Ethel Maciel pede escalonamento no pico explosivo da Ômicron. Impacto pequeno na educação e grande na saúde “Vamos seguir as medidas de prevenção e, preferencialmente, se for possível, esperar por duas semanas [para o retorno presencial de estudantes não vacinados]. O impacto pedagógico seria muito pequeno e o impacto na saúde pode ser muito grande. Fazer um escalonamento tem essa intenção, de deixar passar esse ‘pico explosivo’, principalmente para aqueles que não estão vacinados”. A recomendação é da doutora em Epidemiologia Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e pesquisadora da Escola de Saúde Pública da Universidade Jonhs Hopkins, nos Estados Unidos. E é feita na véspera da data – quinta-feira (3) – estabelecida pelo governo do Estado para o retorno presencial de 100% dos estudantes capixabas. Em vídeo postado nas suas redes sociais na tarde desta quarta-feira (2), a cientista afirmou os principais pontos do discurso governamental em favor da abertura das escolas do país no momento de expansão da quarta onda de Covid-19, para em seguida, a partir desse ponto em comum, ressaltar que a prudência e o bom senso pedem que estudantes não vacinados aguardem cerca de duas semanas, quando, estima-se, terá início a fase de estabilização da curva de casos e talvez até de infecções. “Primeiro, lugar de criança é na escola. Segunda coisa: o Brasil não preparou suas escolas com as medidas que nós já sabemos e que poderiam ter sido implementadas”, iniciou a argumentação. “Todos nós concordamos que educação é prioridade e que a gente precisa para isso dar mais centralidade às escolas. Tanto em investimento quanto em medidas de prevenção, orientação, informação”, prosseguiu. A cientista também concorda que “a escola é um espaço privilegiado” para informar as melhores medidas de prevenção da pandemia, incluindo sobre a segurança e eficácia da imunização das crianças para alcançar uma cobertura vacinal mínima de 90% da população. “A escola é importante para orientar as famílias que ainda estão indecisas, que ouviram muita fake news e não sabem se devem vacinar as crianças. É importantíssimo que nesse momento, para que esse espaço seja seguro para todos, que a vacinação das crianças seja feita”. Lembrando que “todos os trabalhadores da Educação já estão vacinados, com a dose de reforço”, Ethel recomenda a exigência do passaporte vacinal das pessoas que convivem no ambiente escolar, incluindo de crianças e adolescentes. Programas de testagem A testagem periódica nas escolas é outro ponto central nas recomendações da cientista capixaba. Como não há testes em abundância no país, a prioridade seria testar as crianças que ainda não conseguiram ser vacinadas nessa etapa do programa de imunização. O teste da saliva, inclusive, seria o mais recomendado para as faixas etárias iniciais, mas infelizmente, “não tivemos esse tipo de investimento aqui no Brasil”, lamentou. “Fica difícil comparar com outros lugares que investiram muito nisso, que distribuem kits de autotestagem para crianças em idade escolar…nada disso aconteceu”. ‘Comparação infeliz’ A epidemiologista também tocou numa abordagem muito equivocada e comum, que é dizer que as escolas não podem fechar, já que todas as demais atividades sociais e econômicas estão funcionando com pouca ou nenhuma limitação de público. “É muito difícil comparar pessoas que já estão vacinadas com a dose de reforço com crianças que não têm vacinação nenhuma. Um tipo de comparação que os alunos estão aglomerando, saindo, se divertindo, e que escola precisa ficar aberta, é algo que não tem absolutamente nenhuma comparação. Com a exigência do passaporte vacinal em vários locais, a gente tem um risco muito menor do que em lugares onde as pessoas não vacinadas propiciam a maior transmissão e contágio. Essa comparação deve ser evitada, é infeliz. Principalmente quando vem de autoridades”, pontuou. Os números, sublinhou, mostram que a comparação é equivocada, pois em todo o mundo, as internações e mortes ocorrem numa proporção muito maior entre pessoas não vacinadas. Foi inclusive o que declarou o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, ao mencionar as conclusões da análise feita pelo governo dos primeiros 152 óbitos registrados em janeiro pela Covid-19: pessoas não vacinadas têm de 36 as 50 vezes mais risco de morrer de Covid-19 do que as vacinadas. O fim da pandemia, afirmou Ethel, ainda requer “um caminho pra percorrer. Precisamos finalizar essa onda da Ômicron. Ainda estamos na expansão dela, na maior parte dos estados, então ainda é um momento de preocupação, de prevenção, principalmente com aqueles não vacinados”. Finalizando, a cientista reafirmou o pedido para que as famílias vacinem suas crianças e adolescentes. “Entre Coronavac e Pfizer, o que dar pro meu filho? A que estiver disponível. As duas vacinas protegem contra quadros graves de Covid e morte”. ‘Escolas serão as últimas a fechar’, afirma secretário estadual de Saúde – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/saude/escolas-serao-as-ultimas-a-fechar-afirma-secretario-estadual-de-saude ‘Aula presencial é prioridade, desde que garantida a segurança’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/educacao/aula-presencial-e-prioridade-desde-que-garantida-a-seguranca-da-comunidade-escolar
Servidores públicos dizem em outdoor que governador não cumpriu acordo
Outdoors espalhados na Grande Vitória cobram do governo do Estado o acordo formalizado em 2020 Divulgação “Não cumpriu” é a frase carimbada em vários outdoors afixados em algumas das principais vias da Grande Vitória, nesta quarta-feira (2), pela Frente Unificada de Valorização Salarial (FUVS), que reúne entidades da área de segurança pública, em protesto à reposição salarial com índices abaixo da inflação anunciada pelo governador Renato Casagrande (PSB). “Governador, aguardamos o cumprimento do acordo com os policiais civis, policiais militares e bombeiros militares” acrescenta a mensagem, que reivindica reajuste linear de dezembro de 2020, 2021 e 2022. Neste mesmo dia, o governo encaminhou projeto de lei à Assembleia Legislativa, que realizou pela manhã a sessão solene de instalação dos trabalhos deste ano, formalizando o reajuste linear de 6% para todos os servidores, que passa a vale a partir deste mês, representando um acréscimo na despesa de cerca de R$ 400 milhões. A matéria deverá ser apreciada e votada na sessão ordinária da próxima segunda-feira (7). O índice desagradou não apenas os servidores da segurança pública. As diversas categorias que compõem o funcionalismo público se articulam a fim de definir outras formas de protesto, sem descartar inclusive uma greve. Os servidores reclamam da falta de diálogo do governo, que não aceita negociação. “Um desrespeito aos servidores, que durante toda a pandemia continuaram atuando pela sociedade”, ressaltou Iran Milanez, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos-ES). A Frente Unificada programa reuniões a partir desta quarta-feira para viabilizar ações, definidas em assembleia geral, transformada em permanente, realizada no último dia 19, com a participação de 300 servidores, ocasião em que reafirmaram a cobrança por uma reposição de 16,1% . Além disso, as entidades aprovaram a organização de uma campanha sobre o que consideram descaso do governo com os profissionais da segurança pública, cuja repercussão, segundo acreditam, atingirá o processo eleitoral deste ano. Os servidores da segurança reivindicam um reajuste linear sobre a inflação, de 2020 e 2021, resultante do acordo formalizado em 2020. O pessoal aponta “um reajuste de 4% em março 2020, julho de 2021 e julho de 2022, além de reajuste linear da inflação em dezembro de 2020, 2021 e 2022, e incorporação de uma GSE [Gratificação de Serviço Extra] de 6 horas em março de 2020 para as categorias de soldado a 1º tenente, com redução do percentual de 25,75% para 21,75% de soldado para cabo em julho de 2021 e incorporação de uma GSE em dezembro de 2022. Governo anuncia reajuste abaixo da inflação e desagrada servidores – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/governo-da-reajuste-abaixo-da-inflacaoe-desagrada-servidores-publicos
Assembleia reinicia trabalhos com foco em barrar uso político da máquina pública
Sessão contou com a participação de presidentes de outros poderes, à exceção do governador do Estado Lucas S. Costa/Ales A Assembleia Legislativa vai editar uma normativa para promover mais controle da máquina pública e do uso indevido da tribuna do Plenário Dirceu Cardoso, onde são realizadas as sessões ordinárias, por se tratar de ano eleitoral. O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, Erick Musso (Republicanos), pré-candidato ao governo do Estado, ao abrir oficialmente os trabalhos legislativos nesta quarta-feira (2), em sessão solene com a participação de presidentes de outros poderes. A exceção ficou por conta do governador Renato Casagrande (PSB), pré-candidato à reeleição, que foi representado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Davi Diniz. Em discurso, ele agradeceu o empenho dos deputados na aprovação dos projetos do governo: “Todos os projetos que visavam melhorias para a população foram aprovados. Que essa Casa continue sendo efetivamente a casa do povo, aberta à sociedade e que atende aos anseios da população”, disse. O ato é referente à instalação da 4ª sessão legislativa ordinária, que compreende o período que vai dessa quarta até 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro, e marca o fim do recesso parlamentar, reiniciando as sessões ordinárias e reuniões de comissões a partir da próxima segunda-feira (7). Estiveram presentes os presidentes do Tribunal de Contas do Estado (TCE-ES), Rodrigo Chamoun, e do Ministério Público Estadual, Luciana Andrade, que destacaram “a independência e harmonia entre os poderes e a união de forças para a resolução dos problemas que afetam a população”. Segundo o deputado Erick Musso, as regras a fim de evitar o abuso do uso da máquina pública serão divulgadas no momento certo. “Que a gente possa atuar aqui com os nossos mandatos em favor dos capixabas”, ressaltou, e lembrou que a eleição deste ano será a terceira em que ele atua como presidente da Assembleia. Erick Musso é o único pré-candidato já lançado à sucessão do governador Renato Casagrande. A decisão ocorreu em 13 de dezembro de 2021, no Hotel Ilha do Boi, em Vitória, em coletiva de imprensa do presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, que classificou o ato como “um movimento de centro-direita” para as eleições de 2022. Na ocasião, os republicanos deixaram sem respostas as perguntas sobre alianças em nível nacional, considerando o apoio do partido, braço político da Igreja Universal do Reino de Deus, do empresário da fé Edir Macedo, ao presidente Jair Bolsonaro, que os colocaria em campos opostos a Renato Casagrande em um eventual segundo turno. Atualmente, essa relação passa por alterações, com o distanciamento de Edir Macedo de Bolsonaro.
MC Feijó denuncia agressão da Guarda Municipal de Cariacica
Artista também foi enviado para a delegacia, em Campo Grande, sob alegação de desacato Com um pouco mais de um mês de formada, a Guarda Municipal de Cariacica já se envolveu em um caso de violência contra uma pessoa negra e periférica. No início da tarde dessa terça-feira (1), agentes abordaram o MC e educador social Feijó, no bairro Vasco da Gama, e o agrediram, torcendo seu braço, jogando-o no chão, além de algemá-lo e levá-lo para uma delegacia em Campo Grande, com o argumento de desacato. A ação dos agentes foi filmada por um amigo de Feijó. No vídeo, o MC fala para a Guarda: “vocês estavam me tirando, passaram por mim em Jardim América quase parando”. Em entrevista a Século Diário, o jovem relatou que tinha sacado dinheiro em um banco nesse bairro e, quando os agentes o viram, reduziram a velocidade da viatura, quase parando, mas prosseguiram. “Acredito que não me abordaram ali porque havia muita gente na rua”, diz. O MC recorda que, cerca de 500 metros mais para frente, já no bairro Vasco da Gama, encontrou os agentes fora da viatura, que ao avistá-lo, o abordaram. “Fizeram isso de forma ríspida. Mandaram eu encostar no carro, levantar o braço. Mexeram na minha pochete, mas eu falei que eles não podiam fazer isso, que eu tinha que abrir minha pochete e mostrar para eles, e não os guardas abrirem, pois não sabia o que eles poderiam colocar ali”, afirma. Posteriormente, narra Feijó, um deles começou a torcer seu braço e outro abriu a porta de trás da viatura, fazendo com ficasse assustado e corresse até o restaurante de um amigo, por ser um lugar mais movimentado. Os guardas correram na direção de Feijó, continuando a abordagem violenta na frente do restaurante, dando uma rasteira nele, mas dessa vez a ação foi filmada pelo dono do estabelecimento. No vídeo, é possível ver o MC no chão, algemado. Ele fala “afrouxa isso aqui, por favor”, referindo-se às algemas, e prossegue dizendo “tá apertado aqui, tá doendo”. Diz ainda: “sou artista, acabei de sacar meu cachê ali, R$ 500,00”. Um agente questiona por qual motivo Feijó tem medo da Guarda, e recebe a seguinte resposta: “porque tenho medo de ser assassinado, vocês são autoridade que mata preto e pobre”. Ainda na filmagem, um agente afirma que não havia flagrante de nada, mas “agora tem crime de resistência”. A vítima buscou esclarecer a Guarda de que a abordagem foi ilegal, destacando que só poderia ser abordado se fosse suspeito de algo, entretanto, um dos agentes falou: “você não vai ensinar nosso trabalho”. Posteriormente, Feijó foi levado para a delegacia, em Campo Grande, onde narrou a violência sofrida, sendo encaminhado para o Pronto Atendimento (PA) de Alto Lage para fazer exames e verificar se havia ferimentos. “Cheguei algemado. Pessoas que conheço e estavam lá me viram assim. Um usuário do PA reclamou que era a segunda vez que eles paravam o serviço para atender gente presa, eu fui confundido com um detento”, lamenta Feijó. O MC retornou para a delegacia, mas ao chegar lá encontrou militantes do Movimento Negro e integrantes do bloco AfroKizomba, do qual faz parte, que souberam do ocorrido por meio do vídeo, que circulou nas redes sociais. “Eu me senti mais seguro por saber que tem pessoas por mim e que não estou sozinho, que não mexeram somente comigo, mas também com muita gente”, diz. Ele informa que acabou não sendo acusado de nada e que o delegado afirmou tratar-se de um caso de racismo estrutural, causado pela forma como os agentes de segurança pública são treinados, portanto, uma questão institucional, não sendo possível responsabilizar os guardas envolvidos. “Acho injustiça, mais um caso de agressão, de intolerância, que não dá em nada. Não aconteceu nada pior, porque a Guarda Municipal de Cariacica não tem porte de arma. A Segurança pública tem perseguição contra gente preta, da periferia, trata como inimigo do Estado. Se foram feitos para nos proteger e agem dessa forma, quem vai proteger a gente deles?”, questiona. Feijó afirma que irá procurar assessoria jurídica para que o caso não fique impune. “Estou com medo de sair de casa. Estou na casa de uma amiga, pois estou com medo de ficar sozinho na minha”, aponta, destacando ainda que fará, nesta quarta-feira (2), exame de corpo de delito. Produtor cultural denuncia invasão de sua casa pela Polícia Militar Stel Miranda relata que a PM não tinha mandado e alegou ter recebido denúncia de tráfico de drogas https://www.seculodiario.com.br/seguranca/casa-de-produtor-cultural-e-invadida-pela-policia-militar-em-sao-pedro Unidade Negra Capixaba organiza protesto contra agressão a homem no Carone Vídeo que circula nas redes sociais mostra a vítima sendo agredida por seguranças no Carone de Laranjeiras https://www.seculodiario.com.br/direitos/unidade-negra-capixaba-organiza-protesto-contra-agressao-a-homem-negro-no-carone
‘Queremos o mínimo de segurança para trabalhar’, cobra professora do Ifes
Servidores reivindicam exigência do passaporte vacinal e medidas sanitárias mais eficazes Divulgação/Ifes Professores do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) cobram estratégias sanitárias mais firmes no retorno às atividades presenciais. Com a nova onda da Covid-19 no Estado e em todo o Brasil, os servidores reivindicam a adoção de medidas como a exigência do passaporte vacinal, a distribuição de máscaras para alunos e professores, e a desburocratização dos afastamentos de pessoas contaminadas. “Queremos o mínimo de segurança para trabalhar”, declara uma educadora da instituição. A profissional, que preferiu não se identificar, conta que o passaporte da vacina, documento que comprova a imunização e já tem sido exigido para entrada em várias instituições, ainda não é uma exigência nos campis. “A reitoria precisa estabelecer determinadas normas para que todos os institutos sigam. Precisamos de uma direção do órgão central. É necessário entender que ainda estamos em uma pandemia”, afirma. Justamente em razão da pandemia, os campis estão seguindo calendários diferentes para o retorno às aulas. No campus de Vitória, as atividades presenciais foram suspensas no dia 24 de janeiro, devido ao aumento do número de servidores contaminados pela Covid-19. As atividades foram retomadas nessa segunda-feira (31). A instituição informou que a suspensão provisória era necessária para recompor as equipes de trabalho, mas a professora destaca que o aumento da contaminação de servidores e alunos não é exclusiva da unidade de ensino localizada na Capital. “Onde eu trabalho já tivemos 11 professores afastados e é uma média de quatro alunos afastados por dia. Está muito perigoso”, aponta. Para a servidora, em um contexto de aumento dos casos e avanço da pandemia, a distribuição de equipamentos de proteção, como as máscaras, é fundamental para conter o índice de contaminações. “Tenho colegas que receberam só cinco máscaras e não teve reposição, nem distribuição para os alunos (…) A gente quer o mínimo de segurança para trabalhar, porque é uma questão de saúde pública”, enfatiza.Sindicato de servidores se manifesta As demandas apresentadas pela servidora também estão presentes em uma nota da direção do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica no Ifes (Sinasefe-Ifes). Além de cobrar estratégias sanitárias que garantam a segurança de servidores e alunos, o documento, divulgado na última sexta-feira (28), questiona a falta de direcionamentos mais centrais nessa quarta onda da Covid-19. Por meio da Coordenadoria de Atenção à Saúde do Servidor (CASS), a reitoria do Ifes chegou a implementar um protocolo de retorno às atividades presenciais, com orientações para toda a comunidade escolar, mas os servidores pedem uma participação mais efetiva e menos protocolar no âmbito das escolas. “Tem sido uma preocupação desta diretoria dentro do Ifes a morosidade das decisões, a falta de comando, de posicionamento político e de uma comunicação efetiva por parte de nossos gestores no enfrentamento desse contexto”, aponta o sindicato. No dia 24 de janeiro, a reitoria também publicou uma nota com orientações diante do aumento dos casos de Covid-19 e sintomas gripais, mas os servidores consideram o documento ambíguo, principalmente no que se refere aos afastamentos de casos suspeitos de Covid-19. Apesar de afirmar seguir as normativas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que garante o afastamento compulsório mediante o teste positivo da Covid, o Ifes tem cobrado atestado médico ou o registro de Notificação Compulsória do e-SUS para ausência. “Essa condição seria compreensível se as unidades de saúde de todo Estado estivessem disponibilizando atendimento médico e testagem de forma imediata. Mesmo dentro da Grande Vitória, existe uma enorme diferença de oferta de testagem e atendimento médico entre municípios vizinhos, situação que se agrava no interior”, pontua o Sinasefe-Ifes. Os servidores também pedem que o instituto avalie a possibilidade de implementação de sistemas de revezamento das jornadas, bem como o retorno às atividades remotas em setores que estão mais expostos ao contato com o público e que apresentem incidência repetida de casos. “Todos estamos correndo risco, mas é preciso considerar que alguns setores podem estar ainda mais, devido à natureza de seu trabalho. Setores como os de protocolo, pedagógico, apoio ao educando, secretaria, biblioteca e assistência estudantil estão expostos a públicos diferentes e com uma circulação maior de pessoas”, enfatiza. Nesse contexto de risco, o sindicato acredita que a exigência do passaporte vacinal para servidores, estudantes, trabalhadores terceirizados, estagiários e para o público em geral é direito e um dever institucional. “Somos um espaço coletivo e espaços coletivos exigem medidas focadas nos sujeitos e no coletivo. A vacinação é uma dessas estratégias e visa a preservação da vida de todos. Quanto mais pessoas imunizadas, menores as chances de propagação do vírus. Solicitar que as pessoas que frequentam nossas escolas apresentem comprovante do esquema vacinal completo estimula que a população busque a imunização contra a Covid-19. Além disso, o posicionamento político do Ifes por este passaporte consiste em um importante ato simbólico frente a toda afronta que a sociedade e os meios acadêmicos e científicos têm sofrido neste contexto”, declara.
Aplicação indevida de agrotóxico em cafezal é punida com indenização
Morador foi intoxicado pelo uso de veneno na propriedade vizinha. Valor definido pelo juiz é de R$ 8 mil O juízo da 2ª Vara Cível de Nova Venécia, no noroeste do Estado, determinou o pagamento de uma indenização por danos morais no valor de R$ 8 mil a um menor de idade intoxicado pelo uso de agrotóxicos de forma indevida em um cafezal da propriedade vizinha à da sua família, no interior do município. A decisão se deu no âmbito de uma ação de reparação de danos movida pela mãe da criança –processo nº 0001141-14.2018.8.08.0038 – após o filho passar mal durante o momento de utilização dos produtos “de forma excessiva”, tendo sido necessário inclusive levá-lo ao hospital municipal São Marcos. Na sentença, o juiz Thiago de Albuquerque Sampaio Franco salientou “o abalo psíquico e físico” imposto à vítima e considerou ser “indubitável o sofrimento decorrente dos fatos, sendo patentes os momentos de profunda angústia e dor experimentados pelo demandante”. O proprietário da lavoura alegou que manipula os defensivos de forma correta, mas o magistrado se ateve ao artigo 927 do Código Civil, em que os danos causados em pessoas decorrentes do uso de agrotóxicos resultam em responsabilização objetiva, visto o risco evidente de tal atividade. A veracidade da acusação foi constatada pelo juiz a partir de depoimentos e da comprovação da entrada do menor no hospital devido a problemas respiratórios. Um depoimento importante foi de um servidor do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), que contou o que observou durante algumas visitas feitas à casa da autora da ação de reparação de danos. “Acionado sob alegação de forte cheio de veneno aplicado na propriedade vizinha, o depoente [servidor do Iema] foi até o local e constatou a veracidade dos fatos”, [pois] “comprovou que no dia dos problemas respiratórios do menor de idade, o odor de defensivo oriundo da propriedade do demandado era acima do normal”, destacou o magistrado. Numa segunda visita, ele chegou a conversar com o funcionário do réu “e o mesmo disse que nada poderia fazer por estar cumprindo ordens”. O servidor também acrescentou que a propriedade do réu é a única na vizinhança da família autora da ação que tem plantação de café. Uma outra propriedade vizinha, inclusive, produz alimentos orgânicos e a família autora parou de trabalhar. Nessas visitas, ele também observou “que o vento corre da propriedade do requerido, sentido casa dos autores e que a casa da requerente fica colada à plantação de café do réu”, destaca o juiz. Outra informação importante é que “os requerentes já possuíam a propriedade vizinha quando da aquisição da terra pelo requerido; que quando da aquisição da terra pelo requerido, a casa dos requerentes já estava sendo construída no local onde se encontra atualmente; que na casa moram autora, seu marido, e seus três filhos”. Tragédia socioambiental O uso de agrotóxicos no Espírito Santo, como em praticamente todo o Brasil – país que lidera o consumo de venenos no ranking mundial – é elevado e feito sem controle. Análises de dados de receitas agronômicas registradas no Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) pelo Fórum Espírito-Santense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (FESCIAT) chegaram a mostrar que o volume de venenos utilizados em um ano no Estado seria suficiente para matar a população capixaba onze vezes. Diante da inoperância generalizada dos poderes executivos e legislativos do Estado e dos municípios, reduzir essa tragédia socioambiental é uma tarefa que tem sido encampada por movimentos sociais importantes como o dos Pequenos Agricultores e Trabalhadores Sem Terra (MPA e MST), além de organizações não governamentais, pesquisadores e servidores públicos engajados no crescimento da Agroecologia. Pacote de Veneno no Congresso Em Brasília, o predomínio ruralista se associou à orientação ideológica da Presidência da República de Jair Bolsonaro (PL) e a moralização legal e jurídica do consumo de agrotóxicos enfrenta muitos obstáculos. Nesta quinta-feira (3), a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida realiza uma Ação Urgente Contra o Pacote do Veneno. Às 17h30, será feito um debate sobre estratégias para impedir a aprovação do PL 6299/2002, cuja votação pode ser feita nos primeiros dias após a retomada das atividades parlamentares, nesta quarta-feira (2). Na Câmara, onde a proposta vai ser avaliada primeiro, o presidente Arthur Lira (PP), tende a agilizar a votação, segundo a Campanha. Ao invés do Pacote de Veneno, o que as entidades que integram a Campanha defendem é o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA) – PL nº 6.670/2016 – que já foi aprovado pela Comissão Especial da Câmara em 2018.
Ciganos de Cariacica ganham cadeira no Conselho de Igualdade Racial
Ireny Maria de Jesus irá representar a comunidade cigana, que ocupa assento no conselho pela primeira vez O Conselho Municipal de Igualdade Racial de Cariacica conta, pela primeira vez, com representação da comunidade cigana. Moradora há um ano e meio na comunidade cigana do bairro Moxuara, a dona de casa Ireny Maria de Jesus assumiu uma cadeira no conselho, em uma gestão que começou no final de janeiro e terá duração de dois anos. Além da comunidade do Moxuara, a cidade conta ainda com as dos bairros Bubu, Campo Verde e Santo Antônio. Elizabeth Nader Ao todo, são 13 famílias ciganas. A inclusão da representação desse povo se deu após realização do “Mapeamento dos Povos e Comunidades Tradicionais do Município de Cariacica”, feito por meio da Gerência de Igualdade Racial da prefeitura, um trabalho colaborativo que envolveu pesquisadores do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal do Espírito Santo (Neab-Ufes), representantes de movimentos sociais e lideranças do município. O Mapeamento aponta que existem em Cariacica pelo menos 10.950 pessoas pertencentes a alguma comunidade tradicional. Os dados consideram ciganos, povos de matrizes africanas, pescadores e marisqueiros. Ireny acredita que sua representação no conselho pode auxiliar a comunidade cigana na concretização de direitos. “A gente vai ter mais liberdade para correr atrás das necessidades do nosso povo, como o acesso à saúde”, diz. Ela relata que ainda existe muito preconceito contra os ciganos. “Quando a gente vai vestido de cigano nos lugares, todo mundo olha atravessado. Quando a pessoa volta para o mesmo lugar, mas com uma vestimenta diferente, é tratada de outra forma”, afirma. Outra história narrada por ela foi sobre o dia em que esteve no supermercado e, no caixa, ouviu de uma pessoa que o dinheiro que utilizava para pagar as compras era “dos outros”, insinuando que era roubado. “Eu fingi que não ouvi. Às vezes é melhor ignorar”, recorda. A dona de casa destaca que, em Cariacica, a principal dificuldade no acesso à saúde é em relação aos serviços odontológicos. No que diz respeito às demais áreas da saúde, ela afirma que hoje, em virtude do trabalho da Gerência de Igualdade Racial, que tem sensibilizado os equipamentos públicos em relação ao atendimento da comunidade cigana e buscado garantir seus direitos, a situação já diferente. “Me conhecem, tratam bem, me dão um abraço, mas é preciso lutar para que isso não mude e avance mais”, afirma. Ireny manifesta ter se sentido surpresa ao ser escolhida para compor o conselho. “Essa surpresa se chama valorização. Ela é acolhedora, sabe receber, pontua as coisas com exatidão. Os ciganos precisam ter representação para trabalhar a política apropriada para a comunidade. Ela, mais do que ninguém, pode falar de que forma vive e do que precisa”, considera o gerente de Igualdade Racial de Cariacica, Sandro Cabral. Além de Cariacica, somente Vila Velha e o Governo do Estado têm Conselho de Igualdade Racial. Mapeamento O “Mapeamento dos Povos e Comunidades Tradicionais do Município de Cariacica” foi realizado entre 23 de janeiro de 2020 a 26 de março de 2021, dividido em duas partes. Primeiro, os pesquisadores se propuseram a localizar os povos tradicionais do município, identificando como estão distribuídos no território e conhecendo a trajetória de vida das lideranças, suas narrativas e o seu quantitativo. Em seguida, foi feito um levantamento socioeconômico dessas comunidades, analisando aspectos como Moradia; Trabalho, Emprego e Renda; e Política Assistencial Pública e Saúde. Segundo o pesquisador da Universidade Federal do Estado (Ufes) e mestre em Ciências Políticas, Iljorvanio Silva Ribeiro, os resultados encontrados, a partir de entrevistas feitas com 290 pessoas, impactam diretamente na condição de sobrevivência desses povos e de sua reprodução cultural. É o caso dos povos ciganos identificados no município. “Foram identificadas condições de abandono e de invisibilidade com que essas famílias sobrevivem, há décadas, em relação ao poder público como, por exemplo, inacessibilidades aos direitos básicos como o de saúde, alimentação e de cidadania. A escassez de alimentos nas barracas é uma realidade cotidiana para muitos deles e se acentuou durante o período da pandemia do coronavírus”, aponta. Já entre os povos de matriz africana, o que se identifica é o aumento da violência sofrida tanto dentro quanto fora das comunidades e territórios. As violações relatadas também incluem situações de discriminação e intolerância religiosa. “Essa mesma violência pode ser traduzida em inúmeros casos narrados pelos entrevistados no que tange aos muitos ‘não acessos’ sofridos cotidianamente por esses povos: não acesso às políticas de incentivo cultural, não acesso aos recursos naturais do território que ocupam e do qual dependem para sua reprodução cultural (como cachoeiras, rios, praças e matas), não acesso ao direito de registrar os seus centros ou terreiros, e outros tantos ‘não acessos”, declara. A falta de acesso também se estende às demais comunidades mapeadas. Os relatos dos 89 pescadores e marisqueiros do município que participaram das entrevistas revelaram um contexto de marginalização dessas comunidades, privadas de serviços de infraestrutura básicos como rede elétrica residencial, água encanada, pavimentação de ruas, rede coletora de esgoto, iluminação pública de qualidade e serviço de coleta de lixo eficaz. Iljorvanio enfatiza que o descaso com a natureza também tem um impacto direto na vida desses grupos que dependem dela para sobreviver. “A transformação dos rios em canais receptores de esgoto doméstico, a poluição das marés e as frequentes invasões imobiliárias nas áreas de manguezais constituem-se como ameaças diárias ao exercício cultural dessas comunidades”. Além desses três grupos registrados e entrevistados, o mapeamento identificou uma comunidade com 150 famílias de pomeranos, concentrados próximos aos bairros Itapemirim e Santa Cecília, e duas famílias remanescentes de quilombos, na região de Roda D’água, área rural de Cariacica. “Devido à pandemia, a idade avançada das lideranças e a condição de saúde fragilizada com que se encontravam, optou-se por pesquisá-las em momento mais oportuno pós- pandemia”, explica o pesquisador. Mapeamento mostra que ciganos têm dificuldade de acesso a direitos Estudo foi feito em Cariacica para formulação de políticas públicas voltadas a comunidades tradicionais https://www.seculodiario.com.br/direitos/mapeamento-mostra-que-comunidade-cigana-tem-dificuldade-de-acesso-a-direitos Pomeranos repudiam fala de ministro da Educação sobre ciganos e indígenas Comunidade pomerana do Estado afirma que Abraham Weintraub quis mostrar desprezo por povos tradicionais
Dark Web
Este local da internet reúne todo tipo de crime e absurdos A Dark Web é apenas uma pequena parte do que se chama Deep Web, mas tem um poder de estrago imenso, pois, por meios em que o usuário permanece anônimo, é um lugar em que as transações e transgressões estão fora do controle da internet de superfície. Como na Deep Web, a Dark Web possui endereços de sites não indexados pelos mecanismos de busca. Temos na Dark Web uma coleção de domínios para sites que possuem sequências aleatórias e confusas, com strings de letras e números que não fazem sentido, e somente quem possui os domínios e credenciais completos são autorizados a entrar nestes sites. Para acessar a Dark Web, é necessário, portanto, fazer uso de ferramentas poderosas de criptografia e de proteção de dados, pois você pode se tornar alvo de hackers por lá, e certamente os ataques serão constantes. Este local da internet reúne todo tipo de crime e absurdos, como tráfico de drogas, exploração infantil, contratos para assassinos de aluguel, sites com vídeos reais de pessoas sendo torturadas até a morte, tráfico de pessoas e de armas, sites de sexo com práticas perturbadoras e abjetas, etc. Por exemplo, o site de venda de drogas que ficou bem conhecido na Dark Web foi o Silk Road, lançado em 2011, e que era um mercado bem operante na Darknet, utilizando a rede Tor, e que se tornou um dos maiores domínios para venda de drogas. Em 2013, contudo, o FBI fechou o Silk Road, e seu criador, Ross Ulbricht, foi condenado à prisão perpétua, sem direito a condicional. Depois da queda do Silk Road, surgiram outros domínios com variedades de itens como exploits para softwares, e ofertas mais especializadas, para dados roubados recentemente, e incluindo o famigerado tráfico de armas. Também na Dark Web, existe uma série de fóruns em que se discutem vários temas e que juntam grupos radicais, e que podem detonar atos criminosos. Aqui se opera na chamada dark internet, que foi criada com o intuito de fornecer anonimato ao usuário, mantendo toda a comunicação privada, por meio de criptografia e roteamento de conteúdo através de diversos servidores. A história da chamada Dark Web começou com o lançamento da Freenet, no ano 2000, que foi um projeto de tese de Ian Clarke, que era um estudante da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Ian Clarke buscava um sistema distribuído de armazenamento e recuperação de informações descentralizadas, ou que pode ser traduzido por um meio de se comunicar e compartilhar informações ou trocar arquivos que mantivesse o usuário interagindo online de forma anônima. No ano de 2002, a chamada Dark Web cresceu muito, quando pesquisadores apoiados pelo Laboratório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos lançaram a rede Tor. Ainda no início dos anos 2000 a internet era fácil de controlar e vigiar, qualquer usuário poderia ser rastreado com facilidade. Esta facilidade de rastreamento do usuário mudou com o advento do Tor, rede que foi criada, inicialmente, para manter canais de comunicação seguros para dissidentes políticos que estivessem vivendo em países de regimes fechados e opressores, e também servia para agentes norte-americanos que estivessem ao redor do mundo. Posteriormente, a rede Tor ganhou uma licença gratuita e uma organização sem fins lucrativos chamada de The Tor Project, o que foi feito em 2008, e que permitiu que pessoas leigas em programação ou informática pudessem navegar com facilidade na Dark Web. A Dark Web opera de forma caótica e sem fronteiras. Contudo, apesar da grande repercussão, é um lugar de dimensões ínfimas frente ao grande território de dados de toda a internet. Pesquisadores da Recorded Future fizeram uma estimativa de que o número de domínios na Dark Web se aproximava apenas de 55 mil domínios, todos na forma onion, na qual opera a rede Tor, com apenas 8,4 mil ou 15 % destes domínios ativos, o que, por fim, só contando estes domínios ativos, representam apenas 0,005% de toda a superfície da web. Por sua vez, tais domínios na Dark Web são inconstantes, com domínios surgindo e desaparecendo o tempo todo. Por outro lado, existem ferramentas que podem ajudar na navegação na Dark Web. Por exemplo, o The Hidden Wiki, que é uma espécie de diretório da Dark Web, e que fornece links para domínios onion e breves descrições do que se pode encontrar em tais domínios. Contudo, dada a inconstância de tais domínios, muitos já podem estar quebrados ou levar a lugares que oferecem serviços e produtos ilegais. Dos mecanismos de busca que podem auxiliar na navegação da Dark Web, tem o DuckDuckGo, que existe na superfície da rede, mas, também possui uma versão onion para a Dark Web. Outros mecanismos de busca para a Dark Web exigem pagamento para serem usados e ainda podem direcionar especificamente para sites relacionados a drogas. O chamado Onionland, mecanismo de busca para Dark Web, permite uma pesquisa por meio de palavras-chave, o que leva a uma lista de URLs, sem qualquer outra sinalização ou informação para auxiliar nesta pesquisa, lembrando do padrão caótico destes domínios, sem possuir qualquer identificação do que se tratam. Na Dark Web também se tem oferta por parte de hackers de serviços de aluguel, e que se pode acessar contas de e-mails, perfis de redes sociais e demais informações que podem ser usadas para roubo de identidade. Os chamados Scams são também numerosos na Dark Web, com serviços de pistoleiros de aluguel, e que podem, muitas vezes, receber o dinheiro da encomenda sem, contudo, efetuar o serviço, e a pessoa enganada não pode denunciar para a polícia o golpe, por óbvio. O FBI, no combate a estes sites ilegais da Dark Web, pode até mesmo utilizar-se de agentes duplos, em que o próprio agente executa sites e introduz malwares para descobrir identidades reais de outros usuários na Dark Web. Estes truques de hackers, portanto, são usados por tais agentes duplos do FBI. Por sua vez, o acesso à Dark Web nos Estados Unidos é legalizado, mas, por outro lado, em alguns outros países, não. No rol
Chapa do ‘garante’
Na falta do PL e de Magno Malta, Carlos Manato circula pelo Estado com o pré-candidato ao Senado do PTB Lissa de Paula/Ales Sem êxito na tentativa de filiação ao PL, do presidente Jair Bolsonaro, comandando no Espírito Santo pelo ex-senador Magno Malta, o ex-deputado federal Carlos Manato circula por municípios capixabas para articulações eleitorais, acompanhando da sua chapa majoritária de garantia até agora, formada com o pré-candidato do PTB, Tenente Assis. Há meses nessa empreitada para ser aceito na nova legenda do presidente, porém vetado desde sempre pelo próprio Magno, é no PTB que Manato encontra todas as portas abertas para erguer seu palanque, mas protela a decisão, ainda na esperança de reverter o cenário, apesar do tempo curto para as definições do pleito de outubro. Os dois candidatos, que tentam ocupar o campo de oposição ao governador Renato Casagrande, têm se reunido com lideranças no interior, com o slogan “Um outro caminho para o ES”. Ao contrário de Manato, Tenente Assis já faz publicações nas redes sociais anunciando o candidato ao governo do Estado do seu partido. Para quem não se lembra, Assis, que já esteve nessa disputa em 2018, iniciou as movimentações para as eleições deste ano como candidato à Câmara Federal, saltando depois para o Senado, onde esbarra em Magno, que tentará retornar ao cargo que perdeu numa derrota de reviravolta. Sem novas amarrações, no entanto, a atual configuração divide os votos do eleitorado bolsonarista do Estado. E não…não tem para todo mundo! Agora……se Manato, finalmente, conseguir se filiar ao PL, fechando chapa com Magno Malta, ou garantir o apoio declarado do ex-senador, o Tenente Assis será realocado. Volta ao projeto de deputado federal ou tem Plano C? Veremos… Tudo certo, nada resolvidoOs recentes sinais deixam em aberto essa possibilidade de mudança. Nas publicações mais recentes do Tenente Assis, ele afirma que é candidato a “uma cadeira no Congresso Nacional”. Não crava mais seu palanque ao Senado, como vinha fazendo. TrincaNas redes sociais bolsonaristas, aquele eleitorado fiel resistente, predomina a lógica de votos em Bolsonaro – Magno – Manato. É também o que o ex-deputado federal tem vendido aos seus apoiadores. PLO problema é que Magno não topa dividir recursos de campanha e tempo de TV com Manato. Já fez, inclusive, manifestações públicas negando a filiação do ex-deputado. Um recuo de Magno Malta nessa seara, seria, sem dúvida, de se chamar atenção. Ao mesmo tempo, o ex-senador também ainda não engatou a chapa, como é a expectativa do grupo que representa o presidente no Espírito Santo. MarteloLembrando que a mulher de Carlos Manato, deputada federal Soraya, já está de malas prontas para o PTB. No PL, também não deu para ela. Soraya é filiada ao PSL, ex-sigla bolsonarista e hoje em fusão com o DEM, no União Brasil. EleiçõesO prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), se reuniu nesta terça-feira (1) com o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos). Em pauta, como o próprio prefeito divulgou, “conversas sobre o cenário político e troca de muitas informações”. Eleições IIArnaldinho, que mantém relação próxima ao governador Renato Casagrande (PSB), com quem Erick disputará o governo do Estado, também fez questão de reforçar a parceria entre a Assembleia e a gestão municipal. O que vai sair daí, logo aparece. TimeO deputado federal Neucimar Fraga (PSD) entrou para o time dos bolsonaristas que tentam se rebelar contra o passaporte da vacina exigido no Estado. Ele gravou vídeo nas redes sociais chamando a medida de “política do terrorismo”. Ai, ai… Nas redes“Dias atrás, no RJ, um jovem negro, refugiado do Congo, Moïse, que trabalhava num quiosque, foi cobrar pelo seu trabalho e encontrou a morte num espancamento. Mais um caso de racismo em nível de barbárie. Até quando?”. Jacqueline Moraes, vice-governadora do Estado pelo PSB. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com
Justiça proíbe Rose de Freitas de exercer mais um mandato na presidência do MDB
Deputado estadual Hércules Silveira defende que Rose organize a convenção estadual do partido A senadora Rose de Freitas está proibida de exercer um novo mandato na presidência da comissão provisória do MDB no Espírito Santo, por decisão da juíza Thaissa de Moura Guimarães. A magistrada fixou multa diária no valor de R$ 500,00 até o limite de R$ 150 mil, caso ao término do mandato, em 22 de março deste ano, a senadora deixe de formar uma comissão provisória, composta por sete membros, para, no prazo de 90 dias, realizar a convenção estadual. Para o deputado estadual Hércules Silveira, único representante do MDB na Assembleia Legislativa, ao lamentar a crise que atinge o partido, acirrada desde 2018, Rose de Freitas deveria se organizar para realizar a convenção, a fim de normalizar a situação, que vem desmotivando lideranças importantes. Ele cita o ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim e ex-deputado federal Roberto Valadão, “um das grandes lideranças do partido”, que praticamente abandonou a política, a ex-deputada estadual e ex-senadora Luzia Toledo, igualmente desmotivada, e ele próprio, apesar de confirmar que pretende concorrer à reeleição pelo partido nas eleições de outubro. Dr. Hércules, como é conhecido, recorda o início da crise, quando o partido, sob a presidência do ex-deputado federal Lelo Coimbra, passou para a área de influência direta do então governador Paulo Hartung (sem partido), que “nos deixou a ver navios”. A referência se relaciona à desistência de reeleição de Hartung, que afetou vários de seus aliados e provocou o desmanche de parte do seu grupo político. A decisão da juíza aponta que Rose de Freitas infringiu o estatuto do partido, ao deixa de convocar a convenção e prorrogar o seu mandato por três vezes consecutivas, desde que foi nomeada, em janeiro de 2021. A primeira prorrogação ocorreu em junho do mesmo ano, seguindo-se as outras duas, em setembro e dezembro do mesmo ano. A ação foi movida por Lauristone da Silva, do diretório de Colatina, noroeste do Estado, tendo como réu a Nacional do partido. O autor da ação foi eleito presidente do diretório, que foi substituído por meio de decisão de Rose de Freitas por uma comissão, cujo vice-presidente sequer pertence aos quadros do partido.