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Classificação de Risco Muito Baixo está suspensa a partir de segunda

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“Transmissão está alta”, alertou Casagrande. Taxa de transmissão é perto de 3 e internações hospitalares subiram A classificação de Risco Muito Baixo foi suspensa temporariamente, a partir desta sexta-feira (14), do Mapa de Risco Covid-19, conforme informou no final desta tarde o governador Renato Casagrande (PSB). O gestor explicou que a iniciativa se deu pelo fato de que, com a predominância da variante Ômicron, mais transmissível, a doença está ascensão, com maior número de pessoas positivadas e internadas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de enfermaria. A taxa de transmissão (Rt) atual é perto de 3, alertou o governador. “A transmissão está alta”, exclamou.  Casagrande afirma que a classificação irá retornar quando a doença voltar a cair. Atualmente, todos os municípios do Espírito Santo estão em risco baixo para a doença, de acordo com o Mapa de Risco que passa a vigorar a partir desta segunda-feira (17) até o domingo (23). A classificação de Risco Muito Baixo foi criada em outubro de 2021, passando a ter vigência a partir de novembro. Ela é aplicada em âmbito regional, e não municipal, ao contrário das classificações de Risco Baixo, Moderado, Alto e Extremo, considerando dez microrregiões: Metropolitana; Central-Serrana; Sudoeste-Serrana; Litoral Sul; Central Sul; Caparaó; Rio Doce; Centro-Oeste; Nordeste; Noroeste. Na classificação de Risco Muito Baixo, as medidas qualificadas relativas aos demais riscos são extintas, não havendo restrições para atividades econômicas, sociais e culturais. Devendo, no entanto, ser mantido o uso de máscaras e a garantia de ao menos um ponto de testagem livre para a população em cada município. Para ser considerada de Risco Muito Baixo a microrregião precisa chegar aos seguintes percentuais de vacinação: 80% da população adulta (18 a 59 anos) vacinada com duas doses; 90% dos adolescentes (12 a 17) com D1; e 90% dos idosos (60 anos ou mais) com a dose de reforço. Também é necessário que cada município da microrregião disponha de ao menos um ponto livre de testagem para a população, seja numa unidade de saúde, num pronto-socorro ou algum outro local, em que qualquer pessoa possa fazer a testagem, independentemente de apresentar sintomas e sem necessidade de encaminhamento médico. Alguns municípios chegaram a atingir essa classificação, mas nenhuma microrregião alcançou essa meta. Essa realidade contraria a previsão feita pelo secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, que em outubro passado, em coletiva de imprensa, afirmou acreditar que, até novembro, todo o Espírito Santo estaria classificado como de Risco Muito Baixo, ou, “na pior das hipóteses”, na primeira semana de dezembro. De acordo com ele, já naquele mês poderia haver microrregiões com essa classificação. Dados O governo do estado se baseou em alguns dados para tomar a decisão de suspender temporariamente a classificação de Risco Muito Baixo. Casagrande informou que, na última semana de dezembro, 2,1 mil pessoas foram positivadas para Covid-19. Esse número aumentou na primeira semana de janeiro, quando chegou a 9,5 mil. A Taxa de Transmissão (RT), atualmente, é de três, ou seja, uma pessoa infecta três. Em 13 de dezembro o número de pessoas com Covid-19 internadas em leitos de UTI e enfermaria foi 130. Um mês depois, dobrou, passando para 262. Casagrande alertou para a necessidade de as pessoas se vacinarem e fazerem testes caso haja suspeitas de estar com a doença. Destacou ainda que há 480 pontos de testagem, em livre demanda, em todo o estado. “Por meio da testagem se identifica a doença, isola a pessoa e quebra a cadeia de transmissão”, explica. O governo também salientou ser necessário seguir os protocolos sanitários, como o uso de máscara, evitar aglomerações e utilizar álcool em gel.

14/01/2022 / 0 Comments
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‘É urgente discutir testagem e adiamento das aulas’, orienta Ethel Maciel

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Vacinas pediátricas finalmente chegaram ao Estado, a menos de três semanas do início do ano letivo Com a chegada no Estado, finalmente, das vacinas para imunização das crianças, os municípios intensificam organização para a aplicação das doses o mais rápido possível e anunciam a abertura de agendamentos para este sábado (15), como é o caso de Cariacica e Vitória. As primeiras 24 mil doses da Pfizer destinada ao público pediátrico desembarcaram no aeroporto de Vitória na tarde desta sexta-feira (14), após sofrer atraso em relação ao prazo previsto inicialmente, que seria a noite de quinta-feira (13). Nesse primeiro momento, serão vacinadas prioritariamente as crianças indígenas, com comorbidades e com deficiências. Ascom Sesa A chegada dos imunizantes, porém, mantém aceso o debate sobre a necessidade de adiar o início do ano letivo de 2022, estabelecido para o dia três de fevereiro pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu).  A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) é que somente em março teremos todas as crianças de cinco a onze anos do Estado imunizadas com a primeira dose. Até o momento, no entanto, o gestor capixaba da Sedu e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Educação (Consed), Vitor de Angelo, não demonstrou qualquer interesse em adiar essa data, de modo que as crianças possam ir para as salas de aula ao menos com quinze dias após a aplicação da primeira dose. Redes sociais Em entrevista à Rádio Eldorado, do grupo Estadão de jornalismo, a epidemiologista Ethel Maciel, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e pós-doutora em Epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, defendeu a urgência de se discutir o adiamento do retorno das aulas e um programa de testagem da comunidade escolar.  A Século Diário, a cientista reforçou a proposta. “O governo federal está pressionando a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] pra liberar o autoteste. Mas não adianta ter na farmácia pros ricos comprarem, tem que ter uma política de testagem. Quem vai ter prioridade? Eu penso que deve ter prioridade as famílias de crianças cadastradas no SUS [Sistema Único de Saúde] que ainda não foram vacinadas”, defende. “Cada família receber um quantitativo por mês, suficiente pra um teste por semana, por exemplo, e receber toda a orientação necessária: se testar positivo, ficar em casa. A escola também notificar os casos”, explica.  No Reino Unido, contextualiza, as crianças são testadas duas vezes por semana desde a chegada da Ômicron. No Brasil, porém, nunca foi implementado qualquer programa de testagem sistemática, nem da comunidade escolar nem de qualquer público. “Nem no Espírito Santo, que é o estado que mais testa, nunca tivemos um programa de testagem que priorizasse a educação. Educação é prioridade!”, reivindica.  “Precisamos urgentemente de um programa de testagem pra ter um ambiente seguro nas escolas. Como vamos fazer? Uma vez por semana todo mundo? Por amostragem? Temos que ter um plano!”, reforça, destacando que a Ômicron é a variante mais transmissível até agora. “A variante Delta dobrava o número de casos a cada duas semanas. Era muito transmissível. A variante Ômicron já temos o dobro dos casos em 3 dias. E um problema maior- a taxa de reinfecção, dados preliminares: 3 a 8 vezes o risco de reinfecção. A situação vai ficar muito difícil”, alertou em sua conta no Twitter.  No Reino Unido, conta Ethel, onde os dados sobre a pandemia são abertos e atualizados com boa velocidade, é possível ver o grande aumento de internações de crianças em decorrência da nova variante. No Brasil, as crianças com até quatro anos são 3% da população e as de cinco a onze, 10%. “É um público muito grande, precisamos ter muito cuidado”.

14/01/2022 / 0 Comments
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Quilombolas criam Pontos de Memória no Sapê do Norte

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Bibliotecas comunitárias e pontos de encontro cultural contribuem para fortalecer cultura e ancestralidade no norte capixaba “É um significado muito grande ter essa estrutura dentro de um quilombo”, diz Gessi Cassiano sobre o Ponto de Memória instalado em sua comunidade, chamada Linharinho, em Conceição da Barra, extremo-norte do Espírito Santo, na região quilombola conhecida como Sapê do Norte. “O Ponto de Memória não é só uma estrutura para poder ter lá as coisas de nossos ancestrais. É também onde vamos nos encontrar para falar de nosso povo, de nossa ancestralidade e cultura”, relata. Construído da forma tradicional, em pau-a-pique, com piso de areia, e por meio de mutirões comunitários, o Ponto de Memória de Linharinho foi inaugurado no dia 4 de dezembro, tendo contado com financiamento de um edital da Secretaria de Cultura do Espírito Santo (Secult-ES) e com apoio da Prefeitura Municipal de Conceição da Barra. Dona Gessi entende o espaço não só para encontros da comunidade, mas também para receber visitas de pessoas que queiram conhecer mais da cultura quilombola, principalmente estudantes de escolas e universidades. Mutirão na construção do Ponto de Memória. Foto: Divulgação “É um lugar aberto a todos, onde todo mundo possa se sentir bem. Um ambiente onde se possa relaxar, respirar o ar puro e renovar suas energias, falando da nossa ancestralidade”. Ali há imagens da padroeira da comunidade, Santa Bárbara, fotografias antigas e atuais que remetem à localidade quilombola e sua cultura, além de ferramentas antigas como pilão e peças de madeira das tradicionais casas de farinha (quitungos), e uma biblioteca com livros que remetem a projetos desenvolvidos nas comunidades junto a universidades e organizações sociais. Porém, a volta de uma situação de aumento do contágio por conta da pandemia nas últimas semanas tem feito a comunidade redobrar os cuidados. Para visitar o local é preciso agendar previamente em grupos pequenos, com uso obrigatório de máscaras. O contato deve ser feito por telefone nos números 27 99781-8392 (Gessi) ou 28 999090794 (Natan). Biblioteca comunitária quilombola Em Angelim II, também em Conceição da Barra, outra experiência de memória vem sendo desenvolvida por meio da criação da Biblioteca Quilombola Luzia dos Santos. Não se trata de uma biblioteca nos moldes tradicionais eurocêntricos, mas de um espaço que pensa desde a escrita até a oralidade, que guarda tanta importância na transmissão de conhecimentos em comunidades quilombolas. “Os saberes de nossos mais velhos são a nossa mais valiosa fonte de conhecimento, pois a memória dos nossos ancestrais é uma biblioteca viva e riquíssima”, afirma Mirtes dos Santos, uma das idealizadoras do projeto. O nome homenageia uma das matriarcas da região, que viveu por 84 anos transmitindo os saberes ancestrais e participando de importantes lutas no território, que sofreu grande impacto com a invasão dos monocultivos de eucalipto, que resultaram na expulsão da maioria das famílias quilombolas e deixando as que permaneceram em difícil situação de sobrevivência. Apesar da maioria das comunidades do Sapê do Norte já serem reconhecidas como quilombolas há anos ou até mais de uma década, ainda não houve nenhuma comunidade que tenha recebido titulação de suas terras. Assim como o Ponto de Memória de Linharinho, a Biblioteca Quilombola de Angelim II quer atender à comunidade onde está localizada, mas também às outras da vizinhança e a visitantes externos. A proposta inclui três linhas: dar acesso a livros físicos à uma população majoritariamente negra rural, já que não há livrarias nem bibliotecas na região; fortalecimento de um espaço comunitário autogerido pela associação da comunidade; e servir como espaço de formação e educação por meio da memória ancestral das lideranças do quilombo, incluindo a realização de ações por meio de encontros e trocas de saberes e fazeres ancestrais e intercâmbios com outras comunidades e bibliotecas. “Os saberes e fazeres tradicionais das comunidades quilombolas são um modo importante de afirmação da nossa intelectualidade no mundo, e dentro deste campo o incentivo à leitura tem especial valor, já que é por meio dos livros que conhecemos as mais diversas formas de produção de conhecimento e compreendemos como as culturas tradicionais historicamente se mantêm vivas, são passadas de geração em geração, hábitos, valores e manifestações culturais”, diz Mirtes dos Santos. A biblioteca comunitária vem sendo instalada na sede da Associação da Comunidade de Angelim II, e passa a integrar a rede Iberbibliotecas, que reúne bibliotecas públicas e comunitárias da América Latina e da Europa Ibérica, tendo sido o primeiro projeto de biblioteca em quilombola contemplado pelos editais desta rede. Para saber mais sobre o desenvolvimento desta iniciativa é possível acompanhar a página Biblioteca Quilombola na rede social Instagram.

14/01/2022 / 0 Comments
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Cariacica suspende férias de 329 servidores da saúde sem diálogo com categoria

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Sindicato e Conselho temem agravamento de quadros de saúde mental dos trabalhadores, já exaustos pela pandemia Trabalhadores da saúde de Cariacica afirmam estar se sentindo desrespeitados pelo Decreto nº 019, publicado nesta sexta-feira (14) no Diário Oficial. Por meio dele, a gestão do prefeito Euclério Sampaio (DEM) “suspende o exercício de férias por servidores lotados na Secretaria Municipal de Saúde”. A iniciativa fará com que 329 trabalhadores tenham que interromper suas férias e retornar ao trabalho. Também estabelece que ninguém pode gozar desse direito até 13 de março. Os servidores da saúde que estavam de férias deverão voltar às suas atividades laborais na próxima segunda-feira (17). A suspensão, conforme consta no Diário Oficial, leva em consideração “o recente e significativo aumento de casos de infecção por Covid-19, inclusive acometendo profissionais da saúde que estão afastados por terem contraído a doença, bem como se atentando para a necessidade do serviço e a supremacia do interesse público”. Também destaca o “direito fundamental do ser humano” à saúde, garantido pela Constituição Federal; a Lei Orgânica do município, que estabelece que compete a ele “adotar as ações necessárias para que o serviço funcione de forma adequada”; e o decreto municipal que declarou situação de emergência em saúde pública por causa da pandemia da Covid-19. O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Hudson Vazzoler, denuncia que a iniciativa foi colocada em prática sem diálogo com o Conselho e os trabalhadores, que, inclusive, souberam da medida por meio da publicação no Diário Oficial. A realidade deles, relata, é de muito estresse por causa do excesso de demanda de trabalho decorrente da pandemia e da falta de profissionais para atender às necessidades da população. Diante disso, as férias, para muitos que estavam usufruindo dela, eram um momento de descanso. “Teve servidor que relatou que as férias estavam sendo importantes para descansar e que quando soube que elas teriam que ser interrompidas, passou a procurar ajuda psiquiátrica, pois está em surto”, relata Hudson. Outro problema causado, conforme aponta, é que vários trabalhadores estão utilizando as férias para cuidar de seus filhos, já que as aulas ainda não voltaram. Com o retorno ao trabalho, muitos não têm com quem deixar as crianças. Hudson destaca ainda o fato de que há trabalhadores viajando e terão que interromper suas programações. “E se a pessoa estiver fora do país, por exemplo?”, questiona, salientado que quem não puder voltar a tempo terá seu ponto cortado. “Isso é totalmente descabido. Simplesmente estão nos dizendo que todo mundo tem que voltar ao trabalho e a gente vai ter que se virar. O trabalhador, que já está adoecido, vai adoecer mais ainda”, reclama. O presidente do Conselho defende que, com a predominância da variante Ômicron e a epidemia de Influenza, a gestão de Euclério Sampaio deveria ter feito um planejamento de férias. De acordo com ele, há servidores que, diante dessa situação, somado a outros fatores, como o excesso de trabalho e falta de profissionais para atender a demanda, estão pensando em pedir exoneração. Hudson, que defende realização de concurso público na área da saúde, acredita que essa realidade faz parte de uma estratégia da gestão municipal para terceirizar o serviço de saúde e aumentar contratos via Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (Icepi). O presidente do Servidores Públicos Municipais de Cariacica (Sindismuc), Luciano Constantino, acredita que a suspensão das férias é uma demonstração de “incompetência”. Ele ratifica a fala de Hudson, destacando que a gestão municipal sabia da predominância da Ômicron e da epidemia de Influenza, portanto, não poderia ter dado férias para 20% dos servidores da saúde. “A população precisa? Possivelmente. Mas como fica o servidor? Como o servidor doente vai atender a população? Muitos deles estão com problemas mentais e o município nem sequer tem um programa para atendê-los. No Rio de Janeiro, os trabalhadores que tiveram que suspender suas férias ganharam uma gratificação. Em Cariacica vai ter? Dinheiro para isso tem, basta ver o crescente número de comissões e o aumento no salário dos vereadores”, destaca, referindo-se à Lei nº 6264/2022, aprovada em três de janeiro e que aumenta o salário dos vereadores em 68%. ‘Não há debate sobre saúde mental na pandemia em Cariacica’ Servidores denunciam que, mesmo com recomendações da DPES, Rede de Atendimento Psicossocial continua precária https://www.seculodiario.com.br/saude/nao-ha-debate-sobre-saude-mental-na-pandemia-em-cariacica-denunciam-servidores Dona de casa tem tratamento interrompido por falta de cardiologista em Cariacica Profissional atendeu moradora em unidade de Jardim América, mas ele morreu e não foi substituído  https://www.seculodiario.com.br/saude/dona-de-casa-nao-prossegue-com-tratamento-por-falta-de-cardiologista-em-cariacica

14/01/2022 / 0 Comments
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Contarato pede na Justiça anulação de decreto que ameaça cavernas do país

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A Gruta do Limoeiro, no sul do ES, é um dos locais que estará sob ameaça caso prospere o decreto presidencial O senador Fabiano Contarato (PT) ingressou nesta sexta-feira (14) com uma ação popular na Justiça Federal, para impedir “retrocessos na proteção às cavidades naturais subterrâneas, enquanto patrimônio cultural e ambiental dos brasileiros”. A medida visa sustar o decreto presidencial nº 10.935/2022, que fragiliza os mecanismos de proteção das cavernas. Para ele, fica óbvio o interesse econômico que motivou a edição desta normativa. No Espírito Santo, existe a Gruta do Limoeiro, no município de Castelo, entre outras, que é objeto de pesquisas sobre áreas que devem ser preservadas. As cavernas possuem função primordial para a conservação de material arqueológico e paleontológico, sendo a Gruta do Limoeiro um importante sítio arqueológico do Estado. Locais como esse estarão ameaçados, caso prospere o decreto presidencial.  “Ajuizei a ação popular para anular a medida por ofensa ao artigo 225, parágrafo 1°, III, da Constituição Federal. O decreto viola o princípio de vedação ao retrocesso ambiental e há também abuso de competência do Presidente: uma medida como esta só poderia ocorrer por meio de lei, após ampla discussão no Congresso Nacional, jamais por mero decreto presidencial”, explica Contarato.  Além da ação popular, Contarato também apresentou no Senado Federal um Projeto de Decreto Legislativo. As duas iniciativas são para conter os efeitos do decreto do presidente Jair Bolsonaro (PL), publicado na última quarta-feira (12). “Não há dúvidas de que o Poder Executivo exorbitou de suas competências na edição do Decreto. As cavernas são espaços importantes para a proteção de espécies ameaçadas de extinção, para assegurar o abastecimento de água para a população e para a realização de inúmeras atividades recreativas e turísticas”, reforça o senador.  Para o senador, “anteriormente, o Decreto nº 99.556, de 1990, proibia expressamente que cavidades naturais subterrâneas com grau máximo de relevância fossem objeto de impactos negativos irreversíveis (art. 3º). Os órgãos ambientais poderão autorizar impactos irreversíveis em cavernas de máxima relevância quando estes impactos decorrerem de atividades ou empreendimentos de utilidade pública, entre as quais se encontra a mineração”.  Para isso, bastará que o empreendedor adote medidas compensatórias com relação à preservação de outra cavidade natural subterrânea semelhante. Não se exige sequer que esta outra caverna tenha o mesmo grau de relevância do que a destruída pelo empreendimento, segundo o artigo quarta de normativa.  “Deixaram de ser considerados, afirma o senador, aspectos a serem analisados para a determinação do grau de relevância de cavidades naturais subterrâneas a morfologia única, a caracterização como ‘cavidade testemunho’ e interações ecológicas únicas”, reduzindo o “escopo de análise que determinará a importância das cavernas e, consequentemente, as medidas de proteção correspondentes”.

14/01/2022 / 2 Comments
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‘A violência mais uma vez atinge famílias pobres, negras e da periferia’

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Nota do Instituto Raízes lamenta assassinato de jovens no morro da Fonte Grande, em Vitória O Instituto Raízes divulgou uma nota lamentando o assassinato de dois jovens no morro da Fonte Grande, em Vitória, na madrugada da última quinta-feira (13). A entidade cobra medidas efetivas do poder público no território, com ações que atendam às demandas históricas da comunidade e ofereçam ações sociais e culturais aos jovens da região periférica. “Há algum tempo temos cobrado ações concretas do poder público para envolver nossos jovens em ações sociais, culturais e de oportunidade de trabalho e renda. Pedimos também de forma incansável atenção às demandas de limpeza, saúde, prioridade às nossas escolas, efetivação das políticas sociais e de articulação para cumprir o Plano de Ação 15 do Instituto Raízes, que aponta 15 medidas que beneficiariam toda a comunidade”, diz a nota do instituto. Informações da Polícia Militar indicam que um grupo com aproximadamente oito indivíduos armados arrombou a porta de uma casa e executou os jovens que estavam sentados no sofá. “Buscas foram realizadas por toda a região, mas nenhum suspeito foi localizado no momento do fato”, informa a PMES. O Instituto Raízes aponta que, com o caso desta semana, são 16 jovens assassinados no território desde 2018. “Um número assustador, que envolve várias famílias e traz tristeza e sofrimento para quem reside nas comunidades, ampliando sempre a busca de deixar suas casas e tudo que se constrói por aqui por medo e ausência das mais diversas políticas que somam esforços para se dar sensação de segurança e atenção”, ressalta a nota. O caso está sendo investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória. Até o momento, nenhum suspeito foi detido. A Polícia Civil não divulgou mais detalhes da investigação. “Estamos acompanhando os desdobramentos da situação e em contato direto com a Sesp para cobrar medidas de segurança pública para o território. Nos solidarizamos com as famílias e estamos juntos neste momento de dor. A violência mais uma vez atinge famílias pobres, negras e da periferia”, declara a nota do Instituto Raízes. Essa não é a primeira vez que a organização denuncia a violência nas comunidades de Vitória. Em agosto do ano passado, o instituto destacou a ausência de políticas sociais na região dos morros do Centro de Vitória, como Piedade, Capixaba, Moscoso e Fonte Grande. Na ocasião, uma nota da entidade informava que, desde o mês de julho de 2021, houve registro de três assassinatos na região, bem como casos de movimentações violentas no território. As demandas do Plano de Ação 15, cobradas pelo Instituto Raízes, envolvem medidas voltadas para a saúde, segurança pública e organização urbana, e foram apresentadas pela própria comunidade em 2020. A promessa de atendimento às propostas foi feita pela gestão do governador Renato Casagrande (PSB) e do então prefeito de Vitória, Luciano Rezende (Cidadania).

14/01/2022 / 1 Comment
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Vacinas contra Covid-19 para crianças sofrem atraso para chegar ao ES

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Em paralelo, Estado realiza estudo sobre eficácia da Coronavac em crianças por meio do Projeto Curumim A chegada do primeiro lote de vacinas da Pfizer para imunização do público pediátrico capixaba contra a Covid-19 sofreu um atraso. A previsão inicial, anunciada pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, era a noite desta quinta-feira (13), mas até o final da manhã desta sexta-feira (14), ainda não havia uma confirmação do horário, mantida ainda a expectativa de chegada ainda na sexta-feira.  Ao chegarem no aeroporto de Goiabeiras, as vacinas seguirão para a Central Estadual de Frios, onde serão devidamente registradas e enviadas para as regionais, que farão a distribuição para os municípios, que operacionalizarão a aplicação das doses em suas salas de vacinas. Inicialmente previsto para iniciar no sábado na maioria dos municípios, a aplicação agora depende do horário de chegada dos imunizantes.  Serão 24 mil doses, suficientes para imunizar as crianças indígenas, com comorbidades e com deficiências, além de iniciar a imunização do grupo etário de 11 anos, explicou Nésio Fernandes.  “A vacina é segura, eficaz, passou pelas fases 1, 2 e 3, não é experimental, foi autorizada pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], foi comprada pelo governo federal e distribuída pelo plano nacional de operacionalização de enfrentamento da covid”, ressaltou. O Espírito Santo deve receber cerca de 386 mil doses das vacinas pediátricas da Pfizer, o que equivale a 1,93% do total de 20 milhões de doses comprado pelo governo federal. Ainda não há um calendário definido para as remessas desse total, mas a expectativa do secretário capixaba é de que todas as crianças de cinco a onze anos no Estado recebem a primeira dose até o mês de março.  O secretário Nésio Fernandes também contribui para o estudo sobre a eficácia da utilização da Coronavac no público infantil. Suas duas filhas, de quatro e dez anos, participam do Projeto Curumim (criança, na língua Tupi), que é coordenado pela médica Valéria Valim, do Hospital Univesitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam), vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e realizado em parceria como Instituto Butantan, fabricante da Coronavac, e com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).  “Teremos 2 filhos vacinados com a Pfizer e dois com a Coronavac, fotografia da família inteira protegida. Aqui com nossos filhos, é todo mundo 100% Zé Gotinha”, disse em sua conta no Twitter.

14/01/2022 / 0 Comments
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Primeiras 24 mil doses de vacinas pediátricas chegam no Estado nesta quinta

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Municípios poderão iniciar no sábado a imunização de crianças indígenas, com comorbidades e deficiências O primeiro lote de vacinas da Pfizer contra Covid-19 destinada ao público pediátrico chegarão ao Estado na noite desta quinta-feira (13), segundo anunciou o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes.  A expectativa é de que na tarde de sexta-feira (14) os imunizantes sejam encaminhados para os municípios e, no sábado (15), poderão ser aplicadas pela “ampla maioria” deles, acredita o gestor.  Serão 24 mil doses, suficientes para imunizar as crianças indígenas, com comorbidades e com deficiências, além de iniciar a imunização do grupo etário de 11 anos, explicou Nésio Fernandes. “A vacina é segura, eficaz, passou pelas fases 1, 2 e 3, não é experimental, foi autorizada pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], foi comprada pelo governo federal e distribuída pelo plano nacional de operacionalização de enfrentamento da covid”, ressaltou. O Espírito Santo deve receber cerca de 386 mil doses das vacinas pediátricas da Pfizer, o que equivale a 1,93% do total de 20 milhões de doses comprado pelo governo federal. Ainda não há um calendário definido para as remessas desse total, mas a expectativa do secretário capixaba é de que todas as crianças de cinco a onze anos no Estado recebem a primeira dose até o mês de março.  Após grande polêmica, o ministro Marcelo Queiroga retirou a obrigação de prescrição médica, inicialmente estabelecida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). O documento já havia sido banido do planejamento dos estados, conforme comunicado feito pelo Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Saúde (Conass). A chegada dos imunizantes pediátricos acontece a menos de três semanas do início do ano letivo de 2022 no Estado, marcado para o dia três de fevereiro. Em comunicação em suas redes sociais, o secretário Vitor de Angelo afirmou que não haverá adiamento da data para que as crianças cheguem imunizadas nas salas de aula. “As escolas são seguras”, garantiu.

13/01/2022 / 0 Comments
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Quilombolas reivindicam regularização da coleta de resíduos de eucalipto

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Suzano autoriza colheita informalmente e depois acusa de roubo e apreende material, denunciam quilombolas A vida em meio ao deserto verde da Suzano Papel e Celulose (ex-Fibria, ex-Aracruz Celulose) tem especificidades que passam despercebidas por quem somente vê os monocultivos de eucalipto de fora, por imagens no noticiário hegemônico e publicidade ou, quando muito, pelas estradas de asfalto que os circundam.  O verde homogêneo das árvores enfileiradas e agrupadas por talhões comerciais escondem um conflito fundiário que dura mais de meio século. Depois de derrubar milhares de hectares de Mata Atlântica nativa, robusta, aos correntões, expulsando toda a fauna silvestre, a então Aracruz Florestal passou a se esforçar para expulsar também os donos humanos daquela terra tão cobiçada pela fábrica de celulose norueguesa que já não tinha espaço pra expandir plantios em seu país e continente natal. Sobreviventes dos séculos de escravidão mantidos pela elite rural brasileira, a mais longa do planeta, os quilombolas que viviam na região, por eles chamada de Sapê do Norte, foram surpreendidos pela invasão do maquinário e dos capangas da empresa, que ou compravam as terras das famílias a preço vil – muitas vezes por meio do processo de grilagem que utilizava funcionários da empresa, conforme ficou demonstrado na CPI da Aracruz Celulose e confirmado pelo Ministério Público Federal em ação civil pública – ou as pressionava e ameaçava de tal forma que, por medo, centenas delas desistiram da luta e se mudaram para as periferias das cidades do norte do Estado ou da capital Vitória, criando quilombos urbanos como o do Território do Bem. Os que resistiram até hoje, viram crescer o deserto verde que seca córregos, lagoas e nascentes, expulsa a biodiversidade, envenena toda a terra e água com agrotóxicos lançados via aérea e terrestre. Deserto verde que a empresa, a imprensa hegemônica e alguns setores da academia insistem em denominar de “floresta plantada”.  A perseguição e a violência empresarial também continuam e são muitos os relatos de abusos cometidos contra as famílias quilombolas do Sapê, seja por ação direta da Suzano, seja por ações e omissões do Estado e da polícia, que sempre chega no território mais disposta a defender os interesses do capital e não das pessoas. Ainda assim, as famílias resistem e lutam pela retomada do território que lhes é de direito, já certificado pela Fundação Palmares e aguardando titulação pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).  O episódio que teve início na última sexta-feira (7) é um exemplo dessa especificidade do deserto verde da hoje Suzano Papel e Celulose. A empresa acusa os quilombolas de roubarem galhos de eucalipto e, com suporte da polícia, apreendeu um caminhão utilizado na atividade. Ao longo da semana, acusou ainda as comunidades de atearem fogo num talhão de eucaliptal e atirarem contra funcionários que lhe prestam serviço de combate a incêndio.  A apreensão do caminhão e a acusação de roubo, no entanto, causaram indignação entre os trabalhadores, que iniciaram um protesto na BR 101, interrompendo a entrada de empregados e terceirizados num ponto de apoio da empresa, reivindicando a retirada da acusação de roubo e, mais importante, a regularização do processo de colheita dos resíduos de eucalipto para que novas situações como essa não se repitam mais.  “Primeira coisa é que a Suzano está errada. Ela é grande, uma multinacional, tem 22 associações trabalhando dentro da área dela, ela tinha que ter documento pra fazer a doação dos resíduos pra nós”, afirma Altiane Brandino dos Santos, quilombola da comunidade de São Domingos, um dos organizadores do protesto.  A reivindicação é pelo envio de nota fiscal por parte da Suzano quando libera os quilombolas para coletarem o resíduo em meio aos talhões de eucalipto, para que eles também possam emitir nota quando vendem o material para empresas da região, que trabalham com olaria, com produção de MDF (como a Placas do Brasil, em Pinheiros) e para agricultores que utilizam os galhos nos secadores de café e pimenta-do-reino. “Ela libera as áreas pra tirar resíduo só ‘de boca’, sem nenhum documento. Depois, ela coloca polícia pra prender os caminhões e processar a gente por furto”, protesta Altiane. “A notinha que ela dá pra gente não vale nada. O policial federal que prendeu o caminhão disse que aquilo ali não tem serventia nenhuma e multou o rapaz do caminhão em quatro mil reais”, conta.  Naquela sexta-feira, ele relata que foi antes das nove da manhã que os trabalhadores se viram cercados com “polícia especial de Vitória, em carro e avião”. “Quem sempre libera as áreas pra gente é o Fabrício [empregado da Suzano]. Mas naquele dia o Fabrício disse pro policial que a área não estava autorizada. Nós ficamos revoltado por isso, porque levamos nome de ladrão e não somos”. A acusação de fogo no eucaliptal e disparo de tiros contra funcionários da empresa aconteceu no domingo (9), em um eucaliptal no distrito de Braço do Rio, perto da divisa com a Bahia. Outra mentira, afirma Altiane. “O rapaz que atiraram contra ele é meu sobrinho. E mesmo que não fosse meu parente, eu nunca ia fazer isso. Eles [Suzano, Fibria, Aracruz] já colocaram polícia pra atirar contra nós. Nós não, nunca atiramos contra a empresa”, diz.  Foi somente na quarta-feira (12) que a empresa enviou um advogado pra conversar com as comunidades sobre suas reivindicações. Até o fechamento desta edição, não havia ainda uma decisão.

13/01/2022 / 0 Comments
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‘Perdoai nossas ofensas’ é o novo livro de Stel Miranda

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Com poesia e contos, autor capixaba de literatura periférica lança obra de olho nas novas tecnologias de difusão literária “Poesia marginal e prosa. É o que eu sei fazer”, disse o escritor Stel Miranda ao ser perguntado sobre o que traz em seu segundo livro, Perdoai nossas ofensas, editado de forma independente, que será lançado no próximo sábado (15), em uma live em seu Instagram com participação do autor e dos convidados Jhon Conceito, escritor, educador e produtor cultural, e Lucas Jaques, também escritor e educador e fundador da Editora Artevista, responsável pela coprodução e distribuição da publicação. “A obra tem algumas particularidades. Veio no meio de um processo de depressão. A arte sempre foi para mim uma via para de fato externalizar e tentar me curar, fazer com que as coisas melhorem, uma ferramenta nesse sentido. Então foi muito importante para lidar com esse período”. Um dos fatores que levou ao processo de depressão foi a perseguição sofrida, no qual chegou a ter sua casa invadida, sem mandado, pela Polícia Militar, no bairro São Pedro. O próprio processo de luta contra depressão aparece no percurso do livro, que, porém, possui temáticas variadas. Desde a trajetória pessoal, das questões sociais, cenas cotidianas da periferia como uma batida policial ou o pular das roletas de ônibus, até as novas tecnologias, lado romântico ou erótico do escritor. A inquietude e a ânsia de vida que acompanha os que fazem da escrita um lar. O escritor considera Perdoai nossas ofensas com uma obra de “maturação poética”. Assim como no livro anterior, a linguagem do cristianismo aparece, também como parte de uma identidade e linguagem periférica mas sobretudo como uma provocação, já que o autor aprecia justamente esse transitar entre o sagrado e o profano. “A ideia de perdão vem de uma visão cristã. Eu insisto em martelar sobre esse sagrado, para entender se é de toda de ouro ou se tem os pés de barro”, diz usando uma metáfora do Antigo Testamento. O título remete a dois conceitos, o de perdão e o de ofensa. Pensar o perdoar e o ser perdoado implica também pensar o ofender e o ser ofendido. Outro ponto importante é que a obra foi produzida de forma independente. “Venho nessa tentativa de entender esse novo mercado editorial”, diz o autor sobre o processo que culminou na nova publicação, disponível tanto em e-book como em livro físico, usando novas tecnologias. Por um lado, o e-book será distribuído pela gigante transnacional Amazon, o que possibilita o acesso inclusive para pessoas de outros países. Porém, como entende que o e-book não é ainda uma modelo tão difundido no Brasil, o livro também será distribuído em formato impresso por meio da plataforma Uiclap, que imprime por demanda. A obra está disponível para pré-venda com preços promocionais na Amazon e na Uiclap. Outras obras de Stel Miranda podem ser encontradas no site Beacons. AGENDA CULTURAL Lançamento do livro Perdoai nossas ofensas, de Stel Miranda Quando: Sábado, 15 de janeiro, 20h Onde: Online pelo Instagram de Stel Miranda Pré-vendas do livro: E-book: Amazon Livro impresso: Uiclap

13/01/2022 / 0 Comments
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