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Servidores do Incaper mantêm estado de greve e criam comissão de luta

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Comissão irá traçar estratégias para pressionar o governo a atender as reivindicações da categoria Pulso Comunicação Os servidores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), reunidos em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço do Público do Espírito Santo (Sindipúblicos), deliberaram pela manutenção do estado de greve e criação de uma comissão de mobilização e luta. Esse grupo terá como função traçar estratégias para pressionar a gestão de Renato Casagrande (PSB) a atender as reivindicações da categoria, como a estruturação do plano de cargos e salários.A assembleia aconteceu na manhã desta quinta-feira (16), no Centro de Formação Dom João Batista da Motta e Albuquerque, na Praia do Canto, em Vitória. A comissão irá elaborar um calendário de manifestações. Uma outra comissão, a de negociação, havia sido criada na assembleia realizada em setembro, formada por representantes das categorias profissionais que fazem parte do Incaper, contemplando todos níveis de ensino, além de contar com representação da gestão pública estadual. Essa comissão debateu questões como a revisão do Plano de Cargos e Salários, tendo como base as deliberações do seminário “O Incaper que Queremos”, realizado em 2019. A partir daí foi elaborada uma proposta de estruturação, apresentada ao governo do Estado, mas não houve resposta por parte da gestão estadual. A comissão de negociação, informa o diretor do Sindipúblicos, Iran Milanez, vai continuar sua atuação por mais 30 dias, conforme estabelecido na assembleia. “Caso o governo resolva nos dar uma resposta, vamos ouvir”, ressalta. Iran relata que, caso não haja resposta e as manifestações articuladas pela comissão de mobilização e luta não surtam efeito, não está descartada a realização de uma greve. Ele destaca ainda que uma das reivindicações dos servidores é a realização de concurso público, mas defende que antes disso é preciso reestruturar a tabela salarial. “Isso é necessário para que as pessoas não entrem no Incaper pensando em sair, e para que quem já está, queira ficar”, afirma. Foto: Pulso Comunicação Outra deliberação feita durante a assembleia foi a elaboração e divulgação de um documento no qual os trabalhadores denunciam as más condições de trabalho no Incaper e a falta de diálogo por parte da gestão de Casagrande. Entre as demais reivindicações dos servidores, estão a regulamentação da promoção transitória por titularidade e seleção; acesso universal à licença para estudo; regulamentação do banco de horas; escolha por lista tríplice do diretor-presidente do Incaper e das diretorias técnica e administrativa-financeira na próxima gestão; e manutenção da ocupação dos cargos de coordenação e gerência por servidores de carreira. Os servidores do Incaper chegaram a aprovar, em uma assembleia realizada em setembro, a destituição da diretoria da autarquia. A decisão foi tomada após a diretoria solicitar à gestão de Renato Casagrande (PSB), por meio do ofício nº 149/2021 Incaper/DP, correção no percentual de acréscimo no subsídio dos pesquisadores, excluindo as demais categorias da reivindicação. O pedido de destituição foi retirado em assembleia realizada em outubro, motivada por uma reunião entre a comissão de servidores do Incaper; o secretário estadual de Governo, Gilson Daniel (Podemos); e o secretário estadual de Agricultura, Paulo Foletto. Na ocasião, os representantes da gestão de Renato Casagrande garantiram a abertura de diálogo com o poder público estadual e a atual diretoria do Incaper. Servidores do Incaper aguardam resposta de Casagrande sobre ‘reunião urgente’ Entre as reivindicações estão a destituição da diretoria e nomeação de trabalhadores efetivos para o cargo https://www.seculodiario.com.br/direitos/servidores-do-incaper-aguardam-resposta-de-casagrande-sobre-reuniao-com-trabalhadores-da-autarquia Servidores do Incaper querem destituição da diretoria da autarquia Pedido que atinge Abraao Carlos Verdin Filho e mais dois diretores foi aprovado em assembleia da categoria nesta quinta-feira https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/servidores-do-incaper-querem-a-destituicao-da-diretoria-da-autarquia Servidores do Incaper retiram pedido de destituição da diretoria Decisão foi tomada após garantia de abertura de diálogo com o governo e a diretoria da autarquia https://www.seculodiario.com.br/direitos/servidores-do-incaper-retiram-pedido-de-destituicao-da-diretoria-da-autarquia

16/12/2021 / 0 Comments
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ArcelorMittal anuncia expansão sem pedido de licença ambiental

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Juntos SOS ES Ambiental critica possível aumento da poluição em municípios muito aquém da qualidade do ar recomendada Uma consulta feita pela organização Juntos SOS ES Ambiental foi respondida pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), confirmando o que se suspeitava: a ArcelorMittal anunciou investimentos para ampliação de sua produção na usina em Tubarão sem requerer licença nem realizar Consulta Prévia Ambiental junto ao órgão responsável. Os investimentos seriam na casa de 2 bilhões de dólares, para a construção de um segundo laminador, ampliando a produção de tiras e folhas de aço. Embora o presidente do Conselho de Administração da ArcelorMittal Brasil, Benjamin Baptista Filho, tenha afirmado que o início do investimento dependa do tempo de recuperação do mercado, o anúncio causou polêmica, que repercutiu na reunião dessa quarta-feira (15) da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa. Eraylton Moreschi Junior, presidente da Juntos SOS ES Ambiental, lembrou que em setembro passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou novas diretrizes sobre qualidade do ar, sendo que especialmente nos municípios como Serra e Vitória, diretamente impactados pela produção de Vale e ArcelorMittal, os padrões de qualidade do ar não atendem nem às diretrizes anteriores definidas em 2005. “Na reunião, um gerente da ArcelorMittal disse que a empresa não vai ampliar a produção, mas isso vai contra o que foi afirmado na imprensa pelo presidente do conselho da empresa. Há uma pobreza de informações e de transparência”, acusa Moreschi. “Hoje o ar de Vitória não comporta mais poluição e a ArcelorMittal quer ampliá-la”, afirma. Para ele, o anúncio indica a total certeza que as corporações têm de que seus projetos serão aprovados pelo Estado, leniente com as grandes poluidoras. Para se ter ideia, em tempos de mudanças climáticas e luta mundial para redução das emissões de gases, a Serra figura entre os 10 municípios que mais emitem gás carbônico no Brasil, segundo ranking do Observatório do Clima divulgado no início de 2021, ficando atrás apenas das duas maiores cidades do país, São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), e de sete municípios amazônicos fortemente atingidos pelas queimadas criminosas e desenfreadas permitidas pelo governo de Jair Bolsonaro. A ONG capixaba questiona a falta de uso de métricas para redução nos acordos firmados, como os Termos de Compromisso Ambiental (TCAs). “A única métrica usada é o valor do investimento, mas não se diz concretamente qual impacto isso vai trazer na mitigação. As diretrizes são as obras. É um engodo para deixar a população achando novamente que se vai fazer algo”, aponta Moreschi, lembrando que os investimentos sempre recebem pomposos anúncios e campanhas de marketing. O ambientalista também questiona que embora haja exigência de uso das melhores tecnologias existentes, não é isso que ocorre por parte das empresas. Além disso, critica que a atual rede de monitoramento de qualidade do ar em Vitória está obsoleta e é pouco conhecida pela população. “É uma rede de 20 anos atrás, sendo que a população aumentou em quase um terço neste período e muita gente não sabe sobre a qualidade do ar que recebe em sua casa, porque isso não é mensurado nem cobrado com mais efetividade o cumprimento de metas que garantam a qualidade de vida das população e que ao mento atinja as diretrizes da OMS”. Para Moreschi, a população acaba se acostumando com o pó preto, “porque a coisa caiu no descrédito. O cidadão não acredita mais no Estado, que o executivo, legislativo e judiciário vão fazer algo em relação a isso. Sabe que a Vale e ArcelorMittal têm poder e fazem o que querem, que ninguém vai barrar as gestões delas em seus objetivos financeiros”, lamenta. Sem comprovar redução da poluição, Arcelor planeja expansão da produção – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/sem-comprovar-reducao-da-poluicao-arcelormittal-planeja-expansao-da-producao

16/12/2021 / 0 Comments
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Lei Rubem Braga: ‘liminar é uma conquista para a classe artística’

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Decisão em ação civil pública determina que prefeitura de Vitória adote medidas para andamento dos editais 2020 e 2021 Após a Associação Brasileira de Juristas Pela Democracia (ABJD-ES) entrar com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Prefeitura de Vitória, a Justiça determinou que o município retome os procedimentos da Lei Rubem Braga. O município deve prosseguir com a execução dos projetos relativos ao edital de 2020, além de alocar recursos e planejar a publicação do edital da edição 2021. “Foi uma grande conquista não só para a ABJD, mas para toda classe artística que é beneficiada pela Rubem Braga no município de Vitória”, afirma a advogada Renata Monteiro, que assinou a ACP junto com o advogado Alexandre Zamprogno. A liminar também determina que o município deve complementar os recursos dos editais de 2020, nos termos da Lei Orçamentária Anual, além de adotar medidas necessárias para a análise dos projetos inscritos e o repasse dos recursos aos projetos aprovados. Esses eram os principais pontos da ação, que apontava estagnação na lei de incentivo, causada por ausência de vontade política e não de recursos, como vinha argumentando a gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos). “É inacreditável que essa ingerência em relação à lei Rubem Braga tenha começado na gestão anterior, do prefeito Luciano Rezende [Cidadania], e venha se arrastando agora com a gestão do Pazolini (…) A lei está aí, precisa ser cumprida. A única coisa que a gente fez foi pedir que a prefeitura cumpra o que já é determinado por lei”, enfatiza Renata. De acordo com a ação, o município alega que a administração de Luciano Rezende não havia assegurado o recurso da Rubem Braga para o orçamento de 2021. No entanto, com base em dados do Tribunal de Contas do Estado (TCES), é destacado que, em 2020, a receita líquida da capital capixaba foi superior à de 2019, com um acréscimo de mais de R$ 100 milhões. Além disso, quando o edital foi lançado no ano passado, o valor destinado à execução da lei foi de apenas R$ 1 milhão, inferior ao previsto na Lei 9.507/19, que reformulou a Lei Rubem Braga. Os lançamentos dos editais da lei de incentivo ficaram suspensos durante os anos de 2015 a 2019, em razão da quantidade elevada de beneficiários que não apresentaram a documentação exigida, ou não comprovaram a correta utilização dos recursos em editais anteriores. “Embora seja uma conduta condenável a prática da inadimplência, ela não pode dar azo, nem administrativo, nem legal, a um juízo de valor por parte do Município de Vitória, para deixar de lançar o edital de Lei Rubem Braga do corrente ano de 2021, e tão pouco para procrastinar a conclusão do edital de 2020, que já foi iniciado. Passados mais de oito meses da atual gestão, ela não deu seguimento ao edital de 2020”, informa um trecho da ação da ABJD, ajuizada em setembro. A associação ressaltou que, ao longo dos 23 anos consecutivos da Lei Rubem Braga, mais de 1,8 mil projetos inscritos foram beneficiados, resultando em publicações de centenas de livros, discos, espetáculos teatrais e musicais, dentre outras expressões artísticas. Para a advogada Renata, só isso já seria um motivo para que a lei fosse devidamente cumprida. “É inacreditável que hoje a gente tenha que fazer uma ação judicial para que a prefeitura cumpra uma lei de fomento à cultura, que vem desde 1995 beneficiando os artistas e produtores culturais da nossa cidade”, reitera. Associação de juristas entra com ação pela retomada da Lei Rubem Braga – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cultura/associacao-de-juristas-entra-com-acao-pela-retomada-da-lei-rubem-braga-em-vitoria Lei Rubem Braga completa 30 anos no ocaso – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cultura/lei-rubem-braga-completa-30-anos-no-ocaso

16/12/2021 / 0 Comments
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‘A periferia é um caldeirão cultural’, diz rapper Crônica Mendes

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Artista que participou de um dos grupos mais importantes do rap nacional se apresenta pela primeira vez no Espírito Santo Ex-integrante do A Família, dos grupos clássicos do rap brasileiro, Crônica Mendes é um artista de longa trajetória enraizada no movimento hip hop mas também atento a outras influências e diálogos possíveis. Neste final de semana, ele estará pela primeira vez no Espírito Santo para apresentar seu trabalho. No sábado (18), ele participará do Sarau Mandela, que acontece a partir das 15h na Estação Cidadania de Ilha das Flores, em Vila Velha. O evento contará também com apresentações de Jefinho Faraó, MC Adikto, Conteúdo Paralelo, Jone BL, Musca, Vila Velha Força Break e artistas locais. Mais tarde, a partir das 19h, ele será uma das atrações do Prêmio Doggueto, a mais tradicional premiação do hip hop capixaba, em cerimônia que terá início às 19h com transmissão pela TVE em televisão aberta e pelo YouTube, em evento que terá como atrações ainda shows de Melanina MCs, grupo de mulheres capixabas, e Primeiro Gueto, da Bahia. Divulgação Como foi seu início na cultura? Eu comecei no rap de forma libertadora, para poder desprender e me comunicar melhor com o universo ao meu redor. O rap traz essa linguagem, essa identidade e essa pluralidade que é você se sentir empoderado, ter sua autoestima resgatada, se sentir pessoa importante em meio à sociedade e não apenas mais um na multidão. O rap veio para mim dessa forma, como válvula de escape, às vezes da timidez, às vezes do medo de não ser aceito, mas também com instrumento de comunicação social. Eu podia me comunicar melhor no meu bairro, com amigos e, principalmente, com minha própria família. Porque eu venho de uma geração que não tinha muito diálogo com a família, os pais estavam o tempo todo trabalhando, as mães estavam o tempo todo trabalhando. Eu, que sou filho de mãe solteira, nem sempre tinha um diálogo com minha mãe. Então o diálogo estava onde? Estava nas ruas, nas escolas. Então por ter medo, por ser tímido, eu também era bloqueado nesse locais de diálogo. E foi através da arte e da cultura hip hop que eu comecei a escrever, comecei a me identificar e saber do poder do uso da palavra e do poder do uso da escrita. Foi aí que eu me encontrei dentro do rap nacional, nessa raiz do hip hop, e comecei a fazer o uso dela como instrumento de transformação interna, uma revolução pessoal. Para que depois eu pudesse estar municiado e à vontade para transmitir essa mesma provocação que aconteceu comigo e essa mesma transformação para os demais jovens à minha volta através das minhas próprias letras, do discurso, da minha vida, de eu estar vivo. Porque o rap na minha época vem de uma geração em que a juventude praticamente não tinha expectativas. Éramos assassinados muito mais do que somos assassinados hoje. Então através da minha letra, tudo isso se tornou uma ferramenta de combate à baixa autoestima, para o resgate da nossa estima, da nossa importância, da nossa história, e para nossa luta contra a violência social, policial, psicológica, e mais outras bandeiras que o hip hop vem combatendo nas periferias desde sua essência, desde sua gênese aqui no Brasil. Como vai ser o show em Vila Velha? O que vai trazer no repertório? Tudo está sendo especial relacionado ao Sarau Mandela e o Prêmio Doggueto, que são as duas apresentações que vou fazer. É a primeira vez que estou pisando em solo do Espírito Santo através de minha cultura, de pessoas que se identificam com minha arte, com minha cultura, nos tornando assim irmãos pela cultura. Quando digo cultura, digo como um todo, a cultura de transformação, de entretenimento, de provocação. Então está sendo muito especial poder estar aí pela primeira vez. O público pode esperar no repertório do meu disco novo, o Eleve-se, que recebeu o prêmio de melhor disco do ano pela premiação Quinto Elemento do Hip Hop. O público pode esperar muita música como entretenimento também, com consciência, diversão, alerta, reflexões e muita musicalidade, muito encontro de música de vertentes musicais. O Espírito Santo tem muito isso, faz esse encontro de vertentes musicais, desenvolvendo certa originalidade com essa junção de vertentes. Vai ter essa pluralidade musical, esse impacto musical por meio da batida do rap, da letra, um show com interpretação com uma entrega e também com a musicalidade de outras vertentes que influenciam muito dentro do meu trabalho. E como é a primeira vez que vou estar no Espírito Santo, não posso deixar de cantar os clássicos da minha trajetória que me trouxe até aqui, como Castelo de Madeira, Brinquedo Assassino, Sopra Lobo Mau, Farsa por Amor, entre outros clássicos que eu faço questão de manter no meu repertório, porque eu entendo que a geração que consome o rap vai se renovando, e nós precisamos acompanhar essa renovação sem perder a nossa essência. Estou muito feliz e tenho certeza que vou voltar com minha bagagem muito mais enriquecida musicalmente e artisticamente. Quero aprender muito com os artistas locais, existe já planejamento de desenvolver uma música juntos, eu e vários artista do Espírito Santo já estamos trabalhando nisso e muito em breve público vai poder conferir essa música, num encontro de culturas, gerações, provocações, sem esquecer o lado de entretenimento que o rap precisa ter. Já que a música que vem para o povo de periferia precisa também tentar entreter nosso povo, amenizar o sofrimento do dia a dia, para que possa ter uma fuga momentânea do caos do nosso cotidiano e nessa fuga ele possa se alimentar de conhecimento, para quando voltar para esse lado de cá, estar mais forte, ter uma armadura que possa o fortalecer. Qual a importância de eventos como o Sarau Mandela, ao reunir diversos artistas de cena em espaços de periferia? A importância dos saraus na história do rap e hip hop é algo a ser estudado. A cena de saraus teve um boom num momento em que o rap nacional estava meio esfriando,

16/12/2021 / 0 Comments
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Um novo presidente no Tribunal

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Há uma grande curiosidade, dentre os advogados, de como será a administração de Fabio Clem Há uma grande curiosidade, dentre os advogados, de como será a administração do novo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Fabio Clem de Oliveira, principalmente porque o TJES está no radar. Melhor não esquecer que o Tribunal de Justiça viveu turbulências neste ano, inclusive com prisão de dois juízes e afastamento de um desembargador. Aliás, de forma imponderável, isso faz lembrar, lamentavelmente, episódios da já famosa “Operação Naufrágio”, em 2008, que atingiu frontalmente o Tribunal. Atualizando. Nos últimos anos, o TJES se defrontou com a OAB, principalmente em face da fusão de comarcas no interior. Outro fato que merece atenção é que o desembargador Fabio Clem assume em meio à seleção do desembargador representante do Quinto Constitucional, isto é, caberá ao Tribunal optar na lista tríplice, dentre seis nomes, ungidos em eleição pelos próprios advogados. É preciso que se diga. O presidente Fabio Clem, na a visão dos advogados, é um desembargador minucioso, reconhecido por seus votos equilibrados, sensatos, meticulosos e muito bem elaborados. E extremamente afável no trato. O que se pode esperar de seu mandato? O professor Mário Henrique Simonsen ensinava: se for bem enunciado, o problema mais difícil do mundo um dia será resolvido. Mal enunciado, o problema mais fácil do mundo jamais será resolvido. Aquilo que deflui de seus votos, de suas decisões, de seu comportamento de inegável sensatez e ponderação é que os temas serão bem enunciados, numa dialética simples e judiciosa. É o que pensa, por exemplo, o presidente da OAB, recentemente reeleito, José Carlos Rizk Filho. “O diálogo com o presidente é de alto nível e tenho certeza que será de entendimento da discussão de nossos maiores problemas”. Claro que entre esses problemas ainda perdura a fusão das comarcas. Como ensinou Barbosa Moreira, temos sérios problemas a enfrentar que, queira ou não, refletem no Poder Judiciário. E não se poderá se eximir disso. Como é o da distribuição de rendas. Os recentes candidatos a desembargador, na peregrinação em cada escritório, tiveram oportunidade de trazer os temas para discussão. Mas não seria o único objeto a ser discutido. Exatamente porque dos valores que se proclamam há de estar impregnada, seja no advogado ou no julgador, não só a inteligência, senão também e sobretudo, a vivência. Viver a ética; viver o direito; viver eticamente o direito – eis o desafio que se está lançando. O padrão clássico de referência, chamou atenção o velho mestre Barbosa Moreira, nas matérias, sempre foi, em não em poucas áreas continua ser, o do vínculo entre credor e devedor. O momento exige que advogado e julgador possam se unir nesse desiderato. Afinal, como observa o ministro Luís Roberto Barroso, em nome de um adequado protagonismo do Judiciário, “não podemos permitir a destruição das instituições para encobrir o fracasso econômico, social e moral que estamos vivendo. A democracia tem lugar para conservadores, liberais e progressistas”. Essa visão, por certo une advogados, o Poder Judiciário e a população.

16/12/2021 / 0 Comments
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Filiação de Contarato ao PT terá evento com a presença do ex-presidente Lula

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Para Jackeline Rocha, presidente do PT-ES, o partido vai demonstrar uma alternativa em sintonia com a sociedade O PT no Espírito Santo fará um grande evento para formalizar a filiação do senador Fabiano Contarato, por ele anunciada nessa segunda-feira (13), e que terá participação do ex-presidente Lula, líder nas pesquisas eleitorais para presidente da República, e outros dirigentes do partido, que já consideram o senador como pré-candidato ao governo do Estado em 2022. A data está na dependência da agenda do ex-presidente, mas deverá ocorrer o mais breve possível, como diz Jackeline Rocha, presidente da executiva estadual. Neste sábado (18), o PT realiza um “esquenta” para esse grande evento, com a posse dos novos coordenadores de secretarias setoriais, com a participação do seu mais novo filiado. A festa será realizada a partir das 9 horas, no Espaço Vitória, em Itararé, tendo como atrações o memorial da verdade, acolhimento de novos filiados e apresentações culturais. A presidente do partido informa que o senador Fabiano Contarato deverá participar como “gente nossa”, sem, no entanto, haver a apresentação formal, que será a oportunidade de dar a arrancada, mostrando à “sociedade capixaba a alternativa contra o obscurantismo desse tempo”. “A festa deste sábado, que já estava programada, é mais uma abertura para a militância, um esquenta para motivar ainda mais a sintonia existente”, comenta Jackeline, que aponta para a articulação que envolve a cúpula do PT e de outros partidos, inclusive o PSB, liderado no Espírito Santo pelo governador Renato Casagrande, que se opõe ao alinhamento do seu partido ao ex-presidente Lula. A presidente do PT aponta que a Nacional do PSB e a bancada do partido têm demonstrado sintonia com uma agenda da esquerda, na qual o ex-presidente Lula é líder, com grande vantagem sobre os demais, seguido por Jair Bolsonaro, bem atrás, e mais distanciados ainda, com apenas cinco e seis pontos percentuais, o ex-juiz parcial Sergio Moro (Podemos) e Ciro Gomes (PDT). “Teremos um palanque para o presidente Lula no Espírito Santo”, garante Jackeline, para quem a “agenda do PT não é a mesma do governador”. A dirigente ressalta que o partido tem bons nomes para entrar na disputa de 2022. “A partir do momento em que o PT acertou uma relação de confiança, é natural que os nomes comecem a pontuar nas pesquisas”, comenta, referindo-se à importância da filiação de Fabiano Contarato, que altera o cenário político do Estado, ao colocar entre os concorrentes ao governo uma liderança com elevada densidade eleitoral. Setoriais Neste sábado, a posse dos coordenadores das secretarias setoriais do PT representa “uma arrancada à participação popular em todas as esferas”, por meio de uma escolha feita a cada quatro anos. Os novos coordenadores, eleitos para um mandato até 2025, são os seguintes: Agrário, Sebastião Erculino Custodio; Ciência e Tecnologia, Brenda Lau; Combate ao Racismo, Luiz Carlos Silva Santos; Comunitário, Mariana Oliveira Alves; Cultura, Valdir Catiglioni Filho; Direitos Humanos, Perly Cipriano; Economia Solidária, Otoniel Barcelos de Aquino; educação, Sumika Soares de Freitas; Energia e Recursos minerais,, Eneas Zanelato Carvalho; LGBT, Gean Carlos Nunes de Jesus; Meio Ambiente, Jonas Lube Gera; Mulheres, Fernanda Maria Souza; Saúde, Elbia Miguel Alves; Segurança Pública, Inês Simon Ferreira: Sindical, Evani dos Santos Reis; Transportes, Fischer Marcelo Moreira dos Santos; Juventude, Ivo Lopes.

15/12/2021 / 1 Comment
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Morre o ator e naturalista Marco Ortiz

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Figura conhecida de muitos capixabas, ele teve longa atuação em defesa da cultura, da ecologia e da alimentação saudável Leonardo Sá Faleceu nesta quarta-feira (15), aos 71 anos, Marco Ortiz, conhecido por sua atuação em defesa da cultura e do meio ambiente. Médico naturalista e fundador do restaurante natural Sol da Terra, empresa familiar criada em 1980, ele se destacou como um dos pioneiros na defesa da alimentação orgânica no Espírito Santo.  Segundo a família, a causa da morte foi uma pneumonia agravada pelas sequelas de Covid-19, que o médico e empresário havia contraído meses atrás. O velório acontecerá nesta quinta-feira (16) no Cemitério Parque da Paz, em Ponta da Fruta, Vila Velha. O governador Renato Casagrande manifestou publicamente seu pesar. Em publicação nas redes sociais, o líder do executivo capixaba disse: “Ele nos deixa um grande exemplo como médico, artista e um militante do meio ambiente e da alimentação saudável. Que Deus conforte o coração de seus familiares e amigos”, desejou. O secretário estadual de Cultura, Fabricio Noronha, chamou Ortiz de “grande mestre que nos ensinou tantas coisas”, citando sua atuação em diversas áreas. “Um ‘brother’ que cruzou tantas vezes a minha trajetória como artista, produtor e cliente habitual de seu restaurante-experiência. Um abraço apertado à toda a querida família Ortiz, que tem como legado um tanto de coisa linda que Marco plantou nesse mundo”, afirmou em suas redes. Em sua atuação artística, Ortiz foi ator, além de idealizador e diretor do Auto de Pedro Palácios, encenação ao ar livre que conta a história do Espírito Santo, tradicionalmente apresentada na Prainha de Vila Velha desde os anos 80. Também atuou como membro do Conselho Estadual de Cultura, tendo lutado, entre outras coisas, contra a demolição de galpões do Porto de Vitória, de grande valor histórico e arquitetônico e hoje em processo de tombamento. Na área da ecologia, ele também se posicionou diversas vezes contra empreendimentos poluidores e de grande impacto socioambiental, além da defesa de uma agricultura e alimentação livre de agrotóxicos. Tornou-se naturalista em 1973, após ler o livro Macrobiótica Zen, de George Ohsawa, e fundou anos depois a Cooperativa Naturalista do Espírito Santo. Leonardo Sá Após iniciar seu restaurante em 1980 em Vila Velha, Marco e sua família mudaram o empreendimento para uma casa na Rua Barão de Monjardim, no Centro de Vitória em 1986. Porém, em 2013, após fortes chuvas, o local que abrigada o Sol da Terra, que havia virado um ponto muito valorizado pelos amantes da culinária natural e recebido inclusive clientes famosos, acabou sendo interditado por conta de um deslizamento. Na época, apesar da grande perda em termos afetivos e financeiros por conta do local, ganhou destaque a atitude serena com que Marco enfrentou o desastre, agradecendo por ele e sua família não terem sofrido danos físicos. Recebendo solidariedade de amigos, a família se reergueu e reinaugurou no ano seguinte o Sol da Terra no Hortomercado, na Enseada do Suá, onde apesar da mudança significativa do ambiente, mantiveram o estilo culinário e o sucesso comercial, cativando clientes fiéis. 

15/12/2021 / 2 Comments
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​Religiões de matriz africana protestam contra o racismo na Câmara de Vitória

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Após o ato, foi feita solicitação coletiva de representação criminal por racismo ao MPF contra o vereador Gilvan da Federal  Os tambores ecoaram em frente à Câmara de Vitória na manhã desta quarta-feira (15), em um ato realizado por integrantes de religiões de matriz africana. Eles protestaram contra o racismo religioso cometido pelo vereador Gilvan da Federal (Patri) na sessão ordinária de 29 de novembro. Após a manifestação, foi feita uma solicitação coletiva de representação criminal por racismo ao Ministério Público Federal (MPF).Devido à sessão em homenagem ao Dia da Consciência Negra, realizada em 26 de novembro e proposta pela vereadora Karla Coser (PT), Gilvan subiu na tribuna da Câmara no dia 29 mostrando detergente e bucha, que, segundo ele, seriam utilizados “para limpar a mesa e pedir orações a Deus para nos livrar de todo o mal”, referindo-se à benção feita por mães de santo no plenário da Câmara durante a sessão solene. Leonardo Sá A coordenadora do Movimento de Juventude de Terreiro, Ana Karolina da Fonseca Oliveira, afirma que, ao agredir as mães de santo, o vereador agrediu também as mulheres e negros. “Ele está usando o poder público para ofender as mulheres, os povos tradicionais, os negros. O vereador mexeu com todos os povos tradicionais do Espírito Santo. Ele quer dizer o que com a bucha e o detergente? Ele quer lavar a cor de todo mundo? Negros têm que rasgar a pele para ser da cor dele?”, questiona. O secretário geral da Federação de Cultura e Povos Tradicionais de Matriz Africana/Clã Omorodés, Ogã Marcos de Odé, destacou que quando se é mulher, LGBT, preto e periférico, a discriminação é muito grande, “principalmente quando tem os bolsominions, negacionistas, machistas, que junta tudo e vira uns monstros dentro das Casas de Leis”. O ogã acredita ainda que a agressão a esses grupos demonstra medo por parte de quem agride. “Eles têm medo dos povos tradicionais, medo das mulheres no poder. Aí, o que fazem? Agridem para abaixar a autoestima desse povo para que ele saia”, diz, salientando ainda a existência do preconceito linguístico. Leonardo Sá “Quando as mães cantaram Oní Sáà wúre na sessão, estavam dizendo ‘que Oxalá abençoe seus filhos, que Oxalá dê forças’, ela não fez nada além de pedir bênçãos para essa Casa de Leis, e vem um e diz que aquilo é satanismo. Se a nossa religião falasse alemão ou qualquer língua que não fosse de preto, estaria tranquilo”, denuncia. Pai Leandro de Oxaguiã questiona a fala de Gilvan da Federal na sessão do dia 29 de novembro, quando o vereador disse que havia “lugar apropriado para fazer macumba”. Pai Leandro recorda que no Plenário da Casa de Leis tem um crucifixo, uma bíblia, e que trechos desse livro são lidos durante as sessões. “Como não é espaço para a gente? A gente carrega nas costas a culinária, artesanatos tradicionais, como as paneleiras, casacas, tambores”, pontua. Durante o ato, os manifestantes também demonstraram solidariedade à vereadora Camila Valadão (Psol), que se juntou ao grupo após o encerramento da sessão. “Pode contar conosco para o que der e vier”, disse Ogã Marcos de Odé, referindo-se às agressões sofridas em seu exercício parlamentar por Camila e Karla Coser, que não pôde comparecer por estar de atestado médico. Leonardo Sá Camila classificou o protesto como um “ato de grandeza, uma prova de que os povos tradicionais não vão se calar, de que não têm medo”. Também colocou seu mandato “à disposição para todas alternativas de resistência, de enfrentamento a esse projeto político que quer nosso aniquilamento”. Durante a sessão, a vereadora também se pronunciou saudando os integrantes de religiões de matriz africana que se encontravam no Plenário “para exigir e cobrar respeito, dizer que existem e querem ser respeitados na forma como professam sua fé”. Camila classificou o comportamento de Gilvan como um ato de racismo religioso ao associar essas crenças ao satanismo e recordou que ela mesma foi chamada de satanista pelo parlamentar. “Intolerância e racismo religioso não passarão sem o nosso protesto”, destacou. Gilvan falou que chamou Camila de satanista por, segundo ele, a vereadora defender o aborto, além de repetir algumas afirmações feitas no dia 29. “Todo meu respeito às pessoas de religiões afrodescendentes. O que eu disse é que, como cristão, não gostei de terem jogado coisas na minha mesa e ia limpar”, ratificando que “há lugar apropriado para isso”. Embora tenha dito que respeita as religiões de matriz africana, ao sair da Câmara e encontrar os manifestantes na porta, Gilvan mostrou a eles a bíblia. Leonardo Sá Representação criminal Após a manifestação, foi feita solicitação coletiva de representação criminal por racismo ao Ministério Público Federal (MPF), assinada por 114 organizações. Segundo o documento, durante  a sessão do dia 29, “o vereador tomou uma posição racista, desrespeitosa a religião de outrem”, além de ferir o estado laico, mostrando a bíblia dizendo ser a sua arma”. Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Leonardo Sá Na denúncia, os manifestantes se baseiam em leis e tratados internacionais como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Convenção Internacional Sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial e a lei orgânica municipal. O documento mostra ainda a insatisfação com o “comportamento omisso do presidente da Casa de Leis, Davi Esmael [PSD]”, pedindo providencias judiciais também em relação a ele. Nessa segunda-feira (13), Karla Coser, com o apoio de 108 organizações, protocolou no Ministério Público do Espírito Santo (MPES) uma notícia de fato criminoso em face de Gilvan pelo ato de racismo religioso. Divulgação Na notícia de fato criminoso, Karla Coser e as organizações afirmam que o vereador “excede o mero descontentamento pessoal, estando alocado já na seara do discurso de ódio”, além de salientar “o escárnio, a intolerância, o deboche, a chacota e a intenção de marginalizar os grupos que professam cultos religiosos de matriz africana, como Umbanda e Candomblé, reduzidos de maneira ofensiva pelo vereador, como ‘macumba’ e ‘essa coisa ruim”. Acrescentam ainda que “há enorme desrespeito e acinte ao subir à tribuna da Casa de Leis munido de esponja e desinfetante, simbolizando a necessidade de uma

15/12/2021 / 1 Comment
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Moradores de Flexal II realizam ato para cobrar reforma e reabertura de PA

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Pronto Atendimento em Cariacica foi fechado há um mês, com previsão de reabertura em janeiro, mas obras não começaram  Após um mês do fechamento do Pronto Atendimento (PA) Abelar Corrêa Neto, em Flexal II, Cariacica, os moradores convocam um ato neste domingo (19), para reivindicar o início das obras, tornando possível a reabertura do equipamento em janeiro, conforme compromisso estabelecido pela gestão de Euclério Sampaio (DEM). O PA foi fechado em 12 de novembro por problemas na fiação elétrica. Na ocasião, a Prefeitura de Cariacica se comprometeu em reabrir o espaço dentro de 60 dias. Ailton Pereira Com a paralisação dos serviços prestados pelo PA, os atendimentos de urgência e emergência estão sendo realizados nos PAs do Trevo de Alto Lage, de Bela Vista e Nova Rosa da Penha I. O presidente da Associação de Moradores de Flexal II, Bruno Pereira Pimentel, relata que a situação vem trazendo transtornos, como a sobrecarga no atendimento no PA do Trevo. “Está lotado, superlotado”, ressaltou, exemplificando que nessa segunda-feira (13) ele chegou no local às 16h e somente foi atendido por volta das 21h. Bruno afirma ainda que o PA de Nova Rosa da Penha não funciona à noite, sendo o de Flexal o mais próximo, só que fechado, os moradores desse bairro acabam indo para o PA do Trevo quando precisam de atendimento nesse turno. “Estamos preocupados. Muita gente depende do PA de Flexal, que, inclusive, ajuda a desafogar o PA do Trevo”, diz. O PA de Flexal foi inaugurado há cerca de um ano. Quando foi fechado, a gestão de Euclério Sampaio afirmou que seria algo provisório, “para adequações em suas instalações elétricas, em cumprimento à determinação de interdição feita pela Polícia Civil no âmbito das investigações da Operação Elétron”. Parecer emitido pela PC aponta que, durante a perícia no imóvel, foram identificados “fios da marca Luzzano, instalados pela empreiteira Engma, fato acompanhado por representantes da empreiteira Engma e da PMC [Prefeitura Municipal de Cariacica], em diligência realizada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor e Comissão de Defesa do Consumidor, presidida pessoalmente pelo Ilmo Deputado Vandinho Leite [PSDB], sendo amostras recolhidas e analisadas”. O documento destaca ainda que o laudo do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), feito em conjunto com a Polícia Civil, “apontou irregularidades na fabricação da fiação recolhida, e que a instalação dos fios elétricos da Luzzano na UPA de Flexal pode gerar o aumento do consumo de energia elétrica e risco de incêndio no local”. A Unidade Básica de Saúde (UBS) Padre Gabriel Maire, instalada no mesmo imóvel, passou a funcionar temporariamente em um espaço cedido pela igreja Presbiteriana. Tanto o PA quanto a UBS foram inaugurados em dezembro de 2020. O projeto foi feito no final da gestão do ex-prefeito Helder Salomão (PT). No primeiro mandato de Geraldo Luzia de Oliveira Júnior (Cidadania), o Juninho, chegou verba federal e o equipamento foi construído, porém, inaugurado somente no final do segundo mandato. Antes mesmo do problema na fiação, o PA correu o risco de ser fechado. O líder comunitário e assistente social Ailton Pereira relata que, em reunião com a comunidade, a gestão municipal alertou sobre essa possibilidade diante do alto custo do equipamento, que não tem a procura que deveria ter um equipamento de grande porte. Porém, os moradores apontaram algumas alternativas, como a redução no número de funcionários depois das 22h, quando a demanda é menor, e a busca por emendas estaduais e federais. Bruno destaca ainda a proposta de divulgar o PA para que as pessoas tenham conhecimento de sua existência. Uma das sugestões dadas pelos moradores para isso é a divulgação do equipamento por meio de cartazes dentro dos ônibus do Sistema Transcol. Eles também propõem a criação de uma rotatória na rodovia José Sete para facilitar o acesso de pessoas de alguns bairros a Flexal II, como Porto Belo, Santa Luzia, Morrinhos, Cariacica Sede, Antônio Ferreira Borges e Prolar, desafogando o PA do Trevo.  O presidente da Associação de Moradores de Flexal II afirma que a comunidade não admite o fechamento. “A gente brigou, lutou para ter o PA, e quer uma solução. Se houver vontade política, dá para manter o PA aqui sim”, diz, destacando que há especulações de que o equipamento será fechado e haverá uma nova construção em outra comunidade. “Aqui foram utilizados R$ 4 milhões para a construção. Para que gastar em outro lugar se aqui já está pronto? Tem que fazer de tudo para ele dar certo aqui”, defende. Pronto Atendimento de Flexal II é fechado por problemas na fiação elétrica Moradores terão que buscar atendimento em Trevo de Alto Lage, Bela Vista e Nova Rosa da Penha I https://www.seculodiario.com.br/saude/pronto-atendimento-de-flexal-ii-e-fechado-por-problemas-na-fiacao-eletrica

15/12/2021 / 0 Comments
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Em votação acirrada, Ales aprova transparência aos dados ambientais

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Erick Musso desempatou o placar nesta quarta-feira e decidiu pelo acolhimento da proposta de Majeski Em votação acirrada, a Assembleia Legislativa aprovou, na sessão desta quarta-feira (15), o Projeto de Lei (PL) 676/2019, que determina mais transparência aos dados ambientais do Estado. De autoria do deputado Sergio Majeski (PSB), a proposta obriga o governo a divulgar informações no Portal da Transparência. A votação da matéria empatou em 12 a 12. O presidente da Casa, Erick Musso (Republicanos), deu o “voto de minerva” e acolheu o projeto de Majeski, que segue para posicionamento do Executivo. A medida elenca 47 itens que devem ganhar publicidade mediante força de lei, como informações sobre áreas embargadas, arrecadação de multas, assentamento de reforma agrária, conflitos fundiários, degradação e desmatamento, terras devolutas, terras indígenas e quilombolas, além de unidades de conservação. O projeto foi inspirado no Ranking de Transparência Ambiental do Ministério Público Federal (MPF), lançado em 2018 e de caráter recomendatório. A proposta de Majeki já contava com parecer favorável das comissões de Justiça e Meio Ambiente. Antes da votação pelo Plenário, o relator no colegiado de Finanças, Freitas (PSB), proferiu parecer pela rejeição, alegando que o projeto poderia causar impacto financeiro. “Será preciso contratar pessoal e tecnologia para conseguir cumprir o objetivo. Do ponto de vista das finanças, o projeto traz despesa e onera o Estado”, defendeu. O autor, Majeski rebateu a argumentação: “Esse projeto não gera despesa alguma. Todas as agências do governo já têm por obrigação fazer algum tipo de transparência. É só uma questão de passar os dados para o Portal da Transparência”, apontou. Na Comissão de Finanças, todos acompanharam o parecer do relator: Dary Pagung (PSB), Adilson Espindula (PTB), Alexandre Xambinho (PL), Dr. Emílio Mameri (PSDB), Dr. Rafael Favatto (Patri) e Marcos Madureira (Patri). Entretanto, houve empate na votação nominal realizada por todos os deputados. O voto de desempate foi proferido pelo presidente: “Vou decidir a favor da transparência”, afirmou Musso. Votaram pela aprovação Adilson Espindula (PTB), Carlos Von (Avante), Capitão Assumção (Patri), Alexandre Xambinho (PL), Delegado Danilo Bahiense (sem partido), Doutor Hércules (MDB), Dr. Rafael Favatto (Patri), Iriny Lopes (PT), Janete de Sá (PMN), Sergio Majeski (PSB), Theodorico Ferraço (DEM) e Torino Marques (PSL). Já os deputados que se posicionaram pela rejeição foram Bruno Lamas (PSB), Coronel Alexandre Quintino (PSL), Dary Pagung (PSB), Dr. Emílio Mameri (PSDB), Freitas (PSB), Hudson Leal (Republicanos), Luciano Machado (PV), Marcos Garcia (PV), Marcos Madureira (Patri), Pr. Marcos Mansur (PSDB), Raquel Lessa (Pros) e Vandinho Leite (PSDB).

15/12/2021 / 0 Comments
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