Secretário de Saúde teceu críticas aos contrários à imunização infantil, posicionamento que classifica como “paranoia” A previsão para o início da vacinação das crianças contra a Covid-19 é na segunda quinzena de janeiro, conforme informou o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, em coletiva de imprensa realizada nessa quarta-feira (5). Porém, não se sabe ainda a quantidade de lotes de vacina da Pfizer que será destinada de imediato, já que a fabricante falou somente que irá disponibilizar 20 milhões de doses no primeiro trimestre. O gestor destacou a importância da imunização infantil e alertou aos responsáveis que evitem colocar as crianças em situação de risco, como nas aglomerações, além de não subestimar os sintomas. “A vacina não é experimental, tem segurança, eficácia, capacidade de produzir anticorpos nas crianças de cinco a 11 anos”, disse, tecendo críticas aos que se manifestam contra a imunização, o que classificou como “paranoia” de alguns grupos, como os de extrema direita, “que vêm fragilizando a confiança da população nas vacinas”. Para Nésio, tratam-se de “polêmicas desnecessárias”, além de considerar “inoportuna” a consulta pública do Ministério da Saúde sobre a vacinação em crianças. O gestor recordou que, em audiência pública promovida pelo Ministério da Saúde na tarde dessa terça-feira (4), os secretários estaduais de Saúde ratificaram suas posições de não exigir prescrição médica para vacinar as crianças. O posicionamento foi feito pelo próprio Nésio, que participou da atividade como representante do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), do qual é vice-presidente. O secretário destacou ainda, durante a coletiva, que “o grande prejuízo na vacinação das crianças” não se deu pela autorização tardia da imunização com a Pfizer em pessoas de cinco a 11 anos, mas pela não autorização da Coronavac no público infantil, inclusive, a partir de três anos. A Coronavac, informa Nésio, tem sido aplicado nas crianças em outros países e tem disponibilidade em todo o Brasil. “Aguardamos com ansiedade que a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] possa reconhecer os dados de eficácia do Butantan e da Sinovac para aplicação dos imunizantes”. Para o secretário, se em setembro ou outubro de 2021 já houvesse esse reconhecimento da Anvisa, “estaríamos em uma situação mais confortável para enfrentar a variante Ômicron, que vem apresentando em todo o mundo comportamento diferenciado nas idades pediátricas”. Influenza A epidemia de Influenza também foi discutida na coletiva de imprensa. Acredita-se, segundo Nésio, que em virtude das aglomerações das festas de fim de ano a doença possa migrar para municípios do interior, principalmente no sul. As cidades capixabas terão que incrementar a oferta de Tamiflu (Oseltamivir). Já chegaram 100 mil comprimidos e a gestão de Renato Casagrande (PSB) solicitou mais 300 mil para o Ministério da Saúde. Entretanto, alerta o secretário, é preciso que o medicamento seja utilizado pelo seu público alvo: gestantes, idosos, crianças abaixo de cinco anos e pessoas com as comorbidades indicadas, pois havendo aquisição indiscriminada pode faltar para quem de fato precisa. Epidemia de Dengue Também foi feito alerta sobre a possibilidade de epidemia de Dengue no primeiro quadrimestre deste ano, uma vez que, desde 1995, ela acontece no ciclo de três a cinco anos, e a última foi em 2018. Nésio destaca que, caso ocorra, é preciso tomar as medidas necessárias, como evitar água parada e observar os sintomas.
Média móvel de óbitos por Covid-19 sobe de 2,8 para 3,4 no Espírito Santo
Nésio Fernandes informou que o carnaval pode ser cancelado. O assunto será discutido com os municípios A média móvel de óbitos por Covid-19 nos últimos 14 dias aumentou no Espírito Santo, conforme informou o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (5). Em 20 de dezembro, a média móvel era de 2,8 e subiu para 3,4. A taxa de positividade para a doença subiu 30%. O gestor aponta que isso é resultado das aglomerações das festas de fim de ano, que considerou “inadequadas”. O gestor defende que não é preciso que os óbitos voltem à casa dos dois dígitos para se reconhecer o alerta epidemiológico. “Não é aceitável, não vamos reconhecer situação de complexo risco somente se voltarmos a ter 10, 15 óbitos por dia”, disse. O secretário também informou que houve uma grande taxa de absenteísmo nos pontos de testagem, chegando a 60% em alguns casos. As festas de fim de ano, acredita Nésio, podem determinar a aceleração da transição da predominância da variante Ômicron em todo o país, com sobreposição com a epidemia de Influenza. Foi informado ainda que 1,3 milhão de capixabas não estão com o esquema vacinal completo. Diante desses fatores, afirma, será necessário o aumento da oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) e enfermaria. “Se as vacinações ampliarem, teremos menos possibilidades de viver uma situação mais complexa de pressão assistencial hospitalar”, acredita. Segundo Nésio, 400 mil testes foram distribuídos aos municípios nessa terça-feira (4). Além disso, no site Vacina e Confia passará a constar informações de pontos de testagem por antígeno e RT-PCR por município. Outra novidade é que os pontos de testagem serão incrementados por meio de um acordo de cooperação entre a Federação das Unimeds no Espírito Santo com a gestão de Renato Casagrande (PSB), por meio do qual será realizada oferta de livre demanda de teste de antígeno para qualquer cidadão capixaba, que, caso teste positivo, deve procurar o Sistema Único de Saúde (SUS). Os pontos de testagem ainda serão divulgados. Carnaval Há possibilidade de haver restrições a eventos carnavalescos. Será feita uma reunião com os municípios para avaliar o possível cenário de fevereiro, para avaliar a situação. Entretanto, podem ser tomadas medidas distintas para os desfiles no Sambão do Povo e para o carnaval de rua. O gestor destaca que a cobertura da terceira dose é insuficiente e que é preciso avançar na da segunda “para enfrentar com menos risco a situação de predominância da Ômicron”.
Famílias em Linhares podem ser levadas para abrigo com aumento no nível do Rio Doce
Defesa Civil Municipal de Linhares informou que nível do rio passou da cota de alerta, de 3m Prefeitura de Linhares/Felipe Tozatto. Moradores do bairro Olaria, em Linhares, norte do Estado, podem precisar ir para um abrigo da prefeitura, em razão do nível do Rio Doce. De acordo com a Defesa Civil do município, nesta quarta-feira (5), o nível do rio chegou a 3,10 metros, ultrapassando a cota de alerta, de 3m. Não há registros de desabrigados ou desalojados, mas o órgão já orientou às famílias sobre a possibilidade de serem retiradas de seus imóveis como medida preventiva. De acordo com a Defesa Civil, as chuvas na Bacia do Doce, em Minas Gerais, podem fazer com que o nível do rio suba ainda mais. Caso seja necessário, as famílias serão levadas para um abrigo que será montado no ginásio poliesportivo do bairro Conceição. A cota de inundação é de 3,45 metros. “A decisão foi tomada após mais uma reunião do grupo de trabalho emergencial que atua durante o período das chuvas e é composto por membros de diversas secretarias municipais, além de integrantes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar”, enfatizou. A Defesa Civil de Linhares enfatiza que a população pode entrar em contato pelo telefone do Plantão 24 horas: telefone (27) 99983 5661. Os chamados também podem ser feitos pelo 153, da Guarda Civil Municipal, e em casos extremos de urgência os moradores também podem acionar o 193, do Corpo de Bombeiros. “A Defesa Civil Municipal de Linhares segue monitorando as condições do Rio Doce e mantém um esquema de plantão 24 horas para atendimento a ocorrências, envolvendo casos de possíveis alagamentos, deslizamentos de terra e inundações”, destaca o órgão. O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) não prevê chuvas fortes no decorrer desta semana no Espírito Santo. A estimativa é de que haja alternância entre sol e chuvas, como as esparsas, rápidas e em pontos isolados. Nesta quarta-feira (05), a estimativa é de poucas nuvens e calor, sem expectativa de chuva, na região norte, noroeste e nordeste do Estado.
Violência psicológica atinge 93% das mulheres que pedem medida protetiva no ES
Quase 60% das mulheres que pediram a medida junto à Defensoria Pública não registram Boletim de Ocorrência A Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) divulgou dados sobre a solicitação de medida protetiva, feita por meio do site da instituição. De acordo com as informações coletadas, a agressão mais frequente contra as mulheres é a psicológica, que abrange 93% das vítimas de violência que procuraram o serviço na DPES. Em seguida vem a moral (54,8%), física (41%), patrimonial em (17,5%) e a sexual em (7,9%). Desde o início da pandemia até novembro de 2021, 363 mulheres pediram medida protetiva. Desse total, apenas 100 registraram Boletim de Ocorrência (BO), 211 não o fizeram e o restante não fez qualquer menção ao documento. No ato de solicitação da medida no site da DPES, mesmo entre aquelas que fizeram a ocorrência, apenas 51 anexaram o documento ao pedido. Os números foram coletados pela Coordenação e Núcleo de Defesa dos Direitos das Mulheres, a partir de uma breve pesquisa feita com as mulheres que solicitaram medidas protetivas online, serviço que passou a ser oferecido mediante o isolamento social imposto pela pandemia. Segundo a Defensoria, mesmo que não registrem BO, as mulheres podem solicitar a medida protetiva de urgência. Isso ocorre porque a medida tem caráter autônomo e independe de representação criminal, amparado pela Lei Maria da Penha. A pesquisa também mostra que 97,5% das mulheres decidiram dar prosseguimento ao atendimento para medida protetiva, enquanto 2,5% optaram por não fazer após serem informadas do que se trata a medida. O perfil do agressor também foi divulgado pela DPES: 46,9%, mantinha relacionamento estável ou casamento com a vítima quando a violência ocorreu, 7,1% são filhos e 46% mantinham outro tipo de ligação. A DPES informa que, entre os agressores, há apenas 13 mulheres, sendo que apenas uma foi indicada como companheira amorosa. A militante da Associação de Mulheres da Serra (Amus) e do Fórum de Mulheres do Espírito Santo (Fomes), Eusabeth Ferreira das Mercês Vasconcelos, afirma que o índice de 93% para violência psicológica demonstra que esse tipo de agressão perpassa todas as outras, e que, muitas vezes, as vítimas não conseguem identifica-la, achando que se trata de uma mera brincadeira. “A gente às vezes custa a entender o que é violência psicológica. Uma mulher constantemente chamada de burra, por exemplo, está sendo agredida, ou também quando se faz comentários negativos sobre o seu corpo. É uma violência que vai no fundo da alma, a pessoa de fato passa a acreditar que é burra e a não gostar de si, ficar com a autoestima baixa”, diz, chamando atenção para o grande número de mulheres que não registraram (BO). “Existem dificuldades para fazer o registro. Não contamos com Deam [Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher] 24h, muitas não têm condições de pagar passagem, e isso piora pelo fato de os serviços não estarem concentrados no mesmo lugar. A pessoa vai à Deam, depois tem que ir m outro lugar, por exemplo, para fazer exame de corpo de delito. O ideal é centralizar tudo no mesmo espaço”, afirma. A também integrante do Fórum de Mulheres, Edna Martins, aponta que os dados mostram que a DPES cumpriu seu papel de receber a solicitação da medida protetiva de urgência, e evidenciam também a autonomia de decisão das mulheres em situação de violência. Para ela, é preciso respeitar a autonomia da mulher em situação de violência. “Embora a mulher, nesses casos, esteja vulnerável e necessite de uma especial proteção por parte do Estado, não podemos retirar dela o poder de decidir”, defende. Edna salienta que, ao ter em mãos a determinação judicial que concedeu a medida protetiva, a vítima tem a sensação de segurança e proteção, passando a crer na possibilidade de uma vida sem violência. “A medida protetiva muitas vezes também é capaz de inibir o agressor, que teme as consequências do descumprimento de uma ordem judicial”, diz.
Exposição ‘cidades (in) visíveis’ estreia na Casa Porto
Fotografias de Tadeu Bianconi e frases de Ítalo Calvino se encontram a partir de 6 de janeiro no espaço cultural Caminhar, parar, observar e contemplar a cidade, a urbe. Essa é a linha que conecta a exposição cidades (in) visíveis, do fotógrafo Tadeu Bianconi, que será inaugurada na próxima quinta-feira (6), às 17h, na Casa Porto das Artes Plásticas, no Centro de Vitória. Com curadoria de Fernando Pessoa, a exposição relaciona fotos em preto e branco de diversos lugares com frases do livro As Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino. Não importa o local onde foram registrada as 128 fotos que fazem parte da seleção, tiradas em vários municípios e países mas não identificadas na mostra. A fotografia é instante, com a insustentável leveza de seu clique. “Já voltei em alguns desses lugares e eles se transformaram, não conheço as pessoas. Nada foi pensado, foi elaborado simplesmente com o que eu encontrei no meu caminhar, ao explorar as cidades em contínua descoberta de realidades a serem reveladas”, conta Tadeu. A preocupação não é com a geografia mas com a narrativa trazida por cada imagem e instante registrado e o que elas provocam para além das fotos, registradas ao longo de cerca de 30 anos de carreira do autor. Tadeu Bianconi “É preciso assumir a pausa”, sugere o fotógrafo. Caminhar por cidades e países foi a pausa que permitiu seu registro nesses espaços urbanos de constante movimentos e transformações. A exposição, sugere, também é uma pausa. “Foi feita para você ter uma experiência, para passar a observar seu entorno, sua própria cidade. Há uma combinação de várias imagens que poderiam ter sido feitas aqui na esquina ou em outro canto do mundo”, diz. São instantes, gestos, ações, momentos, pessoas, registradas nesse caminhar e no pausar fotográfico. Fotógrafo e artista visual, Tadeu Bianconi começou a ter contato com a fotografia quando cursava Publicidade e Propaganda na Ufes, mas se aprofundou nesta arte durante uma estadia na Alemanha, na década de 1980, onde também passou a observar melhor as cidades nesse hábito de caminhar, observar e fotografar. Perscrutar é a palavra que gosta de usar, que significa examinar, investigar rigorosamente; indagar, perquirir. Sobre a exposição, no livro que dá origem ao nome da mesma, lançado em 1972, Ítalo Calvino faz uma analogia entre as viagens de Marco Polo e seus diálogos com Kublai Khan, imperador mongol, abordando uma série de ideias e reflexões sobre o espaço urbano, citando várias cidades às quais atribui nomes de mulheres. No caso da exposição, não se trata de fotos com caráter ilustrativo, relacionando um texto a cada imagem, mas sim uma combinação geral entre fotografias e textos para provocar tensões e interrogações nos visitantes. “É uma experiência que mistura realidade e ficção num retângulo fotográfico, promovendo conflito entre imagem e texto. Uma brincadeira com o visível e o invisível”, diz Tadeu. O curador considera ambos, fotógrafo e escritor, como “pescadores de cidades que capturam o oculto de suas ruas”. Tadeu Bianconi Além das fotos e frases, a Casa Porto contará com o texto curatorial de Fernando Pessoa e ainda um texto do escritor Adilson Vilaça.Tadeu considera que a ideia da exposição começou a surgir numa conversa em Ecoporanga enquanto mostrava algumas de suas fotos a Adilson, que perguntou se ele já havia lido Cidades Invisíveis, de Calvino. “Eu falei que sim. E ele disse para eu reler”, conta. Foi aí que conseguiu estabelecer a ponte entre as duas linguagens, depois aparadas pela curadoria de Pessoa. A exposição foi aprovada no edital de seleção da Casa Porto em 2019, mas teve que ser adiada por conta do fechamento do espaço durante parte do período de pandemia. “Cidades (in) visíveis” pode ser visitada de terça a sexta-feira das 10h às 19h, e aos sábados de 10h às 14h. O projeto inclui ainda uma série de atividades educativas, que incluem visitas mediadas para grupos previamente agendados, ações especiais programadas para os sábados, um minicurso de mobgrafia e um seminário semipresencial. O cronograma dessas atividades será divulgado no site e nas redes sociais da Mosaico Fotogaleria, que Tadeu Bianconi comanda junto com o também fotógrafo Gabriel Lordello. EXPOSIÇÃO “CIDADES (IN) VISÍVEIS” Quando: de 6 de janeiro a 6 de abril de 2022 Onde: Casa Porto das Artes Plásticas – Praça Manoel Silvino Monjardim, 66, Centro, Vitória, ES Horário: Abertura – dia 6 de janeiro das 17h às 21h – Visitação: Terça a sexta-feira, das 10h às 19h. Sábados das 10h às 14h. Agendamento de grupos: fotogaleria@mosaicoimagem.com.br Informações: (27) 3132-5295 Entrada franca e classificação livre *Obrigatória a utilização de máscara
‘Prefeitura de Vitória não garante nada à população de rua e ainda expropria’
Pastoral do Povo de Rua critica retirada de móveis de pessoas em situação de rua na Curva da Jurema A Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de Vitória afirma ser contrária à ação da gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos), que na manhã desta terça-feira (4) recolheu móveis de pessoas em situação de rua na região da Curva da Jurema. “A Prefeitura de Vitória não garante nada às pessoas em situação de rua e ainda expropria o pouco que elas têm para se manter com o mínimo de dignidade”, diz o agente de pastoral Carlos Fabian de Carvalho. Fabian salienta que móveis, colchões, lençóis e outros itens normalmente são entregues para a população de rua por meio de campanhas solidárias, e não através de ações do poder público. Para ele, existe na Capital “um processo permanente de higienização a partir da demanda de moradores que cobram a retirada das pessoas em situação de rua e seus objetos”, mas que, o correto a se fazer, é formular políticas. “O número de pessoas nas ruas aumentou, isso faz parte de uma crise estrutural, mas a Prefeitura quer resolver com higienização, da maneira que ela quiser, em vez de formular políticas. Se você tira um colchão, tem que identificar onde a pessoa vai dormir, se você tira um cobertor, tem que identificar com que ela vai se cobrir”, diz, destacando que, embora Vitória tenha aumentado o número de vagas nos abrigos, isso não ocorreu de forma significativa. Fabian recorda que, assim como acontece em 2022, que o ano se inicia com uma ação que causa prejuízos à população em situação de rua, em janeiro de 2021 a gestão de Lorenzo Pazolini também fez algo semelhante ao interromper a distribuição de marmitas para esse grupo. Na ocasião, cerca de 150 pessoas em situação de rua ficaram desassistidas com o fim do projeto Tendas do Bem. Na ocasião, o contrato entre a gestão pública municipal e o Projeto Sol, que organizava as Tendas, chegou ao fim e a atual gestão municipal, que havia acabado de tomar posse, não renovou. Por isso, os atendimentos à população em situação de rua, como distribuição de marmitas, tiveram que ser encerrados no último em nove de janeiro, quando os assistidos foram avisados da decisão. Eram duas Tendas do Bem, surgidas em abril de 2020 para buscar garantir a alimentação das pessoas em situação de rua diante da pandemia da Covid-19. Uma ficava na Praça do Papa, na Enseada do Suá. A outra, na entrada da Pedra da Cebola, em Goiabeiras. Além de fornecer marmitas, eram realizados outros serviços, como emissão de documentos para que as pessoas pudessem arranjar emprego ou conseguir algum auxílio, encaminhamento para tratamento de dependência química, entre outros. Vitória interrompe distribuição de comida para pessoas em situação de rua A gestão de Lorenzo Pazolini não renovou contrato do projeto Tendas do Bem, que atendia a 150 pessoas https://www.seculodiario.com.br/direitos/vitoria-interrompe-distribuicao-de-comida-para-pessoas-em-situacao-de-rua Novas gestões, velhas políticas Políticas públicas para pessoas em situação de rua não avançaram na Grande Vitória, diz Pastoral https://www.seculodiario.com.br/direitos/novas-gestoes-velhas-politicas
‘Em sociedades civilizadas as crianças não morrem por doenças imunopreveníveis’
Nésio Fernandes defendeu posição do Conass em audiência pública sobre imunização de crianças contra covid-19 Reprodução YouTube “Em sociedades civilizadas as crianças não morrem por doenças imunopreveníveis. Qual o projeto de países que nós queremos?”. O questionamento foi feito pelo secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, que representou, como vice-presidente, o Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), durante audiência pública promovida pelo Ministério da Saúde na tarde desta terça-feira (4), a respeito da vacinação contra Covid-19 de crianças com idades entre cinco e onze anos. “A variante ômicron implica num desafio de ampliar a cobertura vacinal a mais de 90% da população total e isso somente será alcançado com a cobertura vacinal de crianças”, expôs o gestor capixaba. “Viemos aqui defender a universalidade do SUS [Sistema Único de Saúde] e reafirmar que a relação custo-efetividade da vacinação é incomparável com as hospitalizações e óbitos. As vacinas não são experimentais. Passaram pelas fases 1, 2, 3, tiveram autorização das agências reguladoras dos principais países do mundo e no Brasil pela Anvisa”, declarou. “O SUS foi pensado como expressão avançada do projeto de país que desejamos a todos os brasileiros. ‘Pátria amada’ é SUS forte, é ciência na frente, é vacina no ombro. O SUS está preparado para vacinar as crianças do Brasil, tanto na garantia da vacinação como também da proteção de todas aquelas que tiveram algum evento adverso, leve moderado ou grave decorrente do processo de imunização”, argumentou. Nésio Fernandes ressaltou que até o momento, 20 estados, que reúnem mais de 80% da população brasileira, já publicaram normas sobre o tema, estabelecendo a não exigência de prescrições médicas para a aplicação das vacinas nas crianças, contrapondo a decisão do ministro Marcelo Queiroga de exigir o documento. “Acreditamos que ao longo da semana todos os demais estados devem publicar normas semelhantes”, antecipou o secretário do Estado. “Estados e municípios possuem competências concorrentes ao Ministério da Saúde para disciplinar o assunto. A vacinação tem importância para as crianças porque elas não merecem o vírus. Elas merecem uma proteção segura, cientificamente respaldada, aprovada pelas agências reguladoras. Elas merecem vacinas!”, conclamou. Também tocando no aspecto eminentemente político da decisão ministerial, Nésio Fernandes afirmou que “tudo o que fragiliza a confiança nas vacinas e nas instituições deve ser frontalmente combatido pelos gestores do SUS, pois fragiliza nossa capacidade de vencer o vírus e proteger as pessoas”. O gestor fez também um apelo para que “não misturem Deus nas tragédias humanas e nos debates sobre o método científico”. A variante delta, asseverou, “não veio de Deus, veio da desigualdade da distribuição mundial das vacinas, veio da incapacidade do mundo de apostar igualitariamente na vacinação como a principal medida de prevenção primária em doenças infectocontagiosas”. A variante gama, complementou, também “não veio de Deus. Veio do desastre da adoção da estratégia de imunidade de rebanho como opção do comando central do Brasil”. O secretário também lamentou “ver o comando da República constrangendo trabalhadores da Anvisa e colocando as vacinas reféns de um debate ideológico antivacina em espaços e narrativas para legitimação de posições que fragilizam a confiança na ciência, nas vacinas, nas instituições competentes para avaliar um tema tão técnico”. Ao final de sua fala, o vice-presidente do Conass disse que a entidade “recomenda explicitamente ao Ministério da Saúde que equilibre de maneira adequada o resultado da consulta pública e das posições das instituições competentes da comunidade científica, das sociedades médicas e do respaldo da posição da Anvisa”, e que “incorpore a vacinação de crianças e adolescentes no calendário nacional de imunização”. Ausência da Anvisa O debate ocorreu na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília, envolvendo representantes da pasta e outros especialistas, além de políticos anti-vacina, o que provocou a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de não participar de um debate que ela classificou como político e não técnico. Nessa segunda-feira (3), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que as doses para crianças de 5 a 11 anos devem começar a chegar ao Brasil na segunda quinzena de janeiro. O laboratório Pfizer, fabricante do imunizante, confirmou o prazo previsto pela pasta. Há duas semanas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu aval para a aplicação da vacina da Pfizer em crianças na faixa etária em questão. Diante disso, o ministério liberou a vacinação para o público infantil, mediante apresentação de prescrição médica. Decisões estaduais Até o momento, pelo menos 20 estados e o Distrito Federal já adiantaram que não vão exigir o pedido médico no ato da vacinação. São eles: Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Médicos Em nota, a Associação Médica Brasileira (AMB) defendeu a vacinação de crianças de 5 a 11 anos. Segundo a entidade, a autorização da Anvisa para a aplicação do imunizante segue os mesmos critérios de segurança e eficácia utilizados para as demais faixas etárias. “Enfatizamos que crianças podem também serem acometidas pela Síndrome Inflamatória Multissistêmica associada ao SARS-Cov-2; desenvolverem sequelas e covid longa. Portanto, a vacinação é essencial para reduzir/evitar sofrimento, hospitalizações e mortes”, declarou a AMB. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também divulgou nota técnica em que defende uma análise técnica rigorosa por parte da Anvisa no processo de autorização do imunizante. A entidade destacou que a vacinação infantil já foi iniciada em outros países e é considerada ferramenta fundamental no controle da pandemia. Consulta pública No último domingo (2), o ministério encerrou consulta pública sobre a vacinação de crianças contra a covid-19. A proposta, segundo a pasta, era “informar e conhecer as dúvidas e contribuições da sociedade científica e da população” sobre o tema. Ainda de acordo com o governo federal, a inclusão da faixa etária no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação deverá priorizar crianças com deficiência permanente ou comorbidades e as que vivem com pessoas com alto risco para evolução grave de covid-19.
Helder Salomão acha ‘lamentável e equivocado’ veto de Renato Casagrande ao PT
Para Helder Salomão, é fundamental construir a unidade no campo da esquerda para derrotar o bolsonarismo “Acho um equívoco, muito lamentável, ele ser contra a formação de uma federação com o PT”, disse o deputado federal Helder Salomão a Século Diário na manhã desta terça-feira (4), ao rebater declaração do governador Renato Casagrande (PSB), divulgada na imprensa nacional, quando afirmou ser contra seu partido integrar uma federação com outras legendas de esquerda, como PT e PCdoB. “Temos que juntar e não criar dificuldade, garantindo que não haja vetos porque, a meu ver, não ajuda a unificar as forças para derrotar o bolsonarismo”, afirmou Helder, e acrescentou: “O que é ruim é a gente estabelecer vetos, especialmente ao PT, que tanto contribuiu para o Espírito Santo, para o Brasil e hoje tem o candidato a presidente da República que lidera todas as pesquisas e que tem, obviamente, grandes chances na disputa eleitoral deste ano”. O posicionamento de Casagrande é visto no mercado como uma nova estratégia do PSB, a fim pressionar o PT a retirar a candidatura do ex-ministro e ex-prefeito paulista Fernando Haddad na disputa ao governo de São Paulo, para favorecer a pré-candidatura do ex-governador Márcio França, que está atrás nas pesquisas. A movimentação envolve também Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde as articulações ganharam mais intensidade depois da filiação do senador Fabiano Contarato ao PT, apresentado como potencial pré-candidato ao governo do Estado nas eleições de outubro deste ano. “Ser contra a federação é um direito que o governador tem; agora, expressar uma posição contra o PT eu acho uma posição lamentável porque o partido já colaborou, e muito, com a trajetória política dele. E hoje o PT tem o principal pré-candidato à presidência da República e parcerias importantes no âmbito nacional. Causa-me estranheza”, comentou o parlamentar. Ele entende que é preciso “avançar para consolidar um bloco político no país que seja forte pra nós enfrentarmos esse governo autoritário, fascista, genocida, liderado pelo Bolsonaro”. Para que isso ocorra, Helder Salomão aponta: “É fundamental que construamos a unidade no campo democrático popular, no campo da esquerda. PT, PSB, PCdoB, Psol, Rede e outros partidos praticam a unidade na ação política em Brasília e eu acho que é preciso considerar isso, porque são forças políticas democráticas, progressistas e populares, também no Espírito Santo. Então é muito ruim ele [o governador] vetar o Partido dos Trabalhadores”. Para o deputado, “tem que haver cautela, generosidade e capacidade de unificar essas forças em torno de um programa para derrotarmos esse projeto de morte que está no país. Por isso, acho que a gente tem que aprofundar o debate sobre a federação até o final de março”, prazo final para registro na Justiça Eleitoral. “Há posições diferentes, que devem ser respeitadas, considerando não haver consenso nem no Partido dos Trabalhadores, pois a federação é uma novidade na política brasileira. Eu considero um avanço qualitativo porque é um sistema programático e não alianças pragmáticas pensando apenas na próxima eleição”, comentou. O parlamentar disse que o partido pretende continuar o debate com o PSB, PCdoB, Psol, Rede, PV, porque a unidade e a união dessas forças políticas são fundamentais e destacou: “Não podemos pensar em nosso próprio umbigo. As questões regionais elas são importantes, o Estado tem suas realidades, que precisam ser analisadas, agora, não dá pra nós olharmos só para nós e não pensarmos que estamos vivendo um caos econômico social no Brasil”. Questionado sobre a possibilidade de o PT lançar Fabiano Contarato ao governo, a persistir o impasse em torno de uma aliança com o PSB, Helder Salomão afirmou: “O senador Contarato, recém filiado do Partido dos Trabalhadores, é uma liderança que precisa ser considerada, respeitada e que tem uma grande representação política na sociedade capixaba. Portanto, é um nome que, naturalmente, será colocado para debate”. Ressaltou a questão da unidade, mas enfatizou: “Se não tivermos convergências com os demais partidos nesse debate o senador Contarato é um nome que está colocado para a disputa. Mas não queremos impor a nossa tese a ninguém, queremos é conversar para buscar a unidade, no âmbito nacional e no Estado do Espírito Santo, que consideramos importante para enfrentamento as forças de extrema direita”. Para ele, esse assunto será definido pelo partido, porque caso haja conversas que sejam convergentes, o PT “pode firmar uma aliança política, numa federação, em que não apresente cabeça de chapa, isso é possível. O que não ajuda é qualquer tipo de veto. Não ajuda, atrapalha e dificulta as conversas no Estado e no plano nacional”. O deputado apontou que “nenhum desses partidos será vitorioso eleitoralmente se não tiver a capacidade de construir alianças programáticas e não apenas pragmáticas; nesse sentido é que eu vejo a federação como uma possibilidade nova, já experimentada em vários países, de formas diferentes, como, por exemplo, o Uruguai, o Chile, a Alemanha. Mas essa discussão vai se aprofundar muito mais. Volto a dizer que não podemos nos dar ao luxo de nos dividir, porque a divisão no campo político pode significar a derrota. Precisamos buscar forças para derrubar o projeto de morte liderado pelo presidente da República e pelos seus apoiadores, no âmbito nacional e também aqui”. Helder Salomão confirmou que seu nome está colocado para concorrer à reeleição à Câmara Federal, mas destaca que o partido ainda não está fechado em nenhuma posição. “Agora, o que nós não abrimos mão é de construir um palanque pro ex-presidente Lula no Estado e queremos contribuir para unir as forças progressistas, democráticas no campo da esquerda, para fortalecimento de um projeto nacional. E quem acha que pode ganhar a eleição sozinho está enganado”. Independente da criação ou não de uma federação, o deputado entende que a tarefa principal é unir as forças de esquerda em torno de um projeto nacional e também estadual. “Temos que construir um palanque nacional e um palanque estadual, que permitam que a gente possa construir a unidade que garanta a eleição para o governo do Estado, para a Assembleia
Sindicato questiona aumento de mais de 100% para secretariado em Colatina
Sispmc também cobra do prefeito Guerino Balestrassi atendimento a reivindicações antigas dos servidores O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Colatina e Governador Lindemberg (Sispmc) questiona projetos de lei enviados pelo prefeito Guerino Balestrassi (PSC) para a Câmara Municipal, que inclui aumento de mais de 100% no salário dos secretários, além de ignorar reivindicações antigas dos trabalhadores. As propostas serão votadas em sessão extraordinária nesta quarta-feira (5). O salário dos secretários, conforme consta no Projeto de Lei 03/2022, passará de R$ 4.096,65 para R$ 8.600,00. Na mensagem 05/2022, encaminhada pelo prefeito ao presidente da Câmara, Jolimar Barbosa da Silva (PL), o gestor afirma que o projeto é oriundo do Relatório de Levantamento O1l2O21 da Controladoria Geral do município, “recomendando a adequação da estrutura de cargos comissionados” No levantamento, realizado pelo órgão de controle interno, segundo o prefeito foi apontado pela Equipe de Auditoria a Desatualização do Quadro de Cargos Comissionados, “ausência de requisitos e descrição de atribuições dos cargos na Lei Municipal Complementar, divergência na nomenclatura dos cargos, defasagem dos valores dos vencimentos dos cargos em comissão”. Sobre essa defasagem, na mensagem consta que durante a execução dos trabalhos de auditoria foi realizada uma pesquisa salarial nos Portais de Transparência Municipal para compreender como os demais municípios têm realizado as remunerações de seus servidores para os cargos específicos e ou similares aos de Colatina. Nessa busca, de acordo com o gestor, foi utilizado como critério para escolha da amostra os municípios capixabas com receita anual em 2020 similares à de Colatina. Na amostra, foram selecionados os municípios de Linhares e Aracruz, no norte, e Itapemirim, no sul. Diante disso, conclui o prefeito, “é possível considerar que os patamares de vencimentos dos cargos comissionados da administração direta do município de Colatina/ES não encontram-se em patamares interessantes e atrativos”. Ele prossegue destacando que “a literatura já demonstrou fartamente que a remuneração tem impacto direto no aproveitamento mais assertivo dos servidores, desenvolvimento de competências necessárias, melhoria da motivação e produtividade, sentimento de equidade e valorização profissional, diminuição do absenteísmo e da rotatividade de pessoas, retenção de colaboradores considerados talentos na organização, clima organizacional mais favorável e auxílio na construção e na implementação das políticas”. O diretor jurídico do Sispmc, Décio Rezende, considera o aumento abusivo. “Esperamos que a Câmara não aprove um projeto que aumenta em mais de 100% o salário do secretariado”. Ele destaca que, além desse projeto de lei, os secretários também serão beneficiados com outro que também será votado na sessão extraordinária, que é o PL 001/2022, “que trata da concessão de revisão geral anual para os servidores públicos municipais de Colatina, inclusive da Autarquia Sanear [Serviço Colatinense de Saneamento Ambiental]”. A proposta prevê uma revisão geral anual no índice de 6%, a partir de primeiro de fevereiro, “para todos os servidores públicos municipais, ativos, pensionistas e comissionados, servidores do quadro do Poder Legislativo, Prefeito, Vice-Prefeito Municipal e Vereadores inclusive da Autarquia Sanear”. Décio destaca que os estatutários e celetistas tiveram, somente em 2021, 17% de perdas inflacionárias, ou seja, os 6% não cobrem nem metade da perda do ano anterior, sendo inclusive, menor do que o reajuste do salário mínimo, que foi de cerca de 10%. O diretor do Sispmc informa que os trabalhadores estão sem reajuste desde 2017, primeiro ano da gestão do então prefeito Sérgio Meneguelli. O dirigente sindical questiona ainda o fato de que reivindicações antigas dos trabalhadores foram ignoradas, como o adicional por tempo de serviço para os estatutários e a equiparação da gratificação dos secretários escolares celetistas com a dos estatutários. Décio recorda que, no início de sua gestão, o prefeito se comprometeu com os trabalhadores a atender essas reivindicações assim que a Lei Complementar 173/2020, de autoria do governo Bolsonaro (sem partido), perdesse sua vigência. Essa lei vigorou até 31 de dezembro de 2021 e proibia reajustes e concessão de benefício para servidores.
Vereadoras questionam descaso da Prefeitura de Vitória sobre maus tratos de animais
Denúncias contra contratação ilegal de cães para vigiar obra na Praia do Canto estão há dias sem resposta A obra está localizada na Rua Fortunato Ramos, na Praia do Canto. Foto: Divulgação/Mandato Karla Coser. A vereadora de Vitória Karla Coser (PT) enviou ofícios à Subsecretaria de Qualidade Ambiental e Bem-estar Animal e à Secretaria Municipal de Desenvolvimento do município questionando denúncias de maus-tratos a animais em uma obra da Praia do Canto. Denúncias da vereadora da Serra Raphaela Moraes (Rede), que atua como protetora de animais, apontam que a prefeitura foi acionada desde o dia 31 de dezembro, mas não tomou nenhuma medida urgente. Os casos de maus-tratos foram identificados em uma obra localizada na Rua Fortunato Ramos, na Praia do Canto, em Vitória. O ofício informa que, no local, dois animais foram vistos em situação de abandono e maus tratos, com patas machucadas e sem alimentação adequada. “As informações preliminares dão conta que a obra conta com segurança/vigilância da empresa Grupo Detroit Vigilância e Segurança e que os animais são alugados para fazer a vigilância da obra, embora essa prática seja vedada no Município de Vitória, conforme a Lei nº 8.886/2015″, diz um trecho do ofício. De acordo com a vereadora Karla, a equipe do mandato foi ao local e identificou a presença de animais na obra. “Não foi possível identificar nenhum responsável no local, tampouco placa de identificação”, diz o documento. O ofício questiona quando o município tomou ciência da situação e quando tomou as primeiras providências para averiguar a demanda e quais foram as providências tomadas para garantir o bem-estar dos animais e quem são os responsáveis por eles. Karla Coser também enviou um ofício à Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Cidade questionando se a obra possui alvará e se está em conformidade com a legislação. “Não foi possível identificar nenhum responsável no local, tampouco placa de identificação do responsável pela obra, de autorização de funcionamento, além de todas as outras informações exigidas pelo Município”, informa. Não há informações sobre o endereço da empresa que faz o aluguel dos animais. A vereadora da Serra, Raphaela Moraes, fez uma publicação nas redes sociais, pedindo essas informações sobre a localização da organização, que já foi acusada de cometer as mesmas infrações outras vezes. “Em 2020 recebi um pedido de socorro de uma moradora e no mesmo dia acionei a guarda municipal e a fiscalização do meio ambiente, fomos ao local e retiramos a cadela”, aponta. A parlamentar da Serra cobra à prefeitura de Vitória medidas urgentes para resolver o problema e questiona a morosidade do município para lidar com as denúncias. “A Fiscalização de meio Ambiente com a Guarda Municipal de Vitória pode e deve retirar imediatamente esse animal, por dois motivos: Porque é proibido locação em Vitória, mas principalmente, porque há maus-tratos”, disse em uma publicação nas redes sociais.