e do Instituto Federal do Espírito Santo – Campus Viana (Ifes Viana). Do Museu para as ruas e praças O embrião do projeto está numa experiência realizada por Piatan Lube em 2013 chamada Tabebuias Cozinhas Experimentais, que resultou em uma instalação no Museu de Arte do Espírito Santo (MAES) no qual frutas colhidas eram levadas para o local, fazendo com que a exposição fosse uma cozinha experimental. “A ideia inicial era realizar o plantio de árvores frutíferas na cidade, como uma intervenção urbana que a transformaria. Mas houve impedimentos por parte da prefeitura, alegando que plantar frutas poderia ocasionar alguns acidentes e a prefeitura poderia ser responsabilizada”, diz. Por isso, a solução foi mapear árvores já existentes, algo que ganhou novo impulso anos depois com o Cidades Comestíveis, que tem início em Viana, mas com potencial de se expandir para outros municípios. Divulgação Piatan considera que o novo projeto permite aumentar o mapeamento, ampliar a pesquisa e também possibilitar que as cozinhas espontâneas se deem para além do espaço do museu para agora ganhar as ruas e praças. Calendário  O Cidades Comestíveis fez sua primeira atividade no dia cinco de março em Marcílio de Noronha. Na semana seguinte, Em seguida, passou pelo bairro Primavera e, na última sexta-feira (18), no bairro Universal, onde envolveu os estudantes da escola local. As próximas estações serão em Canaã, (dia 25) e a pracinha do posto de Saúde de Viana Sede, no dia dois de abril. Divulgação Participação em cinco passos Veja as dicas do Cidades Comestíveis para estimular a participação no projeto:  Primeiro: Passeie pelo seu bairro, de preferência a pé, e comece a observar as árvores que compõem sua cidade: banana, acerola, cacau, abacate, manga, jaca, seriguela, cajá, araçá, goiaba, entre tantas. Vá descobrindo as frutas de sua rua e do seu entorno. Uma dica é pesquisar aqui: https://www.frutiferas.com.br/nativas-brasileiras.  Segundo: Entre no Failling Fruit, faça seu cadastro, é simples e fácil. O site https://piatanlube.wixsite.com/website tem em seu cabeçalho um item explicando passo a passo de como marcar as árvores que você achou. Terceiro: Acompanhe a agenda das cozinhas espontâneas por mídias sociais no Instagram @cidades.comestiveis e pelo website https://piatanlube.wixsite.com/website. Quarto: Faça sua colheita e compartilhe. Quinto: Guarde as sementes e replante na cidade, assim, semente por semente, plantinha por plantinha, deixaremos nossa cidade viva e repleta de alimentos para que possamos sempre colher e compartilhar. Divulgação

20/03/2022 / 1 Comment
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Encontro reúne mulheres do congo na Serra

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Na coluna: Moqueca de Palhaço; festival de danças populares; lançamentos Izar e Suindara; Fundo a Fundo 2023 CULTURA POPULAR Congueiras gravam vídeo na Serra ABC Serra No embalo do mês de março, a Associação de Bandas de Congo da Serra (ABC/Serra) realiza no domingo (20), a partir das 9h30, a Roda de Memória de Mulheres Congueiras. São esperadas cerca de 40 delas, entre rainhas, dançarinas, mestras de congo, artesãs e festeiras, que se encontram na sede da ABC em Serra Sede. A atividade faz parte da programação do Ponto de Memória do Congo na Serra e na ocasião serão registrados depoimentos das participantes em audiovisual, como parte de uma série de três episódios sobre o congo serrano. Criada em 1986 sob liderança do saudoso Mestre Antônio Rosa, a ABC- Serra é uma entidade sem fins de lucro que possui 19 bandas de congo associadas, que abarcam comunidades desde o litoral ao interior do município. Desde 2013 é sediada no bairro São Domingos, em Serra Sede, que possui acervo histórico permanente e estrutura para atividades das entidades, sendo agora reconhecida como um Ponto de Memória dentro da política cultural estadual. CIRCO Festival de palhaçaria abre inscrições Rumo a sua terceira edição, o Moqueca de Palhaços – Festival de Palhaçaria Capixaba abriu inscrições para números que queiram fazer parte da programação, que acontecerá em formato híbrido de 10 a 17 de abril, com atividades online e presenciais, no Centro Histórico de Vitória, em espaço público e centros culturais. Artistas circenses, performers, músicos, dançarinos e outros podem inscrever suas apresentações até dia 31 de março por formulário online. O evento é realizado pelo grupo Lacarta Circo Teatro, com recursos do Fundo Estadual de Cultura (Funcultura). DANÇA Festival de Danças Populares em Vitória Outro evento que está nos preparativos é o Festival Dança Vix – 1° Festival de Danças Populares de Vitória, organizado pela Associação Cultural Andora dos dias 26 a 29 de maio. A sede do evento será a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), mas também haverá cortejos e apresentações em outros espaços públicos e em patrimônios histórico-culturais da região da Grande Vitória. Acompanhe novidades por aqui.  Aliás, o Andora abriu inscrições para suas oficinas de Danças Populares Brasileiras, que voltam a ser ofertadas com o retorno das atividades presenciais na Ufes, onde o grupo funciona como projeto de extensão. As aulas acontecem às segundas e quartas-feiras, das 17h às 19h, na sala de dança do CEFD. Para participar é obrigatório ter a vacinação completa contra Covid-19. As inscrições podem ser feitas aqui. MÚSICA Suindara lança ‘Bailado de Cabocla’ Divulgação Surgido na vila de Patrimônio da Penha, reduto alternativo em Divino de São Lourenço, na região do Caparaó, o grupo Suindara lançou nessa sexta-feira (18) seu primeiro single, Bailado de Cabocla, disponível em redes como Spotify, Deezer e Apple Music.  Compõem o Suindara as artistas Aline Maria, Laíssa Gamaro e Relva Rodrigues. O EP completo, que leva o nome do grupo, sai no próximo dia 25 de março. Izar inicia jornada de lançamentos Outro que prepara o lançamento de disco é o músico e compositor Izar, que no dia 25 apresenta Fake, o primeiro de sete lançamentos mensais que vão culminar na formação final do disco Fantástica Realidade. A primeira canção apresentada, como o nome pode sugerir, fala das notícias falsas que ganham cada vez mais espaço na nossa sociedade. A sequência de lançamentos será terminada no dia 16 de setembro, com a canção que dá nome ao disco. As canções estarão disponíveis no YouTube do artista e outros espaços. LITERATURA Sarau da Barão lançará coletânea literária Um dos mais antigos e constantes saraus em atividade no Espírito Santo, o Sarau da Barão completa em 2022 sete anos de existência. Como parte das comemorações, será lançado um zine com poemas inéditos, com tema livre e inscrição aberta para poetas de todo Brasil. Serão 20 os selecionados para comporem a obra. O edital de chamamento está disponível aqui. LANÇAMENTO Castiel Vitorino lança livro na Fonte Grande Artista capixaba que vem ganhando destaque no âmbito nacional, Castiel Vitorino Brasileiro lança neste sábado (19), o livro Quando o sol aqui não mais brilhar: a falência da negritude. O local do evento é o Quintal Bantu, caso do Mestre Renato Santos, na Fonte Grande, Vitória. A programação começa 15h, tendo apresentação da Escola de Samba Unidos da Piedade seguida de conversa sobre o livro, publicado pela reconhecida editora n-1. EXPOSIÇÃO  Viviane Mosé debate residências artísticas Seis artistas capixabas iniciaram o programa Residência Artística da Galeria de Arte e Pesquisa da Ufes (GAP), que resultou na exposição Saturação, com curadoria do artista e professor Didico, participante da residência junto com Alexandre Marin, cham.amanda, Renata Apolinário, Ronaldo Gentil e Rosana Paste. Na próxima terça-feira (22), de 9h às 10h, a psicóloga, filósofa e poetisa Viviane Mosé participa de uma live com os artistas no qual será discutida a experiência e os trabalhos produzidos. A transmissão será por meio do canal do Centro de Artes no YouTube. POLÍTICA CULTURAL Secult abre inscrições para Fundo a Fundo 2023 Menos de duas semanas depois de anunciar os 46 municípios contemplados para receber a primeira leva de recursos por meio do Programa de Coinvestimento Cultural (Fundo a Fundo), a Secretaria de Cultura do Espírito Santo (Secult) abriu inscrições para os entes que queiram participar no ano de 2023. No programa, o governo estadual descentraliza recursos para o setor mediante contrapartida financeira também dos municípios, tendo sido totalizados R$ 8,3 milhões para 2022, somando os recursos estaduais e municipais. As inscrições devem ser feitas pelo Mapa Cultural ES até o dia 30 de novembro. Mais informações aqui.

19/03/2022 / 0 Comments
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​Audifax lança pré-candidatura no dia 30 já com estrutura de campanha pronta

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Ex-prefeito da Serra será o único candidato da Rede a governador no País, recebendo tratamento prioritário Leonardo Sá O ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) lança a pré-candidatura ao governo do Estado no próximo dia 30, em um espaço no bairro de Laranjeiras, já com a estrutura de campanha eleitoral toda estruturada, inclusive a chapa para deputado estadual. Neste sábado (19), ele prossegue os contatos visando a finalização da chapa para a Câmara Federal. Com reduto no maior colégio eleitoral do Espírito Santo, Audifax tem como adversário político em seu município o atual prefeito, Sérgio Vidigal (PDT), que em 2020 derrotou seu candidato, o vereador Fábio Duarte (Rede), por uma margem reduzida de votos. Fábio está na chapa como concorrente à Assembleia Legislativa, em companhia do ex-vereador de Vitória Roberto Martins. Dos 10 nomes apontados à sucessão de Renato Casagrande (PSB), Audifax será o quarto concorrente ao governo a lançar candidatura, formando com Erick Musso (Republicanos), Carlos Manato (PL), Felipe Rigoni (União) e Fabiano Contarato (PT) os quatro já definidos formalmente como pré-candidatos. Um cenário que pode se alterar, levando em conta que Contarato depende de decisões de seu partido no âmbito nacional para se manter na disputa, e Rigoni encontra dificuldades para a formação de chapa de deputado federal e estadual. Outros nomes cotados, como do prefeito de Linhares, Guerino Zanon (MDB), mantêm contato com outras legendas, na tentativa de consolidar no palanque. No caso de Zanon, a rejeição ao seu nome é da própria presidente do partido, Rose de Freitas, alinhada a Casagrande, candidato à reeleição. O ex-prefeito da Serra vem trabalhando a candidatura desde 2021, período no qual percorreu 74 dos 78 municípios do Estado, segundo sua assessoria. Político experiente, foi eleito deputado federal em 2010 e prefeito do município de Serra em 2012, sendo reeleito em 2016. No estágio atual, ele diz construir o plano de governo juntamente com lideranças do interior. Único candidato a governador pela Rede, Audifax recebe tratamento prioritário da Executiva Nacional, com destaque para recursos financeiros provenientes do Fundo Eleitoral. Essa situação irá permitir maior articulação dos concorrentes a deputado, tanto federal quanto estadual, com destaque para novas lideranças. Entre elas a vereadora do município Rafaela Morais, em primeiro mandato, que vai disputar a Câmara dos Deputados.

19/03/2022 / 6 Comments
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Renzo deixa o PP e se acomoda no PSC para garantir disputa à Câmara

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Filiação do deputado desfaz as articulações com o partido Republicanos, de Erick Musso Lissa de Paula/Ales A filiação neste sábado (19) do deputado estadual Renzo Vasconcelo ao PSC, reduto de evangélicos em crescimento no Estado, coloca um ponto final no que parecia no mercado político um arranjo entre o Pros e o Republicanos, conduzido pelo parlamentar à pré-candidatura ao governo do também deputado Erick Musso. Sem espaço, e até essa sexta-feira (18) filiado ao PP, o parlamentar exercia controle sobre o Pros, por força de intervenção na Estadual do partido, em 2021. Em sua nova legenda, Renzo acomoda-se ao bloco de apoio ao governador Renato Casagrande (PSB), disputado também pelo pré-candidato Carlos Manato (PL) e Erick Musso, único presente ao ato de filiação. Com ele, se filiam os ex-deputados estaduais Jamir Malini e Gildevan Fernandes, que formam a chapa à Câmara Federal do partido, que conta ainda com a cantora gospel Lauriete, candidata à reeleição. A articulação inclui o presidente do partido, ex-deputado estadual Reginaldo Almeida, que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa, e pré-candidatos a deputado estadual. Reginaldo, liderança no meio evangélico, participou do café da manhã oferecido a pastores da Convenção das Assembleias de Deus no Estado do Espírito Santo e Outros (Cadeeso) por Casagrande, em fevereiro. O encontro provocou reações do grupo de apoiadores de Manato, gerando até desmentidos de ambas as partes de que não se tratava de pauta política. A reunião afetou o bloco do ex-senador Magno Malta, que tem como pré-candidato Manato. A movimentação de Renzo o levou a indicar o presidente do Pros, Kauê Oliveira, seu ex-chefe de gabinete na Assembleia, para o gabinete de Erick Musso, sinalizando o alinhamento entre os dois partidos, na esteira de controle assumido pelo deputado em 2021, quando ele destronou o ex-deputado estadual Sandro Locutor da presidência da legenda no Estado, provocando uma debandada de filiados. Erick busca fortalecer densidade eleitoral e dá cargo a presidente do Pros – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/erick-musso-busca-fortalecer-densidadeeleitoral-e-da-cargo-a-presidente-do-pros

19/03/2022 / 2 Comments
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Efeito Osborne

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Os czares da era moderna são tão terríveis quanto PC Osborne 1 – pioneiro Mal começou, e o ano já nos castiga com uma guerra. Que, por pior que seja, ainda pode piorar. Sem nem mencionar um certo vírus que continua rondando nossos ares. O jeito é investir numa viagem ao passado, rever alguns fatos ocorridos neste terceiro final de semana de março. Medalha de barro de mau negociante vai para Adam Osborne, criador do primeiro computador portátil disponível comercialmente, em 1981. *Por que não temos o Osborne-40 nas lojas de hoje? Mr. Osborne criou também o chamado “Efeito Osborne”, ao anunciar que a empresa iria lançar em breve um modelo mais avançado. Ninguém comprou o número 1, esperando o número 2, e a empresa faliu. Hoje as coisas mudaram: compramos um novo Iphone mesmo sabendo que eles vão lançar um modelo mais avançado não demora muito. *Os nascidos em 18/3 – Em tempos de desrespeito ao meio-ambiente, a medalha de ouro vai para Johnny Chapman, nascido em 1845. Mais conhecido como Johnny Appleseed, ele passou a vida plantando sementes de maçã por onde passasse – appleseed: semente de maçã. Já que um tirano russo voltou à mídia, lembramos do primeiro czar russo, nascido em 18/3/158: Ivan, o terrível, que matou o próprio filho. Os czares da era moderna são tão terríveis quanto. * Dia 19 homenageamos São José. O primeiro horário de verão (inverno para outros) começou na Alemanha em 19/3/1916. Mesmo ano na Inglaterra. Nos Estados Unidos em 1919 e no Brasil 1931. Em 1953, a primeira transmissão do Oscar pela televisão…E o Oscar foi para: “O maior espetáculo da terra”. Em 1950 faleceu Edgar Rice Burroughs, criador do Tarzan, em 1914. * Mary Mallon, mais conhecida como “Mary Tifo, foi o primeiro caso de pessoa saudável portadora do tifo. Sem sintomas, infectou 51 pessoas no restaurante em que trabalhava. Três morreram. Outros surtos de tifo surgiram nos outros lugares em que trabalhou. Mary foi forçada a ficar em quarentena por três anos. Liberada sob promessa de nunca trabalhar como cozinheira, não obedeceu e continuou transmitindo a doença. Foi então presa e depois mantida em lockdown pelo resto da vida. * Por que deixar a segunda-feira de fora? Mister Rogers (Fred McFeely Rogers) nasceu em 20/3/1928. Sim, aquele do filme com Tom Hanks. Ele disse: “Você tornou esse dia especial apenas sendo quem você é. Adam Osborne disse: “As pessoas pensam que usando um computador não vão cometer erros. Elas estão erradas. Com um computador você vai errar mais depressa”.

19/03/2022 / 0 Comments
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Coletivo do Ifes propõe associação de turismo étnico no Estado

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Ideia é promover um turismo que contemple as comunidades tradicionais e periféricas  O Coletivo de Negras e Negros do Instituto Federal do Estado (Ifes), Campus Vitória (Connifes), vai criar uma associação de turismo étnico e comunitário no Espírito Santo. O intuito é promover um turismo que valorize as comunidades tradicionais e regiões periféricas, despertando uma nova perspectiva para quem chega ao Estado. “O turismo atual é elitizado e não contempla as comunidades tradicionais, dos morros e das periferias”, destaca Adriana Silva, coordenadora do coletivo e do Fórum Nacional de Mulheres Negras. A associação irá atuar na formação de guias e gestores de turismo sobre o tema, e também quer reunir empreendedores negros e de comunidades tradicionais. “Não temos o objetivo de só ter o associado, mas que esse associado também seja empreendedor nessa área do turismo”, destaca. Com a associação criada, também ficam consolidadas as condições para reforçar a reivindicação de políticas públicas, explica Adriana. “Nós poderemos participar dos conselhos de turismo e estar dentro desses espaços que discutem as políticas públicas, para que possamos defender o turismo étnico, e o próprio racismo, que também atua no turismo”, aponta. Além de promover uma modalidade de turismo que combata essa elitização, a associação também tem a expectativa de desenvolver a situação econômica das comunidades tradicionais. “O turista poderá vivenciar um momento diferenciado do que está acostumado e, ao mesmo tempo, gerar renda para as comunidades”, enfatiza. A proposta da associação é debatida neste sábado (19), no I Encontro de Estudantes de Turismo do Ifes. Realizado no Museu Capixaba do Negro (Mucane), o evento conta com a presença de representantes de comunidades indígenas e quilombolas, bem como especialistas em turismo.

19/03/2022 / 1 Comment
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Operação da PF que afastou servidor afeta articulação eleitoral do PSB

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Exoneração de Rodrigo Vaccari, suspeito de receber propina, foi formalizada um dia depois da operação Seag-ES Abala a estrutura do processo eleitoral do PSB e a própria articulação do governador Renato Casagrande, a exoneração, nesta sexta-feira (18), do subsecretário de Infraestrutura Rural da Secretaria de Agricultura (Seag), Rodrigo Vaccari, apontado como suspeito em recebimento de propina, de R$ 840 mil, na compra de álcool em gel no início da pandemia de Covid-19. O ato foi publicado no Diário Oficial, um dia depois da operação da Polícia Federal (PF) que revelou o suposto envolvimento do servidor comissionado no processo fraudulento. Vaccari, ligado ao secretário da pasta, Paulo Foletto (PSB), deputado federal licenciado e um dos aliados mais próximo a Casagrande, é cotado como um dos nomes do partido para concorrer à Assembleia Legislativa pelo PSB, que no próximo dia 27 realiza seu congresso estadual em Vitória. No evento, segundo os meios políticos, poderá ser lançada a pré-candidatura do governador à reeleição. Nessa quinta-feira (17), a Executiva do PSB divulgou o convite para o ato, que será realizado no cerimonial S, no bairro Santa Lúcia, a partir das 8 horas, endereçado aos delegados, presidentes de diretórios, prefeitos e vice-prefeitos, vereadores, pré-candidatos e membros do diretório estadual. O envolvimento do agora ex-subsecretário Rodrigo Vaccari é resultante de mais uma etapa da “Operação Volátil II”, deflagrada pela Polícia Federal para apurar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Grande Vitória, com sequestro de bens e valores na ordem de R$ 6 milhões. Segundo investigações da Polícia Federal, Vaccari teria recebido propina por meio de um lobista – um empresário e despachante morador da Mata da Praia, em Vitória – num contrato de sobrepreço na compra de álcool em gel. O lobista e a esposa também foram alvos da operação. Em nota, Vaccari afirmou que é “um equívoco grave afirmar que houve superfaturamento, tomando como base os preços do álcool em gel em períodos de normalidade. Outro grande erro é usar distorções para justificar suposições, como a compra de uma chácara com dinheiro proveniente de vantagens indevidas, quando a aquisição do bem é de mais de uma década atrás, portanto anterior aos fatos apurados. O cidadão de bem do Espírito Santo tem o direito de conhecer a verdade, e para isso não medirei esforços”. Nos bastidores, a operação da Polícia Federal respinga nas articulações de outubro, apesar de não haver qualquer envolvimento do governo e de dirigentes do PSB. Lideranças políticas comentam que esse caso vir à tona no momento em que estão se definindo as candidaturas, é negativo para a imagem da legenda, que, de imediato, pode perder quadros que poderiam ser bons puxadores de votos. PF desbarata grupo de compra ilegal de álcool em gel e servidor do Estado é afastado – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/pf-desbarata-grupo-de-compra-ilegal-dealcool-em-gel-e-servidor-do-estado-e-afastado

18/03/2022 / 1 Comment
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Quarta dose contra Covid poderá ser aplicada junto com Influenza

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Reforço para idosos começa nesta segunda e Influenza na quarta. Novo Mapa de Risco tem apenas cores azul (muito baixo) e verde (baixo) O Espírito Santo também decidiu adotar o reforço de vacinação contra Covid-19 em idosos, aplicando a quarta dose para esse público a partir desta segunda-feira (21). O anúncio foi feito pelo governador Renato Casagrande em suas redes sociais, nesta sexta-feira (18).  “Por meio do ICEPi [Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde], junto com o Ministério da Saúde e o Hucam [Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes], será realizado um estudo de efetividade e imunogenicidade da medida. Vamos proteger nossos idosos capixabas”, complementou. A importância da medida, que também terá início em São Paulo na mesma data, foi reforçada pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, que salientou a importância da imunização conjunta desse público contra o vírus da Influenza. “E a partir de quarta-feira (23), com a chegada das vacinas para Influenza, teremos a oportunidade de proteger nossos idosos contra a Covid-19 e gripe. Ambas vacinas podem ser aplicadas no mesmo dia. Vacinas salvam vidas, vacinem-se”, conclamou o gestor da Saúde. O reforço vacinal com quarta dose é defendido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que publicou sua recomendação no boletim do último dia 11 do Observatório Covid-19. “Metade dos óbitos ocorre em pessoas com no mínimo 78 anos, que possuem maior vulnerabilidade às formas graves e fatais da Covid-19”, salientou a entidade. A recomendação dos pesquisadores é que o reforço seja aplicado após seis meses da terceira dose.  O Observatório chamou atenção também para a necessidade de ampliar a imunização das crianças contra a doença. “Ao mesmo tempo em que casos graves são mais concentrados nas idades mais avançadas, cresce a contribuição de grupos mais jovens, principalmente de crianças, no quantitativo total de número de casos. A maior vulnerabilidade das crianças, provocada principalmente pela baixa adesão deste grupo à vacinação, compromete igualmente o grupo que se encontra no extremo oposto da pirâmide etária”.  No último dia sete, o secretário Nésio Fernandes apresentou dados referentes a uma análise feita pela Sesa sobre os primeiros 709 óbitos registrados este ano, destacando o enorme feito positivo que a terceira dose tem sobre o estímulo à imunidade dos idosos.  Segundo a análise, a mortalidade entre idosos com três doses de vacina contra a Covid-19 é 256 vezes menor do que na população da mesma faixa etária com duas doses. “É extraordinário o efeito da terceira dose no estímulo de imunidade da população idosa. É correspondente ao estímulo produzido por duas doses na população adulta”, comparou o secretário, na ocasião. Os idosos, prosseguiu, somam 77% dos 709 primeiros óbitos que ocorreram no início da quarta onda da pandemia, nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. Mapa de Risco Também nesta sexta-feira, o governo do Estado divulgou o 99º Mapa de risco Covid-19, que terá vigência entre a próxima segunda-feira (21) e o domingo seguinte (27). O mapa tem somente cores verde (baixo) e azul (muito baixo), melhor que o anterior, que contava com um município em amarelo (Cachoeiro de Itapemirim). Duas microrregiões – Central Serrana e Sudoeste Serrana – já estão classificadas em risco muito baixo, totalizando 12 municípios, e os demais 66 municípios estão em risco baixo. Não há cidades classificadas em risco moderado (amarelo), alto (vermelho) ou extremo (roxo). De acordo com a Portaria da Secretaria da Saúde (Sesa), serão classificadas em Risco Muito Baixo as microrregiões que alcançarem 80% da população adulta com o esquema vacinal primário (segunda dose ou dose única); 90% da população de 12 a 17 anos vacinada com a primeira dose; e 90% da população idosa apta com a dose de reforço. A Matriz de Risco de Convivência considera no eixo de ameaça: o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias, além da quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias. Já o eixo de vulnerabilidade considera a taxa de ocupação de leitos potenciais de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento da Covid-19, isto é, a disponibilidade máxima de leitos para tratamento da doença.  Classificação dos municípios Risco Muito Baixo: Afonso Cláudio, Brejetuba, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Itaguaçu, Itarana, Laranja da Terra, Marechal Floriano, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa e Venda Nova do Imigrante. Risco Baixo: Alfredo Chaves, Água Doce do Norte, Águia Branca, Alegre, Alto Rio Novo, Anchieta, Apiacá, Aracruz, Atílio Vivácqua, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Bom Jesus do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Fundão, Governador Lindenberg, Guaçuí, Guarapari, Ibatiba, Ibiraçu, Ibitirama, Iconha, Irupi, Itapemirim, Iúna, Jaguaré, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Linhares, Mantenópolis, Marataízes, Marilândia, Mimoso do Sul, Montanha, Mucurici, Muniz Freire, Muqui, Nova Venécia, Pancas, Pedro Canário, Pinheiros, Piúma, Ponto Belo, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Rio Novo do Sul, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São José do Calçado, São Mateus, São Roque do Canaã, Serra, Sooretama, Vargem Alta, Viana, Vila Pavão, Vila Valério, Vila Velha e Vitória.

18/03/2022 / 0 Comments
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