Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

Dear Mud…

Sem categoria

Tenho a honra de ser a fiel depositária de uma coleção de cartas datadas de 1918 Tenho a honra de ser a fiel depositária de uma coleção de cartas datadas de 1918 – coincidentemente, o ano em que minha mãe nasceu. Todas começam com essa singela saudação: Dear Mud, e fico imaginando quem seria essa ou esse Mud que as recebeu e preservou para a posteridade. Como essas singelas cartas entre familiares resistiram ao corrosivo passar do tempo, jamais saberemos. Todas assinadas por Frank, estacionado em uma base aérea naval americana na US Naval Air Station, Ilha Whiddy, Irlanda. * Primeira Grande Guerra. No papel encardido, a tinta se mantém clara, a letra precisa. O cotidiano de uma base militar, mesmo naqueles idos, talvez não mereça atenção especial, a não ser por uma delas: Frank e quatro colegas deixam a base para um fim de semana que supunham ser maravilhoso. Em Cork, a cidade mais próxima, depois Dublin, onde assistiram a um incrível show de vaudeville no Hippydrome. Às sete da manhã do dia seguinte eles embarcaram de volta para Cork, no navio dos correios. * Frank: Estávamos perto da amurada olhando as águas tranquilas quando fomos atingidos sem aviso: um ataque submarino era a última coisa que passaria por nossas mentes. O primeiro torpedo perdeu o alvo; o segundo atingiu o bombordo; o terceiro afundou o navio. Se os torpedos não tivessem explodido o navio, todos teriam afundado com a sucção. Os passageiros estavam apavorados, principalmente os soldados do exército: eram 300, o maior bando de covardes que já vi – não deram preferência às mulheres e crianças nos barcos salva-vidas e pulavam neles antes que chegassem na água. Os gritos eram terríveis, e muitas pessoas morreram diante dos meus olhos. * Os sobreviventes nadavam em águas turbulentas, agarrando-se aos botes salva-vidas e aos destroços. Muitas mulheres e crianças estavam calmas e algumas se aproximavam de nós pedindo, “Marinheiros yankees, nos salvem.” Consegui entrar em um raft, que virou com o excesso de gente. Consegui pegar outro, mas virou também – afundei e pensei que nunca voltaria à tona. * Uma mulher se pendurou no meu pescoço, e tive a ideia de me agarrar a um dos destroços flutuando nas ondas. Ficamos umas três horas nas águas geladas, com os corpos de soldados e peixes mortos batendo em nós a cada onda. Dos 20 soldados americanos, apenas sete sobreviveram. A mulher estava em péssimas condições e foi levada para o hospital. * Achado no Google: O ataque ao navio dos correios RMS Leinster por um submarino alemão resultou na maior perda de vidas em mares irlandeses e o pior acidente ocorrido com um navio irlandês. O ataque matou 585 pessoas e prejudicou os acordos de paz na primeira guerra. Mesmo assim, poucos irlandeses já ouviram falar nessa tragédia. Nove dias depois do ataque, o navio alemão se perdeu em águas minadas e afundou, matando toda a tripulação.

04/12/2021 / 0 Comments
read more
IdalecioCarone_BrunoLourenco_arquivopessoal.jpg

Ex-emedebistas formam bloco conservador para disputar em 2022

Sem categoria

Idalécio Carone (Brasil 35), pré-candidato ao Senado, e Bruno Lourenço, do PTB, buscam a formação de alianças Arquivo Pessoal Mais uma corrente conservadora, formada por ex-integrantes do MDB no Espírito Santo, que deixaram o partido por conta da crise interna entre os ex-deputados federais Lelo Coimbra e Marcelino Fraga, articula candidaturas às eleições de 2022. A movimentação pode ser uma das bases de apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), apesar da negativa do empresário Idalécio Carone Filho, pré-candidato ao Senado pela legenda Brasil 35, uma das lideranças do grupo. Ele cita o ex-deputado federal Marcelino Fraga, que concorrerá a uma vaga na Assembleia Legislativa, e o advogado Sebastião Pelaes, ambos ex-membros do MDB. Fraga foi expulso do partido em meio à crise com Lelo, que depois perdeu o controle do partido para a senadora Rose de Freitas, atual presidente da Executiva no Estado. Já Pelaes era advogado do partido. O grupo busca apoio de correntes bolsonaristas e, na semana passada, Carone esteve com o presidente do PTB no Estado, o também empresário Bruno Lourenço. Uma das lideranças desse partido é o Tenente Assis, pré-candidato a deputado federal, que pretende ter como filiado à sigla o ex-deputado federal Carlos Manato, pré-candidato ao governo na linha bolsonarista, ainda sem partido para concorrer em 2022. O empresário desconversa sobre detalhes em torno de apoios políticos e diz que essa questão somente será definida em março. Ele cita a formação das federações partidárias, mas enfatiza que está preparado para “enfrentar” os que se apresentam como candidatos, destacando o ex-senador Magno Malta, presidente do PL no Espírito Santo. “Enfrento Magno Malta tanto respeitosamente quanto desrespeitosamente, ele sabe o que tem para trás”, diz, evitando entrar em detalhes, pois “não é o momento correto”, enfatiza. Ambos mantiveram uma relação de amizade, segundo pessoas próximas. Idalécio Carone acrescenta que já coloca seu nome como pré-candidato em visitas que vem realizando aos municípios. “Sou ligado a amigos do presidente, organizei o evento em Vitória quando ele pretendia criar o Aliança Brasil; gosto dele, mas não gosto do seu ministro da Economia, o Guedes [Paulo]”, disse Carone. O empresário destaca que o bloco, de perfil conservador, ainda está na fase de formação, embora já tenha nomes definidos para a disputa. A pré-candidatura ao Senado de Idalécio Carone Filho teve aprovação da Executiva Nacional em agosto deste ano, quando a sigla se chamava Partido da Mulher Brasileira (PMB), agora Brasil 35. O partido foi formado por bolsonaristas, na movimentação para atrair o presidente, então sem partido, que, nesta semana, se filiou ao PL, comandado no Estado por Magno, agora oponente de Carone.

04/12/2021 / 0 Comments
read more
brunolamas_dois_tatibeling_ales.jpg

Debate na Assembleia reforça PEC sobre vínculos de trabalho de pedagogos

Sem categoria

Alteração da Constituição, proposta por Bruno Lamas, permitirá aos profissionais dois vínculos empregatícios Uma audiência pública no próximo dia 14, às 9 horas, no Plenário da Assembleia Legislativa, irá reforçar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos Pedagogos, que garante aos profissionais o direito de ter dois vínculos de trabalho remunerados na rede pública, assim como já ocorre com os professores. A decisão de realizar o debate foi aprovada pela Comissão de Educação no último dia 22, com os votos favoráveis dos membros do colegiado, Dary Pagung e Sergio Majeski, ambos do PSB, Alexandre Quintino (PSL) e Bruno Lamas (PSB), autor da proposta. “A proibição é uma injustiça enorme. Ao mudar a Constituição, queremos melhorar a remuneração e ampliar as condições de trabalho dos profissionais”, diz Bruno Lamas, que também é presidente da Comissão de Educação. O parlamentar garante que estão sendo tomadas todas as providências para que se possa votar a PEC com segurança jurídica. “Faremos uma audiência, que deverá ser de forma conjunta com as comissões de Justiça e Finanças, para tratar da tramitação da PEC dos Pedagogos. Queremos dar total transparência. É uma PEC que já tramita na Assembleia Legislativa para corrigir uma injustiça com os profissionais, que são proibidos de ocupar duas cadeiras”, explica Bruno. Ele lembra que algumas iniciativas foram tomadas, com conversas prévias com a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) e reunião no próprio legislativo estadual com a Procuradoria Geral do Estado (PGE). O deputado reforça que o intuito é dar voz aos interessados e trazer a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) para a discussão. “Uma audiência em conjunto, inclusive contando com as participações da Sedu, da PGE e da Seger, é fundamental para o andamento, segurança jurídica e sucesso da proposta”, ressaltou. Lamas acredita que, alterando a Constituição Estadual, o problema será resolvido. “A audiência será importante para o convencimento dos demais deputados e da sociedade civil organizada”, acrescentou. O deputado fez um pedido no último dia 17, quando a PEC começou a tramitar no legislativo estadual, de adesão coletiva de pedagogos, professores, comunidade escolar, servidores públicos e sindicatos, num movimento para aprovar a proposta com celeridade na Casa, o que poderia ocorrer antes do recesso parlamentar, previsto para o próximo dia 22. São necessários 20 votos para PEC ser aprovada. “Ao passar no concurso do Estado e, também, na prefeitura, o profissional tem de pedir exoneração de um ou de outro cargo, mesmo tendo carga horária disponível”, apontou.  Segundo Bruno, que já conta com o apoio de outros nove parlamentares e chegou a se reunir com a categoria, caso a proposta seja aprovada, haverá melhoria na remuneração do profissional. Ele também lembra que a mesma mudança já ocorreu em outros estados da federação, como Rio de Janeiro e Paraná, sem contestação jurídica. Ele lembra, ainda, que no Congresso Nacional também já tramita uma PEC nesse sentido, mas frisa que a sua tramitação é morosa, daí a necessidade de buscar uma solução no âmbito estadual.

04/12/2021 / 2 Comments
read more

O silêncio e a subserviência

Sem categoria

Os maiores parceiros da corrupção Quando Michel Foucault, filósofo francês que viveu entre 1926 e 1984, penetrou o universo do cárcere, descortinou toda a insuficiência das leis e regulamentações que chegaram com os ventos da modernidade. Entendeu que toda a modernização da visão de encarceramento, que a partir dali deixava de ser punição e vingança para se tornar um processo de reeducação dos transviados da moral social, se perde no silenciamento, protegido pelas quatro paredes do cárcere. Essa “liberdade”, de adaptar as práticas à legislação, distancia cada vez mais o mundo legal do mundo real, ou seja, corrompe o funcionamento estabelecendo uma “norma” clandestina, que substitui a lei, sem revelar suas inconsistências, se for o caso, ao legislador, em nosso caso um poder da República. Isso traz um grande prejuízo à sociedade, uma vez que estabelece uma prática regulada, à revelia daquela que foi exaustivamente pensada, discutida, avaliada, negociada e, por fim, aprovada como ideal, possível ou devida. O serviço público executivo, coordenado pelos governos, deveria ser somente um instrumento de articulação da burocracia no Estado, mas as pessoas que o compõem, desde os autos escalões até aqueles mais próximos ao chão do mundo, invariavelmente “estabelecem” rotinas, vinculadas às suas interpretações das leis e da forma de funcionamento da máquina pública. Essas rotinas perduram e se tornam heranças que passam de servidor a servidor, muitas vezes por um comportamento automatizado. Ao final da década de 1980, no florescimento da democracia, logo após a constituinte, participei de uma administração pública em que o chefe de governo estabeleceu um prêmio aos servidores que derrubassem todo “não pode” estabelecido. A experiência foi fantástica, muitas dessas negativas faziam parte de uma herança recebida de servidores mais antigos e praticadas por todos, sem uma verificação de seus valores, inclusive legais. Esses ajeitamentos ocorrem, comumente na sociedade e no serviço público, contudo, no cárcere, chega a tomar sentido de selvageria humana, uma vez que se trata da vida de pessoas que estão subjugadas ao Estado, mas que percebem suas vidas, efetivamente, nas mãos de outras pessoas. Essas outras se sentem soberanas em suas atitudes e estão sempre protegidas “no silêncio das quatro paredes” citado por Foucault. Essa postura, que resisto a enxergar como cultural, traz um enorme prejuízo para toda a sociedade, por que todo o avanço que o conhecimento e acúmulo de discussão – nos fóruns de pessoas voltadas ao entendimento das questões concernentes ao trato público – se perde na prática do chão do mundo, passamos a viver duas realidades, uma legal e outra real, como se não houvesse conflito e, assim, impossibilitando tanto a adequação da legislação, se necessária, quanto sua efetiva aplicação, se apropriada. Também não posso deixar de ressaltar a deterioração da função educativa do Estado com seu cidadão e, fundamentalmente, com aquele que foi encarcerado por agir em desacordo com a lei. Afinal, se o Estado, por meio de seus representantes, descumpre a lei, transparece a ele como corrupção e hipocrisia, o Estado como instituição, lhe cobrar o cumprimento. Problemas dessa magnitude, envolvendo vidas, definindo subjetividades, estabelecendo ilhas de compreensão, precisam ser erradicadas de nossa cultura, para crescermos enquanto nação. Por fim, deve ser encarado como corrupção, do Estado pelo indivíduo, toda vez que este, na função pública, alterar a aplicação da lei, e cabe a toda a sociedade fiscalizar intransigentemente a corrupção.

04/12/2021 / 0 Comments
read more
interno_cesta_redessociais.jpg

Associação Gold entrega cestas básicas para familiares de presos em Viana

Sem categoria

Ações ocorrerão em dois finais de semana em penitenciária referência para pessoas LGBTQIA+ O Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade (Associação Gold) realiza, neste sábado (4), uma ação de entrega de cestas básicas para familiares de pessoas em privação de liberdade na Penitenciária de Segurança Média 2, em Viana. Inaugurada este ano, a unidade é referência à população LGBTQIA+. “Nas visitas que a Gold faz às unidades, os internos têm preocupação com familiares, porque alguns deles trabalhavam sustentando essas pessoas. Então sempre tinha essa demanda de pedir ajuda para um familiar sem condições, por isso decidimos fazer o projeto”, ressalta Deborah Sabará, coordenadora de ações e projetos da Associação Gold. Ao todo, mais de cem cestas básicas serão entregues neste sábado, domingo (5) e nos dias 11 e 12 de dezembro. A doação será feita para as famílias dos internos que têm direito à visita. Outro motivo para a realização do projeto é o contexto de vulnerabilidade social agravado pela pandemia da Covid-19. Desde o ano passado, a associação tem realizado uma série de projetos para prestar apoio a pessoas LGBTQIA+ em situação de rua, tendo distribuído mais de 10 toneladas de alimento. “Com a pandemia, a gente intensificou projetos de alimentação, como a entrega de kit lanches e cestas básicas”, acrescenta Deborah. Os projetos continuam neste fim de ano. No dia 22 de dezembro, a Gold irá realizar a terceira ceia de natal para a população em situação de rua. A edição será na Vila Rubim, em Vitória. A entidade também está recolhendo doações para a realização do evento, que podem ser enviadas via pix (27 99956-6004) ou Picpay (Associação Gold). Penitenciária referência LGBTQIA+ A Penitenciária de Segurança Média 2 (PSME2) foi inaugurada pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) em maio de 2021, com a previsão de atender pelo menos 175 pessoas já autodeclaradas LGBTQIA+ do complexo de Viana. O complexo, que antes tinha apenas uma ala específica para esse público, passou a ter uma unidade de referência para presos em regime provisório, fechado e semiaberto. Na ocasião, uma portaria publicada no Diário Oficial também definiu procedimentos para atendimento ao público LGBTQIA+ “Dentre as instruções, o documento estabelece diretrizes quanto ao direito ao tratamento isonômico às pessoas presas LGBTI+; informações sobre identidade de gênero, sobre o direito de serem tratadas pelo nome social, bem como o direito à utilização de vestuário e corte de cabelo em acordo com a identidade de gênero, além dos demais procedimentos realizados nas unidades e a capacitação de servidores em políticas públicas LGBTI+, no combate à LGBTfobia”, informou a Sejus.

04/12/2021 / 0 Comments
read more

Democracia, cidadania e a vida cotidiana

Sem categoria

Para termos vida digna e com qualidade, precisamos defender o meio ambiente Fortalecer nossa frágil democracia e exercer nossos direitos sociais, econômicos e políticos vivendo em comunidade não é tarefa fácil, é um processo de aprendizado ao longo da nossa história, individual e coletiva, em que conquistar, manter e ampliar o bem-estar pessoal e coletivo são nossas tarefas que precisam sempre caminhar juntas, com todas suas contradições, limites e potenciais. O exercício da cidadania deve expressar um conjunto de possibilidades de participar ativamente da vida de nosso povo e de seu governo, contribuindo como sujeito nas tomadas de decisões, e não sendo apenas objetos dessas decisões. Ser cidadão e sujeito de direitos é ser consciente de seus direitos à vida, à liberdade, à igualdade de oportunidades. É ser tratado com igualdade, respeitadas as diferenças entre os seres. Nos dias atuais, a cidadania pressupõe o respeito e o cumprimento, no mínimo, do que estabelece a Constituição Brasileira (CF/88) e a nossa luta pela ampliação do bem-estar individual e coletivo de nosso povo. Dentre os direitos humanos, o principal e mais importante é o direito à vida, e nossa vida com qualidade necessita de boa água e alimentação, trabalho digno, descanso e lazer, para recuperarmos nossas forças e vivermos com saúde e bem-estar. Atualmente, para termos vida digna e com qualidade, precisamos defender a preservação do meio ambiente, para que possamos usufruir de um ambiente equilibrado, que preserve a vida humana e de todos os seres que convivem conosco. A ONU reconheceu que o meio ambiente limpo, saudável e sustentável é um direito humano, um direito que garante a preservação da vida de todos os seres em nosso planeta. Essa Organização, em suas resoluções, afirma que o impacto das alterações climáticas, com a utilização insustentável dos recursos naturais de nosso planeta, a poluição do ar, do mar, dos rios e de áreas terrestres, impede que aproveitemos um ambiente saudável, seguro e sustentável. A prática poluidora impede que os seres humanos possam usufruir de um meio ambiente seguro e limpo e provocamos danos ao nosso meio ambiente que prejudicam todos os seres direta e indiretamente no seu direito fundamental, o direito à vida. Como cidadãos, temos a necessidade individual e coletiva de respeitar o meio onde vivemos, porque devemos defender um meio ambiente equilibrado e a necessidade de incluir o respeito à natureza como exigência da nossa luta cidadã na luta por direitos humanos. Conforme estabelece a nossa Constituição Federal Brasileira de 1988, em seu artigo 225, o meio ambiente é bem de uso comum, assegurando a todos o direito ao meio ambiente equilibrado, impondo também à coletividade o dever de proteger e resguardar para as presentes e futuras gerações, garantindo que um meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito de todo brasileiro. Numa sociedade democrática, a cidadania é sempre um processo permanente de construção da nossa humanidade, em que as garantias individuais e coletivas incluem o bem-estar em um ambiente equilibrado, com a manutenção e preservação de todo tipo de vida. Cada cidadão deve cuidar de seu local de moradia, de sua área de convivência, da destinação dos resíduos que produz, para não gerar insetos e outros animais inconvenientes, a nós e aos nossos vizinhos, cuidando da limpeza e da higiene como um ato de cidadania com responsabilidade, preservando a saúde pública, que também é direito de todos. Na vida coletiva, em sociedade, dividimos o nosso ambiente com outros seres humanos e com outros seres vivos, que necessitam do equilíbrio ambiental para a preservação da vida, a nossa e a deles, que se interligam no único planeta habitável que até hoje conhecemos. A cidadania democrática, como queremos e merecemos, requer algumas regras de respeito para a harmonia entre a vida na natureza e a vida em sociedade organizada, com equilíbrio e preservação da nossa morada comum, o planeta Terra. Nossa complexa e bela sociedade, para uma vivência equilibrada no respeito aos direitos individuais e coletivos, exige de nós, humanos conscientes de nossa realidade, a contribuição de cada cidadão e cidadã na preservação e o respeito à vida, em todas suas formas. Portanto, cidadania pressupõe também o dever de preservar e proteger nosso planeta com as vidas existentes nele, com um meio ambiente equilibrado, garantindo a qualidade da vida que nele existem. O sentido de cidadania varia de acordo com as necessidades da nossa sociedade, atualizadas com as lutas de cada tempo e de cada lugar, por isso, a prática da cidadania se altera com as condições de vida e as necessidades de cada povo em cada momento. Atualmente, a cidadania requer a proteção e integração do cidadão com o seu meio ambiente com a consciência, que só os humanos podem ter, de que as atitudes individuais afetam toda a população que integra nossa sociedade, além de afetar todas as formas de vida do nosso planeta terra. Os seres humanos constituem o centro das preocupações relacionadas com o desenvolvimento sustentável. Têm o direito a uma vida saudável e produtiva, em harmonia com o meio ambiente. A democracia e cidadania na nossa vida cotidiana atual exigem de nós escolhas conscientes, em que o ser humano deve ser o centro das preocupações, com a qualidade de uma vida saudável em uma sociedade sustentável e por uma cidadania consciente, com a responsabilidade de proteger o meio ambiente onde vivemos, a nossa casa, o nosso planeta mãe terra, para nós e para as futuras gerações.

03/12/2021 / 5 Comments
read more
magnomalta_4_redesociais.jpeg

Justiça do Rio condena Magno por notícias falsas sobre a chacina do Jacarezinho

Sem categoria

Ex-senador publicou nas redes sociais que a mãe de uma das vítimas tinha envolvimento com bandidos O ex-senador Magno Malta (PL) foi condenado ao pagamento de R$ 5 mil à dona de casa Adriana Santana de Araújo Rodrigues, mãe de um dos 29 mortos numa operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que ficou conhecida como Massacre do Jacarezinho. A sentença é do do 12º Juizado Especial Cível, da Comarca Regional do Meier, e envolve também o deputado federal Alberto Barros Cavalcante Neto (Republicanos/RJ), condenado a pagar a mesma quantia, por produzir e distribuir notícias falsas, as chamadas fakes news.  O Massacre do Jacarezinho ocorreu em 6 de maio de 2021 e, de acordo com o processo (0013141-10.2021.8.19.0208), já na fase do velório, em meio a choro e sofrimento, Magno Malta e Alberto Cavalcante Neto, do bloco político do presidente Jair Bolsonaro, compartilharam notícia falsa em suas redes sociais, com a publicação de foto em que afirmaram que dona Adriana estaria de posse de arma de fogo e teria envolvimento com bandidos cariocas. Ela foi alvo de diversas outras fake news por parte de bolsonaristas. “Extrai-se dos documentos de fls.31-37 e 39-41 que a pessoa que segurava a arma de fogo não era a autora [dona Adriana], sendo considerada notícia falsa. Os réus, além de não procurarem checar a veracidade das informações antes de divulgar o referido conteúdo nas redes sociais, acabaram, com suas condutas, por dar credibilidade ao conteúdo ofensivo. É evidente que as publicações atingiram a dignidade da parte autora, pois acabaram por ironizar o luto pela perda do seu filho e mancharam sua reputação perante a sociedade”, afirma a sentença. Na defesa, Magno Malta e Alberto Cavalcante Neto alegaram que não identificaram nominalmente dona Adriana e que não tiveram qualquer intenção de macular a sua honra. Com relação ao pedido da vítima de publicação da sentença nas redes sociais – Facebook e Instagram – como uma forma de retratação, a Justiça entendeu que não merece ser acolhido. “É importante destacar que o 1º réu (Magno Malta) foi senador da República e o 2º réu é deputado federal, ou seja, são figuras públicas e têm ciência do impacto de suas declarações nas redes sociais, ainda mais ao disseminar conteúdo sem antes verificar a veracidade das informações, sendo certo que admitiram, às fls.75 e 95, que compartilharam a foto por acreditar que a pessoa era a autora (Adriana)”, diz a sentença. Na decisão, é destacado que “as publicações dos réus atingem um público de milhões de pessoas, sendo certo que tal fato é relevante para a compreensão da extensão do dano para fins de indenização na forma do art.944 do Código Civil Brasileiro. Portanto, entendo que diante de tais conclusões, a quantificação do dano a ser indenizado deve ser dotada de razoabilidade e proporcionalidade. A razoabilidade está contemplada, ante as consequências do fato e a duração do evento”. A chacina O massacre do Jacarezinho ou a chacina do Jacarezinho foi a mais letal das operações da polícia carioca, com intenso tiroteio, até hoje ainda não explicado pelas autoridades. Os mortos foram apontados como envolvidos no tráfico de drogas, versão contestada pelos moradores e por instituições. A Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) destacou que o fato das pessoas mortas terem antecedentes criminais não serve como prova de associação ao tráfico. Declaração inversa às do presidente e do vice, Hamilton Mourão (PRTB-RS), para quem “é tudo bandido”. Bolsonaro comentou, na época, em declaração à imprensa, que “tratar como vítimas traficantes que roubam, matam e destroem famílias, a mídia e a esquerda os iguala ao cidadão comum, honesto, que respeita as leis e o próximo”. O Instituto Fogo Cruzado contabilizou um total de 29 pessoas baleadas ao longo de sete horas de operação, entre eles, três policiais civis e duas vítimas de bala perdida. De acordo com o relato de quem acompanhou a operação no local, os agentes invadiram casas de moradores para realizar revistas, infringindo as normas determinadas pela Justiça.

03/12/2021 / 0 Comments
read more
84_mapa_Imagem-Sesa.jpg

Apenas uma microrregião não alcançou 80% da meta de D2 para maiores de 18 anos

Sem categoria

Microrregião nordeste foi a única que ainda não atingiu o índice exigido. Mapa Covid-19 mostra todos municípios em risco baixo A microrregião nordeste é a única até agora que não alcançou a cobertura de 80% da segunda dose contra Covid-19 em adultos entre 18 e 59 anos, que é um dos índices para se chegar à classificação de risco muito baixo (azul). A informação foi divulgada nesta sexta-feira (3), junto com o 84º Mapa de Risco, que aponta que todos municípios capixabas estão em risco baixo para a doença. Sesa O ranking das microrregiões nesse quesito é o seguinte: Sudoeste Serrana (93,66%), Central Serrana (92,36%), Litoral Sul (89,14%), Caparaó (86,55%), Noroeste (84,27%), Metropolitana (82,62%), Centro-Oeste (81,98%), Rio Doce (83,2%) e Central Sul (80,28%), todas com a meta atingida. No que diz respeito a outro indicador, que estipula a cobertura vacinal de pelo menos 90% na primeira dose para adolescentes de 12 a 17 anos, metade das microrregiões atingiu a meta. São elas: Sudoeste Serrana (99,48%), Litoral Sul (98,49%), Central Serrana (96,31%), Caparaó (93,92%) e Noroeste (93,31%). Abaixo da meta estão: Rio Doce (84,45%), Central Sul (82,14%), Nordeste (83,52%), Metropolitana (74,64%), Centro-Oeste (82,09%). O último indicador, que estabelece a meta de pelo menos 90% dos idosos vacinados com a terceira dose, não foi atingido por nenhuma das microrregiões. Os índices são os seguintes: Sudoeste Serrana (81,01%), Litoral Sul (73,38%), Central Serrana (81,36%), Caparaó (74,27%), Noroeste (69,34%), Rio Doce (73,91%), Central Sul (70,92%), Nordeste (71,71%), Metropolitana (72,69%) e Centro-Oeste (69,54%). Até o momento, somente o município de Laranja da Terra, na região serrana, alcançou as três metas propostas pelo governo para atingir a classificação de risco muito baixo no Mapa de Risco Covid-19. A informação foi divulgada pelo secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, em suas redes sociais nessa terça-feira (30). A cidade atingiu 111,27% dos adolescentes com primeira dose; 96,58% dos adultos com segunda e 90,08% dos idosos com a dose de reforço. Sesa Para atingir a classificação de risco muito baixo, também é necessário que cada município da microrregião disponha de ao menos um ponto livre de testagem para a população, seja numa unidade de saúde, num pronto socorro ou algum outro local em que qualquer pessoa possa fazer a testagem, independentemente de apresentar sintomas e sem necessidade de encaminhamento médico. Flexibilizações A principal mudança que as microrregiões que forem classificadas em risco muito baixo terão é a permissão para realizar eventos com a capacidade máxima dos locais, definidas pelo Alvará do Corpo de Bombeiros.Já as microrregiões em risco baixo puderam, desde oito de novembro, dobrar o limite máximo de ocupação em eventos feitos em locais fechados, saltando de 600 para até 1,2 mil, desde que não exceda 50% da capacidade do local e que todas as pessoas estejam vacinadas. Em locais abertos, o evento pode receber até 50% da ocupação máxima, com todos vacinados, mesmo que esse quantitativo ultrapasse os 1,2 mil estabelecidos como máximo para os locais fechados.  Em ambos os casos, é necessário apresentar o chamado passaporte de vacinação, comprovando o esquema vacinal completo Painel Covid-19 O Painel Covid-19 registra, até o momento, 621,8 mil casos confirmados da doença. Os óbitos somam 13 mil, cinco deles nas últimas 24 horas. Municípios por microrregião 1 – Metropolitana: Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana, Fundão, Guarapari2 – Central-Serrana: Itaguaçu, Santa Teresa, Itarana, Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina3 – Sudeste Serrana: Laranja da Terra, Afonso Cláudio, Brejetuba, Venda Nova do Imigrante, Domingos Martins, Marechal Floriano e Conceição do Castelo4 – Litoral Sul: Alfredo Chaves, Anchieta, Iconha, Piúma, Rio Novo do Sul, Itapemirim, Marataízes e Presidente Kennedy5 – Central Sul: Castelo, Vargem Alta, Cachoeiro de Itapemirim, Muqui, Atílio Vivácqua, Mimoso do Sul, Jerônimo Monteiro e Apiacá6 – Caparaó: Ibatiba, Irupi, Iuna, Muniz Freire, Ibitirama, Divino de São Lourenço, Guaçuí, Alegre, Dores do Rio Preto, Bom Jesus do Norte e São José do Calçado7 – Rio Doce: Sooretama, Rio Bananal, Linhares, Aracruz, João Neiva e Ibiraçu8 – Centro-Oeste: Alto Rio Novo, Pancas, São Gabriel da Palha, Vila Valério, São Domingos do Norte, Governador Lindenberg, Baixo Guandu, Colatina, Marilândia e São Roque do Canaã9 – Nordeste: Mucurici, Montanha, Pedro Canário, Conceição da Barra, Pinheiros, Boa Esperança, São Mateus, Jaguaré e Ponto Belo10 – Noroeste: Ecoporanga, Água Doce do Norte, Águia Branca, Barra de São Francisco, Vila Pavão, Nova Venécia e Mantenópolis Laranja da Terra é o primeiro município a atingir metas para risco muito baixo Informação foi divulgada e comemorada pelo secretário Nésio Fernandes em suas redes sociais  https://www.seculodiario.com.br/saude/laranja-da-terra-e-o-primeiro-municipio-a-atingir-todas-metas-para-risco-muito-baixo

03/12/2021 / 0 Comments
read more
servidores_da_saude_leonardo_sa1.jpg

​Coletivo de mães organiza protesto contra maus-tratos em ambulância do Samu

Sem categoria

Uma mãe registrou boletim de ocorrência após acionar o serviço para o filho autista Leonardo Sá O coletivo capixaba “Mães Eficientes Somos Nós” realizará um ato na próxima terça-feira (7), em protesto à denúncia de maus-tratos em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) nessa quarta (1). O ato será em frente à sede da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em repúdio aos relatos recorrentes de abordagens inadequadas no Espírito Santo. O coletivo já solicitou a presença do secretário de Saúde, Nésio Fernandes, para discutir o assunto em uma reunião. “Se não nos receberem, a gente vai direto para o Palácio, ficar lá até alguém vir falar conosco”, alerta a fundadora e coordenadora-geral do coletivo, Lúcia Mara Martins. O grupo decidiu realizar o protesto após Andreia Felix dos Santos, moradora do bairro Bela Aurora, em Cariacica, registrar um boletim de ocorrência pela abordagem inadequada de agentes do Samu, com ameaças, gritos e tapas ao filho de 13 anos. O adolescente, autista, sofreu um surto psicótico e precisou ser transferido para o Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, trajeto em que as agressões teriam ocorrido. “É um absurdo. O Estado tem que se preparar, tem que preparar os profissionais para atender pessoas nesse tipo de situação, e a gente vê que está muito aquém do necessário. O Estado está totalmente omisso. É como se essas pessoas não existissem. Isso é uma violência”, aponta Lúcia. Por meio da coordenação do Samu, a Sesa nega as denúncias, alegando que recebeu o chamado para atendimento de criança com surto psicótico, mas que não houve falha no atendimento ou agressão. “Ao chegar na residência, o responsável pelo menor já o estava contendo devido a sua agitação. A equipe do Samu assumiu a contenção aplicando os protocolos para o caso, e não uso de força bruta. Durante o percurso, a criança conseguiu se soltar da contenção e foi necessário parar a ambulância para aplicar o protocolo novamente em segurança”, informou a secretaria, se colocando à disposição da família para esclarecimentos. Apesar da resposta da pasta, relatos parecidos são recorrentes, afirma Lúcia Mara Martins. “As pessoas falam. Famílias em situação de risco têm medo de acionar o Samu, por conta dessas questões (…) A criança está lá internada com fratura, com laudo médico”, ressalta. A Sesa alega ainda que o Samu recebe treinamentos de qualificação do atendimento e as diretrizes são discutidas pela Comissão de Saúde da secretaria. No entanto, as denúncias da mãe do adolescente apontam que todo o trajeto foi marcado por gritos e ameaças por parte dos profissionais, que já chegaram ao local estressados. “Um deles já chegou ignorante, dizendo que odiava pegar caso de psiquiatria e que, nesses casos, tinha que bater mesmo. A gente só teve paz quando entrou no Himaba”, relata. Para Lúcia, toda a situação é revoltante. Por isso, na terça-feira, uma das reivindicações do coletivo vai ser por um tratamento mais humanizado nessas situações. “Que essa seja a última vez, que casos como esses não venham mais ocorrer no Espírito Santo. A gente está cansada desse tratamento. O Samu precisa preparar melhor os seus profissionais, uma formação humanizada e sensibilizada, para que esses profissionais possam se colocar no lugar do outro. E se fosse o filho deles? Eles fariam dessa forma? Eles aceitariam esse atendimento?”, questiona. Mãe registra boletim de ocorrência por maus-tratos em ambulância do Samu – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/direitos/mae-registra-boletim-de-ocorrencia-por-maus-tratos-em-ambulancia-do-samu-1

03/12/2021 / 0 Comments
read more
camila_valadao_leonardo_sa.jpg

Psol convoca manifestação em apoio a Camila Valadão na próxima segunda-feira

Sem categoria

Protesto contra agressões de Gilvan da Federal será realizado em frente à Câmara de Vereadores A executiva estadual e o diretório municipal do Psol convocam para manifestação em frente à Câmara de Vitória na próxima segunda-feira (6), às 9h, em apoio à vereadora Camila Valadão (Psol), que na sessão dessa quarta-feira (1) foi agredida pelo vereador Gilvan da Federal (Patri). O protesto contará com a participação de outras entidades, como a Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, CSP Conlutas, Central Única dos Trabalhadores (CUT), e os partidos PCB, PSTU, Unidade Popular e PT. Camila foi chamada de “satanista” e “assassina de crianças e bebês” por Gilvan, que também a mandou calar a boca, aos gritos. Reprodução O presidente estadual do Psol, Toni Cabano, informa que a legenda também busca uma reunião com o presidente da Câmara, Davi Esmael (PSD), para averiguar quais medidas estão sendo tomadas em relação ao ocorrido e a agressões anteriores, já que a violência política de gênero na Casa de Leis por parte de Gilvan da Federal tem sido recorrente. Entretanto, ainda não obteve um retorno da presidência. “O mandato da Camila representa grupos, pessoas, movimentos sociais, mulheres negras, religiões de matriz africana e tantos outros que, ao agredir a Camila, o Gilvan também agride. Lamentamos muito que isso esteja acontecendo. A Câmara é um espaço público, sustentado com dinheiro público, não deveria ser utilizado pelo vereador para agredir a população, deveria ser utilizado para incluir, e não excluir. Ele abusa da autoridade de parlamentar”, ressalta Toni. No mesmo dia em que a agressão ocorreu, o Diretório do Psol em Cariacica divulgou uma nota de repúdio aos ataques a Camila e aos profissionais da educação que estavam na Câmara, destacando que “as manifestações de ódio, violência política de gênero, racismo, homofobia e ataques aos profissionais da educação são práticas reiteradas deste vereador”. O Diretório classifica a conduta de Gilvan da Federal como “criminosa e inaceitável, devendo ser apurada e punida com rigor pelas instâncias da Câmara e da Justiça”. A presidente da CUT/ES, Clemilde Cortes, afirma que a central sindical participará da manifestação, porque “já passou da hora de exigir respeito às vereadoras, às mulheres”. “O que é feito contra uma mulher é feito contra todas. É o cúmulo do desrespeito mandar a vereadora calar a boca, elogiar torturador. Ele saiu do esgoto junto com Bolsonaro, trata a mulher como se fosse um ser de segunda classe. Temos que exigir das autoridades um posicionamento. Racismo é crime, homofobia é crime, e tudo isso ele pratica dentro da Câmara”, desabafa. Durante a sessão em que Camila foi agredida, estavam presentes profissionais da educação e demais servidores do município, que protestavam contra o projeto de organização curricular de 2022 e contra a reforma da Previdência, aprovada em janeiro último. A vereadora reagiu à agressão dizendo “você não vem me mandar a calar a boca aqui dentro, você não vem me xingar, porque eu não baixo bola para você. Você me respeita, você não me manda calar a boca”. Nesse momento a transmissão foi interrompida. Mas Camila Valadão publicou em suas redes sociais vídeos feitos por pessoas que estavam no local, que a mostram, ao microfone, dizendo “eu exijo respeito, não caio em provocação não. Como que um homem eleito pode mandar uma vereadora no exercício de sua atividade parlamentar calar a boca?!”. Em meio à confusão, os demais vereadores da Câmara novamente se omitiram, com apenas uma tentativa rápida de intervenção, do Delegado Piquet (Republicanos). Repercussão local e nacional A agressão de Gilvan da Federal contra Camila Valadão teve repercussão nacional e local, com manifestações de repúdio ao bolsonarista e apoio à vereadora por parte de deputados estaduais, federais e da vice-governadora do Espírito Santo, Jacqueline Moraes (PSB), além do Fórum de Mulheres do Espírito Santo (Fomes). Em suas redes sociais, os deputados federais David Miranda, Talíria Petrone e Glauber Braga, do Psol-RJ, se pronunciaram. David destacou que Camila foi “atacada pelo bolsonarista Gilvan da Federal (Patriotas) no momento em que defendia os professores” e afirmou que “não vamos tolerar homens que não sabem ouvir as mulheres e as agridem quando discordam de suas opiniões”. Glauber demonstrou solidariedade à vereadora e manifestou desejo de que “esse sujeito seja devidamente responsabilizado!”. Talíria defendeu que “a escalada da violência política de gênero precisa ser combatida” e afirmou que Camila “não anda só”. A deputada federal Fernanda Melchiona (Psol/RS) também destacou que não é a primeira vez que Camila sofre violência política de gênero e questiona “até quando?”. Em outro episódio, em março deste ano, Gilvan disse que ela devia “se dar o respeito”. O comentário foi feito em razão de uma blusa de um ombro só que a vereadora usava. Leonardo Sá A deputada federal Sâmia Bonfim (Psol/SP) salientou que “o avanço das mulheres na política causa raiva nesses machistas”, e acrescentou: “estamos juntas!”. A também deputada federal Vivi Reis (Psol/PA) pediu “basta de violência!” e demonstrou “total solidariedade à vereadora de Vitória (ES) pelo Psol, Camila Valadão, que sofreu violência política de gênero por um vereador bolsonarista, que a ofendeu com gritos e xingamentos, a mandando calar a boca. Não nos calarão! Estamos juntas, Camila!”. Manuela D’ Ávila (PCdoB), que atuou na Câmara dos Deputados de 2007 a 2015 e foi candidata a vice-presidente em 2018 na chapa com Fernando Haddad (PT), afirmou que mandar uma vereadora eleita calar a boca dentro da Câmara “não faz parte da política” e se “chama violência política de gênero”. O deputado federal do Espírito Santo Helder Salomão (PT) também manifestou solidariedade não somente para Camila, mas também para sua colega de partido, a vereadora Karla Coser, que no dia da agressão estava de licença em virtude de seu casamento, mas também já sofreu inúmeros ataques machistas no plenário. “Chega de violência política de gênero! Contem comigo sempre”, disse o parlamentar. A própria Karla Coser já havia se pronunciado, classificando a atitude de Gilvan da Federal como “absurdo” e “desrespeito”. “Não aguentamos mais sofrer violência política. Não nos calaremos!”, destacou. A deputada estadual Iriny Lopes (PT) declarou “todo apoio à Camila Valadão pelo ataque sofrido na

03/12/2021 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 918 919 920 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.