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​Câmara de Vitória instaura CPI para apurar denúncias de irregularidades na Cesan

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Pedido de investigação foi protocolado e homologado no mesmo dia no plenário da Câmara   Mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) foi instaurada nesta segunda-feira (20), desta vez na Câmara de Vitória, por iniciativa do vereador Armadinho Fontoura (Podemos). O pedido foi homologado pelo presidente da Casa, Davi Esmael (PSD), logo depois de protocolado. A empresa já é investigada em outra CPI, na Câmara da Serra. Nesta terça-feira (21), a comissão fará a primeira reunião a fim de montar o cronograma dos trabalhos, de acordo com o vereador Armandinho Fontoura, que aponta também irregularidades da Cesan em intervenções na malha de asfalto de Vitória, realizadas depois de reparos técnicos na tubulação de água. “Vitória está ficando esburacada e vamos fiscalizar, sem pressão política, olhando também a qualidade das obras públicas realizadas na Capital, sobretudo a pavimentação no asfalto de baixíssima qualidade”, explicou o vereador, que, na justificativa para o pedido de abertura da CPI, afirma que hás vazamento de esgoto na Praça dos Namorados, na Praia do Canto. As irregularidades relacionadas em denúncias da comunidade, segundo o autor do requerimento, listam lançamento de esgoto em praias, cobrança de taxa de esgoto em regiões carentes da cidade e vazamento de esgoto em praias. Assinaram o pedido de CPI, além de Armandinho Fontoura, os vereadores Leandro Piquet (Republicanos), Maurício Leite (Cidadania), André Brandino (PSC) e Gilvan da Federal (Patriota), que serão membros do colegiado, todos aliados do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), do campo de oposição ao governador Renato Casagrande (PSB). A constituição da CPI, de acordo com comentários que correm nos bastidores, além dos aspectos técnicos, possui conotações político-eleitorais, que teriam levado o vereador Davi Esmael (PSD), ao ser indagado sobre a finalidade das investigações, a responder que a pretensão é investigar o governo do Estado por meio da Cesan. A fala foi feita rapidamente, quase ao final da sessão desta segunda-feira. 

20/12/2021 / 0 Comments
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Saneamento básico: Justiça aponta ineficiência dos municípios da Grande Vitória

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Decisão em ação de entidades ambientais obriga prefeituras a fiscalizem os serviços prestados por concessionárias  Leonardo Sá Denúncias de omissão e ineficiência levaram a Justiça Federal do Espírito Santo a determinar que os municípios de Serra, Vila Velha, Vitória, Cariacica e o Estado do Espírito Santo fiscalizem os serviços prestados pelas concessionárias de saneamento básico. A decisão foi divulgada após uma ação civil pública ajuizada pelas entidades Juntos SOS Espírito Santo Ambiental e Associação Nacional dos Amigos do Meio Ambiente (Anama). O problema principal é o dano ambiental que vem sendo causado ao meio ambiente, em razão do derramamento de esgoto in natura na baía de Vitória. O texto aponta para a ineficiência da prestação dos serviços de saneamento básico pelos órgãos competentes, e a inércia do poder público para promover ações fiscalizatórias. Além dos municípios e do Estado, a concessionária de saneamento Serra Ambiental, Vila Velha Ambiental, bem como a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) também são réus no processo. A ação civil pública foi ajuizada pelas organizações em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES). Os réus foram condenados a pagar uma indenização no valor de R$ 3 milhões a título de danos morais coletivos, valor que será revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. Além disso, a decisão da Justiça determina uma série de medidas de reparação. No caso dos municípios, eles terão que identificar, juntamente com as concessionárias, as edificações que não possuem ligação com a rede de esgoto. “O problema relacionado à poluição das praias marítimas do município de Vitória está vinculado, basicamente, a ligações clandestinas de esgotos residenciais ao sistema de drenagem pluvial, por falta de fiscalização do município e insuficiência do serviço de tratamento de esgotos, gerando o derramamento de esgoto in natura nas praias em casos de chuvas excessivas”, alegaram as organizações na ação. Os trechos foram anexados pela juíza ao relatório da sentença. No texto, é destacado que um fator agravante do problema é a falta de informação para a população sobre a importância da ligação correta à rede de esgoto. “Obrigação essa indispensável para, juntamente com a fiscalização e a eficaz prestação de serviço de tratamento de esgotos, impeça o derramamento do mesmo in natura em nossas praias, causando doenças, degradando o meio ambiente, prejudicando a saúde pública e gerando danos patrimoniais e morais à coletividade e ao próprio SUS, do qual participa a União Federal”, argumentaram. Por isso, a Justiça também determinou que os representantes municipais apurem o que tem provocado o despejo irregular do esgoto, identificando os motivos pelos quais as ligações ainda não foram realizadas, se por omissão do proprietário ou inércia da Cesan e concessionária conveniada. A Justiça também determina que os municípios notifiquem os proprietários dos imóveis e a concessionária, para que a ligação correta à rede coletora de esgoto seja feita. O texto fala até na adoção de medidas coercitivas cabíveis para a regularização da ligação. Naqueles locais em que a ligação padrão à rede pública coletora for tecnicamente inviável, a determinação da Justiça é que uma outra solução técnica seja adotada, mediante aprovação da Secretaria de Meio Ambiente do município. As determinações são, sobretudo, para que os municípios garantam a implementação de políticas públicas de saneamento básico, atendendo à legislação em vigor. Concessionárias e apurações Para as concessionárias que prestam serviços de saneamento básico na Grande Vitória, a determinação é que elas cumpram os termos dos contratos de concessão firmados, no que diz respeito ao tratamento do esgoto e distribuição da água. Tanto a Serra Ambiental quanto a Cesan já são alvos de uma investigação na Câmara de Vereadores, em razão de denúncias similares.  A Casa de Leis instaurou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar possíveis irregularidades na prestação de serviços realizados pelas duas empresas no município. A apuração foi iniciada em junho deste ano, após denúncias de moradores sobre situações de esgoto a céu aberto direcionado a rios, lagoas e praias da Serra. Também apontam demora para implantação e ampliação das Estações de Tratamento, além da falta de qualidade no reparo das vias públicas após a intervenção das empresas.Nesta segunda-feira (20), foi a vez do legislativo da Capital, por iniciativa do vereador Armadinho Fontoura (Podemos), com imediata homologação do pelo presidente da Casa, Davi Esmael (PSD). Apoiada por aliados do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), a iniciativa é vista nos bastidores com efeitos para além dos aspectos técnicos, atingindo também conotações político-eleitorais. Câmara de Vitória instaura CPI para apurar denúncias de irregularidades na Cesan – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/camara-de-vitoria-instaura-cpi-para-apurardenuncias-de-irregularidades-da-cesan

20/12/2021 / 0 Comments
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De volta a 2014

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Ao invés de disputa e mudanças, eleição do MPES repete período inédito de Eder e reconduzirá Luciana Andrade sem concorrentes Hélio Filho/Secom A mudança de mãos do comando do Ministério Público do Estado (MPES) permanece fora do alcance da visão, apesar de mais uma eleição deflagrada recentemente. Ao contrário do que vinha ocorrendo nas últimas disputas para a Procuradoria-Geral de Justiça, a atual ocupante do cargo, Luciana Andrade, simplesmente não terá concorrentes, passando por mais um biênio sem qualquer ameaça à sua cadeira. Mas onde foram parar os antigos candidatos interessados em conduzir o MPES e os opositores? São as perguntas da vez! A condição de chapa única só havia sido registrada no órgão ministerial em 2014, quando Eder Pontes foi reeleito pela primeira vez. Agora desembargador, o pleito seria o primeiro também sem o ex-procurador inserido no topo da estrutura do Ministério Público. O que prevaleceu, porém, foi mais uma repetição. A votação no dia 18 de fevereiro do próximo ano será apenas protocolar e o órgão ministerial completará, no início da nova gestão, 2022 – 2024, dez anos nas mãos do mesmíssimo grupo, período em que se mantém, também, alinhado ao Palácio Anchieta. AntagônicasNeste último caso, pelo contrário, ocorreram trocas de gestão, primeiro como aliados, depois como adversários número um. Refiro-me, obviamente ao governador Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (sem partidos). A guerra entre os dois, porém, não abalou as relações com o comando do órgão ministerial. Seguem firme e fortes. Saiu da colaNo ano passado, como tratado aqui na coluna no último dia 7, Luciana recebeu 168 votos dos membros do MPES, 22 a mais que o promotor Marcello Souza Queiroz, adversário conhecido de Eder Pontes. Dois anos antes, a diferença entre ele e Eder foi de apenas um voto. Filme repetidoAntiga aliada do ex-procurador-geral e com trajetória em cargos de confiança no MPES, Luciana Andrade virou candidata após desistência de Eder Pontes que surpreendeu o mercado. A medida, como se sabe, já era parte do plano dele de chegar ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Ela trilha, por enquanto, caminho semelhante ao “padrinho”. Quadro finalNa época da candidatura única de Eder Pontes, ele foi reeleito com 75% dos votos. Veremos, em breve, o índice de Luciana. EstreiaO senador Fabiano Contarato participou do primeiro evento do PT capixaba nesse sábado (19) e, como dizem por aí, “bombou”. Teve faixa de boas-vindas, além de discursos e exaltações nas redes sociais. O encontro deu posse aos representantes de secretarias e setoriais do partido. FestançaA filiação oficial de Contarato, como já divulgado pelo meu parceiro de Redação, Roberto Junquilho, ainda será realizada e, sem dúvida, com muita pompa e circunstância. A executiva estadual espera a presença do ex-presidente do Lula. Lugar na mesaEm tempos de mover as peças para se garantir nas negociações da disputa de 2022, o partido Solidariedade lançou a pré-candidatura ao Senado do vereador da Serra, Professor Artur. Detalhe: ele ainda está no início do primeiro mandato na Câmara. O lema anunciado é “Renovar é preciso”. Lugar na mesa IIProfessor Artur já tinha tentado entrar no legislativo em 2016, sem êxito. No pleito municipal passado, foi eleito com 1.771 votos. A briga ao Senado, por apenas uma vaga, é de “cachorro grande”. Estão no páreo, uns já declarados outros cotados, nomes como Hartung e Magno Malta (PL), sem falar no candidato do bloco de Casagrande. Nas redes“Quero registrar minha solidariedade aos servidores públicos da Anvisa. Qualquer líder minimamente sensato tratará a questão das vacinas como prioridade. A vida do povo deve ser sua maior preocupação. Aqui no ES vamos vacinar nossas crianças, aqui o terraplanismo não tem vez, vacina sim!”. Jacqueline Moraes, vice-governadora do Estado pelo PSB. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Mesmas mãos, de novo? Mais uma disputa interna no Ministério Público do Estado (MPES), mais um teste da influência do agora desembargador Eder Pontes https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/mesmas-maos-de-novo

20/12/2021 / 0 Comments
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Recado a Roberto

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Como igualmente cachoeirense, apreciador de músicas, já não assisto mais o especial de Natal Todos os anos, Roberto Carlos é show nos especiais da Rede Globo. Todos os anos (até na pandemia), ele vem às vésperas do natal, fala aquela coisa… “é um prazer rever vocês” e canta as mesmas músicas, a maioria romântica, que agrada seu grande público, que não é nada exigente. Como igualmente cachoeirense, apreciador de músicas, já não assisto mais. É um roteiro musical chato, com convidados que a cada ano que passa caem de categoria, e termina com aquele hino a Jesus Cristo e a plateia acompanhando com palmas. Isso quando não canta também Um Milhão de Amigos. Muito chato mesmo! Se vocês acompanharam de fato a carreira musical e vida de Roberto Carlos, verão que ele não é nada disso. Ele é Rotina, Café da Manha, O Divã, A Janela, Atitudes, As Curvas da Estrada de Santos; enfim, músicas que ele não canta mais. Afinal, ele também é cheio de toques e não me toques. Gostaria que ele viesse num programa inédito e cantasse essas músicas. Queria ver uma plateia de convidados com pessoas mais diversificadas (homens de negócios, chefes de comunidades, mulheres atrizes importantes, empresários e empresarias) e fechasse o show cantando uma musica da época: Pegaria o violão, um violino acompanhando, sentasse no banquinho e cantasse Moço Velho. “…Eu sou um porto amigo sem naviosUm mar, abrigo a muitos riosEu sou apenas o que sou…” “…Eu sou um moço velhoQue já viveu muitoQue já sofreu tudoE já morreu cedo…” “…Eu sou alguém livreNão sou escravo e nunca fui senhorEu simplesmente sou um homemQue ainda crê no amor…” E terminaria a música, talvez emocionado, aplaudido incessantemente de pé, com algumas pessoas lacrimejantes flagradas pelas câmeras. Aí sim, Roberto, seria um grande especial, um grande show. Essa música de Silvio Cesar é uma das mais bonitas do seu repertório. Por que não faz assim? É fim de ano! PARABÓLICAS Um dos melhores narradores, um dos melhores apresentadores, o carioca João Guilherme se consolida na ESPN, agora da Disney. Os programas dedicados a músicas de Roberto Carlos estão deixando de existir nas rádios. Sinal dos tempos. Ozeias Farias é um dos melhores correspondentes da Rede Sim no exterior, precisamente de Linhares. Ferreira Neto continua fazendo seu programa de rádio vespertino na Rádio ES. Rádio se fez assim. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBEGeorge Michael – Last Christmashttps://www.youtube.com/watch?v=hE7E5mq08P4 MENSAGEM FINAL“Tudo que você fizer dará certo, e a luz brilhará no seu caminho”. Jó 22:28

20/12/2021 / 1 Comment
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Portuários paralisam atividades e prometem mais atos contra venda da Codesa

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Trabalhadores atearam fogo em pneus para impedir o acesso ao porto de Capuaba, em Vila Velha Divulgação Todas as atividades portuárias no Espírito Santo foram paralisadas nesta segunda-feira (20), entre as 7 e 13 horas, em protesto dos trabalhadores de diversas categorias contra o processo de privatização dos portos, em andamento pelo governo federal. O ato é o primeiro, em nível nacional, depois da decisão da plenária dos sindicatos do setor, realizada este mês em Brasília, puxada pela venda da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), a primeira a ser privatizada. O movimento é encabeçado pelo Sindicato Unificado da Orla Portuária do Espírito Santo (Suport-ES) e demais entidades que compõem a Intersindical Portuária. Os trabalhadores portavam faixas de protesto em defesa dos empregos, do mercado de trabalho e da manutenção do porto público. Nesta segunda-feira, a entrada do porto de Capuaba, em Vila Velha, foi fechada, impedindo a movimentação de caminhões e carretas. Os trabalhadores colocaram fogo em pneus para dificultar o trânsito e, ao mesmo tempo, fizeram pronunciamento denunciando “a covardia” do governo e os prejuízos à economia do Estado que será consolidados com a privatização da Codesa. O protesto, além de Capuaba, atingiu os portos de Vitória e Barra do Riacho, em Aracruz, norte do Estado. Divulgação “Está tudo parado, desde a guarda, o Ogmo [Órgão Gestor de Mão de Obra], o setor administrativo, e vamos manter o movimento para chamar a atenção do governo para essa covardia que é a entrega dos portos para o privado”, diz Antônio Cândido, presidente do Sindicato da Guarda Portuária do Espírito Santo (Sindguapor-ES), ao anunciar outras paralisações. A próxima será no dia 28 de janeiro, com duração de 12 horas; em fevereiro de 18 horas; e assim por diante, acrescenta o dirigente sindical. Para ele, o “governo do Estado não tem mostrado esforços contra a privatização”, cujo modelo será testado no Espírito Santo e depois aplicado em outros portos, a começar pelo de São Paulo. Antônio Cândido comentou ainda que, da bancada federal, somente o deputado Helder Salomão (PT) participava do ato, prometendo fazer pressões em Brasília a fim de mudar o quadro. “O porto tem lucro e emprega centenas de trabalhadores que serão demitidos com a privatização”, comenta Antônio Cândico, e destaca: “A Portaria 84/2021 exclui a guarda portuária, que será substituída por vigilantes da iniciativa privada, que ocuparão seus postos. Isso inclui áreas de fronteira, que serão entregues na mão de quem eles quiserem”. Divulgação A privatização dos portos, a ser iniciada com a venda da Codesa, irá gerar desemprego, fuga de cargas para outros estados, aumento de tarifas, perda de arrecadação municipal e estadual, entre outros impactos, no entendimento de Antônio Cândido, idêntico a de especialistas, que já se manifestaram contra o modelo de privatização adotado pelo governo Bolsonaro. O calendário de luta foi aprovado na Plenária Nacional das Três Federações — Federação Nacional dos Portuários (FNP), Federação Nacional dos Estivadores (FNE) e Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios, nas Atividades Portuárias (Fenccovib) -, realizada em Brasília nos últimos dias 7 e 8 de dezembro.   ‘O que precisa é profissionalizar a gestão estatal e não privatizar’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/economia/o-que-precisa-e-profissionalizar-a-gestao-estatal-e-nao-privatizar-pede-suport-es ‘Em nenhum lugar do mundo, a autoridade portuária é entregue à inciativa privada’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/economia/em-nenhum-lugar-do-mundo-a-autoridade-portuaria-e-entregue-a-inciativa-privada Portuários protestam contra privatização no dia de audiência pública da Codesa – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/economia/portuarios-protestam-contra-privatizacaono-dia-de-audiencia-publica-da-codesa Privatização da Codesa não trará ganhos ao Estado, afirmam especialistas – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/economia/privatizacao-da-codesa-nao-trara-ganhosao-estado-afirmam-especialistas

20/12/2021 / 3 Comments
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Celebração marca memória de Padre Gabriel Maire nos 32 anos de seu assassinato

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“Silêncio, Memória, Luzes” será em Cobi de Cima, Vila Velha, onde o corpo do padre foi encontrado O dia 23 de dezembro de 1989 foi marcado pelo assassinato de uma grande liderança popular do Espírito Santo: o padre francês Gabriel Maire, o Gaby, como também era conhecido. Desde então, a cada antevéspera de Natal, sua memória é celebrada em Cobi de Cima, Vila Velha, onde seu corpo foi encontrado. Este ano, não vai ser diferente. Às 19h começará, nesse mesmo lugar, a celebração “Silêncio, Memória, Luzes”, realizada pelo grupo Ecos de Gaby, que busca preservar a memória do sacerdote. Ecos de Gaby Rogério Vago, um dos integrantes do Ecos de Gaby, explica que será feito um momento de silêncio pela situação do país, marcada pelo desemprego, pela má gestão federal na condução da pandemia da Covid-19, pela fome e outros problemas sociais. “Também vamos denunciar o silêncio das igrejas, da sociedade civil organizada, que muitas vezes não se pronunciam como deveriam, os silêncios que causam violências, morte, dor”, ressalta. A memória, afirma Rogério, é em virtude da recordação não somente dos 32 anos de assassinato do padre Gabriel, mas também de outras pessoas “que deram a vida por causa da vida”. No local onde anualmente é feita a celebração há, inclusive, um painel feito pelo artista plástico Luiz Quintanilha, que além do rosto do sacerdote, conta ainda com os do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, do ambientalista Paulo Vinha, da Irmã Cleusa e da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco. Redes sociais As luzes remetem aos “gritos que ecoam a partir desses silêncios”. “Quais a luzes que nos dão esperança de continuar? Quais os gritos que ecoam em nossa sociedade?”, questiona Rogério, que destaca a importância de manter viva a memória de padre Gabriel. “A gente acha importante manter viva a memória de quem deu a vida pelas vidas. Gabriel deixou seu país, sua vida na França, veio para Cariacica, um município pobre, e dedicou sua vida aos pobres para que tivessem dignidade”, recorda. Padre Gabriel chegou ao Brasil em 1980. Sua atuação no Espírito Santo, principalmente no município de Cariacica, foi marcada pela intensa participação nas Comunidades Eclesiais de Base (Cebs) da Igreja Católica, parte dela durante a gestão do bispo progressista Dom João Batista da Motta e Albuquerque, que entrou para a história do Estado por ter colocado em prática as diretrizes do Concílio Vaticano II, como o incentivo ao protagonismo dos leigos e a realização de missas em português, não mais em latim. Gabriel incentivava a organização popular como forma de mobilização para garantia de direitos, dignidade e qualidade de vida. Incentivou a criação de movimentos de mulheres, culminando na atual Associação de Mulheres de Cariacica Buscando Libertação (Amucabuli). Foi essencial nos movimentos de moradia e em meio aos grupos de juventude, como a Juventude Operária Católica (JOC). Ainda sobre a classe trabalhadora, atuou na Pastoral Operária, onde coordenou um jornal chamado Ferramenta, feito por operários para operários, que buscava informar os trabalhadores sobre questões como as lutas populares no Espírito Santo, no Brasil e, em menor escala, no mundo, além de ter como outro objetivo a educação para a cidadania. Bem sucedido projeto de comunicação popular, o Ferramenta era lido em grupos organizados nas comunidades, distribuído nas empresas, e foi essencial para impulsionar a mobilização da classe trabalhadora em um contexto de grande precarização da mão de obra e de aumento da formação das periferias na Grande Vitória, que recebiam grande número de migrantes devido aos empreendimentos industrias. Gabriel era ainda um leitor assíduo de jornais e incentivador da leitura crítica da mídia.  Redes sociais Como consequência de seu ativismo, recebeu várias ameaças de morte, sendo assassinado em 23 de dezembro de 1989. O crime prescreveu em 2017, sem que os mandantes fossem identificados e punidos. Chegou a ser ventilada a tese de latrocínio. Os defensores dela alegavam que, ao passar na avenida Carlos Lindemberg, em Vila Velha, o carro de padre Gabriel foi atingido por uma pedra jogada pelos criminosos, o que o fez parar, sendo abordado por eles e assassinado. Entretanto, nada foi levado. O próprio presidente do Tribunal de Justiça (TJES) na época, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, na carta que divulgou para informar a sociedade capixaba sobre a prescrição, questionou a tese de latrocínio. “Como pode, meu Deus, ter sido um reles assalto? A propósito, como morre gente assaltada em processos relacionados ao crime organizado! Como explicar-se, insisto, a repetição de procedimentos e nomes? A eliminação de testemunhas? Aliás, que assalto foi esse no qual os ladrões não levaram do relógio ao carro da vítima, o tão popular – e de fácil comercialização – fusca? Que assalto foi esse no qual os ladrões sequer reviraram os bolsos da vítima?”, indagou. Rogério Vago explica que existe uma tese, que é a defendida pelo grupo e relatada por testemunhas, de que padre Gabriel foi interceptado em Castelo Branco, em Cariacica, levado para o areal de Vale Encantado, em Vila Velha, onde foi morto, sendo o corpo levado para a Carlos Lindemberg para simular o latrocínio. O Ecos de Gaby já lançou dois livros para resgate da memória do sacerdote. O primeiro, Prefiro Morrer Pela Vida a Viver Pela Morte, mostra relatos de pessoas que conviveram com padre Gabriel. O outro, Ecos de Vitória, cartas escritas por ele para familiares e amigos na França, nas quais faz uma análise das conjunturas política, econômica, social e eclesial de Cariacica, do Espírito Santo e do Brasil. Entre as homenagens feitas a ele também está a música Profeta Gabriel, composta pelo deputado federal Helder Salomão (PT) e interpretada pela cantora capixaba Raquel Passos, no seu segundo CD, Seguir Sempre. Seu nome também batizou ruas, escolas, equipamentos de saúde e outros espaços no município onde morou durante nove anos. No edital de 2021 da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Cariacica João Bananeira, a produtora cultural Thays Ferreira teve um projeto aprovado que busca criar um memorial, por meio de intervenção urbana com grafitti, sobre padre Gabriel, com o objetivo de resgatar a história do sacerdote, a ser iniciado em 2022. 

20/12/2021 / 2 Comments
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Governo anuncia seleção de empresas interessadas na compra da Banseg

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Comitê em Defesa do Banestes critica comunicado “no apagar das luzes de 2021”, dificultando mobilização da categoria A gestão de Renato Casagrande (PSB) emitiu fato relevante ao mercado, no qual anuncia que “promoverá processos de seleção para realização de parcerias comerciais buscando potencializar sua atuação em negócios de seguridade”. O comunicado diz respeito à venda da Banestes Seguros (Banseg), destacando que as empresas interessadas em comprá-la devem entrar em contato com o Banco Genial até do dia três de janeiro, o que tem sido questionado pelo Comitê em Defesa do Banestes Público Estadual. Jonas Freire, secretário geral do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Espírito Santo (Sindibancários/ES), entidade que coordena o Comitê, critica que o comunicado tenha sido feito “no apagar das luzes de 2021”. “Nos preocupa um prazo tão curto, que abrange um período de festas de fim de ano e recesso parlamentar e do judiciário”, diz. Ele explica que nesse período o prosseguimento das articulações com os parlamentares se torna impossibilitado e há mais dificuldade para adotar medidas judiciais. O primeiro fato relevante foi publicado no dia 14 de julho, quando foi informado que seria feita a venda da seguradora, sendo que no dia 17 do mês seguinte foi confirmado o nome do Banco Genial como assessor financeiro encarregado de fazer a avaliação da seguradora e indicar, entre as candidatas, a empresa considerada mais qualificada para assumir as operações da Banseg. Porém, uma semana depois, os fatos relevantes foram cancelados, fazendo com que o processo fosse reiniciado do zero em 13 de outubro, com um novo fato relevante, confirmando o Genial como assessor financeiro. O Comitê iniciou, em 11 de dezembro, um abaixo-assinado contra a venda da seguradora. A primeira coleta foi na feira de Jardim da Penha, em Vitória. A segunda, nesse domingo (19), na feira de Aribiri, em Vila Velha. A ideia é circular por todo o Estado, com o auxílio de entidades da sociedade civil, como igrejas, sindicatos e movimentos sociais. “Conseguimos até o momento mais de 200 assinaturas. As pessoas estão entendendo e apoiando nossa campanha”, informa Jonas. Foto: Sérgio Cardoso/Sindibancários O secretário-geral do Sindibancários afirma que a iniciativa será “uma grande união da sociedade civil organizada contra a privatização da seguradora”. Ele aponta a necessidade de “denunciar o dano ao patrimônio público e o descumprimento do compromisso firmado por Renato Casagrande nas eleições 2018, quando garantiu que não privatizaria o banco público estadual”. Jonas aponta que a seguradora contribui com 10% do lucro do banco e que, nos últimos cinco anos, repassou cerca de R$ 37 milhões para o governo do Estado, que tem 92% das ações, mas quer vender 51%, tornando-se acionista minoritário. “São recursos que retornam à sociedade em forma de investimentos em áreas como saúde, educação, saneamento e assistência social. Não tem justificativa para vender um patrimônio público de mais de meio século, que goza de credibilidade, é viável e rentável”, destaca. Em janeiro, quando as praias passam a ser mais procuradas pela população, o Comitê também fará ações nesses locais, não somente com coletas de assinaturas, mas também com distribuição de brindes alusivos à campanha contra a privatização da Banseg. Outra aposta do Comitê é a participação em Tribuna Livre das Câmaras de Vereadores. O sindicato já ocupou o espaço na capital Vitória e em Colatina, noroeste do Estado. Nesta terça-feira (21) será a vez de Cachoeiro de Itapemirim, no sul. Jonas informa que a ideia é buscar outros municípios, como os demais da Grande Vitória; Linhares, no norte; e Castelo, na região serrana. Na Assembleia Legislativa, o Comitê pleiteia uma audiência pública “para fazer um debate mais aprofundado”, além de dialogar com os deputados estaduais para que se posicionem contrários à venda. O secretário-geral do sindicato relata que foi contratado um consultor para analisar de maneira mais aprofundada o processo de privatização e os impactos da venda da seguradora para o Espírito Santo e o sistema Banestes. Ele critica ainda que não há transparência a respeito da venda da Banseg. No dia cinco de novembro, o Comitê realizou uma manifestação na entrada do edifício Palas Center, no Centro de Vitória, onde funciona a administração central da instituição financeira.  Criado na década de 90, o Comitê foi rearticulado este ano devido ao anúncio da venda de parte das ações da Banseg. A iniciativa surgiu no governo do presidente Fernando Collor de Melo, em virtude da ideologia privatista que ele defendia. Entretanto, ganhou força no de Fernando Henrique Cardoso, quando foram privatizadas diversas empresas, entre elas, bancos estaduais. O próprio Banestes quase passou por um processo de privatização na gestão do ex-governador José Ignácio Ferreira e no primeiro mandato do ex-governador Paulo Hartung, que tentou vender o banco em uma negociação com o Banco do Brasil. Comitê mobiliza abaixo-assinado contra a venda da Banestes Seguros Meta é percorrer todo o Estado, com apoio da sociedade civil e entidades, para fazer coleta de assinaturas https://www.seculodiario.com.br/cidades/comite-dara-inicio-a-abaixo-assinado-contra-a-venda-da-banestes-seguros Venda de seguradora é entregar patrimônio ‘a preço de banana’ Comitê em Defesa do Banestes realizou manifestação no prédio da administração central do banco, em Vitória https://www.seculodiario.com.br/cidades/venda-de-seguradora-e-entregar-patrimonio-a-preco-de-banana-diz-sindibancarios

20/12/2021 / 0 Comments
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Quanto mais frio, melhor

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No norte inventaram o frio para afastar os imigrantes – Oh gente pra gostar de praia Parece que foi ontem, mas dezembro já deu a largada para acabar de vez com 2021. Se 2020 foi o ano do virulento vírus, 2021 será lembrado como o ano da valorosa vacina. Toma quem quer, mas não faltou para ninguém. Tipo aviso na piscina: nade por sua conta, se morrer afogado não culpe o governo. Mesmo se o ano não foi dos melhores, as chamadas festas de fim de ano vêm com tudo. Minhas visitas do Outono voltaram ao Brasil, as visitas do Natal estão chegando. * Dezembro vem do latim: decem (dez), porque era o décimo mês do calendário romano, que começava em março. Aí os romanos bagunçaram o coreto. No norte do hemisfério norte, é o começo do inverno – lá vem chuva e/ou neve. Frio de quebrar os ossos, mas não em Miami, razão pela qual isso aqui virou terra de ninguém. No norte inventaram o frio para afastar os imigrantes – oh gente pra gostar de praia!. A gente vê nos filmes o mundo pintado de branco e acha que é efeito especial. * Dezembro se tornou o mês dos filmes de natal, embora sejam tantos que já estão passando no ano todo. A gente se espanta – onde arranjarão mais títulos que precisam, obrigatoriamente, conter a palavra Christmas. Há variações aceitas, mas não muito frequentes: Natal, Noel, Kraus, Noite Feliz. Ou branca, ou de paz. Alguém ainda lembra o que aconteceu na noite de natal, motivando toda essa euforia? * Em 21 ou 22 de dezembro temos o dia mais curto e a noite mais longa do ano – o chamado solstício de inverno, que dá início à estação fria. No Brasil ocorre em 21 de junho. Solstício e equinócio marcam o início das estações do ano. Quando criança, nunca dei muita atenção ao solstício, mas o equinócio me deslumbrava – um termo provavelmente inspirado nas lendas de feitos heróicos, romances capazes de derrubar impérios, homens se tornando imortais. * Hoje o Google dilacera a fantasia – o nome é apenas a junção dos termos latinos aequus = igual, e noctis ou nox = noite. Nada de deuses invejosos, magos vingativos e pitonisas cegas. Quanto ao solstício, também é a junção de sol + stitium – sol parado, que não se mexe. Para os antigos, tais fenômenos eram grandes mistérios, celebrados com música, danças, bebida e mesa farta. Tal e qual nosso natal. Havia também uma outra finalidade para essas quatro festividades anuais – em um tempo sem internet ou telefone, sem namoros virtuais, com viagens longas e difíceis, como é que os jovens se encontravam? * A roda da vida tem que rodar, portanto, temos que facilitar os encontros. Como aconteceu com Severina Severo, bela e prendada, mas cadê pretendentes? A família Severo vive lá pelos confins de Burarama, totalmente isolada das maravilhas tecnológicas. Chegando o solstício da primavera o pai resolveu o problema – assou um cabrito, cozinhou um panelão de inhame, destilou a cachaça – antes mesmo deste equinócio de verão chegar, a menina mandou a notícia pelo pombo-correio: Prenhe! * Dezembro em outros idiomas: Mandarim: shí’èryuè. Dinamarquês: december. Francês: décembre. Italiano: dicembre. Espanhol: diciembre. Latim: december. Frases famosas em latim: Horácio, poeta romano: Carpe diem, quam minimum credula postero – Aproveite o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã. Virgílio: Amor vincit omnia – o amor tudo supera. Não confundir Virgílio, outro poeta romano, com Virgulino, nosso maior herói.

19/12/2021 / 0 Comments
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Unidade Negra Capixaba organiza protesto contra agressão a homem no Carone

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Vídeo que circula nas redes sociais mostra a vítima sendo agredida por seguranças no Carone de Laranjeiras Charge: Mindu A Unidade Negra Capixaba irá organizar um ato para denunciar a violência dos seguranças do Carone de Laranjeiras, na Serra, contra um homem negro dentro do estabelecimento. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a agressão física, primeiro em uma sala, depois na frente dos clientes. A vítima é acusada de roubo pelos agressores e a todo momento nega que tenha cometido o crime. A agressão foi filmada por um cliente, que, ao ouvir os gritos da vítima quando ela estava dentro da sala, falou “tão batendo no cara aqui dentro, ó! Tão batendo no cara aqui dentro, ó! Carone fazendo isso aí, ó! Chama a polícia, aê! Tá errado!”. Em seguida, o segurança que estava do lado de fora falou que o rapaz estava roubando, tendo recebido a seguinte resposta do cliente que filmava: “Não tem problema não, não é papel seu fazer isso, é papel da polícia”. Posteriormente, a vítima conseguiu sair da sala dando um chute na porta, enquanto um segurança puxa seus cabelos, e denuncia que levou socos e estava ensanguentado. A confusão prossegue com a discussão entre os seguranças e o rapaz, que, inclusive, é chamado de “filho da puta”. Durante todo o vídeo, a pessoa que filma aponta que aquilo está errado e pede para os seguranças soltarem a vítima. A realização do protesto será discutida por meio de plenária virtual nessa segunda-feira (20), às 19h, na qual também serão debatidas as medidas judiciais cabíveis diante do ocorrido, entre elas, as possibilidades de registro de Boletim de Ocorrência e de acionar o Ministério Público Estadual (MPES). O representante da Unidade Negra Capixaba, Gilberto Campos, o Gilbertinho, destaca que a agressão que aconteceu no Carone “faz parte de uma escalada de violência racial nesse tipo de estabelecimento”. Ele recorda do assassinato de João Alberto Silveira Freitas, morto a pancadas por seguranças do Carrefour em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, em novembro de 2020, o que motivou manifestações do Movimento Negro em todo o país, inclusive no Espírito Santo, onde foi feito um protesto no Carrefour do Shopping Vila Velha. Foto: Marco Antônio O Carrefour também protagonizou outros casos de violência racial, como o de Osasco, em São Paulo, quando seguranças agrediram o vigia e técnico em eletrônica Januário Alves de Santana, no estacionamento da unidade. A vítima foi confundida com um ladrão e acusada de roubar o próprio carro. Em 2004, três atores que participaram do filme “Cidade de Deus”, em São Paulo, prestaram queixa contra o estabelecimento e um policial militar por constrangimento ilegal, denunciação caluniosa e injúria racial. Na ocasião, eles disseram que se dirigiram ao caixa eletrônico para sacar dinheiro, sendo abordados por dois seguranças do supermercado. Gilbertinho salienta que, normalmente, o estabelecimento não assume a responsabilidade pelo ato racista, mas que a Unidade Negra Capixaba vai lutar para que seja reconhecida a responsabilidade da rede de supermercados. Ele explica que é comum ela ser atribuída aos funcionários que cometeram a agressão, como se eles não fizessem parte de um ambiente organizacional. De acordo com Gilbertinho, quando os agressores são terceirizados, por exemplo, o estabelecimento alega que eles trazem essa prática violenta dos cursos de formação. Durante a plenária, também será discutida a necessidade de criação de um observatório para fiscalização e acompanhamento dos casos de violência racial, que, conforme aponta Gilbertinho, não se resumem a situações como a ocorrida no Carone, contemplando também questões como a violência policial nas comunidades periféricas. Ele salienta que “a população negra é consumidora, e não ladra”, e que quando há roubo, a pessoa, seja ela negra ou branca, não pode ser agredida, sendo o procedimento correto chamar a polícia. “Os seguranças não são policiais nem juízes, mas ali eles julgaram, condenaram e aplicaram o castigo”, denuncia, salientando que os agressores “estão crentes que a impunidade vai prevalecer”, pois no início do vídeo, quando o cliente que filma se dirige a um dos seguranças dizendo “vai dar ruim para você”, ele responde “pra mim não vai dar em nada”. Repúdio Entidades e mandatos se pronunciaram sobre o ocorrido no Carone. O Conselho Municipal de Direitos Humanos da Serra (CDDH) e o Conselho Municipal do Negro (Conegro) classificaram a situação como “violação de direitos humanos, abordagem violenta, preconceituosa e desrespeito à dignidade do cidadão, que foi exposto a situação agressiva, vexatória e humilhante”. As entidades defendem que “um estabelecimento aberto ao público não pode discriminar as pessoas que nele circulam, devendo tratar a todos com dignidade e respeito”, e solicitam que “a empresa assuma sua responsabilidade e execute ações de prevenção, enfrentamento, reparação dos direitos violados e adotem medidas que impeçam a recorrência de situações como esta”. Além disso, recomendam “o investimento em qualificação e formação continuada para seus funcionários e colaboradores, a fim de que os mesmos atuem respeitando os direitos humanos de todas as pessoas”. No que diz respeito aos órgãos estatais, exigem que “atuem com rigor e legalidade para apurar, trazer a verdade e responsabilizar os culpados”. O Conegro e o CDDH reforçam que “é necessário que os governantes municipais e Estadual orientem as forças de segurança, principalmente a Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, para que atuem de forma exemplar, inspirando as forças de segurança privada a atuarem para a garantia de direitos e o respeito aos indivíduos”. Defendem ainda que “é necessário que a mídia não reforce ou valorize afirmativamente comportamentos agressivos e violentos e que toda a sociedade atue para a promoção e a efetivação de uma cultura de paz e de respeito”. As entidades também se comprometem a “colaborar com toda a sociedade serrana nesse sentido”, além de se colocar à disposição “para apoio, orientação e proteção do cidadão que foi vitimado nessa situação e de sua família”. A deputada estadual Iriny Lopes (PT) afirmou em suas redes sociais estar “estarrecida” com a violência praticada dentro do Carone e destacou que “a abordagem correta mediante furto seria chamar a polícia. Não há nada que justifique essa atrocidade”, além de

19/12/2021 / 0 Comments
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Rede Bem Viver apoia camponeses na transição agroecológica

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Desafio é unir campo e cidade em torno da alimentação saudável, com base na produção ecológica e comércio justo “Em síntese, a rede é um trem, é um troço”, brinca Douglas Alvaristo, quando o peço para definir a Rede Bem Viver, projeto do qual é um dos coordenadores. Faz muito sentido, pois um troço geralmente é algo simples na essência mas difícil de explicar. Tal qual a agroecologia, objeto central deste projeto. “É um processo ou um jeito organizativo, político e pedagógico que o MPA construiu aqui no Espírito Santo, para que se pudesse permitir o avanço da agroecologia”, complementa o militante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Criado em 2017 e ganhando maior impulso a partir de 2018, a rede hoje aglutina cerca de 140 agricultores e os articula também com consumidores diversos, dentro de uma estratégia do Programa de Aceleração da Transição Agroecológica, construído pelo movimento camponês. Divulgação “Quando se fala em meio ambiente, água, ar, solo, tudo isso é pensado como responsabilidade de quem está no campo. Mas na verdade é uma responsabilidade compartilhada, porque quem consome, na hora de comer, está fazendo uma opção pelo modelo de desenvolvimento”, aponta Douglas. Como se diz, comer é um ato político, embora nem todos tenham as melhores condições para poder tomar essa decisão ao se alimentar. Na Rede Bem Viver, são muitos conhecimentos, saberes e conceitos envolvidos. Grupos de Produção, Metodologia Camponesa a Camponês, Transição Agroecológica, Biopoder Camponês e Organismos de Controle Social. Mas o principal não é espalhar tanto definições e, sim, práticas. E como se costuma dizer, o camponês acredita mais do que vê do que no que ouve dizer. Fazer a agroecologia acontecer lá nos territórios onde vivem e trabalham as famílias é a melhor forma de espalhar a ideia, a boa-nova tão antiga como tradicional: plantar de forma ecológica, sem envenenar a natureza nem as pessoas, como fizeram nossos ancestrais. Engana-se quem no conforto da urbe possa pensar que é tarefa fácil. A chamada agricultura convencional, defendida pelas grandes corporações agrícolas e seus pacotes de agrotóxicos, se enraizou de forma implacável no campo brasileiro e mundial. Para transicionar deste modelo para a agroecologia não basta apenas boa vontade, é preciso muito trabalho e conhecimento de alternativas. Algumas delas foram apresentadas no III Encontro da Rede Bem Viver, que aconteceu no dia 3 de dezembro em Vila Valério, no noroeste do Espírito Santo, reunindo agricultores da rede e diversas entidades parceiras. III Encontro da Rede Bem Viver reuniu agricultores e parceiros em Vila Valério. Foto: Divulgação O encontro trabalhou vários aspectos para pensar a agroecologia, desde a produção até a comercialização. A família Fabem, de São Mateus, apresentou sua experiência na produção e aplicação de biofertilizantes nos cultivos, impulsionada a partir da Rede Bem Viver, utilizando produtos naturais e em sua maioria disponíveis na própria propriedade rural, tornando o processo sustentável ecológica e economicamente. O exemplo e os resultados visíveis a olho nu na vitalidade dos roçados chamaram a atenção dos vizinhos, que também quiseram conhecer a tecnologia, que é relativamente simples e barata. A família Marim, de Barra de São Francisco, apresentou o processo de agricultura sintrópica, que trabalha na perspectiva de aliar preservação e produção ao mesmo tempo na prática agrícola. “O mais importante no sintrópico, dizem, é o manejo. É 5% plantio e 95% manejo, por meio de sistema de podas”, diz Sérgio Marim. Ele conta aos demais agricultores sobre o sistema, em que planta-se algumas espécies estrategicamente apenas para serem cortadas e servirem como nutrientes para o solo, cuja saúde é fundamental para a agricultura. A família Wruck, de Domingos Martins, contou sobre as estratégias de marketing usadas no processo de divulgação dos cafés especiais produzidos, que crescem no mercado com a qualidade do produto e de sua apresentação. Moradores do município anfitrião, Vila Valério, outra família, Luck, contou sobre os processos de comercialização e as estratégias e inovações adotadas, especialmente diante do momento de pandemia, que forçou a transformação nas formas de comércio. Enquanto os agricultores e parceiros se encontram e trocam experiências, a rede se fortalece. A assistência técnica rural para a agroecologia ainda é um desafio, explica Douglas Alvaristo. Quando é pública, ainda é frágil, com poucos recursos e pouco pessoal voltado para o manejo agroecológico. No âmbito privado, está vinculada a empresas que lucram e vendem agrotóxicos. E quando feita pelas próprias organizações sociais, representa um custo muito alto. Por isso, inspirado no método cubano, o MPA e a Rede Bem Viver vêm impulsionando o modelo “De Camponesa a Camponês”, no qual os próprios trabalhadores rurais usam estratégias de apoio entre si. “Há uma percepção de ajuda mútua, se avança de modo solidário e não individualista”, diz o dirigente. Na agroecologia não cabe a figura do técnico agrícola tradicional, que traz o diagnóstico e as soluções a serem dadas às famílias em seus cultivos. A figura do técnico é bem-vinda, mas deve ter como base o diálogo e a troca de conhecimentos de forma horizontal, afinal, ninguém conhece mais cada pedaço de terra que os próprios agricultores familiares que nela atuam. Divulgação Para o fortalecimento das famílias que atuam na com base na agroecologia, a Rede Bem Viver tem impulsionado a organização de grupos de produção, comercialização e consumo locais. Os grupos são organizados a nível municipal e podem avançar para formar Organizações de Controle Social (OCS), um instrumento da legislação brasileira de produção orgânica que permite a venda direta, em delivery ou comercialização em programas de compras públicas a partir de relações de confiança entre famílias produtoras e consumidores. Um passo que a rede ainda almeja é conseguir construir a primeira experiência de Sistema Participativo de Garantia (SPG), no Espírito Santo, um passo mais complexo de certificação orgânica, de modo participativo e alternativo à Certificação por Auditoria, feita por empresas certificadoras, que podem ser mais custosos para os agricultores. Nesse sentido, o primeiro semestre de 2022 deve ser fundamental para o avanço da iniciativa do SPG no Estado, dentro de um planejamento para que todos documentos necessários sejam enviados para os órgão responsáveis

19/12/2021 / 1 Comment
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