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Assembleia aprova estado de calamidade em São José do Calçado devido à enchente

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Nova convocação deve ser feita pelo presidente Erick Musso para atender a outros municípios afetados Estado de calamidade pública no município de São José do Calçado, região sul do Estado, foi aprovado na manhã desta quarta-feira (12), em sessão extraordinária na Assembleia Legislativa com a participação da maioria dos 30 deputados estaduais, que interromperam o recesso parlamentar para votar a matéria.  O deputado Erick Musso (Republicanos), presidente da Casa, informou que possivelmente haverá nova convocação, a fim de atender às necessidades de outros municípios atingidos pelas enchentes, entre eles, Guaçuí, Ibatiba, Castelo e Afonso Cláudio, também afetados pelas cheias e com muitos desabrigados.  Por meio da Associação dos Municípios do Estado do Espírito Santo (Amunes), os prefeitos desses municípios entraram em contato com a Assembleia,  que já está providenciando o trâmite burocrático para definir quando será feita nova convocação para votação de estado de emergência. Segundo Erick Musso, os deputados devem se reunir ainda nesta semana ou na próxima segunda-feira (17) para votar os projetos. Além da aprovação da calamidade, a Assembleia está recebendo donativos até esta sexta-feira (14), que serão encaminhados aos desabrigados. A entrega – alimentos não perecíveis, produtos de higiene e limpeza – poderá ser feita na portaria da sede do Legislativo, na avenida Américo Buaiz, Enseada do Suá. São José do calçado foi atingido por um temporal, em 29 de dezembro de 2021, provocando prejuízos em decorrência da destruição de dezenas de residência e setores do comércio, pela força das águas, além de deslizamento de terra. O temporal atingiu ainda áreas dos municípios de Guaçuí, Ibatiba, Castelo e Afonso Cláudio. Na primeira semana deste ano, as chuvas que caíram Minas Gerais fizeram o rio Doce transbordar e afetar Colatina e Linhares que, nesta terça-feira (11) tiveram várias ruas inundadas. O presidente destacou que já são mais de 2 mil pessoas desalojadas ou desabrigadas no Estado e chamou a atenção também para a situação de cheia do Rio Doce, que afeta, principalmente, as cidades de Colatina e Linhares. A aprovação do projeto que decreta estado de calamidade pública é necessária para possibilitar o enfrentamento dos prejuízos. O projeto prevê que os atos e despesas decorrentes da situação de calamidade pública sejam divulgados amplamente, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar Federal 101/2000) e da Lei de Acesso à Informação (Lei Federal 12.527/2011).

12/01/2022 / 0 Comments
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Guarapari pode ter greve de rodoviários em pleno verão

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Trabalhadores convivem com salários atrasados pela Expresso Lorenzutti e podem parar a partir de sábado Neste janeiro em que o município recebe grande fluxo de turistas e o mercado de trabalho está aquecido, o município de Guarapari está prestes a enfrentar uma greve dos motoristas de ônibus, que reduziria a 30% a circulação da frota. Depois de uma paralisação nesta terça-feira (11), o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Guarapari (Sintrovig) aprovou um indicativo de greve para o próximo sábado (15). Redes sociais Segundo Enis Gordin, diretor de Comunicação do sindicato, a situação de atrasos no pagamento de salários e benefícios tem sido constante nos últimos anos por parte da empresa Expresso Lorenzutti, a única que opera o transporte público no município. “A categoria vem já há algum tempo sofrendo com atraso de salário. Estamos há dois anos fazendo acordos com a empresa, mas ela não cumpre. Ainda temos salário de março do ano passado para receber, parte do 13º, adicional de férias”, reclama.  Ele considera que os trabalhadores têm sido bastante compreensivos com a situação da empresa, tanto que negociou vários acordos, porém, a paralisação de terça-feira mostrou que a paciência está novamente se esgotando. “O trabalhador está calejado. Ele tem que pagar as contas e sai todo dia para cumprir o papel dela. Então ele fica indignado, revoltado”. A situação chegou a desembocar em greves e paralisações no primeiro semestre de 2021, terminados depois de vários acordos, que a empresa não tem cumprido, segundo os rodoviários. A questão foi parar na justiça, mas os pagamentos em períodos irregulares vem causando insatisfação e dificuldade de planejamento do orçamento doméstico para os trabalhadores e suas famílias, segundo o sindicalista. Uma possibilidade para vencer o impasse, ao menos momentaneamente, seria a antecipação da compra por parte da Prefeitura Municipal de Guarapari das passagens concedidas para funcionários públicos, sendo estes recursos destinados para quitar os débitos da Expresso Lorenzutti com seus trabalhadores. Se isso ocorrer, a greve seria suspensa, caso contrário ela poderia ter início a partir do sábado, ou, mais provavelmente, na segunda-feira. Ventila-se também a possibilidade de que haja reajuste na passagem, hoje a R$ 3,80 para deslocamento apenas no município de Guarapari. Para Enis Gordin, isso poderia representar uma vantagem para o poder público também, já que poderia adquirir a passagem de seus servidores com valor anterior ao aumento. “Agora que está tendo turistas, os postos de trabalhos estão dobrados no município, tem mais pessoas comprando passagem e mais arrecadação da empresa. Se não acertarem as dívidas agora, depois é que não vamos receber mesmo”, alerta o trabalhador.

12/01/2022 / 0 Comments
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Paneleiras pedem melhorias para galpão em Goiabeiras

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Infiltrações, problemas rede elétrica e falta de manutenção afetam patrimônio histórico e importante ponto turístico de Vitória Chega o verão e com ele cresce o fluxo de turistas ao Espírito Santo. Um dos mais importantes locais para quem vem em busca de conhecer a cultura capixaba é o galpão das Paneleiras de Goiabeiras, cujo ofício foi o primeiro patrimônio imaterial reconhecido a nível nacional, em 2002, tendo sido revalidado como tal recentemente, no ano de 2021. Porém, o local, que concentra a maior parte das atividades das paneleiras hoje em dia, tem sido motivo de constante insatisfação por estas detentoras do saber tradicional. “Precisa de uma reforma total no galpão, de cima até embaixo. As paneleiras merecem e o nosso Estado merece um local bonito para receber os turistas, um lugar representativo. Ainda assim, os turistas chegam e gostam muito, mas nós ficamos chateados por ter o galpão na situação que está”, diz Berenícia Correia, ex-presidente e atual secretária da Associação das Paneleiras de Goiabeiras. “É um dos pontos turísticos mais importantes que temos no Espírito Santo”, reclama. Entre os problemas apontados pelas trabalhadoras e facilmente verificáveis ao visitar o local estão a má situação do sistema elétrico, que implica riscos e inviabilizam o uso do bebedouro, por exemplo, banheiros em más condições, vazamentos nas pias dos stands, chuva dentro do local, infiltração de água no piso do mezanino, onde aliás, nunca pode funcionar o restaurante previsto para ali. O terreno pertence à Superintendência de Patrimônio da União (SPU), mas o atual galpão foi construído pela Prefeitura Municipal de Vitória (PMV) em 2011 e é cedido à Associação das Paneleiras de Goiabeiras, que existe desde 1987. A prefeitura mantém segurança 24 horas e guias de turismo que oferecem informações na entrada. Porém, a limpeza do local, que é de constante trabalho e circulação, é uma preocupação, já que a associação se sustenta apenas das contribuições consideradas “simbólicas” das paneleiras ocupantes das cabines de produção e venda, com R$ 40 mensais cada. O total mal dá para pagar as contas como a de energia, quanto mais para obras estruturais mais complexas, como a da parte elétrica, nem para manter funcionários ou para fazer a limpeza constante. Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Em 2021 foi feita uma obra de R$ 70 mil pela prefeitura que incluiu troca do piso do mezanino, substituição de peças soltas e estruturas danificadas da rampa de acesso, vedação externa em vidro, entre outras coisas. Uma obra que definitivamente não agradou as paneleiras nem resolveu de fato os problemas, que continuam ou tendem a voltar, já que infiltrações persistem. Do lado de fora do galpão, à beira do manguezal, onde chega de barco o barro vindo do Vale do Mulembá e a casca de árvore do mangue, matérias-primas para a confecção das panelas, também há dificuldades, já que quando chove a lenha que fica descoberta molha, assim como o próprio local de queima das panelas, o que termina por atrasar a finalização da produção. “É muita falta de respeito com a cultura. Quem vem à Vitória e não sabe o que é a moqueca capixaba e as panelas de barro? Mas para conseguirmos alguma coisa é muita humilhação, tem que ficar pedindo, implorando. Fazemos parte da história viva do Estado, tem que respeitar nossa história”, diz Heloisa Helena Ferreira, tesoureira da Associação. Ela diz que as paneleiras estudam alugar espaços do galpão para conseguir fundos e melhorar a gestão do local, como é o caso de uma pequeno stand para vendas de artesanato local e o mezanino para bebidas e petiscos, já que a estrutura de cozinha não comporta algo mais elaborado em termos gastronômicos. Para isso, seria necessária a instalação de um toldo externo para que a chuva deixe de cair dentro do local, já que a última obra da prefeitura não solucionou a questão. Ações como a de ponto de artesanato e de alimentação ajudariam também na retenção dos turistas no espaço por mais tempo e na elevação também de seus gastos na região. Os desafios são grandes e demandam não só maior atenção do poder público em todas esferas, mas também um maior nível de organização de todas as paneleiras para garantir a manutenção da tradição do ofício. Levantamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável pelo reconhecimento e proteção dos patrimônios nacionais, aponta que o número de paneleiras associadas vêm caindo ao longo do tempo. Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Atualmente, segundo Heloisa Helena, ocupam o galpão 32 paneleiras mais seus ajudantes, o que totaliza cerca de 40 a 45 pessoas trabalhando no local diariamente. Além disso, há outras trabalhadoras que se dedicam ao ofício da feitura das panelas de barro desde suas casas. Essa, aliás, era a tradição, sendo as panelas produzidas nos quintais. Porém, o crescimento das famílias, o processo de urbanização e a pressão imobiliária acabou fazendo com que muitas famílias de paneleiras perdessem o espaço para produção. “Se, de um lado, o Galpão acabou por gerar uma nova forma de organização do trabalho e alterar a antiga dinâmica de comercialização das panelas, por outro ele também facilitou o acesso aos produtos, dando visibilidade para um público mais amplo (principalmente turistas) e concentrando as atividades de produção e venda num espaço único”, diz o parecer técnico da Comissão de Revalidação do patrimônio imaterial. O relatório aponta modificações nos padrões de sociabilidade do grupo, na organização social do trabalho, na transmissão dos saberes, na relação dos detentores com o território de Goiabeiras e locais de produção, na forma de acesso às matérias-primas. Como toda cultura e bem cultural, mesmo que tradicional, vai sofrendo impactos das mudanças da sociedade, que podem representar riscos à manutenção das atividades ou caminhos para readaptação a uma realidade mutante. O Iphan vem trabalhando para organizar efetivamente e formalizar um plano de salvaguarda do patrimônio imaterial do ofício

12/01/2022 / 0 Comments
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Governo ainda não prevê restringir atividades econômicas e sociais

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Crescimento dos casos de Covid-19 “ainda não repercute em alta pressão sobre sistema de saúde”, informa Sesa O governo do Estado ainda não tem previsão de restringir o funcionamento de atividades econômicas e sociais em função do encrudescimento da pandemia de Covid-19. “O aumento expressivo no número de casos de contaminados pela Covid-19 nas últimas 48 horas, até agora, não repercute em alta pressão sobre o sistema de saúde quanto a internações hospitalares e não tem impactado em número de óbitos pela doença”, informou a Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa).  Segundo a pasta, “o cenário atual foi previsto e o Estado está preparado para suportar a demanda”. Por enquanto, permanecem vigentes as medidas qualitativas estabelecidas no Mapa de Risco (Portarias nº 210-R e nº 211-R).  “A pandemia persiste e a Sesa orienta a população para que busque a imunização contra a Covid-19, bem como contra a Influenza e que preserve as medidas de higienização das mãos, o uso permanente de máscaras e o distanciamento social em sua rotina. A testagem de sintomáticos é por livre demanda e pode ser feita nas centenas de postos estabelecidos em todo o território capixaba, informados no site vacinaeconfia.es.gov.br“, orienta a Sesa.  O 89º Mapa de Risco, divulgado na última sexta-feira (7), tem todos os municípios capixabas classificados em Risco Baixo (verde). Nessa classificação, a Matriz de Risco permitiu, desde oito de novembro, dobrar o limite máximo de ocupação em eventos feitos em locais fechados, saltando de 600 para até 1,2 mil, desde que não exceda 50% da capacidade do local e que todas as pessoas estejam vacinadas. Em locais abertos, o evento pode receber até 50% da ocupação máxima, com todos vacinados, mesmo que esse quantitativo ultrapasse os 1,2 mil estabelecidos como máximo para os locais fechados. Em ambos os casos, é necessário apresentar o chamado passaporte de vacinação, comprovando o esquema vacinal completo. Ainda assim, nas redes sociais, vários artistas e empreendimentos têm anunciado o adiamento de eventos e atividades, aguardando uma nova queda do número de casos não só de Covid-19, mas também de Influenza, cujo surto tem lotado os pronto-atendimentos (PAs) da região metropolitana e interior.  Nesta manhã, a capital Vitória atingiu o maior pico de casos de Covid-19 de toda a pandemia. Por outro lado, foi o primeiro município da Grande Vitória a atingir todos os requisitos para a classificação em risco muito baixo, quando não há mais restrições de número de pessoas para atividades sociais e econômicas, desde que respeitado o que determina o Alvará do Corpo de Bombeiros para cenários sem pandemia.

11/01/2022 / 0 Comments
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Casos de Covid-19 também voltam a crescer entre etnias indígenas do Estado

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Número de contaminados nos primeiros 10 dias do ano já são maiores que todo o mês de outubro Dsei MG/ES O aumento dos casos de Covid-19 no Espírito Santo já se reflete entre as etnias indígenas do Estado. Dados do Painel Covid-19 indicam 17 casos confirmados do dia 1º de janeiro até esta segunda-feira (10), número maior do que os casos confirmados em todo o mês de outubro, quando a plataforma registrou 14 pessoas contaminadas pela doença. É possível verificar o aumento no número de casos desde o último mês. Em novembro, 25 casos foram registrados, enquanto, em dezembro, o número de testes positivos saltou para 40. Desde o início da pandemia, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) contabiliza 1.061 casos confirmados e 14 óbitos causados pela Covid-19 entre etnias indígenas. O aumento também é confirmado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), responsável pelo atendimento a indígenas em todo o Brasil. Conforme informações repassadas pela equipe do vereador de Aracruz Vilson Jaguareté (PT), a pasta reconhece que houve um aumento na procura por atendimento por causa de sintomas gripais em todas as aldeias do município, localizado no norte do Estado. Apesar do aumento na procura, a única aldeia com casos confirmados é a de Caieiras Velha, onde o primeiro caso notificado em 2022 teria sido no dia quatro de janeiro. A Sesai contabiliza e monitora 13 casos na localidade, sem sinais de agravamento ou internações até o momento. A secretaria também aguarda o resultado de testes RT-PCR realizados nas demais aldeias. Desde a última semana, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) tem alertado sobre o aumento de casos de Covid-19 e surto gripal nas aldeias indígenas. O órgão cobra ações efetivas do governo federal para combater o crescimento das doenças entre comunidades originárias. “A pandemia da Covid-19 continua e estamos vivenciando também um surto gripal que tem atingido várias comunidades, aldeias e territórios indígenas, adoecendo nossos parentes e, em alguns casos, causando mortes (…) As comunidades estão relatando que há falta de assistência médica, medicamentos e equipamentos de proteção. É urgente que a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) se manifeste e busque soluções emergenciais para evitar que o surto de gripe e Covid-19 se alastre ainda mais”, destaca. A Apib orienta que as comunidades continuem a seguir as medidas de prevenção à Covid-19, como o uso de máscaras, lavagem das mãos, testagem e vacinação. “Caso apresente sintomas, faça o teste de Covid e procure imediatamente uma Unidade Básica de Saúde ou Espaços de Campanha para testagem; Se testar positivo, mantenha o isolamento para não contaminar outras pessoas”, informa a associação em um comunicado. No Espírito Santo, a Sesa já alerta para a aceleração da Covid-19 neste início de janeiro. De acordo com o Secretário de Saúde, Nésio Fernandes, o estado passou de 1,9 mil casos na última semana de dezembro para 6,6 mil na primeira de janeiro, comportamento que ele atribui ao avanço da variante Ômicron somado às festas de fim de ano, que podem ter sido um gatilho para uma nova onda da doença no estado. Nesta terça-feira (11), Nésio informou que, na última semana, o município de Vitória atingiu o maior pico de casos de Covid-19 de toda a pandemia do Coronavírus, com 409 casos confirmados no dia 05 de janeiro.

11/01/2022 / 0 Comments
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Caminhões são flagrados estacionados em cima da restinga de Camburi

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Prefeitura afirma que fará laudo técnico para avaliar prejuízos e determinar as reparações necessárias Foto do leitor O sol ainda lançava seus raios dourados sobre o mar, no início da manhã desta terça-feira (11), quando foi possível flagrar caminhões estacionados sobre a restinga da praia de Camburi, em Vitória, danificando a vegetação nativa, que é protegida por lei federal, como ecossistema associado à Mata Atlântica e Área de Preservação Permanente (APP).  Nas fotos enviadas por um leitor a Século Diário, é possível ver dois veículos dentro de um cercado que protege um trecho de restinga remanescente entre o calçadão e a faixa de areia dedicada à prática de esportes e outras atividades de lazer. “Máquinas da prefeitura dormiram em cima da área de preservação da restinga”, diz a legenda da foto-denúncia feita pelo leitor anônimo. Foto do leitor Foto do leitor A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “identificou a irregularidade e determinou a retirada imediata dos caminhões” e que “vai avaliar os prejuízos ambientais ocorridos e os responsáveis serão notificados a reparar a vegetação e outros danos”.  Questionada sobre possibilidade de multar a empresa responsável pelos caminhões, a Semmam disse que “a autuação é realizada após laudo técnico apontando os danos causados e fazendo o enquadramento previsto na legislação”.  Até o fechamento desta edição, a prefeitura não pode confirmar se os caminhões estavam de fato a serviço da prefeitura e orientou que denúncias desse tipo sejam feitas pelo telefone 156.  Recuperação da vegetação Há pouco mais de um mês, no início de dezembro, a Semmam noticiou que estava concluindo a fase de plantio de mudas para recuperação da restinga na praia de Camburi, citando as ipomeias e feijão da praia como as duas espécies, rasteiras, mais utilizadas no trabalho, que utiliza mudas produzidas no Viveiro de Restinga da cidade.  A técnica escolhida foi a do mosaico – inédita no Brasil, segundo a Prefeitura – onde os canteiros são formados por plantas nativas diferenciadas, com flores, espécies frutíferas e palmeiras. Até julho, o trabalho foi realizado entre o píer de Iemanjá e a avenida Adalberto Simão Nader, onde foram montados mais de 200 mosaicos, com 28 composições (modelos) diferentes. A ideia é fazer também cercas vivas para delimitar as passagens das pessoas para a praia e introduzir novas espécies para ampliar a biodiversidade.

11/01/2022 / 0 Comments
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Cursinho popular Tereza de Benguela abre inscrições para voluntários

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Projeto oferece preparação gratuita para estudantes de baixa renda no bairro do Bonfim, em Vitória Divulgação O cursinho Tereza de Benguela abriu uma chamada online para novos educadores que querem atuar em 2022. O projeto de educação popular oferece aulas gratuitas para alunos que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em uma proposta que luta pela democratização do conhecimento. “O cursinho funciona como uma ponte, para fazer com que esses estudantes tenham um pouco mais de chance de alcançar aquilo que eles almejam e que é direito deles, que é a Universidade”, aponta a coordenadora do Tereza de Benguela, Maria Isabel Cardoso. Podem se inscrever estudantes de licenciatura de qualquer área, além de profissionais ou alunos de outras profissões, já que o projeto também conta com colaboradores em frentes como cultura, comunicação e apoio psicossocial. As inscrições devem ser feitas por meio do preenchimento de um formulário online até o dia 24 de janeiro. Este ano, as atividades no cursinho começam no segundo final de semana de março, com aulas presenciais no bairro do Bonfim, em Vitória. A ideia é que, ao longo do ano, também sejam realizadas formações e capacitações de professores, bem como atividades culturais, como o Slam Quariterê, que contou com a quarta edição em dezembro. Para Maria Isabel, projetos como o Tereza de Benguela são fundamentais para a democratização do conhecimento, principalmente considerando que a maioria dos estudantes que frequentam às aulas são negros, de baixa renda e matriculados em escolas públicas. “Muitas vezes o estudante desiste de estar na Universidade, desiste de fazer uma prova do Enem por achar que não vai conseguir e quando ele vê que tem mais pessoas, quando ele vê que tem o apoio dos educadores do cursinho, ele ganha um ânimo”, enfatiza. Além de fomentar o acesso desses jovens ao ensino superior, a experiência de estar em um cursinho popular também faz com que o aluno consiga desenvolver um novo olhar sobre a realidade, por meio de uma perspectiva mais crítica. “O mais importante do cursinho pra vida de um estudante de baixa renda é o fato de tocar em um ponto que é educação, o desenvolvimento daquele aluno, e ainda organizar a revolta que ele sente por ver a comunidade dele sendo mal cuidada, a escola dele sendo mal cuidada e saber que ele tem o direito de ter uma escola bem cuidada, uma comunidade bem cuidada. E é a partir da luta dele pra dentro da universidade, pintando a universidade de povo, pintando a universidade de mulheres e homens negros, que a gente vai conseguir promover transformações”, enfatiza Maria Isabel.

11/01/2022 / 0 Comments
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Findes defende mobilização para barrar aumento dos preços de gás natural no ES

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Aumento do preço do gás natural distribuído pela Petrobras foi suspenso pela Justiça em dezembro  A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) se posicionou contra o aumento de gás natura no Estado, suspenso pela Justiça no dia 30 de dezembro de 2021, em decisão provisória, inserindo-se na mobilização em nível nacional a fim de reverter a alta dos preços que vem sendo registrada há um ano e meio. Nos últimos 18 meses, houve um acréscimo de 25% no custo da molécula do gás. Na decisão judicial, a magistrada Marília de Abreu Bastos determinou a suspensão da cobrança de um aumento de 20% que estava previsto para vigorar em 1º de janeiro deste ano. O ato é decorrente de uma ação do Ministério Público Estadual (MPES) contra a Petrobras. “A Findes entende que deve haver uma mobilização conjunta e mais esforços, especialmente nas esferas públicas, estadual e federal, para reverter a alta dos preços que vem sendo registrada há um ano e meio. Nos últimos 18 meses, houve um acréscimo de 25% no custo da molécula do gás”, informa a entidade patronal, em comunicado institucional publicado em sua página na internet.  “O gás natural tem um relevante papel na Indústria capixaba. O setor industrial corresponde por quase metade (46,6%) do total de gás consumido no Espírito Santo. Essa matriz energética, que é considerada uma transição rumo à energia limpa, pode representar um importante instrumento para o crescimento da economia local e para o desenvolvimento do Estado”, afirma, enfatizando que a alta dos preços afeta “os consumidores, sejam eles industriais, comerciais ou residenciais”. Segundo a Findes, “o aumento dos custos para os cerca de 65 mil consumidores do Estado pode colocar em xeque a retomada do crescimento econômico, a atração de empresas para o Estado, a expansão de plantas industriais, a geração de empregos e o estímulo à utilização de uma fonte de energia que reduz a emissão de gás carbônico na atmosfera e oferece menos impacto ambiental”.  Em novembro do ano passado, a Petrobras anunciou a pretensão de reajustar os preços do gás natural junto às concessionárias em até quatro vezes a partir deste ano, para manter a política de preços do mercado internacional. A Findes entende que “é necessário que os atores públicos adotem medidas mais efetivas e urgentes de modo a destravar o setor. É papel das gestões públicas criar condições para o bom ambiente de negócios e o crescimento da economia

11/01/2022 / 0 Comments
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Chuvas deixam quase mil desalojados em Bom Jesus do Norte

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Em todo o Estado, a Defesa Civil Estadual contabiliza mais de 1,6 mil pessoas desalojadas e desabrigadas O número de desalojados no município de Bom Jesus do Norte, no sul do Espírito Santo, chegou a 950 devido ao transbordamento do Rio Itabapoana. O local mais atingido foi o bairro Silvana. Parte do Centro também foi afetada, entretanto, não se sabe ainda o número de desalojados em cada uma dessas localidades, conforme informa o coordenador da Defesa Civil e secretário de Planejamento, Habitação, Trabalho, Desenvolvimento Urbano, Rural e Social, Carlos José Ribeiro Vieira, o Cazé. Seis famílias, totalizando 24 pessoas, estão desabrigadas e encontram-se temporariamente em uma creche da cidade. Todas elas são do bairro Silvana. Embora tenham deixado desalojados e desabrigados, as enchentes não destruíram calçamento e outros aspectos da infraestrutura urbana, segundo Cazé, que informa ainda que o rio está em estágio de estabilizar para abaixar, mas que se ocorrerem pancadas de chuva ele pode voltar a se elevar. Cazé relata que a chuva do final da tarde dessa segunda-feira (10), apesar de ter sido em um período curto, fez com que o rio se elevasse em 30 cm. Atualmente, ele se encontra 1,80 m acima do nível. O Rio Itabapoana tem sido motivo de alerta desde 29 de dezembro, quando atingiu a cota de transbordo devido às chuvas em São José do Calçado, na região do Caparaó, que fizeram com que o nível do Rio Calçado se elevasse. As enchentes em São José do Calçado deixaram cerca de 300 famílias desalojadas. Elas perderam bens materiais nas casas alagadas pela chuva e se abrigaram em casas de parentes. O Centro ficou muito danificado, com ruas enlameadas e calçamento destruído. O ocorrido motivou a realização de uma sessão extraordinária na próxima quarta-feira (12), às 9h, na Assembleia Legislativa, para votar iniciativas que possam amenizar o sofrimento das pessoas atingidas.  A Defesa Civil do Espírito Santo informou, em boletim divulgado nesta terça-feira (11), que existem 1,3 mil desalojados e 367 desabrigados nos municípios de Castelo e Afonso Claudio, na região serrana; e Bom Jesus do Norte, Alegre, Muqui, Mimoso do Sul e Apiacá, no sul, em virtude das chuvas que aconteceram no último final de semana. Os atingidos foram encaminhados para casas de amigos e parentes, ou abrigos temporários. Há ainda alerta de risco alto de chuvas e deslizamentos de terra para as cidades de Alegre, Baixo Guandu e Cachoeiro de Itapemirim, no sul; Colatina e Linhares, no norte; e Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama e Iúna, na região do Caparaó. Conforme consta nas redes sociais da Prefeitura Municipal de Colatina, o Boletim Extraordinário do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do rio Doce desta terça-feira (11) informou que o Rio Doce atingiu a cota de 650 cm, ultrapassando a cota de inundação de 580cm. No município de Linhares, por causa da cheia no Rio Doce, cinco famílias foram encaminhadas na manhã desta terça-feira para um ginásio, como medida de segurança. Na tarde dessa segunda-feira (10), duas famílias, o correspondente a oito pessoas, também foram acolhidas. No local, elas recebem apoio das equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social, além de objetos de higiene pessoal e alimentação. A Defesa Civil de Linhares destaca que a tendência é o aumento do volume do rio, devido à incidência de chuvas sobre a Bacia do Doce, em Minas Gerais, principalmente na Usina de Mascarenhas, que teve sua vazão de água quase que dobrada. Arrecadação de mantimentos A Assembleia Legislativa está organizando uma campanha de arrecadação de donativos para ajudar as famílias atingidas. Estão sendo recolhidas doações de alimentos não perecíveis, água mineral, artigos de higiene pessoal e de limpeza, roupas e colchões. As doações podem ser entregues no térreo da Assembleia Legislativa até a próxima sexta-feira (14), das 12 às 18 horas. A iniciativa também tem o intuito de arrecadar móveis e colchões para as vítimas que tiveram suas casas atingidas. Os interessados em doar esses itens, podem ligar no telefone da Assembleia Legislativa (3382-3500) para solicitar a retirada em domicílio.

11/01/2022 / 0 Comments
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Vitória atinge maior pico de casos de Covid-19 de toda a pandemia

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Dados mostram aumento de 443% nos casos entre 21 de dezembro e cinco de janeiro, informou Nésio Fernandes O secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, anunciou em suas redes sociais, na manhã desta terça-feira (11), que o município de Vitória atingiu na última semana o maior pico de casos de Covid-19 de toda a pandemia do Coronavírus. Em 21 de dezembro, foram confirmados 34 casos na Capital. No dia cinco de janeiro, 409. Os números mostram um aumento de 443%. No mesmo dia em que a cidade registrou 409 casos de Covid-19, ela também se tornou a primeira da Grande Vitória a ser classificada como de risco muito baixo para a doença, conforme estabelecido pela Portaria 211-R, da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). A Capital tem 109,48% de maiores de 18 anos vacinados com a segunda dose; 90,7% dos adolescentes com a primeira; e 90,68% dos idosos com a terceira. A média de aplicação de imunizantes por dia nos últimos 15 dias é de 241. Durante toda a pandemia, Vitória registrou, até o momento, de acordo com informações do Painel Covid, 71,1 mil casos confirmados de Covid-19 e 1,3 mil óbitos. A taxa de letalidade é de 1,8%, e a média de óbitos por dia, é dois. O bairro com maior número de casos confirmados até então é Jardim Camburi, com 11,3 mil, liderando também a quantidade de mortes, que é de 122. Em pronunciamento feito nessa segunda-feira (10), Nésio Fernandes informou que o Espírito Santo passa por uma fase de aceleração acentuada na curva de casos de Covid-19. O Estado passou de 1,9 mil casos da doença na última semana de dezembro para 6,6 mil na primeira de janeiro. Nos quatro principais municípios da Grande Vitória, o número saltou de 324 para 2 mil. No interior, de 612 para 2,4 mil. Esses números levam em consideração os testes de antígeno, cujo resultado sai na hora, estando pendentes os de RT-PCR. O Laboratório Central (Lacen) detectou que a presença da variante Ômicron no início de dezembro era de 3%, tendo saltado para 97% na última sexta-feira (7). A nova variante, segundo Nésio, tem um comportamento mais reconhecido nos grandes municípios da Grande Vitória; em São Mateus, no norte; e nas cidades litorâneas. Em municípios como Colatina, no norte; e Cachoeiro de Itapemirim, no sul; a situação é diferente, mas a previsão é de que esse comportamento seja reconhecido também nesses lugares nos próximos 15 dias. A positividade nos testes de RT-PCR saiu de 7,43% em todo o Estado na última semana de dezembro para 13,79% na primeira de janeiro. A de testes de antígeno, de 8,48% para 16,87%. A epidemia da Influenza sobreposta à pandemia da Covid-19, com transição da predominância da variante Delta para a Ômicron na transmissão comunitária, fez o Espírito Santo sair de 126 internações por dias de pacientes respiratórios em 20 de dezembro para 279 em nove de janeiro. O gestor informa que, no Espírito Santo, 100% dos idosos já foram imunizados com as duas doses, 81% deles com as três, 86% dos adultos receberam as duas doses e 84% dos adolescentes a primeira. Entretanto, destaca, 1,3 milhão de pessoas no Espírito Santo não se vacinaram ou receberam somente uma dose do imunizante, incluindo crianças, e alerta para o fato de que o impacto da Ômicron é maior na internação desse grupo e de adolescentes. Ao todo, existem 420 pontos de testagem para livre demanda no Espírito Santo, de acordo com o secretário, a meta é chegar a 620 nos próximos 15 dias. O gestor recomenda aos capixabas “cautela nos grandes eventos e aglomerações”. Espírito Santo vive fase de aceleração acentuada na curva de casos de Covid-19 Estado passou de 1,9 mil casos de Covid-19 na última semana de dezembro para 6,6 mil na primeira de janeiro https://www.seculodiario.com.br/saude/espirito-santo-vive-fase-de-aceleracao-acentuada-na-curva-de-casos-de-covid-19

11/01/2022 / 5 Comments
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