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O Caçador; Ventos da Liberdade; Pacto de Lobos; e Rain Man O Caçador Filme australiano sobre um caçador obcecado em encontrar uma espécie rara que existiu, segundo relatos, há muitos anos na Tasmânia. Nenhum local viu o animal, mas o protagonista Martin, enviado por uma empresa de biotecnologia, insiste na sua busca em nome da ciência. O filme é bem feito, apesar do roteiro previsível.  Ventos da Liberdade No ano de 1979, duas famílias alemãs planejam fugir para o lado ocidental. Depois de uma primeira tentativa fracassada, eles começam a levantar suspeitas das autoridades. O filme mantém o clima tenso do início ao fim, porque qualquer pessoa mais próxima pode entregá-los, inclusive o vizinho, que é agente federal, mas não suspeita de nada. As famílias contam com a cumplicidade dos simpatizantes da causa e a perseguição dos aliados do governo. É impossível saber de que lado a população está. Pacto de Lobos No século XVIII, De Fronsac e o nativo americano Mani são enviados a França para investigar uma série de mortes causadas por um animal misterioso, um monstro que parece um lobo gigantesco. Sucesso de bilheteria em 2001, este filme é um dos poucos de lobisomem realmente bons. É interessante porque foi baseado nos relatos reais da época. É claro que o filme adicionou muito mais elementos na história, como sociedades secretas, aristocratas, lutas coreografadas e até intrigas dentro da igreja católica.  Rain Man O pai de Charlie deixou em testamento para um dos filhos um Buick 1949 e algumas roseiras, para o outro, até então desconhecido, 3 milhões de dólares. Charlie descobre que esse irmão é Raymond, um autista que vive sozinho num sanatório. Charlie faz de tudo para tirá-lo da instituição para que assine um contrato aceitando ceder metade da herança. A experiência de conhecer pela primeira vez o irmão mais velho faz com que Charlie se aproxime mais dele e o dinheiro torna-se menos importante. 

19/02/2022 / 0 Comments
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Manchas de óleo da Imetame já estão no rio Preto, alertam moradores em protesto

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Há risco de contaminar água que abastece Regência. Caso é mais um na série de vazamentos já ocorridos na região Redes sociais “Tome lama, tome óleo, tome drama”. “Choramos Óleo”. “Não há exploração petroleira segura”. “Qual é o plano de emergência?”. Essas foram algumas das palavras de ordem expostas na manifestação realizada na tarde desta sexta-feira (18) na comunidade indígena de Areal, em Linhares, norte do Estado, em protesto ao vazamento de óleo ocorrido há três dias na Estação de Lagoa Parda, de propriedade da Imetame Energia.  O protesto mobilizou moradores de Areal, Entre Rios, Regência e Povoação, comunidades que podem ser diretamente afetadas pelo vazamento. Desde a identificação do problema, na manhã de terça-feira (15), o óleo já se espalhou pelos alagados da região, atingindo a vegetação, e manchas oleosas já foram visualizadas dentro do leito do rio Preto.  “Vimos com nossos olhos que tem um óleo passando ali [no rio Preto]. Estamos preocupados. O que pode acontecer com a gente se chegar esse óleo em Regência?”, relata Ana Ayres Burnier, do coletivo de mulheres Vigilantes da Foz do Rio Doce, que organizou o protesto com apoio da Campanha Nem Um Poço a Mais. Redes sociais “Quando teve o rompimento da barragem da Samarco [Vale-BHP[, ficamos sendo abastecidos com carro-pipa. Hoje, o abastecimento é 70% do Rio Doce. Com esse óleo, como vai ser? A Imetame vai fazer análise dessa água, vamos ter acesso ao laudo?”, pergunta a ativista.  Morador de Entre Rios presente no ato, o agricultor Célio Fernandes confirma a visualização do óleo no rio Preto. “E chovendo como está, vai chegar na captação de água da vila [de Regência]”, pontua. Em sua comunidade, o abastecimento ainda é feito por carros-pipa da Samarco desde o rompimento da barragem de Fundão em 2015. Antes, a água das casas era captada em poços artesianos.  Os manifestantes também questionaram aos empregados da Imetame sobre os prejuízos à saúde decorrentes dos contatos já feitos com a água contaminada. “Areal já estava ilhada, por causa das enchentes e da chuva. Mas muita gente trabalha fora, teve que atravessar a estrada e entrar em contato com o óleo. Estão passando mal”, conta Ana, reverberando relatos de vários presentes.  “É muito triste ver tanto óleo na água”, lamenta. “E triste também ver o encanamento do oleoduto, todo enferrujado. Exigimos manutenção já!”, entoa, ressaltando um dos dizeres expostos nos cartazes dos manifestantes. Redes sociais Na carta de repúdio publicada pelo coletivo, as voluntárias ressaltam “o absoluto descaso e a ganância de empresas que não se preparam adequadamente e não respeitam a vida humana e o meio ambiente, [o que] tem sacrificado profundamente o nosso território”. E reivindicam “o princípio da precaução que deve nortear o trato de atividade altamente perigosa para o meio ambiente, como é o caso da exploração de petróleo”, medida, sublinham que “deve ser fiscalizado com bastante acuro por parte dos órgãos públicos”. No caso da Imetame Energia, o licenciamento ambiental é de responsabilidade do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), que acompanha os trabalhos de contenção do óleo. Redes sociais Em nota, o órgão informou que sua “equipe de fiscalização continua acompanhando o trabalho de remoção do produto, que está sendo feito por uma empresa especializada contratada pela Imetame, conforme estabelecido por condicionante do licenciamento ambiental”.  O Iema disse ainda que “a empresa possui plano de emergência aprovado pelo órgão ambiental, que foi acionado assim que o acidente ocorreu. Somente após a limpeza do local é que serão avaliados os impactos ambientais e a dimensão real da área e recursos naturais afetados, para então o Iema emitir as sanções cabíveis”. Empresas impunes Pescador em Povoação e atual presidente da associação local, Simião Barbosa lembra que esse não é o primeiro derramamento tóxico ocorrido na região desde o início da exploração de petróleo pela Petrobras, nos idos dos anos 1980.  Na sua memória, já foram dois derramamentos em Areal, dois em Povoação e um em Regência. “Acontece constantemente e as empresas ficam impunes. Os governantes deveriam ser mais rígidos”, roga. “Contamina a água, contamina tudo: o solo, os serres vivos, a vegetação. A natureza precisa disso tudo, mas eles chegam e acabam com tudo e fica por isso mesmo”, reclama. Em Povoação, houve vazamento de óleo e de gás. Esse último, ocorrido durante uma chuva com relâmpagos, chegou a produzir chamas que tiveram que ser apagadas pelos próprios moradores. “Tivemos aquele medo! Se tivesse demorado mais, podia ter incendiado tudo, queimado as casas perto. Quando a equipe da Petrobras chegou, já era de manhã”.  Danos não compensados  Atingido pelo crime da Samarco/Vale-BHP, Simião ainda sofre os danos físicos e econômicos da lama. Teve problemas graves de saúde, que ainda puderam ser comprovadamente relacionados com o contato com a lama. E a perda de renda em função da contaminação das roças que tinha nas ilhas do Rio Doce e da proibição da pesca.  “A Samarco até hoje não indenizou minhas roças. Só pagou parte do lucro-cessante. Só recebi três vezes, mesmo já tendo passado seis anos. O cartão [do Auxílio Financeiro Emergencial – AFE] continua, mas ficam ameaçando que vão cortar. Não sei se o mês que vem vou receber. Não pode pescar nem vender o peixe ainda…ela fala que vai cortar o cartão emergencial, porque a água já tá limpa”.  “Essas empresas grandes que não se importam com a população. Continuam fazendo tudo e faturando. Não ligam pra quem está sendo arrasado aqui. E a gente tem que conviver com isso até o final da vida”, suplica o pescador. ‘Submercado de poços de petróleo é antítese do combate à crise climática’ Campanha Nem Um Poço a Mais e Vigilantes da Foz do Rio Doce organizam ato contra vazamento de óleo pela Imetame https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/submercado-de-pocos-maduros-de-petroleo-e-antitese-do-combate-a-crise-climatica Vazamento de óleo da Imetame mostra ‘o custo da privatização’, diz sindicato – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/vazamento-de-oleo-da-imetame-mostra-o-custo-da-privatizacao-aponta-sindicato Óleo da Imetame vaza próximo à Reserva de Comboios em Linhares Comunidades atingidas de Areal e Entrerrios alertam sobre contaminação se espalhar por alagados, até chegar ao mar https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/imetame-tem-vazamento-de-oleo-proximo-a-rebio-comboios-em-linhares

18/02/2022 / 1 Comment
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Casagrande e secretários recebem mães no Palácio Anchieta

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‘Conseguimos retorno do respeito às nossas pautas’, afirma coletivo, que se reunirá com governador a cada 45 dias Redes sociais Ao final do quinto dia de acampamento no Palácio Anchieta, o coletivo Mães Eficientes Somos Nós (MESN) conseguiu ser recebida pelo governador Renato Casagrande (PSB) e os secretários de Estado de Saúde, Nésio Fernandes, e de Educação, Vitor de Angelo.  A reunião aconteceu às 17h desta sexta-feira (18), na presença de uma dezena de integrantes do coletivo que participavam do #AcampaPalacioAnchieta, muitas acompanhadas de seus filhos, e durou cerca de uma hora e meia.  “Conseguimos o retorno do respeito às nossas pautas”, declarou a coordenadora-geral do coletivo, Lucia Mara dos Santos Martins. “Foi uma reunião tensa, porque eles não queriam reconhecer a falha da gestão. Mas mostramos que, nesses quatro anos, não foi feito nada pelos estudantes nem as pessoas com deficiência no Estado”.  A necessidade urgente de retorno das crianças e adolescentes ao ensino presencial, a partir da contratação de cuidadores nas escolas, não pôde ser atendida nessa primeira conversa, ressalta Lucia Mara, porém, os compromissos firmados apresentam um cenário de melhorias a médio prazo.  Os dois principais encaminhamentos do encontro foram a criação de dois grupos de trabalho, formados cada um com três representantes do governo e três do coletivo, para debater ações da saúde e de educação, e a garantia de contratação de mais 1,5 mil consultas especializadas com neuropediatras e neuropsiquiatras para atendimento no Hospital Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha.  Os grupos de trabalho se reunirão a cada quinze dias, com a primeira a ser marcada na próxima semana. “Daqui a 45 dias, um novo encontro do coletivo com o governador e os secretários será realizado para acompanhar o andamento das solicitações”, informou a assessoria de Casagrande. Redes sociais Esses encontros se repetirão a cada 45 dias ao longo deste ano, até que as demandas das mães sejam sanadas. “Foi positivo. O #AcampaPalacioAnchieta produziu resultados. Nos grupos de trabalho vamos conseguir mostrar os problemas e dar as nossas sugestões para solucioná-los”, avalia Lucia Mara.  ‘Não à privatização da saúde pública’ Sobre as consultas que serão disponibilizadas pelo governo do Estado, as mães entendem que é uma remediação emergencial, mas que não atende a toda a demanda, já que as crianças e adolescentes com deficiência no Estado somam mais de 12 mil pessoas. Além disso, o formato adotado contraria o princípio do coletivo, de valorização da saúde pública e do Sistema Único de Saúde (SUS).  “Continua a privatização da saúde. Não compactuamos com isso, colocar dinheiro público no setor privado. Queremos o fortalecimento da saúde pública. Tem que fazer concurso público, contratar direto para o serviço público. O Hospital Infantil vai continuar sucateado?”, posiciona a coordenadora do MESN. Redes sociais Solidariedade O pedido de audiência com o governador e os dois secretários havia sido feito no último dia dez, para uma reunião na segunda-feira (14). Diante da alegada impossibilidade de agenda do chefe do governo estadual, as mães acamparam com seus filhos, à espera do encontro com os três gestores.  Nesse período, enfrentaram diversas dificuldades, como chuva, frio e tentativa de assalto, mas também receberam a solidariedade de diversos outros coletivos, militantes, pesquisadores e lideranças políticas, como o projeto Cuidadores que Dançam, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a vereadora Camila Valadão (Psol) e o deputado estadual Sergio Majeski (PSB). ‘Falta de cuidadores é problema de má gestão do Estado’, denuncia professor Mães e filhos com deficiência completam quatro dias acampadas no Palácio Anchieta por inclusão escolar e saúde https://www.seculodiario.com.br/direitos/falta-de-cuidadores-e-problema-de-ma-gestao-do-estado-denuncia-professor Mães Eficientes resistem há três dias no Palácio Anchieta à espera de Casagrande Acampamento expõe desespero das mães de filhos com deficiência, sempre excluídos, aponta conselheira https://www.seculodiario.com.br/direitos/maes-eficientes-resistem-ha-tres-dias-no-palacio-anchieta-a-espera-de-casagrande ‘Por que nossos filhos têm que ficar à margem da sociedade?’ Mães de crianças com deficiência aguardam Casagrande no Palácio Anchieta para tratar de cuidadores nas escolas https://www.seculodiario.com.br/direitos/por-que-nossos-filhos-tem-que-ficar-a-margem-da-sociedade-questiona-coletivo

18/02/2022 / 1 Comment
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​Candidata única, Luciana Andrade é reeleita para o comando do MPES

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Pleito nesta sexta-feira registrou 221 votos favoráveis à atual procuradora-geral de Justiça, do total de 273 Hélio Filho/Secom A atual procuradora-geral de Justiça, Luciana Andrade, foi reeleita nesta sexta-feira (18) para o biênio 2022-2024. Ela recebeu 221 votos, do total de 273, em eleição de candidatura única, condição registrada anteriormente no Ministério Público Estadual (MPES) apenas em 2014, com seu aliado Eder Pontes, hoje desembargador do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Com sua recondução ao cargo, o órgão ministerial completa, já no início do atual biênio, dez anos nas mãos do mesmo grupo. Luciana Andrade acompanhou, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), a divulgação do resultado pela Comissão Eleitoral, após o encerramento da votação, às 17h. Ela agradeceu à classe “pela confiança na gestão liderada por ela, principalmente durante o difícil período de pandemia”. A procuradora foi nomeada na sequência, pelo governador Renato Casagrande, em visita institucional no Palácio Anchieta. A posse será no dia 2 de maio. Ligada ao ex-procurador-geral e com trajetória em cargos de confiança no MPES, Luciana disputou a primeira eleição em 2020, após desistência de Eder Pontes que surpreendeu o mercado, recebendo 168 votos, 22 a mais que o principal adversário, promotor Marcello Souza. Na ocasião, ela era secretária-geral do gabinete de Eder e coordenadora da Assessoria de Gestão Estratégica. Assim que tomou posse, criou um cargo exclusivo para Eder, de assessor de Integração e Relações Externas (ASRE). A estratégia eleitoral do ex-procurador para eleger sua sucessora foi semelhante à efetivada com outra aliada, Elda Spedo, que assumiu o cargo em 2016, diante da impossibilidade de Eder concorrer ao terceiro mandato consecutivo. Ele voltou a assumir a principal cadeira do MPES em 2019 e, depois, escalou Luciana como sua candidata, para então se concentrar no projeto de chegar ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES), o que foi consolidado. No primeiro período de gestão, Elda atuou alinhada com Renato Casagrande (PSB), principalmente em questões polêmicas envolvendo a pandemia do coronavírus, como o fechamento do comércio e o isolamento social, e as investidas bolsonaristas contra o governador. A procuradora-geral é natural de Taubaté (SP) e iniciou a carreira no Ministério Público em março de 2003, como promotora de Justiça substituta na Promotoria de Justiça de Vila Velha. Atuou em várias comarcas do interior e, em 2011, foi promovida para atuar na entrância especial. Também trabalhou nas áreas Criminal, Cível e Infância e Juventude e integrou o Grupo Especial de Trabalho em Execução Penal (Getep). De 2012 a 2020, assumiu a função de secretária-geral do Gabinete do Procurador-Geral de Justiça, atuando ao lado de Eder Pontes desde quando ele assumiu o órgão ministerial pela primeira vez, até ser alçada como candidata à sucessão. Sem surpresas, governador anuncia Eder Pontes como novo desembargador – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/como-esperado-governador-elege-eder-pontes-novo-desembargador

18/02/2022 / 0 Comments
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Psol reforça frente ampla contra Bolsonaro e não define candidatura ao governo

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Em Vitória, presidente do partido, Juliano Medeiros, se reuniu com lideranças do PT, como Contarato, e da Rede O presidente nacional do Psol, Juliano Medeiros, em visita ao Estado nesta sexta-feira (18), reforçou a articulação para a formação de uma federação com a Rede Sustentabilidade, no plano nacional, pela qual será definida a candidatura ao governo do Estado. O apoio ao PT também está no debate. Ele chegou a Vitória na parte da manhã e, durante o dia, manteve encontros com lideranças das duas legendas, para cumprir agenda do projeto “Giro do Psol pelo Brasil”. A partir das 18h30, o presidente do Psol participa de uma reunião com o diretório estadual, no Triplex Lula Livre, Centro de Vitória, quando fará um balanço da visita, e às 19h30, de uma plenária com a militância e movimentos sociais, na praça Costa Pereira. Medeiros confirmou esforços para formatar uma frente democrática com o objetivo de derrotar Jair Bolsonaro nas eleições de outubro e acenou com apoio ao ex-presidente Lula, líder em todas as pesquisas, com ressalvas. A principal delas é a participação do ex-governador paulista Geraldo Alckmin como vice na chapa para a disputa presidencial. “Vamos sentar para discutir”, afirmou, e destacou um programa de 12 pontos para ser cumprido, caso se confirme a chapa Lula/Alckmim. Essa resistência a Alckmim vem da base do partido, conforme ficou demonstrado no seminário estadual realizado no último dia 11. No encontro, foi confirmando o nome de Gilbertinho Campos, concorrente à Prefeitura de Vitória em 2020 e apontado como candidato à sucessão estadual neste ano, para disputar o Senado. O Psol também aprovou o nome da vereadora de Vitória Camila Valadão como pré-candidata a deputada estadual. Juliano Medeiros manteve conversa com o senador Fabiano Contarato (PT), pré-candidato à sucessão de Renato Casagrande (PSB), articulação que também passa por definições no plano nacional, apesar da pressão favorável de dirigentes petistas no Espírito Santo. “Vejo com simpatia o nome do senador, que tem contribuído e ainda tem muito a contribuir para o nosso País”, disse. O presidente do Psol defendeu as federações partidárias, para ele, um “instrumento que vem democratizar o processo político-eleitoral”, em especial para partidos como o PCdoB e a Rede, por não passarem a chamada cláusula de barreira, quando um partido não atinge determinado percentual de votos, perdendo direito a recursos do fundo eleitoral e tempo nos meios de comunicação social. Juliano Medeiros destacou o programa de 12 pontos lançado nessa quarta-feira (16), na Câmara dos Deputados, como condição para o Psol “sentar para discutir a unidade da esquerda”. “Direito ao Futuro: diálogos para reconstruir o Brasil” é uma síntese das propostas do partido para unir a esquerda nas eleições de 2022 e “construir um novo país que reverta o atraso promovido pelos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro”. Os pontos vêm sendo apresentados em todo o Brasil e serão colocados para o ex-presidente Lula, com a exigência do “compromisso de cumpri-lo”, como apontou Juliano Medeiros. Compromissos Conheça os pontos listados pelo Psol:  Revogação das medidas implementadas após o golpe de 2016; e fim das reformas Trabalhista e da Previdência, do Teto de Gastos e outras medidas de desmonte de órgãos públicos, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional do Índio (Funai). Enfrentamento à crise climática: financiamento de transição energética; um novo modelo de desenvolvimento da Amazônia; desmatamento zero; respeito à natureza; e garantia de direitos a povos indígenas, tradicionais e quilombolas, utilizando empresas públicas como a Petrobras e a Eletrobras para pesquisa e desenvolvimento de novas matrizes energéticas. Reforma Tributária em que os pobres paguem menos e os ricos mais. Diminuição da taxação no consumo de bens essenciais e populares e foco na taxação de renda e propriedade, incluindo imposto sobre super-ricos/bilionários. Um amplo e robusto programa de transferência de renda para reduzir desigualdades no Brasil. Democracia direta, participação popular, transparência de gestão e combate à corrupção. Medidas concretas para promover maior controle e participação social nas decisões do Estado brasileiro, promovendo maior transparência na gestão pública e combatendo a corrupção diariamente. Aumento real do salário mínimo. Recomposição da renda de trabalhadores, aposentados e pensionistas. Políticas para reduzir a jornada de trabalho sem reduzir salários, com isso, promovendo a criação de novos empregos, além de um programa de renda para o trabalho doméstico. Retomada do controle público da Petrobras. Interromper medidas de privatização da empresa, promoção de uma política energética voltada à soberania nacional e mudança da atual política de preços dos combustíveis. Mais dinheiro para promover direitos sociais. Ampliação do orçamento para saúde, educação, habitação, cultura e mobilidade, recuperando os níveis de investimentos em relação ao PIB anteriores ao golpe de 2016. Reforma agrária agroecológica e reforma urbana já! Desenvolvimento de um novo modelo de ocupação e uso da terra urbana e rural, centrado na reforma agrária agroecológica, com políticas de abastecimento e fortalecimento da Conab para combater a fome, alcançar soberania alimentar e fortalecer a luta por moradia com políticas de estímulo à reforma urbana. Democratização da comunicação. Controle social sobre os monopólios da grande mídia, democratizando o acesso à informação, fomentando a comunicação comunitária e a expansão do acesso à internet de forma pública e gratuita a quem mais precisa. Mais direitos para as mulheres. Reconhecimento da maternidade como trabalho, inclusive no cálculo da aposentadoria, defesa dos direitos reprodutivos das mulheres e combate à violência de gênero. Combate à violência policial e ao superencarceramento da população negra; enfrentar o racismo estrutural no Estado, nas empresas e em organizações sociais. Políticas contra a LGBTIfobia. Promoção da diversidade sexual e de gênero, inclusive nas políticas habitacionais e de educação. Fortalecimento da atenção à saúde da população LGBTI+, com ênfase no processo transexualizador, na política de HIV/AIDS e de saúde mental, com ações setoriais LGBTI no Ministério de Direitos Humanos.

18/02/2022 / 11 Comments
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Aumenta para 30 o número de municípios em Risco Moderado para Covid-19

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Municípios em Risco Baixo são 48. Praticamente não há restrições nas duas classificações de risco Mesmo que de maneira pouco expressiva, a quantidade de cidades capixabas em Risco Moderado para Covid-19 aumentou no Espírito Santo. De acordo com o 95º Mapa de Risco, divulgado nesta sexta-feira (18), o número passou de 29 para 30. O de municípios em Risco Baixo caiu de 49 para 48. O Estado prossegue sem cidades de Risco Alto ou Extremo. O Mapa tem vigência a partir da próxima segunda-feira (21) até o domingo (26). Em localidades de Risco Baixo, o comércio funciona sem restrições, mas atendendo aos protocolos sanitários, como a necessidade de uso de máscara e distanciamento social. O mesmo vale para as cidades de Risco Moderado. Em ambas classificações, bares, restaurantes e academias devem exigir a apresentação do passaporte vacinal, menos nas áreas abertas, como os quiosques de praia. Nas academias, a apresentação do passaporte também tem que ser feita e não há mais restrição de limite de alunos e de uso de piscina. Tanto no Risco Baixo quanto no Moderado, eventos sociais, esportivos, shows, boates e afins estão permitidos, mas têm que respeitar o limite de 50% da capacidade do local, seja aberto ou fechado. Em locais fechados, o limite máximo é de 1,2 mil pessoas. Nos abertos não há limite máximo, mas é preciso respeitar os 50%. A partir da próxima segunda-feira, estarão em em Risco Moderado os municípios de Água Doce do Norte, Anchieta, Barra de São Francisco, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Colatina, Fundão, Guaçuí, Guarapari, Ibiraçu, Itapemirim, Iúna, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Linhares, Marataízes, Marechal Floriano, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Nova Venécia, Pinheiros, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São José do Calçado, São Mateus, Serra, Vargem Alta, Vila Velha e Vitória. Já em Risco Baixo, Alfredo Chaves, Afonso Cláudio, Águia Branca, Alegre, Alto Rio Novo, Apiacá, Aracruz, Atílio Vivácqua, Baixo Guandu, Boa Esperança, Bom Jesus do Norte, Castelo, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Governador Lindenberg, Ibatiba, Ibitirama, Iconha, Irupi, Itaguaçu, Itarana, Jaguaré, Laranja da Terra, Mantenópolis, Marilândia, Montanha, Mucurici, Muqui, Pancas, Pedro Canário, Piúma, Ponto Belo, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Roque do Canaã, Sooretama, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Pavão e Vila Valério. A Matriz de Risco de Convivência considera critérios técnicos como o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias; quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes; média móvel de óbitos dos últimos 14 dias; e taxa de ocupação de leitos potenciais de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento da Covid-19.

18/02/2022 / 0 Comments
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Associação denuncia ‘atropelos’ em projeto no Centro de Vitória

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Empresa vencedora de edital é criticada por executar projeto de muralismo sem dialogo com a comunidade A Associação de Moradores do Centro (Amacentro) divulgou, nessa quinta-feira (17), uma nota de protesto na qual demonstra sua insatisfação com “a série de atropelos” envolvendo um projeto de muralismo oriundo do Edital de Chamamento Público nº 004/2021, de Intervenção Artístico-Urbana da Lei Aldir Blanc, nas linguagens Grafite e Pintura Mural, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura (Semec). O projeto, que prevê o valor de R$ 192 mil para a intervenção em cerca de 2 mil m² de muros, é executado pela empresa Cores Que Acolhem Produções Culturais, Projetos e Consultoria Eireli. Redes sociais Segundo a Amacentro, a primeira reunião aberta com a comunidade sobre esclarecimentos a respeito do que estava previsto no edital foi em primeiro de dezembro de 2021. “Na ocasião, ao invés de articular quais seriam os próximos passos, apresentar o cronograma das reuniões com os moradores e escutar suas sugestões (principalmente para a pintura na escadaria da Igreja do Rosário), a empresa apresentou um formulário de pesquisa com uma listagem previamente definida e que já estava sendo executada e sem identificação de localidade das pessoas que preencheram o referido questionário”, diz a nota. Na mesma reunião, os representantes da Amacentro conta que fizeram uma série de pedidos e recomendações, entre eles, revisão da metodologia de pesquisa, com reavaliação do formulário e sua listagem de temas, se possível, sem repetir imagens de bens históricos que já existem no Centro; enfoque maior nos moradores do Centro; e consulta a especialistas em história, artes, patrimônio e outras áreas, como previsto no edital. Também foram solicitadas a apresentação prévia dos croquis para sugestões e aprovação; inclusão de moradores na equipe de pintura; e não priorização das crianças, em detrimento à participação de artistas na realização das pinturas. “Até a presente data, nada do que foi firmado nesta reunião foi levado em conta e a empresa, de iniciativa intempestiva, começou as pinturas, ao menos em alguns painéis na Rua Graciano Neves, e não há qualquer indicação de que haverá acolhimento da opinião dos moradores”. A Amacentro recorda que “esses atropelos vêm na sequência de uma sucessão de equívocos”. Um deles o fato de o formato do edital ter sido questionado no Conselho Municipal de Política Cultural, mas sem acolhida do secretário municipal de Cultura, Luciano Gagno. “Ainda, e mais grave, foi questionado que o resultado final foi alterado pelo mesmo secretário, passando por cima da avaliação da banca de seleção, dando o prêmio ao Cores que Acolhem, que havia ficado em segundo lugar e entrado com recursos”, pontua na nota. A entidade diz reafirmar sua posição de diálogo com a empresa. “Solicitamos a apresentação dos croquis, assim como dos especialistas em História e Cultura envolvidos na formulação de todo o projeto que será realizado em nossa comunidade, pois julgamos parte do diálogo necessário previsto no edital em seu tópico ‘6.1 c’. Entendemos que o trabalho deva ser realizado por artistas com experiência comprovada em Grafite e/ou Pintura Mural”, defende. Polêmica A primeira polêmica envolvendo o Edital de Chamamento Público nº 004/2021 foi em setembro passado, quando o Sindicato dos Artistas Plásticos Profissionais do Espírito Santo se queixou de as artes visuais não terem sido contempladas de forma ampla. Na ocasião chegou a ser organizado um abaixo-assinado online para que o edital fosse revisto e, também, como forma de alertar a gestão municipal sobre como conduzir os próximos editais no que diz respeito ao segmento dos artistas plásticos. O questionamento, na época, considerou que o edital contemplava somente a arte de rua. Dois meses depois, artistas de Vitória, em uma página criada nas redes sociais, apontaram falhas no processo de construção, pleito e avaliação do certame, destacando problemas como imprecisões no processo avaliativo e até alteração das notas de uma das equipes por parte do secretário Luciano Gagno. De acordo com as denúncias, uma equipe com 39 artistas foi a vencedora inicial do certame, mas teria sido colocada em segundo lugar após uma avaliação do gestor da pasta. Questionada pela equipe que tinha vencido inicialmente, a prefeitura alegou que Luciano Gagno teria feito a reavaliação das notas após analisar o portfólio das duas concorrentes, mesmo com o grupo escolhido fora dos objetivos do edital. A equipe selecionada pelo secretário também teria se inscrito fora do prazo previsto, como apontam as publicações. Foto: Divulgação O resultado final foi publicado no Diário Oficial no dia 16 de novembro, reavaliando a nota da equipe que estava em segundo lugar em mais de nove pontos, sem nenhuma explicação sobre os critérios de mudança. “A nota da concorrente foi reavaliada para 80 pontos, vencendo o certame, e a nossa nota permaneceu a mesma da primeira avaliação”, relataram os artistas. “O secretário se sobrepõe à comissão julgadora na análise final, alterando a nota da concorrente com base na análise dos portfólios dos artistas que fazem parte daquela equipe (…) Respeitamos a trajetória artística dos envolvidos, no entanto, trata-se de portfólios de ilustração e design, e outro de pintura em telas. Nenhum dos artistas apresentou nenhuma experiência com o objeto do edital”, destacaram na ocasião. O certame previa uma contemplação única de R$ 192 mil, o que desde o início era apontado como um equívoco, por descumprir o principal propósito da Lei Aldir Blanc, que é dar assistência aos artistas durante a pandemia do coronavírus. “Se tratando de uma lei emergencial, criada em um contexto pandêmico, onde toda a classe artística foi afetada, a ideia principal dessa lei é amparar os artistas que estão com seu meio de sustento comprometido. Em uma análise inicial, consideramos que apenas uma premiação com esse valor não democratiza o recurso”, acrescentaram nas redes sociais. Foi com o intuito de distribuir esse valor que o coletivo que tinha ganhado o certame decidiu reunir 39 artistas para concorrer ao edital. De acordo com as denúncias, o recurso encaminhado pela equipe concorrente, escolhida por Gagno, estava cercado de ataques. “Um dos nossos integrantes mandou um áudio e trechos dos recursos do concorrente em grupos de graffiti, contando sobre os desleais ataques e o que estávamos passando, nós

18/02/2022 / 1 Comment
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Aprovados em concurso da Saúde em Vitória cobram convocação

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Edital de 2019 vence em junho. Grupo aponta manobra da prefeitura, que tem priorizado contratações André Sobral/PMV Aprovados em um concurso na área da Saúde, em Vitória, cobram a convocação para assumirem os cargos. O edital é de 2019, mas a prefeitura tem priorizado contratações por meio de processos seletivos simplificados, mesmo com um concurso vigente. A demora tem preocupado o grupo, que denuncia inércia da gestão municipal. Denúncias já foram apresentadas a diversos órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público Estadual (MPES). O prazo de convocação vence em junho deste ano. Um dos classificados, que prefere não se identificar, acredita que há uma manobra da gestão municipal para não executar a convocação, principalmente durante a pandemia do coronavírus. “A gente não sabe mais a quem recorrer. Não vai ser mais prorrogado esse concurso, até porque o prefeito atual de Vitória não é muito fã do funcionalismo público (…) O que nos deixa triste é saber que tem um concurso vigente, que tem vaga e necessidade de chamar o pessoal, mas priorizam as contratações”, declara, citando Lorenzo Pazolini (Republicanos). O edital foi direcionado a várias funções com atuação nas unidades e serviços municipais de saúde. Cristiane Ramos, moradora da Serra, foi aprovada para o cargo de técnico de enfermagem e se revolta com a situação.  “O que incomoda, para nós que fizemos este processo desgastante, é que foi publicado um edital, elaborado, cobrado, realizado e esperado. Mas não convocam”. Para ela, se há um concurso que vence agora em junho e tem pessoas a serem convocadas, por que fazer processo seletivo? Poderiam fazer as convocações”, reforça. Elvis Gobo de Faria, também morador da Serra, foi aprovado em 6º lugar para o cargo de técnico de enfermagem, em uma vaga destinada a pessoas com deficiência e também não foi convocado. “Só chamou até hoje 1 PCD de 30h, que nem assumiu. O certo é dar continuidade na chamada, e isso não tem acontecido. O certo é convocar”, aponta. Em dezembro de 2021, com a alta dos casos de gripe e Covid-19 em Vitória, a vereadora Camila Valadão (Psol) também questionou a falta de convocações do concurso de 2019. Na época, Unidades de Pronto Atendimento (UPA-24h) estavam sobrecarregadas em toda a capital com casos de síndromes respiratórias. “Desde o início da legislatura, a gente tem cobrado da gestão uma solução para a questão dos PA’s e também para os demais equipamentos de saúde da nossa cidade. A solução, na nossa avaliação, passa pela convocação dos aprovados no concurso público, repondo o quadro de pessoal que está deficitário”, divulgou em um vídeo nas redes sociais. De acordo com ela, a preferência da prefeitura tem sido pela terceirização. Valadão citou o anúncio de um contrato de mais de R$ 4 milhões que terceirizava serviços básicos na saúde, com cargos para profissões que estão previstas no edital de 2019. “Por que não convocar os aprovados no concurso?”, questionou. A parlamentar prosseguiu: “A saúde de Vitória precisa sair do caos. Nós conhecemos muito bem como é essa fórmula: precariza, sucateia e depois apresenta uma solução mágica que passa pela privatização. Por isso, seguimos defendendo a convocação dos aprovados no concurso da saúde. Nós sabemos quais são as consequências da privatização. O sucateamento dos serviços, a piora na qualidade do atendimento da população, a precarização das relações de trabalho”, ressaltou. Enquanto isso, quem espera pela ocupação do posto de trabalho segue sem respostas. “É revoltante saber que só estão fazendo concurso para poder ‘arrecadar’ valores. Cadê o respeito com o cidadão?”, questiona Cristiane.

18/02/2022 / 1 Comment
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‘Submercado de poços de petróleo é antítese do combate à crise climática’

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Campanha Nem Um Poço a Mais e Vigilantes da Foz do Rio Doce organizam ato contra vazamento de óleo pela Imetame Redes sociais A exploração dos chamados campos maduros de petróleo, como a exercida pela Imetame Energia no norte do Espírito Santo, é uma antítese do combate à crise climática mundial. Via de regra exercida por empresas com pouca ou nenhuma experiência prévia com extração do “ouro negro”, a atividade traz mais riscos socioambientais do que a exploração de poços produtivos, exigindo, ainda, a concessão de generosos subsídios estatais e baixo investimento técnico e humano.  O alerta vem da Campanha Nem Um Poço a Mais, que congrega dezenas de coletivos, organizações e entidades, desde 2017, na promoção de ações de sensibilização e esclarecimento sobre soluções e saídas para os problemas estruturais da chamada “civilização petroleira”.  “Um setor como esse [exploração de poços maduros como da Imetame] é o pior cenário da civilização petroleira. Deveriam ser fechados e suas ‘piscinas tóxicas’ [reservatórios de resíduos retirados da perfuração] realocadas em lugar mais seguro”, ataca o sociólogo Marcelo Calazans, coordenador regional da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), uma das ONGs integrantes da campanha.  Protesto  A Campanha participa, na tarde desta sexta-feira (18), de um protesto contra o vazamento de óleo ocorrido na última terça-feira (15) nos poços maduros da Base de Lagoa Parda, na comunidade de Areal, em Linhares, de propriedade da Imetame Energia. O ato é organizado pelo coletivo de Mulheres Vigilantes da Foz do Rio Doce. “Voltamos a 2015, quando ficamos esperando a lama chegar? Não queremos ficar no sofá esperando o óleo chegar também”, suplica Ana Ayres Burnier, uma das organizadoras das Vigilantes da Foz. “O óleo é mais tóxico que a lama. Enquanto tiver na superfície, fica mais fácil de tirar. Se ele descer pro fundo, já era”, lamenta.  Criado em abril passado, o coletivo trabalha em parceria com a entidade internacional Parley for The Oceans. Até agora, pelo “lixômetro” fixado no perfil do Instagram das Vigilantes, já foram recolhidas 2.268 kg de lixo nas praias de Regência, Comboios e Povoação, na foz do Rio Doce. “Nosso objetivo é limpar o rio e o mar”, afirma. Instagram Histórico de vazamentos Marcelo Calazans chama atenção para o fato de que, ao privatizar seus poços maduros, a Petrobras “se livrou do mega passivo social e ambiental que deixou na região”, mas, “claro, esse passivo não foi ‘comprado’ pela Imetame. Restou como externalidade”. A atividade de extração de petróleo, lembra Marcelo, teve início da região na década de 1980, tendo sido precedida pelas pesquisas sísmicas feitas nos anos 1970, “na base da dinamite, abrindo crateras de seis metros de profundidade, ao longo de mais de 80 km da costa”. Depois de quase 40 anos de atividade, os poços agora maduros estão em áreas de preservação permanente, em comunidades de pesca artesanal e campesinato, e também dentro de comunidades quilombolas. “Em todas essas regiões, há dezenas de famílias com suas histórias destruídas por esses poços e muitos relatos de vazamentos, a grande maioria sem registro oficial”. O sociólogo destaca ainda que, “como a Imetame, a maior parte das empresas que operam nesse submercado da produção nacional não tem expertise no setor, nem capital para o operar com tecnologia mais moderna e segura. Sem contar que se trata de um óleo residual, em geral mais pesado e de mais caro e poluente refino”, expõe o coordenador-geral, alinhado com as críticas feitas pelo Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro/ES) em vistoria ao local do vazamento nessa quarta-feira (16). Subsídios fiscais Esses poços maduros, acrescenta Marcelo, são também menos produtivos e, portanto, potencialmente menos lucrativos. Para serem rentáveis, pondera, necessitam “muito apoio e incentivos fiscais do Estado, além de baixo investimento em tecnologia e mão de obra, bem como baixa fiscalização e valor das multas, sem nada de reparação”. A atividade está “na contramão de seus discursos [de governos e empresas] sobre mudanças climáticas”, sublinha Marcelo Calazans. Ainda assim são grandes receptoras de benefícios fiscais. “Os governos federal e estadual têm incentivado a expansão da indústria petroleira, como os investimentos do Bandes [Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo] no Porto Central, em Presidente Kennedy, e os 40 milhões na Imetame, via Bandes [Banco de Desenvolvimento do Estado] e Banestes [Banco do Espírito Santo]”. Explosão em 1983 O vazamento desta semana não é o primeiro sofrido pela comunidade de Areal. Em 1983, houve uma grande explosão que ainda hoje é lembrada com detalhes pelos moradores mais antigos. Em vídeo registrado pela campanha, eles narram que o som foi ouvido a mais de 10 km do local. As “pelotas de óleo em chama” teriam sido lançadas a uma distância de 300 a 500 metros. “As famílias da comunidade de Areal foram deslocadas para Povoação e Bebedouro, por 18 dias”, conta Marcelo Calazans. “Na Fazenda Entre-Rios, temos entrevistas com ribeirinhos que perderam suas terras contaminadas pela Petrobras. Relatam em detalhes vários vazamentos ao longo dos anos 1990 e 2000, o último em 2017, em um duto”, complementa. Piscinas tóxicas Hoje, resume o ativista, várias comunidades tradicionais localizadas em Linhares, São Mateus e Conceição da Barra convivem com essas estruturas arcaicas da já ultrapassada civilização petroleira. E, “ao lado de cada poço maduro tem uma ‘piscina de água de formação’, com tudo que saiu na perfuração dos poços. Uma coluna de mais de dois quilômetros para dentro da terra, com óleo, areia, metais pesados, material radioativo, lubrificantes de broca…materiais altamente tóxicos e cancerígenos”, descreve. Essas piscinas, sublinha, “representam ainda grande risco, principalmente nos períodos de cheia do Rio Doce. As dezenas de dutos que ligam os cavalinhos de extração à unidade de armazenamento e primeiro refino são muito velhos, como se constata em qualquer visita”. Vazamento de óleo da Imetame mostra ‘o custo da privatização’, diz sindicato Em visita ao local, Sindipetro/ES apontou  https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/vazamento-de-oleo-da-imetame-mostra-o-custo-da-privatizacao-aponta-sindicato Óleo da Imetame vaza próximo à Reserva de Comboios em Linhares Comunidades atingidas de Areal e Entrerrios alertam sobre contaminação se espalhar por alagados, até chegar ao mar https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/imetame-tem-vazamento-de-oleo-proximo-a-rebio-comboios-em-linhares

17/02/2022 / 0 Comments
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Só mudou o ‘endereço’

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Primeiro no PSB, agora no movimento Acredito: as contradições e polêmicas do deputado federal Felipe Rigoni Agência Câmara Depois do problema com o PSB ainda em 2019, devido à votação da reforma da Previdência, o deputado federal Felipe Rigoni, agora filiado à União Brasil, segue como protagonista de contradições e polêmicas decorrentes de seus posicionamentos em Brasília. Um dos movimentos que o lançou em 2018 e se apresenta como de renovação política, o Acredito, “está prestes a implodir”, com racha interno e insatisfações da militância. A informação é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. No centro da questão, estão o recente voto de Rigoni a favor do “PL do Veneno”, em sentido oposto ao decidido pelo Acredito, e outras atitudes consideradas favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro, que já viriam de longa data. No caso do “PL do Veneno”, Rigoni chegou a ser alvo de um texto de protesto, cujo desenrolar resultou na saída do movimento de integrantes de Minas Gerais com mandato e de líderes e voluntários de outros três estados. Apesar das queixas e ânimos exaltados, a situação teria sido ignorada no Acredito, do qual o deputado é co-fundador. Isso tudo em ano eleitoral, com Rigoni, inclusive, vendendo para o mercado que é candidato ao Palácio Anchieta. É mesmo? ContramãoSobre Bolsonaro, O Globo lista que Rigoni votou a favor da compra de vacinas por empresas privadas e do projeto que limitou o poder da oposição de obstruir as votações de interesse do governo. Na questão do impeachment, também se opôs, assim como não aderiu, em declarações públicas, a defesa do voto contrário a Bolsonaro no segundo turno este ano. Todos pontos contrários ao defendido pelo Acredito. Tudo tranquiloÀ colunista Malu Gaspar, Felipe Rigoni disse encarar as discordâncias internas com “muita tranquilidade”. Ele defendeu que seu voto no “PL do Veneno” foi “muito bem justificado” e que há problemas no projeto, “mas ele é melhor do que situação atual”. Sobre o voto no segundo turno, desconversou. Salada políticaO novo partido de Rigoni, resultado da fusão entre DEM e PSL, mistura, no Espírito Santo, aliados e opositores ao governador Renato Casagrande (PSB). Os caminhos para as eleições deste ano ainda estão em aberto, dependendo de acordos nacionais, que também envolvem a decisão sobre o palanque presidencial e proposta de federação com o MDB e PSDB. Salada política IIO PSL capixaba, há algum tempo, saiu do campo bolsonarista e se aliou ao lado oposto, de Casagrande. Já o DEM tem tanto o deputado estadual Theodorico Ferraço, crítico do governo, quanto seu filho, o ex-senador Ricardo Ferraço, aliado do socialista. Como esse emaranhado irá fechar, veremos! VergonhaNo “PL do Veneno”, que libera e facilita o uso dos agrotóxicos no País, é sempre bom lembrar que o papel da bancada capixaba foi, mais uma vez, lamentável. Dos dez deputados, somente Helder Salomão (PT) e Ted Conti (PSB) não compactuaram com o absurdo proposto pelo governo federal. Os parlamentares que votaram “sim” à proposta passaram a ser chamados de “bancada do câncer”. Vergonha II?Agora, já está em curso nas redes sociais campanhas de entidades cobrando posicionamento dos senadores do Estado, os próximos a votar o projeto. E aí, Fabiano Contarato (PT), Rose de Freitas (MDB) e Marcos do Val (Podemos)? ProtocolarOs membros do Ministério Público do Estado (MPES) participam, nesta sexta-feira (18), da eleição interna para a Procuradoria-Geral de Justiça. O trâmite, porém, é só burocrático. A atual ocupante do cargo, Luciana Andrade, é a única candidata inscrita. Há muitos anos não se via uma disputa assim no órgão ministerial. Que coisa, hein?! Protocolar IIDesta forma, o MPES permanecerá sob comando do grupo de Eder Pontes, recém-nomeado desembargador do Tribunal de Justiça (TJES). Isso ocorre desde 2012. Nesse longo período, quando não era Eder o procurador-geral, era uma aliada antiga, primeiro Elda Spedo, agora Luciana Andrade. Nas redes“Em uma conversa sobre os caminhos que podem inspirar a pauta de um novo início para o Brasil, hoje [terça, 15] recebi, aqui em SP, o governador Eduardo Leite, o melhor dessa geração!”. Paulo Hartung, ex-governador do Estado. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

17/02/2022 / 0 Comments
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