Carlos Manato, pré-candidato ao governo, deverá formalizar filiação ao PTB neste domingo A direita conservadora atuante no Espírito Santo iniciou nesta quarta-feira (24), em Vitória, articulações visando garantir palanque para a reeleição de Jair Bolsonaro, na porta de entrada do PL, e levantar o nome do ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Sergio Moro (Podemos), hoje na oposição, pré-candidato à Presidência da República em 2022. Por meio de conversas e eventos, cúpulas partidárias começam a definir nomes que concorrerão a cargos eletivos no Estado, conectados com a campanha presidencial. Lideranças pró-Bolsonaro seguem em busca de acomodar o ex-deputado federal Carlos Manato, pré-candidato ao governo no próximo ano. Nesta quarta-feira, o Tenente Assis, pré-candidato à Câmara dos Deputados e um dos coordenadores do PTB no Estado, se reuniu com Manato e acertou sua participação no “1º Encontro Conservador do Espírito Santo”, marcado para este domingo (28), no Shopping Praia da Costa, em Vila Velha. Com a presença da presidente nacional do partido, Graciela Nienow, que substituiu Roberto Jefferson, afastado por estar na cadeia por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o encontro deverá marcar a filiação de Manato ao PTB, segundo acreditam lideranças do partido. Dirigentes do PTB confirmam que o convite será feito ao casal Manato, sem qualquer exigência em troca. O ex-deputado desistiu de ir para o PL, a fim de seguir o presidente Jair Bolsonaro, por não conseguir entrar em acordo com o ex-senador Magno Malta, presidente do partido no Espírito Santo, que impôs impedimento à filiação deputada federal Soraya Manato (PSL), candidata à reeleição. Já o bloco da terceira via ligado à elite financeira, agora próxima do ex-juiz Sergio Moro, considerado parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em processos da Lava Jato, ignorada pela mídia comercial, participou da primeira reunião do Vitória Summit – Encontro de Líderes, da Rede Gazeta. O evento gera visibilidade ao ex-governador Paulo Hartung (sem partido), um dos palestrantes, juntamente com o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, do grupo de economistas do qual faz parte Afonso Celso Pastore, conselheiro de Moro, defensores do rigor fiscal e das privatizações. Os dois abordaram o tema “Tendências econômicas para 2022 e o impacto nas eleições presidenciais”. O ex-governador aparece justamente quando seu nome circula nas redes como pré-candidato ao Senado em 2022, concorrendo com o deputado federal Amaro Neto (Cidadania), o ex-senador Magno Malta (PL) e o ex-prefeito de Colatina Sergio Meneguelli (Republicanos). Ele se mantém em silêncio e se articula na esfera da disputa presidencial desde a frustrada tentativa do apresentador de TV Luciano Huck concorrer com Bolsonaro em 2022, ampliando seu campo de atuação.
ES contrasta boa cobertura de coleta de esgoto e alta presença de venenos na água
Atlas de Saneamento do IBGE apresenta leitura territorial dos dados da Pesquisa Nacional de Saneamento De um lado, uma boa cobertura do serviço de coleta de esgoto, uma das melhores do país, e a consequente baixa ocorrência de internações hospitalares por doenças provocadas pela falta de saneamento básico. Do outro, o uso intensivo de agrotóxicos e a elevada presença de resíduos de pesticidas na água captada para consumo, uma das maiores do país. Esse contraste é um dos aspectos que chama atenção na observação dos dados sobre o Espírito Santo constantes no Atlas de Saneamento – Abastecimento de Água e Esgoto Sanitário, lançado nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A obra faz uma “leitura territorial” dos dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2017 (PNSB) e outras fontes, e mostra que o saneamento básico melhorou em todas as regiões do país, mas diferenças regionais ainda são grandes. O aspecto positivo é que o Espírito Santo segue o comportamento médio da região Sudeste na maioria dos dados referentes à cobertura de tratamento de água e esgoto, apresentando os melhores indicadores do país. Mas destoa no tocante aos agrotóxicos. No mapa, é possível observar que o Espírito Santo concentra uma quantidade de círculos verdes, representando a presença de resíduos de agrotóxicos na água captada superficialmente, semelhante ao de Minas Gerais, porém, concentrada em uma extensão territorial muito menor que a do estado vizinho. É possível contar cerca de 30 pontos no Espírito Santo, num total de 125 marcados em todo o país. O mesmo mapa informa também o percentual de estabelecimentos rurais que fizeram uso de agrotóxicos em relação ao número total de estabelecimentos. Nesse aspecto, o Espírito Santo tem uma presença bem menos acentuada. A classificação mais grave (vermelho escuro), referente a 75%, aparece apenas em uma mancha ao norte do Rio Doce, envolvendo parte ou a totalidade de municípios como Marilândia, Linhares, Rio Bananal, Colatina, Via Valério, São Gabriel da Palha e Jaguaré. Ocorrendo outras manchas também em Ibiraçu (região do Rio Doce); em São Roque do Canaã e Itarana (central serrana); e em Castelo (central sul). Um pequeno grupo num universo de 690 observado no país. Cobertura de esgoto Entre os aspectos positivos de destaque do Estado, está a cobertura de coleta de esgoto. “Entre as Unidades da Federação, apenas São Paulo, Espírito Santo e Distrito Federal possuíam a totalidade dos municípios providos de rede coletora de esgoto em funcionamento ou em implantação em 2017”, destaca o IBGE, citando, em contraposição, que os estados com proporções de municípios sem acesso à rede coletora superior a 80% estavam nas regiões Norte e Nordeste: Maranhão (93,1%), Amazonas (87,1%), Pará (86,8%), Acre (86,4%), Tocantins (85,6%), Piauí (83,5%) e Rondônia (80,8%). O mapa mostra, portanto, o Espírito Santo sem nenhum círculo preto, que indica os municípios sem esgotamento sanitário. Crescimento da população O mesmo mapa traz a evolução da população por município e estado. Em âmbito nacional, o decênio 2010-2020 apresentou crescimento da população residente no país a uma taxa de 11% ou 21 milhões a mais de habitantes. O aumento foi puxado principalmente pelas regiões Norte e Centro-Oeste, que, embora ainda sejam as menos populosas, foram as únicas que apresentaram crescimento relativo acima da média nacional, em taxas de 17,7% e 17,4%, respectivamente, com destaque para o Acre (21,9%) e o Amazonas (20,8%). No Espírito Santo, o aumento de população pode ser observado em uma faixa territorial que vai aproximadamente da sede de Conceição da Barra, no norte, até Anchieta, no sul, sendo mais intensa e larga entre Linhares e São Mateus. Caminhando para oeste, o crescimento populacional registrado é menos intenso, passando para a cor amarela. A cor azul vai se tornando predominante à medida que se avança em direção à divisa com Minas Gerais e também no extremo sul, já no limite com o Rio de Janeiro, indicando os municípios onde não houve alteração positiva no número de habitantes. Doenças por falta de saneamento Outro aspecto positivo importante do Espírito Santo no Atlas é a ocorrência de Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI). O mapa apresenta a taxa bruta acumulada de internações por DRSAI no período de 2008 a 2019. “Apesar da tendência de queda da incidência de internações por diarreia no período em todo o Brasil, alguns municípios ainda apresentam taxas elevadas, sobretudo nas Regiões Norte e Nordeste, mas também em áreas mais afastadas dos grandes centros urbanos nas demais Grandes Regiões”, pontua o IBGE. No Espírito Santo, os municípios mais críticos estão no extremo norte – Pedro Canário, Mucurici e Boa Esperança – que receberam a segunda mais grave classificação do mapa, relacionada a uma taxa de 150 a 300 internações por cada mil habitantes. Os três capixabas se somam a um conjunto de 219 municípios brasileiros nessas condições. Ao redor deles, com a terceira classificação mais grave do mapa (50 a 150 internações por mil habitantes), estão: Nova Venécia, Pinheiros, Montanha, Ponto Belo e Ecoporanga, no norte e noroeste; Baixo Guandu (centro-oeste); Ibatiba, Iúna e São José do Calçado (Caparaó), e Iconha (Litoral Sul), que integram um grupo de 1.110 municípios com essa taxa.
Hackers conhecidos
Lamo depois descobriu ter Síndrome de Asperger, que passou a ser chamada de síndrome geek Kevin Mitnick foi um hacker pioneiro nos Estados Unidos, e começou seus ataques ainda adolescente. Já em 1981, foi acusado de roubo de manuais de computadores da Pacific Bell. Depois, em 1982, invadiu o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Norad – North American Defense Command), caso que serviu de inspiração para o filme Jogos de Guerra, lançado em 1983. Em 1989, o hacker ganha notoriedade pela invasão da maior fabricante de computadores naquela época, que era a DEC (Digital Equipment Corporation), quando copiou os softwares da empresa. Mitnick foi condenado e preso, e na sua liberdade condicional, invadiu os sistemas de correio de voz da Pacific Bell. Contudo, em suas invasões, o hacker não explorou o acesso nem os dados obtidos, o que significou que obteve o controle total da rede da Pacific Bell, mas sem explorar seus resultados. O único objetivo era provar que isto era possível. Mitnick, depois de ficar dois anos preso por causa do incidente com a Pacific Bell, passou a ser considerado herói, e em 2014 lançou seu Mitnick’s Absolute Zero Day Exploit Exchange para vender exploits de programas de software críticos e sem correções, fazendo a melhor oferta. O caso de Adrian Lamo, por sua vez, explorou uma ferramenta de gerenciamento de conteúdo desprotegida do Yahoo em que alterou um artigo da Reuters, incluindo uma citação falsa que foi colocada como do ex-procurador-geral John Ashcroft. O método de Lamo era o de invadir sistemas, e logo em seguida avisar a imprensa e as vítimas. Este hacker, então, realizou um ataque em 2002 em que invadiu a intranet do The New York Times e se adicionou à lista de fontes especializadas para pesquisar sobre figuras públicas do alto escalão do poder. Seu hábito de andar pelas ruas de mochila e, por não possuir endereço fixo, levou Lamo a ser chamado de “The Homeless Hacker” (Hacker sem-teto). Lamo depois descobriu ter Síndrome de Asperger, que passou a ser chamada de síndrome geek, pois era uma combinação de dificuldade de interação social com um interesse específico hiper-focado. O Asperger, por sua vez, passou a ser atribuído como comum entre alguns hackers. Albert Gonzalez é informado pelo New York Daily News, com o apelido de “soupnazi”, e teve um começo de atividades problemático, em que se tornou um tipo de líder dos nerds de computador em seu ensino médio em Miami. Este hacker, depois, se tornou um membro ativo do site criminoso de vendas Shadowcrew.com. Gonzalez acabou se tornando um dos melhores hackers do site e também um dos principais moderadores. Ele foi preso aos 22 anos, por roubar dados de milhões de contas, através de uma fraude de cartão de débito. Se livrou de sua condenação ao passar a trabalhar como informante do Serviço Secreto, em que fez denúncias sobre membros do Shadowcrew. Gonzalez, contudo, continuou cometendo crimes, pois roubou 180 milhões de cartões de contas-salário de empresas como OfficeMax, Dave and Buster’s e Boston Market. O hacker também foi o responsável pela primeira violação de dados em série sobre informações de crédito, que foi o ataque à cadeia de lojas TJX nos Estados Unidos. Foram roubados US$ 256 milhões somente da TJX, em que o hacker usou uma injeção de SQL, em que foram criadas portas secretas em diversas redes corporativas. Matthew Bevan e Richard Pryce, por sua vez, são hackers britânicos que realizaram a invasão de diversas redes militares em 1996, o que incluiu a Base da Força Aérea de Griffiss, a Agência do Sistema de Informação de Defesa e o Instituto de Pesquisa Atômica da Coreia (Kari). Bevan usava o nome de Kuji e Pryce o de Datastream Cowboy, e a acusação foi sobre os hackers terem quase dado início a uma terceira guerra mundial ao jogarem pesquisas do Kari em sistemas militares norte-americanos. E Bevan disse que queria provar uma tese conspiratória sobre OVNIs. (continua) Gustavo Bastos, filósofo e escritor.Blog: http://poesiaeconhecimento.blogspot.com
Campanha Despejo Zero registra novos conflitos possessórios no Estado
Total de famílias despejadas ou em risco de despejo subiu para 3,2 mil, a maioria na área urbana Aumentou o número de conflitos possessórios no Estado nos últimos cinco meses. É o que aponta o 3º Relatório do Monitoramento das Remoções no Espírito Santo, divulgado nesta quarta-feira (24) pela Defensoria Pública (DPES), por meio do Núcleo de Defesa Agrária e Moradia (Nudam) e o Grupo de Atuação em Remoções Compulsórias de Caráter Coletivo em Áreas de Proteção, Interesse Ambiental ou de Risco. Em cinco meses, desde o fechamento do relatório anterior, foram registrados seis novos conflitos, somando 56 casos na Grande Vitória e no interior, que atingem 3,2 mil famílias (cerca de nove mil indivíduos). Desse total, 18% já sofreram remoção, o que significa 580 famílias (1,7 mil pessoas). Chama atenção o fato de que, dessas 580 famílias, 48 (108 indivíduos) foram retiradas dos locais onde moram durante a pandemia do coronavírus, mesmo com a vigência da Lei nº 14.216, que proíbe a medida enquanto perdurar a crise sanitária mundial. O monitoramento registra também que cinco despejos estão agendados para ocorrer, os quais irão afetar 84 famílias (228 pessoas). Além disso, mesmo sem data agendada, outros despejos estão com “risco iminente”, os quais totalizam 785 famílias (1,8 mil indivíduos). Dessa forma, há um total de 869 famílias (cerca de 2 mil pessoas) sendo ameaçadas de despejo na pandemia. Vulnerabilidade social Os dados são colhidos desde outubro de 2020, por meio de um canal aberto pela Campanha Despejo Zero ES, que utiliza o aplicativo Google Formulários. A campanha, sublinha a Defensoria Pública, faz parte de uma articulação nacional com apoio internacional e foi criada com o intuito de dar visibilidade aos despejos efetuados contra as famílias e comunidades mais vulneráveis do Espírito Santo, bem como impedir a realização dessas ações e a violação de direitos das pessoas e famílias que não possuem moradia alternativa, que é um direito fundamental e constitucional básico. “Essa situação é piorada no contexto atual mundial da pandemia do Covid-19, uma vez que a principal forma de não transmissão e contaminação do vírus é o isolamento social. Logo, surge uma maior preocupação com essas coletividades, pois caso sofram com um despejo nesse atual momento, não poderão se valer da medida mais eficaz de prevenção à contaminação do novo coronavírus, já que ou não terão para onde ir, ou terão que residir temporariamente na casa de familiares e conhecidos, o que só aumentaria o risco de transmissão, em razão da coabitação e adensamento excessivo”, pontua. Urbano e rural Os dados do Monitoramento indicam que 70,7% dos conflitos possessórios registrados ocorrem na área urbana, envolvendo 2,27 mil famílias. Desse total, 433 já sofreram a remoção, 106 estão com remoção em curso, 84 estão com a medida agendada e 1,66 mil famílias estão sob ameaça de despejo. Entre as 944 famílias envolvidas nos conflitos em área rural, 177 já sofreram o despejo e 767 estão sob ameaça. A maior parte das denúncias foi identificada na Serra (17 casos); seguido de Vitória (7); Vila Velha (5); Cariacica e Linhares (4 cada); Guarapari e Conceição da Barra (3); Aracruz e Nova Venécia (2); e de Anchieta, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Fundão, Marataízes, Marechal Floriano, Montanha, Ponto Belo e são Domingos do Norte (1 cada). Em relação ao motivo da ameaça ou despejo, os três principais são: 43 (76,8%) referentes a ações de reintegração/manutenção de posse; 7 relacionados a questões ambientais e área de interesse ambiental; e dois casos referentes a área de risco. Os dados mostram ainda que 34 (60,7%) dos casos envolvem imóveis privados; e 18 são de imóveis públicos (32,1%); havendo ainda três imóveis submetidos à análise para verificação se são públicos ou privados; e um imóvel pertencente à toda a comunidade. Mais de 500 famílias ameaçadas de despejo no Estado durante pandemia – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cidades/mais-de-500-familias-ameacadas-de-despejo-no-estado-durante-pandemia Campanha Despejo Zero será lançada nesta quinta-feira no Espírito Santo – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cidades/campanha-despejo-zero-sera-lancada-no-espirito-santo
Secretário diz que ‘educação em Vitória é péssima’ e indigna professores e vereadoras
Aridelmo Teixeira fez a afirmação durante apresentação do projeto da Lei Orçamentária na Câmara Municipal A fala do secretário da Fazenda de Vitória, Aridelmo Teixeira, apontando que “a educação de Vitória é de péssima qualidade”, pois “nossos alunos não aprendem”, causou indignação entre os docentes e motivou também o repúdio das vereadoras Karla Coser (PT) e Camila Valadão (Psol). A afirmação foi feita nessa segunda-feira (22), durante apresentação do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), que prevê onde os recursos serão alocados em 2022. Na sessão desta terça-feira (23), Karla Coser classificou a fala de Aridelmo como “extremamente infeliz e desrespeitosa”. Disse ainda que ele foi injusto com a educação da cidade de Vitória. “É verdade que nós temos problemas e desafios, que existem alunos que não aprenderam. É verdade que a legislação brasileira permite que crianças e adolescentes passem de ano sem ter aprendido, mas é injusto dizer que a educação de Vitória é ruim, é um lixo”, disse. A vereadora falou que a cidade tem escolas de excelência, que concorrem com as particulares, e destacou que estão localizadas principalmente em bairros nobres. “O problema não está somente ligado à educação em si, ao serviço prestado, mas a todo o ambiente de estudo. Temos condição de cobrar a mesma excelência dos alunos que têm condições financeiras e infraestrutura de um colégio de Jardim da Penha em relação ao aluno de São Pedro, que passa, inclusive, por dificuldades de acessibilidade?”, questiona. Camila Valadão, destacando que Aridelmo é professor da Fucape, afirmou que ele não conhece a educação de Vitória, que “não entrou em nossos CMEIs [Centros Municipais de Educação Infantil] e EMEFs [Escolas Municipais de Educação Fundamental]”. Disse ainda que “esse conto de dizer que a educação aqui é péssima, é o desejo deles de privatizar, de ampliar a iniciativa privada dentro das escolas”. Valadão denunciou o sucateamento da educação na Capital, destacando o caso do CMEI Reinaldo Ridolfi, em Maria Ortiz, que passa pelo processo de fechamento de turmas. O diretor executivo do grupo Professores Associados pela Democracia de Vitória (PAD-Vix), Aguinaldo Rocha de Souza, classifica a fala do secretário como “discurso raivoso, fascista, elitista, irresponsável”, que “desconsidera que, ao longo do tempo, nós, trabalhadoras e trabalhadores da educação, o Ministério Público, as famílias de nossos estudantes e, inclusive, os/as políticos comprometidos/as com as reais mudanças sociais desse município, estado e país, temos denunciado o abandono das periferias, a falta de políticas para gerar emprego e renda, a dívida social acumulada contra pretos, pobres e nordestinos, a falta de moradia, acesso a bens e direitos, etc”. Para Aguinaldo, a fala de Aridelmo desconsidera que em 11 meses da administração de Lorenzo Pazolini (Republicanos), faltam professores, estagiários e assistentes administrativos nas unidades de ensino; há carência de profissionais da Educação Especial; além de ter professores de uma área dando aula em outra, para garantir direitos às famílias e estudantes; e que principalmente nos últimos dois anos, os docentes usaram seus recursos próprios, como energia, celulares, computadores e rede de dados, “aumentando seu custo para fazer com que as engrenagens não parem”. Diante da fala de Aridelmo, a Pad-Vix intensificou a convocação para a manifestação que acontecerá nesta quarta-feira (24), às 9h, em frente à Câmara de Vitória. Na convocatória, o grupo afirma “que a administração conta mentiras, não possibilita o direito ao contraditório, usando, inclusive a Câmara Municipal para legitimar o seu discurso. Exigimos da Câmara Municipal de Vitória o direito ao contraditório, com o mesmo tempo da administração”. Pazolini suspende apresentação e professores adiam protesto desta sexta Prefeito de Vitória desmarcou evento onde seria realizado ato contra a proposta do ano letivo de 2022 https://www.seculodiario.com.br/educacao/professores-desmarcam-manifestacao-desta-sexta-mas-realizarao-protesto-na-proxima-quarta
Sindicato reafirma repúdio à redução da folha de pessoal para 2022 na Capital
Entidades realizam ato público nesta quarta em favor da reposição inflacionária e contra reforma da Previdência Os servidores públicos de Vitória, da ativa e aposentados, realizam uma manifestação pública nesta quarta-feira (24), a partir das 9h, reafirmando necessidade de revisão da reforma da Previdência municipal; de reposição das perdas inflacionárias; e de defesa da educação pública da cidade. Liderando a mobilização, o Sindicato dos Servidores Municipais de Vitória (Sindsmuvi) estará ao lado de “um conjunto de entidades e movimentos que discordam da forma como a gestão municipal atua, sempre penalizando servidores, sem processo de escuta e de forma que não contempla o acúmulo nos avanços históricos que nossa Capital possui”, declarou a presidente do Sindsmuvi, Waleska Timoteo. “Infelizmente, na tarde de ontem [segunda, 22], ainda tivemos uma fala carregada de desconhecimento do secretário de Fazenda, Aridelmo Teixeira [Novo], que afirmou não ser prioridade do governo municipal sequer repassar perda inflacionárias, além de afirmar que a educação de Vitória é de péssima qualidade“, lamentou a líder sindical, referindo-se ao debate realizado na Câmara de Vitória durante a apresentação do orçamento municipal para 2022 pelo secretário. Em sua exposição, Aridelmo atacou matéria publicada em Século Diário em que o Sindsmuvi repudia a redução em R$ 80 milhões da folha de pagamento de servidores. “Como se isso fosse um demérito!”, exclamou, alegando que essa redução da folha está sendo direcionada para as pastas de Saúde e Educação, destacando a construção e reforma de 50 unidades escolares. Segundo o gestor da Fazenda municipal, a Prefeitura irá aplicar 30,5% do orçamento em Educação e 20,9% em Saúde, mais do que os 25% e 15% mínimos definidos em legislação. Com isso, ao invés de R$ 385,8 milhões mínimos para a Educação e R$ 231,4 milhões para Saúde, serão aplicados R$ 525 milhões e R$ 323 milhões, respectivamente. “Se continuar nessa pegada, o orçamento do ano que vem vai ser melhor ainda”, alegou. Em seus minutos de fala, Waleska Timoteo rebateu a posição do secretário. “É demérito reduzir o custo da folha? Não, não é. Não tem problema se você reduz, mas desde que seja de forma qualificada e garantindo o que está previsto em lei”, disse, referindo-se à Constituição Federal e à Lei Orgânica de Vitória, que estabelecem a reposição inflacionária. “Aumento salarial é diferente de reposição inflacionária. Na tua fala você já afirma que não prevê reposição em 2022, mas a Lei Orgânica prevê pra garantir o poder aquisitivo do trabalhador”, argumentou, questionando os vereadores sobre “qual papel irão cumprir”, diante da negativa declarada do secretário em cumprir a determinação legal de reposição inflacionária. Segundo a presidente do Sindsmuvi, a comparação entre o quadro de pessoal de outubro de 2020 e outubro de 2021 mostra que houve redução pela metade no número de comissionados, mas de 25% do valor total pago aos que remanesceram. Sobre os servidores cedidos de outros órgãos, movimento semelhante: redução da quantidade de servidores, mas aumento do valor pago, com sete mil a mais por mês. Na educação, Waleska contestou a alegação de que houve redução das horas extras. “Não reduziu! A hora extra continua”, afirmou, informando existirem hoje 1.634 servidores efetivos e 270 estagiários a menos em outubro. Entre os assistentes de educação infantil, são 82 a menos, apesar do aumento do número de Centros Municipais de Educação Infantil, que saiu de 38 para mais de 40. E entre os assistentes administrativo, redução de 27 profissionais. “Quando se fala em sobrecarga, não é porque os servidores estão se recusando a trabalhar. Está faltando servidor pra atender a população!”. Reforçando a defesa do sindicato, a vereadora Karla Coser (PT) também declarou desaprovar a redução da folha de pessoal. “Sou contra essa política de austeridade aplicada no município de Vitória ao custo do serviço público”. Em sua tréplica, Aridelmo Teixeira reafirmou que não há previsão de atendimento da pauta da categoria em 2022. “No orçamento temos as prioridades! Não dá pra fazer tudo num ano só. Não tem previsão de reajuste inflacionário”, disse. Ao explicar a forma como pretende melhorar o atendimento da população com menor investimento no pagamento dos servidores públicos, o secretário disse que a gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) procura implementar “políticas que separem o joio do trigo”, em que os servidores atuais são mantidos e, “daí pra frente, quem tiver desempenho adicional que reduz custos na outra ponta, ao invés de gastar mal, a gente vai repassar”. “Aos servidores que estão me ouvindo, a ideia é valorizar aqueles que estão com disposição de entregar mais. Os que estão com disposição de entregar a mesma coisa, não tem problema. Vai estar respeitado da mesma forma. Mas se você trabalha o dobro do seu colega do lado, é esse que vamos valorizar”, avisou.
Configuração 2022
Para além do palanque ao Senado, encontro anunciado por Magno Malta, no embalo da filiação de Bolsonaro, remete às chapas locais Jefferson Rudy/Ag.Senado No embalo da filiação do presidente Jair Bolsonaro, executivas estaduais do PL começam a realizar encontros de olho nas eleições de 2022. O Espírito Santo também entra no circuito e anuncia evento no próximo sábado (27), às 9 horas, no Centro de Vitória. O convite, divulgado nas redes sociais pelo presidente do PL capixaba, Magno Malta, aponta as presenças da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), que entrará na sigla e sinaliza disputar o Senado, e do cantor Netinho, que investe em uma candidatura, tudo indica, à Câmara dos Deputados (BA). Para além do palanque de Magno, que tentará retornar ao Senado após uma derrota pesada em 2018, o encontro remete às articulações para formação de chapas locais e lança expectativa sobre possíveis quadros atraídos por ele para erguer o partido no Estado, há anos em baixa. O contexto mexe com o campo dos principais seguidores de Bolsonaro. Com articulações e demarcações de territórios ao lado do presidente, Magno investe todas as fichas em seu projeto político, sem abrir espaço no PL para os outros integrantes do grupo, como o ex-deputado federal Carlos Manato (sem partido), candidato ao governo, e a deputada federal Soraya Manato (PSL), que tentará a reeleição. O casal esperava, como já analisado aqui na coluna, entrar no partido do presidente, mas Magno logo vetou, alegando acordos pré-estabelecidos. Depois de um desempenho pífio em 2020, a pergunta que não quer calar é exatamente essa: em quem o PL vai apostar e como chegará à disputa de 2022? Sem nomesNo caso de Manato, a questão é o tempo de TV e os recursos de campanha, já que seriam duas candidaturas majoritárias no PL. Com Soraya, o que pega é a chapa de deputado federal. Diz Magno, sem citar nomes, que a mesma já está montada, portanto, a entrada de alguém com mandato complica. Algumas pistas no encontro de sábado? Veremos… PerdeuHoje, na Câmara, o PL capixaba não tem ninguém. O único quadro de peso que elegeu no Estado em 2018, Lauriete, obteve autorização para deixar a legenda, após ser isolada por Magno, seu ex-marido. A deputada está no PSC e disputará a reeleição. Cadeira únicaJá na Assembleia, só é representado por Alexandre Xambinho. O deputado deixou a Rede e se filiou ao partido em 2020, para disputar a prefeitura da Serra. Obteve apenas 5,62%. No ano que vem, até onde se sabe, é candidato à reeleição. RetornoOutros quadros do PL que participaram do pleito à prefeitura na Grande Vitória e devem ressurgir agora são Halpper Luiggi, na Capital, que saiu com 0,58% votos, e Coronel Wagner em Vila Velha, com 6,73%. Este segundo, aliás, já se apresenta novamente nas redes sociais, em tom de campanha. Em todasMagno, que tem rodado o País e não se descola de Bolsonaro – foi até aos Emirados Árabes sem ter cargo público -, também é presença garantida em eventos partidários. Ele participou, no último sábado (20), do encontro do PL em Lages, Santa Catarina, marcado por lançamento de candidatura ao governo e novas filiações. Bombeiro“Dono” do PL no Estado e com influência na Nacional, o ex-senador foi um dos bombeiros do incêndio recente gerado na mesa de negociação para filiação de Bolsonaro, que estava marcada para essa segunda-feira (22) e acabou adiada para a próxima terça (30). Apesar dos choques entre o presidente da República e Valdemar Costa Neto, as articulações se consolidaram. E, aí……permanecerá em aberto os futuros partidários do casal Manato. O ex-deputado, há meses, foi convidado oficialmente pelo PTB, mas não bateu o martelo, à espera de Bolsonaro. Soraya também iniciou conversas, incluindo ainda o PSC. Os dois chegaram a fazer uma jogada nas redes sociais, com o presidente abrindo as portas do PL, mas, até agora, nem sinal disso. ConvidadosA propósito, quem do “time” Bolsonaro participará do evento de Magno? A conferir! Nas redes“Acho que toda e qualquer divergência política e partidária tem que estar abaixo dos interesses da sociedade e da população. O debate eleitoral não pode pautar essa situação”. Presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), em mais um disparo ao governo do Estado, devido à obra paralisada em seu reduto, Aracruz. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Por cima Sem a presença de Magno Malta, casal Manato articula aval público de Bolsonaro para filiação ao PL https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/por-cima O partido da vez PL aposta mais uma ficha na filiação de Bolsonaro. Para Magno, o casamento perfeito, resta saber das demais peças de 2022… https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/o-partido-da-vez
CEI do Saneamento da Serra ouve nesta quarta presidente de empresa denunciada
Integrantes da comissão especial realizam visitas às estações de tratamento de esgoto, para analisar o trabalho desenvolvido As denúncias formuladas pelo secretário de Desenvolvimento Urbano da Serra, Cláudio Denicoli, sobre o descontrole da Parceria Público-Privada (PPP) responsável pelo tratamento de esgoto do município, poderão ser esclarecidas nesta quarta-feira (24) pelo presidente da Ambiental Serra, Justino Brunelli. A partir das 9 horas, ele prestará depoimento à Comissão Especial de Inquérito (CEI) instaurada na Câmara de Vereadores. A oitiva é uma das mais esperadas pela CEI, que investiga irregularidades no serviço de tratamento de esgoto, realizado conjuntamente pela prefeitura, Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) e a Ambiental Serra, que aponta o descumprimento de cláusulas contratuais, segundo o secretário Claudio Denicoli. Em depoimento prestado no dia 12 deste mês, o secretário afirmou que a PPP não atende às necessidades da população. Ele destacou dificuldades de cobrar melhorias nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da cidade, tendo inclusive denúncias no Ministério Público Estadual (MPES). Os integrantes da CEI, presidida pelo vereador Anderson Muniz (Podemos), além dos depoimentos, realizam visitas a estações de tratamento de esgoto e continuam recebendo denúncias de moradores. Eles pedem, inclusive, a suspensão da cobrança da taxa de esgoto. A PPP foi iniciada em 2014, com prazo de duração de 30 anos, até 2045, depois de aprovada na Câmara de Vereadores em clima de muita polêmica, estabelecendo forma de gestão compartilhada, que não está sendo cumprida, segundo o secretário, que admite que a prefeitura perdeu o controle. O depoimento de Justino Brunelli é um dos mais esperados pela Câmara de Vereadores e pela população da cidade, haja vista que a Ambiental Serra é alvo de diversas denuncias por irregularidades no saneamento básico do município, que incluem falhas nas estações de tratamento e, também, problemas gerados com intervenções por meio de obras em vias públicas. Em julho de 2014, foi formalizada a assinatura do contrato entre a Ambiental Serra e a Cesan, para a concessão administrativa para a ampliação, manutenção e operação do Sistema de Esgotamento Sanitário do Município de Serra. A concessão terá um prazo de 30 anos, com valor de contrato de R$ 628 milhões e investimento estimado de R$ 409 milhões. Análise de tratamento de água da Serra coloca em dúvida eficiência da Cesan – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/analise-de-tratamento-de-agua-da-serracoloca-em-duvida-eficiencia-da-cesan Vereador quer suspensão da taxa de esgoto enquanto durar CEI do Saneamento – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/vereador-da-serra-quer-suspensao-da-taxa-deesgoto-enquanto-durar-cei-da-cesan
‘Conceito de vacinação completa com duas doses é insuficiente’
Secretário Nésio ressalta a necessidade do reforço e alerta que 5% da população não recebeu ainda sequer a primeira dose O secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, em pronunciamento na tarde desta terça-feira (23), reforçou a necessidade de aplicação da terceira dose da vacina contra Covid-19. “Conceito de vacinação completa com duas doses é insuficiente”, disse, destacando a importância do reforço para os idosos e também para os adultos maiores de 18 anos que já tenham tomado a segunda dose há pelo menos cinco meses. O gestor informou que 5% da população capixaba não se vacinou nem com a primeira dose, e esse grupo representa 33% das internações por Covid-19. A expectativa, relatou, é de que as microrregiões Centro-Oeste e Rio Doce, ainda nesta terça, alcancem 80% da população adulta vacinada, e, na semana que vem, a maioria das microrregiões atinja 90% dos adolescentes imunizados com a primeira dose. Entretanto, destaca Nésio, a aplicação da terceira dose nos idosos “é o principal desafio mobilizador para alcançar todo o Espírito Santo como risco muito baixo”, sendo necessário, para isso, combater as fake news. Também foi informado que, atualmente, existem 154 pessoas internadas por Covid-19 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) públicos. O secretário destacou ainda uma tendência de queda no número de casos, internações e mortes, sendo que nos últimos 14 dias, quatro municípios tiveram variação positiva no que diz respeito aos óbitos e 19 em relação ao surgimento de novos casos. Nésio não especificou, no entanto, em quais cidades esses números foram alcançados. Além disso, 80% da população adulta capixaba já foi vacinada, o que foi anunciado em tom de comemoração pelo governador Renato Casagrande (PSB) em suas redes sociais. “Marca para se comemorar, porém, nosso objetivo é vacinar todos os capixabas, pois só assim poderemos vencer definitivamente essa batalha”, ressaltou. Diante dos dados apresentados, Nésio descarta a possibilidade uma quarta onda da Covid-19 no Espírito Santo com repercussão nas atividades econômicas e sociais, o que, como recordou, não era o contexto do mês de agosto passado, diante da transmissão comunitária da variante Delta. Esta, aponta o secretário, encontrou proteção da cobertura vacinal nos grupos que mais evoluíam a óbito.
Mais uma aldeia indígena obtém indenização por danos do crime da Samarco/Vale-BHP
Acordo prevê retomada de atividades econômicas e indenizações às famílias Mais uma aldeia indígena de Aracruz, norte do Estado, conquistou indenização pelos danos advindos do rompimento da Barragem de Fundão, da Samarco/Vale-BHP, ocorrido em novembro de 2015. O direito foi garantido às 56 famílias da comunidade por meio de um acordo firmado com a Fundação Renova, mediante assessoria jurídica gratuita prestadas aos indígenas pelas Defensorias Públicas Estadual e da União (DPES e DPU) e o Ministério Público Federal (MPF). As cláusulas e condições seguiram as que foram estabelecidas para a comunidade Tupinikim de Comboios, em outubro passado, que beneficiou 303 famílias, destacando-se o direito à autodeterminação das comunidades indígenas, a pluralidade de atividades afetadas e o pagamento do mesmo valor de indenização individual a cada família, este último uma especificidade que tem sido exigida pelas aldeias indígenas capixabas, como forma de evitar o desgaste da coesão social imposto em outras comunidades impactadas pelo crime ao longo da bacia hidrográfica. “Percebemos a necessidade de um programa específico de retomada das atividades econômicas e um compromisso de construção e efetivação do plano básico ambiental indígena, que prevê medidas de reparação de caráter imaterial e coletivo, com enfoque em ações de natureza estruturante para garantir a autonomia econômica da comunidade”, ponderou o defensor Rafael Portella, do Núcleo de Atuação em Desastres e Grandes Empreendimentos (Nudege/DPES). O acordo pioneiro, junto a Comboios, foi resultado de onze meses de negociações entre a comunidade indígena, as instituições de justiça, a Fundação Renova e suas empresas mantenedoras. As reuniões foram deflagradas no final de outubro de 2020, às vésperas do “desaniversário” de cinco anos do crime, quando os indígenas ocuparam os trilhos da ferrovia da Vale, no trecho em que corta a aldeia Córrego do Ouro, exigindo o pagamento de indenizações e do lucro-cessante às famílias já cadastradas, e a inclusão de mais 40 famílias que haviam tido o cadastro negado pela Renova. A ocupação teve início logo após uma reunião dos indígenas com a Vale, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e as instituições de justiça, quando ficaram demonstrados, conforme os registros em ata, “quebra de confiança, ausência de diálogo, desgaste da relação e necessidade de restabelecer ambiente negocial”. O protesto nos trilhos durou mais de uma semana e forçou o estabelecimento de um “ambiente negocial” mais transparente, que desaguou no acordo assinado há poucos dias. Nele, foi possível garantir uma “pluralidade de danos”, sendo três por família, dentro da matriz de danos reconhecidos no território, que inclui pesca, artesanato e agricultura. Além das duas aldeias já indenizadas, o território indígena Tupinikim e Guarani em Santa Cruz conta com outras dez aldeias, todas em busca de acesso ao direito pela compensação e reparação dos danos provocados pelo crime das mineradoras contra o Rio Doce. Três Palmeiras lança livreto de receitas tradicionais Guarani – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/tres-palmeiras-lanca-livreto-de-receitas-tradicionais-guarani-1