Barakah com Barakah; Medo Profundo; Mulheres Ocultas; e Minha Obra-Prima Barakah com Barakah Primeira comédia romântica da Arábia Saudita e única na Netflix sobre o relacionamento entre um funcionário público e uma rica herdeira, Barakah vai ter que confrontar a timidez, as diferenças sociais e as tradições, que estão aos poucos mudando, para conquistá-la. Medo Profundo Filme de tubarão que começa como um enlatado, mas após os primeiros 30 minutos, quando as garotas entram na gaiola, tudo muda e fica bem original, cheio de jump scaries nada previsíveis. Mulheres Ocultas Três gerações de mulheres de uma família taiwanesa vivem o luto pela morte do patriarca, um pai ausente demonizado pela mãe, mas que ninguém conhecia de verdade. Uma investigação por parte da matriarca e a curiosidade das filhas vai revelar ao longo do filme quem ele realmente foi. Minha Obra-Prima Renzo Nervi, pintor decadente, ficou parado no tempo. Ele recebeu a pecha de passadista por seus colegas e o único que ainda confia em seu talento é seu grande amigo, o galerista Arturo Silva. Renzo ainda leva a fama de maldito, por tratar a todos muito mal e ser extremamente rabugento. A única saída é inventar um plano mirabolante para voltar a vender e sair da pindaíba.
Juventude negra puxa manifestação ‘Fora Bolsonaro’ no próximo dia 20
Protesto no Dia da Consciência Negra mantém os temas abordados em atos anteriores contra o presidente “Infelizmente, estamos vivendo um grande desastre”, disse Felipe Lima, presidente do Fórum Estadual da Juventude Negra no Espírito Santo (Fejunes), ao confirmar para o próximo sábado (20) as comemorações do Dia da Consciência Negra. Neste ano, o evento puxará o “Fora Bolsonaro”, movimento que reúne entidades de trabalhadores e estudantis e vem promovendo manifestações ao longo do ano contra o atual governo. A concentração está prevista para a praça de Gurigica, em Vitória, com acesso pela avenida Leitão da Silva, a partir das 15 horas. De lá, a passeata sairá em direção à praça de Itararé, onde haverá discursos e apresentações culturais, com o foco em questões que mais tocam a sociedade brasileira e que atingem, principalmente, as regiões de periferia. Desemprego, alimentação e fome serão temas abordados nas bandeiras de luta do evento, que, segundo Felipe, é apartidário. “Basta olhar no cotidiano das periferias para ver pessoas morando na rua, sem emprego, com fome”, registra Felipe, que, além de presidente da Fejunes, é estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Ao analisar o cenário atual, Felipe afirma: “Concluímos que acabar com essa situação nunca foi o objetivo desse governo”. O evento abordará, além desses temas, a necessidade de tirar Bolsonaro do poder, considerando o descaso do governo no combate à pandemia do coronavírus, o corte de recursos financeiros para a educação, saúde e outros setores vitais, como a segurança pública, em especial o extermíínio de jovens negros. Inicialmente, a previsão era promover mais uma manifestação geral da campanha “Fora Bolsonaro” nesta segunda-feira (15), feriado comemorativo da Proclamação da República. Mas os organizadores do evento acertaram alterar a data e juntar-se aos atos do outro evento. Clemildes Cortes Pereira, presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT), explica: “A gente trabalha na mobilização junto com o Fejunes e vamos fortalecer a Marcha da Juventude Negra”, disse. A dirigente sindical aponta que outras centrais deverão comparecer, como das manifestações anteriores da Campanha Fora Bolsonaro. Juventude, movimentos sociais e partidos marcam ato contra Bolsonaro – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/juventude-movimentos-sociais-e-partidospoliticos-marcam-protestos-contra-bolsonaro Com críticas a Bolsonaro, Grito dos Excluídos leva reivindicações às ruas de Vitória – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/grito-dos-excluidos-leva-reivindicacoes-dos-movimentos-populares-para-as-ruas-de-vitoria Protesto contra Bolsonaro reúne centenas e reforça o refrão ‘Empurra que ele cai’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/protesto-contra-bolsonaro-reune-centenas-e-reforca-o-refrao-empurra-que-ele-cai-1
Professores de Vitória e Serra ainda sem previsão de receber abono
Outras cidades da Grande Vitória já anunciaram bonificação. No interior, valor chega a R$ 16 mil Enquanto municípios da Grande Vitória e de outras regiões do Espírito Santo já anunciaram abonos para profissionais da educação, as prefeituras de Vitória e da Serra seguem sem nada oficializado. Na Capital, a prefeitura concedeu apenas uma bonificação por desempenho, criticada pela categoria. Já na Serra, um projeto de lei prevê apenas a concessão de folgas. Pelo menos oito municípios do Espírito Santo anunciaram abonos financeiros neste final de ano, com valores chegando a R$16 mil em cidades do interior. Na Grande Vitória, a concessão do abono financeiro já foi anunciada em Vila Velha e em Cariacica. Na sessão ordinária da Câmara de Vitória dessa quarta-feira (10), a vereadora Camila Valadão (Psol) questionou o silêncio da prefeitura em relação ao abono salarial, tendo em vista que as demais cidades estão aplicando recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). “Por isso várias cidades estão dando: por causa do valor aplicado no Fundeb que não alcançou o mínimo previsto pelos recursos do fundo. A gente está falando então de sobras. E por isso o abono é garantido”, apontou. Ela questionou se o município realiza algum estudo para verificar a possibilidade de concessão dos valores aos servidores. “Quanto que nós temos de sobra do Fundeb? Quanto é possível garantir para os servidores? Entendendo que isso é algo provisório, excepcional, que tem a ver com as sobras….que sejam, sim, aplicadas nesses que são servidores públicos, que prestam serviços de excelência na nossa cidade e que devem, se há recursos, recebê-los”, destacou. Na Serra, o Projeto de Lei 360/2021, que concede o abono de seis dias anuais aos professores do município, foi aprovado na Câmara nessa quarta, sem previsão de bonificação financeira. “O servidor que não possuir faltas injustificadas no período de 12 meses poderá tirar até seis folgas remuneradas por ano, respeitando o limite de um abono por mês”, informa a prefeitura. Durante a sessão, vereadores criticaram a falta de uma perspectiva de bonificação financeira para os servidores e exigiram do executivo um estudo imediato para a concessão dos valores. Abonos pelo Espírito Santo O valor mais alto anunciado no Espírito Santo, até o momento, é em Ibatiba, região do Caparaó, onde o abono inicialmente seria de R$ 15 mil e depois passou para R$16 mil. O valor será concedido a todos os profissionais do magistério da Educação Básica da Rede Municipal de Ensino. O pagamento será feito em duas parcelas e os servidores temporários receberão valor proporcional ao tempo trabalhado. Em Vila Velha, a prefeitura anunciou um abono de R$ 5,2 mil para todo o magistério ativo da rede municipal, com pagamento previsto para a folha de dezembro. Já em Cariacica, o prefeito Euclério Sampaio (DEM) anunciou que os professores ativos, contratados e efetivos da rede municipal de ensino vão receber R$ 5 mil em parcela única. Outra prefeitura com anúncio de abono é São José do Calçado, no sul, onde a bonificação vai ser de R$10 mil para cada servidor. A Secretária de Educação do município informou que a cidade conta com 116 profissionais da Educação Básica, entre efetivos e contratados, e todos serão contemplados. A bonificação também foi anunciada em Colatina (noroeste), no valor de R$ 5 mil; Cachoeiro Itapemirim (sul), no valor de R$ 4 mil; e Santa Leopoldina (região serrana), onde o abono será proporcional ao tempo trabalhado e à carga horária. De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Espírito Santo (Sindiupes), professores com carga horária de 25 horas desde janeiro, receberão, aproximadamente, R$5 mil. Em Viana, a prefeitura decidiu utilizar os recursos do Fundeb para conceder um reajuste salarial. Um projeto de lei do Executivo prevê um aumento de 30% aos professores da rede municipal retroativo ao mês de janeiro. Para profissionais que atuam por 25 horas semanais, por exemplo, os valores passam de R$ 1.856,00 para R$ 2.412,80.
Mais duas microrregiões atingem meta D2 de adultos para risco muito baixo
Índices da terceira dose em idosos seguem distantes de 90%. Mapa de Risco novamente tem apenas um município em risco moderado Mais duas microrregiões, Litoral Sul e Caparaó, alcançaram a meta de aplicação da segunda dose em adultos até 60 anos nessa semana, aproximando-se da classificação azul, ainda inédita e prevista para ser alcançada ainda este ano em todo o Espírito Santo. Agora, são quatro a atender a esse parâmetro, considerando as duas que já haviam ultrapassado os 80% de cobertura da D2 entre pessoas com 18 a 59 anos: Sudoeste Serrano (87,07%) e Central Serrana (86,63%). Outros dois indicadores precisam ser alcançados para que uma microrregião venha a ser classificada como risco muito baixo (azul): 90% dos adolescentes com a primeira dose e 90% dos idosos com a dose de reforço. Sobre os adolescentes, esta semana houve atendimento do parâmetro pela Central Serrana (91,33%), que se junta à Sudoeste Serrana (94,98%) e Litoral Sul (94,42%), somando três microrregiões com sucesso nesse indicador e também no primeiro. O terceiro parâmetro para o risco muito baixo é a cobertura mínima de 90% da terceira dose dos idosos, que ainda não foi alcançada por nenhuma microrregião. As melhores colocadas nesse quesito são as mesmas quatro já mencionadas: Central Serrana (70,12%), Sudoeste Serrana (66,23%), Litoral Sul (63,28%) e Caparaó (62,48%). Duas microrregiões estão com as menores coberturas nos três parâmetros, conforme se vê na tabela abaixo: Centro-oeste e Nordeste. “Precisamos incentivar e levar nossos idosos para tomar a dose de reforço. Quatro regiões atingiram 80% de adultos vacinados e três regiões atingiram 90% dos adolescentes imunizados. A D3 ainda segue longe da meta”, destacou o governador Renato Casagrande (PSB) em suas redes sociais nesta sexta-feira (12), ao comentar a divulgação do 81º Mapa de Risco Covid-19. Com vigência entre segunda-feira (15) e o domingo seguinte (21), o novo Mapa tem apenas o município de Afonso Cláudio, na região Sudoeste Serrana, em risco moderado (amarelo), e os demais 77 em risco baixo (verde). Matriz de Risco A Matriz de Risco de Convivência considera no eixo de ameaça o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias, além da quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias. Já o eixo de vulnerabilidade considera a taxa de ocupação de leitos potenciais de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento da Covid-19, isto é, a disponibilidade máxima de leitos para tratamento da doença. O Mapa de Risco segue as orientações dos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde e recomendações da equipe de especialistas do Centro de Comando e Controle (CCC) Covid-19 no Espírito Santo, que é composto pelo Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Secretaria da Saúde (Sesa), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). As decisões seguem parâmetros técnicos.
Análise de tratamento de água da Serra coloca em dúvida eficiência da Cesan
Membros de comissão especial, prorrogada por mais 60 dias, constataram irregularidades no contrato Análises sobre o método utilizado pela Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) nas Estações de Tratamento (ETs) serão encaminhadas, depois deste feriado prolongado, à Comissão Especial de Inquérito (CEI) aberta na Câmara da Serra para investigar denúncias de irregularidades no saneamento básico do município. As análises comprovariam que o contrato, iniciado em 2015, não é cumprido integralmente. O compromisso foi firmado pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Cláudio Denicoli, que questionou em depoimento a eficiência da Cesan e disse que a concessionária não cumpre o plano estabelecido. O contrato foi iniciado com prazo de duração de 30 anos, até 2045, depois de aprovado na Câmara de Vereadores em clima de muita polêmica. “A PPP [Parceria Público-Privada] tem que ser revista para haver uma correção de rumo, pois não está atendendo às necessidades da população”, disse Claudio Denicoli aos membros da CEI, que na próxima semana ouvirão o presidente da Ambiental Serra, Justino Brunelli, participante da PPP. Essa oitiva é muito esperada pelos vereadores, devido as diversas denúncias envolvendo a empresa. O secretário Claudio Denicoli falou a respeito das condicionantes que não são cumpridas pela Cesan e Ambiental Serra e deixou claro a sua insatisfação com o serviço da Cesan e concessionária, destacando a dificuldades de obter resultados na cobrança das melhorias nas estações de tratamento de esgoto da cidade, inclusive com a participação Ministério Público Estadual (MPES). Ele citou como exemplo a lagoa de Maringá, localizada nas proximidades de Manguinhos. “Quem polui a lagoa é a estação de tratamento do Civit II”, apontando ineficácia no método utilizado e parâmetros colocados em peças publicitárias da companhia, que informam índices elevados de retirada de resíduos, fora da realidade. Denicoli admitiu que a Prefeitura da Serra perdeu o controle sobre a fiscalização do contrato de concessão do tratamento do saneamento básico da cidade e destacou os investimentos do município, desde 2009, cujos resultados foram “entregues de bandeja à Cesan, que até hoje faz o que quer”. A CEI apurou, com a confirmação do secretário, que o município não tem participação nas decisões, defendendo uma correção nas metas e métodos firmados por ocasião dos contratos. “Trata-se de uma situação irreversível”, disse, comprometendo-se a apresentar dados para ajudar nos trabalhos de investigação. A CEI foi instaurada em 25 de maio de 2021 e, no último dia 8, o prazo de conclusão foi prorrogado por mais 60 dias. Os membros da CEI – Anderson Muniz (Podemos), presidente; Elcimara Loureiro (PP) e Fred Mauro (PSDB) – já inspecionaram algumas instalações, a fim de constatarem as denúncias que, segundo Muniz, chegam a “todo momento”. O relatório em posse do colegiado aponta que, até o primeiro trimestre de 2021, a concessionária já recebeu um total de R$ 265,55 milhões de recursos da parcela fixa, sendo que aproximadamente 45% desse valor seriam referentes a investimentos nos sistemas de tratamento (estações de tratamento e esgoto, desativações, reversões e desapropriações). Segundo o levantamento, a concessionária já recebeu cerca de R$ 120 milhões para cumprir o previsto em seu plano de investimento referente às ações no seu tratamento, mas ainda não executou a maioria das melhorias determinadas em contrato
Princípios e valores
Educação, formação e informação são importantes para que o povo conheça seus direitos A cidadania, que só pode ser plena numa democracia, é uma condição de acesso dos cidadãos aos direitos sociais, por meio de políticas públicas como as de educação, saúde, segurança, previdência, emprego, salários dignos, moradia e transporte público, e que são as necessidades básicas que possibilitam se desenvolverem, investindo em seus potenciais, para melhor participar de forma ativa e consciente na sociedade por meio de suas organizações. Numa democracia, o poder político deve ser exercido pelo povo e cidadão é aquele que toma parte desta sociedade construindo, exercendo, mantendo e defendendo os diretos que são garantidos pela sua lei maior, que é a Constituição Federal. A cidadania política está alicerçada nos principais valores da democracia, a liberdade, a igualdade, a solidariedade, a tolerância e o bem-estar de todos os que convivem na sociedade. A cidadania não é apenas exercer o direito de votar e ser votado, mas exercer uma participação efetiva mais ampla, garantindo de forma consciente e organizada os meios para construir, exercer e defender os direitos sociais, participando de forma ativa da construção da sociedade que necessitamos e merecemos, fortalecendo cada dia mais nossa democracia. A cidadania deixou de ser tão somente o direito de votar e ser votado, é na verdade muito mais que isso. É ter direito à educação de qualidade, à saúde, à informação e poder de participação na condução das políticas públicas e na igualdade de oportunidades. No conceito de cidadania, com seus direitos, está implícita a necessidade das transformações sociais diante das evoluções e consequentes mudanças permanentes de pensamentos e ideias. A cidadania, assim como a sociedade, é viva, dinâmica, e vai mudando com o passar do tempo e os avanços da sociedade a cada geração. Em seu contorno mais amplo, caminha no objetivo de avançar constantemente na garantia de vida digna e saudável para todas as pessoas. Na Grécia e na Roma antiga, a cidadania era para direitos de poucos, apresentando claramente um conflito entre a essência da ideia e a prática na sociedade. A partir da Revolução Francesa, 1779/1789, uma nova forma de estado surge, trazendo os ideais de liberdade e igualdade conduzidos pela burguesia da época, como forma de enfrentar o autoritarismo dos governos monárquicos, o que fortaleceu as lutas sociais, estreitando os vínculos da sociedade política com seus membros, fortalecendo a cidadania. As duas grandes guerras mundiais, 1914 e 1945, também foram importantes para a mudança das ideias sobre a cidadania e como um governo sem a participação de seu povo pode cometer atrocidades, justificando-as legalmente. Foi quando o mundo passou a compreender, por meio da sociedade civil e dos organismos internacionais, a importância da cidadania e sua estreita ligação com os direitos humanos. A cidadania passa então a ser vista para além da participação política, mas também como um dever do estado em ofertar e garantir as condições mínimas para seu exercício e a proteção do direito à vida, à educação, à informação e a participação nas políticas públicas e nas importantes decisões do estado. A educação, a formação e a informação são instrumentos extremamente importantes para que o povo conheça seus direitos e tenha condições de lutar para garantir sua execução e manutenção. A cidadania, além da participação política ativa e do direito a votar e ser votado, também é o dever do estado em ofertar ao povo cidadão a garantia das necessidades mínimas para sua vida com dignidade. A cidadania é sempre voltada para um agir, para um movimento de participação. Os Direitos Humanos são considerados como os direitos básicos, fundamentais para todo e qualquer ser humano. São necessários para garantir a participação plena do cidadão na vida social. Considerando que a cidadania é o direito de participação na sociedade e que, para isso, o cidadão deve ter garantido e defendido seus direitos básicos, como a vida, moradia, educação, liberdade, informação, entre ouros tantos, e também considerando que estes são direitos básicos de qualquer ser humano, então podemos concluir que a violação dos direitos humanos são prejuízos ao pleno exercício da cidadania. A Declaração dos Direitos do Homem de 1948, trouxe como prioridade os direitos em três dimensões, os civis e políticos, os econômicos e sociais e os direitos difusos. Baseiam-se na relação democrática entre os direitos e as liberdades individuais na sociedade em que se vive. A Declaração Universal dos Direitos Humanos deve ser um guia para a análise de conflitos de valores e para a elaboração de programas que busquem uma sociedade pautada em valores humanos. Em seu artigo primeiro, afirma que, todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos, são dotados de razão e de consciência, e devem agir em relação umas com as outras com espírito de fraternidade, remetendo aos ideais da revolução francesa, liberdade, igualdade e fraternidade. Na Declaração, a comunidade internacional encontrou um consenso em relação aos direitos fundamentais do ser humano, que deve servir de guia no enfrentamento dos conflitos vivenciados no dia a dia na elaboração de políticas públicas, para garantir a dignidade humana dos cidadãos, contribuindo para a formação de cidadãos que buscam a transformação das situações de injustiças como discriminação, violência e desrespeito ainda encontradas em nossa sociedade. A sociedade que merecemos e que será construída com a nossa participação e luta, será o resultado de uma postura ética, no agir do nosso tempo, como forma de construir a sociedade de igualdade e justiça para o nós e os nossos descendentes, respaldada na racionalidade ética, na nossa capacidade de dialogar, de debater e decidir por maioria, que é o fundamento e são os valores de uma sociedade democrática com cidadania plena.
Sem apresentar laudo técnico, prefeitura retira árvore no Centro de Vitória
Um oiti, datado de 1925, foi extraído nesta sexta-feira, ignorando pleito e mobilização da comunidade Apesar da mobilização da comunidade, um oiti datado de 1925 foi extraído na manhã desta sexta-feira (12) em frente à praça Ubaldo Ramalhete, no Centro de Vitória. A alegação foi de que a árvore abalava a estrutura de um imóvel, o que motivou os moradores a exigir, da gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos), a apresentação de um laudo para comprovar a necessidade de extração. A reivindicação, porém, não foi atendida, rompendo compromisso feito pela prefeitura. Contatada pela comunidade, a gestão municipal afirmou que o laudo não estava no sistema em virtude da invasão de um hacker, mas seria colocado nessa segunda-feira (8), o que não aconteceu. A retirada da árvore, para a moradora do Centro, Cristiane Martins do Canto, foi uma atitude “arbitrária, abusiva e ilegal”. “A lei faculta a retirada se estiver comprovadamente causando dano, por isso, gostaríamos de ter visto um laudo que comprovasse a necessidade de extração. O que nos foi apresentado foi um parecer, parecer não é laudo”, diz. Para Cristiane, o laudo é necessário para que as pessoas tenham a informação necessária a ser analisada e, se possível, após estudos, apresentar alternativas, como a poda da raiz ao invés da extração. “Mas não foi dada a possibilidade de a comunidade fazer isso. Essa gestão foi eleita para representar todos os munícipes de Vitória. Diante da comoção por causa da decisão de retirar a árvore, o mínimo era parar o processo para que pudéssemos discutir o assunto. É um poder executivo que não ouve seus munícipes”, lamenta. No parecer da prefeitura, apresentado na semana passada, consta que “após vistoria técnica ao local, foi constatado tratar-se de um exemplar arbóreo com copa densa, além de afloramento radicular [raízes superficiais causando danos ao pavimento] e posteriores danos ao imóvel frontal”. Nessa segunda-feira, data em que o laudo técnico seria apresentado, conforme compromisso assumido pela prefeitura, a gestão se limitou a atualizar o andamento da solicitação de extração da planta, ratificando sua retirada. Na atualização, afirma que, diante da “impossibilidade de execução do procedimento de área livre e poda de raízes [abertura do pavimento] do vegetal referenciado, torna-se necessário executar a supressão do mesmo sem substituição”. Diz ainda que “tal medida encontra-se em conformidade com a Lei Número 8696/2014, capítulo VI, inciso III [exemplar causando dano comprovado ao patrimônio público ou privado, quando não for possível saná-los com técnicas de manejo]”. A prefeitura acrescenta: “em relação a não substituição, um possível plantio estaria tecnicamente inviabilizado, tendo em vista os preceitos da Lei Número 8696/2014, Artigo 17, alínea b, inciso II. Portanto, o vegetal será suprimido sem substituição, por haver incompatibilidades técnicas/ausência de espaço livre e sem conflito futuro”. A mobilização dos moradores contou com uma manifestação no último dia 5, após uma poda da árvore, considerada “drástica”, e posterior anúncio de sua extração. Depois foi formalizada denúncia na Promotoria de Meio Ambiente e acionado o mandato da vereadora Karla Coser (PT), já que ela faz parte da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vitória. Os moradores também acionaram o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea/ES) para instauração de procedimento que possibilitasse parar o processo de retirada da árvore, para que fossem feitos estudos com a finalidade de avaliar se de fato a planta afeta a estrutura do imóvel e, neste caso, se uma poda de raiz é suficiente para sanar o problema. Foto: Divulgação A Associação de Moradores do Centro (Amacentro) chegou a contar com o apoio de uma engenheira civil que se voluntariou para analisar se a árvore realmente estava abalando a estrutura do imóvel. Além disso, colocou a área jurídica da entidade à disposição para análise das leis citadas no documento da prefeitura. De posse das duas análises, a associação pretendia estudar possíveis medidas para evitar a retirada do oiti. Moradores querem comprovação da necessidade de retirar árvore no Centro Acionada por dono de imóvel, prefeitura de Vitória alega dano ao pavimento pelas raízes da árvore, que está no local desde 1925 https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/moradores-querem-laudo-tecnico-que-comprove-necessidade-de-retirada-de-arvore-no-centro-de-vitoria Prefeitura não apresenta laudo sobre retirada de árvore no Centro de Vitória Moradores formalizaram denúncia na Promotoria de Meio Ambiente e acionaram o Crea-ES https://www.seculodiario.com.br/cidades/prefeitura-nao-apresenta-laudo-que-comprove-necessidade-de-retirada-de-arvore-no-centro
Há cinco anos em local improvisado, comunidade cobra construção de escola
Defensoria Pública foi acionada em busca de solução para o problema registrado no Território do Bem, em Vitória Os moradores da comunidade de São Benedito, no Território do Bem, reivindicam que a construção da Escola Municipal Paulo Roberto Vieira Gomes se concretize. Há cinco anos o colégio funciona em um imóvel improvisado, cedido por um antigo projeto social da região, pois o prédio anterior não tinha infraestrutura e havia o risco de uma pedra rolar e atingir a unidade de ensino. Para auxiliar na concretização da construção da escola, que atende a 100 crianças, o Fórum de Moradores do Território do Bem acionou a Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES). A DPES visitou o local, e, conforme relata o coordenador do Fórum, Valmir Rodrigues Dantas, a comunidade aguarda informações sobre quais serão os próximos passos. “O espaço da escola é pequeno, pois a construção é um prédio com alguns andares, sem elevador, quadra de esportes e acessibilidade de modo geral. Crianças e professores só acessam os espaços por escadas”, constatou a Defensoria, por meio da coordenação da Infância e Juventude. Valmir recorda que em 2020, no mandato do então prefeito, Luciano Rezende (Cidadania), chegou a ser assinada ordem de serviço e feito um projeto, mas a obra não se tornou realidade. Agora, na gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos), foi lançado edital para contratação de uma nova empresa para execução, já que a prefeitura alega que o projeto não é possível de ser colocado em prática no terreno destinado para ele, do qual foram desapropriadas oito famílias. O coordenador do Fórum destaca que a situação tem prejudicado os estudantes e seus responsáveis, que em busca de melhor qualidade de ensino para os alunos, matriculam as crianças e adolescentes em unidades de ensino de bairros vizinhos. A precariedade na infraestrutura da escola de São Benedito, como ele alerta, tem desmotivado os estudantes, e, inclusive, pode prejudicar a luta para que a juventude não entre para o tráfico. “Quanto mais essa obra demora, pior, pois desestimula os estudantes. Estudar não é ficar só na sala de aula, tem que ter lazer, esporte, cultura, laboratório de informática decente. Criança tem energia, quer brincar, correr”, ressalta.
Servidores pressionam deputados para exigir reposição inflacionária
Ato dos servidores públicos do Estado será realizado em frente à Assembleia Legislativa A fim de cobrar posicionamento do governo do Estado sobre a recomposição inflacionária do funcionalismo público, a Diretoria Plena do Sindipúblicos (Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado) se reunirá na próxima quarta-feira (17), a partir das 14 horas, por teleconferência, para definir a participação da categoria na Assembleia Geral Unificada no dia 22 de novembro, a ser realizada na Assembleia Legislativa. O diretor da Pública Central do Servidor, Rodrigo Rodrigues, informa que a mobilização visa buscar apoio dos parlamentares para a reivindicação, exposta em ofício ao governo no final de outubro. “Durante a reunião, serão apresentado todos os encaminhamentos já realizados pela cobrança do direito à revisão e levantadas propostas que venham a agregar a luta da categoria. Por isso, a participação de todos os delegados e demais membros da Diretoria Plena é fundamental na construção coletiva pela valorização profissional dos servidores”, comenta o dirigente sindical. A assembleia plena inclui os delegados sindicais e diretoria executiva, para reforçar os termos da mensagem encaminhada ao governo, na qual constam dados sobre a arrecadação do Estado, que supera as previsões, o que representa a possibilidade de atender ao pedido dos servidores se onerar as finanças públicas. Os servidores públicos estaduais querem a recomposição das perdas inflacionárias acumuladas em 2020 e 2021 e o pagamento garantido em janeiro de 2022. Ao entregar o ofício, os representantes da categoria pediram reunião para tratar da aplicação da revisão geral anual (RGA). As categorias consideram que é histórica a ausência de reposição inflacionária aos seus vencimentos. Organizada pela Pública Central do Servidor e demais entidades representantes dos servidores, a assembleia terá como ponto de pauta a discussão das estratégias de luta pela recomposição geral anual.. No texto, é destacado que “a arrecadação de ICMS no Espírito Santo, principal fonte de recursos do Estado, tem batido recordes, apesar da pandemia”, citando dados oficiais, fator que favorece a reivindicação. Lembra, ainda, que a recomposição é um o direito constitucional e se mostra viável financeiramente, sem comprometer as contas públicas, e acrescenta que a revisão não foi aplicada aos vencimentos dos servidores públicos do Espírito Santo em função da vigência da Lei Complementar Federal 173/2020, quanto às vedações estabelecidas em seu artigo 8º, cujo prazo se encerra no final deste ano.
‘Mineradoras continuam negando danos ambientais já comprovados’
Pela quinta vez em um ano, Justiça Federal impede Renova de retirar universidades públicas dos estudos ambientais Leonardo Sá Há um ano tem sido assim: a Justiça Federal determina, por mais 90 dias, que os estudos sobre os impactos do rompimento da barragem Fundão sobre a biodiversidade marinha continuem sendo feitos pelas universidades públicas reunidas na Rede Rio Doce Mar (RRDM), negando, assim, os insistentes pedidos da Fundação Renova para que o trabalho seja desmembrado em vários contratos, num mix de empresas privadas de consultoria e algumas entidades públicas. A quinta decisão da série foi tornada pública na tarde desta quarta-feira (10), durante reunião virtual entre a Renova e a Câmara Técnica de Biodiversidade do Comitê Interfederativo (CTBio/CIF), instância responsável por formular as diretrizes e validar os estudos relativos ao Programa de Monitoramento da Biodiversidade Marinha (PBMA), estabelecido na cláusula 165 do Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), acordo firmado em março de 2016 entre as mineradoras Samarco/Vale-BHP, responsáveis pelo crime socioambiental contra o Rio Doce, a União e os governos estaduais do Espírito Santo e Minas Gerais. Acordo que, apesar de todas as falhas apontadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e as Defensorias Públicas, principalmente no tocante à participação dos atingidos, é o que segue como principal regente do processo de reparação, mas, com metas e prazos absurdamente descumpridos, como já demonstraram os experts do MPF e estudos acadêmicos, como da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Foi pouco antes do início da reunião virtual, transmitida pelo canal do YouTube da Fundação Renova, que os membros da CTBio tomaram conhecimento da decisão judicial que determinava a continuidade da RRDM na execução do programa. Feliz exceção A sentença é assinada no dia sete de novembro pelo juiz federal Mário de Paula Franco Junior, da 12ª Vara Federal de Minas Gerais, o mesmo que tem sido acusado por mais de uma centena de juristas de renome no país, de atuar parcialmente em favor das mineradoras responsáveis pelo desastre, e, por isso, tem sofrido diversas representações de entidades jurídicas, especialistas e do MPF no sentido de reverter os prejuízos que suas decisões têm causado aos grupos mais desassistidos pela Fundação Renova nesse longo, lento e ineficaz processo de reparação. As seguidas sentenças contrárias aos pedidos da Renova e suas empresas mantenedoras, portanto, continuam surpreendendo. Felizmente. Fato é que, por razões ainda desconhecidas pelos atores envolvidos no processo de reparação, Mário de Paula tem sido obrigado a concordar com os argumentos técnicos muito bem estruturados pela Advocacia Geral da União (AGU) em favor da manutenção da Rede Rio Doce Mar no PMBA. Nessa última sentença, o magistrado acata os dois pedidos feitos pelo procurador federal Marcelo Kokke, do Núcleo de Ações Prioritárias da Procuradoria Federal no Estado de Minas Gerais (PFMG), na petição enviado ao juízo em três de setembro: que a Renova apresente o seu alardeado “Plano de Transição”, para que a CTBio possa avaliar e dar seu parecer sobre aceitá-lo ou não; e que o PMBA continue sendo executado pela rede de universidades, por meio do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre a Renova e a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FES/Ufes). Ao aceitar os pedidos, o juiz estabelece novamente o prazo de 90 dias de vigência do ACT Renova-FES/Ufes, “período em que as partes deverão estabelecer/continuar o diálogo e manter as tratativas com vista às eventuais correções e/ou ajustes e/ou aprimoramentos que se fizerem necessários”; e de 30 dias para que a CTBio/CIF se posicione sobre o Plano de Transição defendido pela Renova. Plano que, em síntese, deve apresentar argumentos convincentes em favor da substituição da rede por um outro formato de execução do Programa de Monitoramento, ainda a ser detalhado pela Renova. Dos 30 pontos que compõem a petição da AGU, o juiz Mario de Paula transcreveu 25 em sua sentença, dando a entender que são os tópicos mais relevantes que guiaram as 15 páginas de sua sentença. Negando o óbvio “… é esperada contrariedade das empresas em relação aos resultados dos estudos [feitos pela RRDM no âmbito do PMBA], pelo volume de provas científicas produzidas que demonstram com segurança técnica os prejuízos ambientais acarretados pelo desastre de Mariana na biodiversidade marinha“, pondera a AGU, em um dos trechos transcritos na decisão do juiz. “Quanto à substituição da FEST/RRDM pela Control [empresa de consultoria privada indicada pela Renova inicialmente e depois substituída pela Ambipar] nos estudos de ecotoxicologia [hoje feitos pela Universidade Federal do Rio Grande – FURG, considerada uma das mais respeitadas nesse tipo de estudo], opinamos de forma contrária, uma vez que o atual monitoramento tem sido exitoso em identificar e evidenciar impactos relacionados ao rompimento da barragem de Fundão”. “Rechaça-se assim completamente as alegações das empresas [responsáveis pelo crime contra o Rio Doce], em todos os seus aspectos. O objetivo da dupla minerária é em si afastar o dever de reparar e impedir a identificação plena dos danos ambientais ocorridos”. Somados, os três trechos sustentam a ideia sintetizada na frase que dá título a esta matéria, de que as empresas criminosas continuam negando os danos ambientais causados pelo rompimento da barragem, já devidamente comprovados pelos estudos científicos independentes e de boa-fé feitos pelas mais de 20 universidades públicas e 500 pesquisadores que compõem a Rede Rio Doce Mar. Esforço coletivo Estudos, importante lembrar, que foram iniciados antes da chegada da lama no Espírito Santo, por uma iniciativa dos próprios pesquisadores, muitos dos quais já desenvolviam pesquisas na região atingida há anos, e que moveram esforços pessoais e institucionais de seus laboratórios e departamentos acadêmicos, para coletar dados que, sabiam, seriam cruciais para entender o tamanho do problema que vinha descendo rio abaixo, desde Mariana/MG. Nessa época, possivelmente ninguém ou poucos sabiam que tratava-se do maior crime socioambiental da história brasileira e um dos maiores da mineração mundial. Os primeiros resultados das universidades começaram a sair por volta de 2017 e foi somente dois anos depois, em 2018, que a Renova passou a financiar as pesquisas. Em Minas Gerais, onde o esforço coletivo das universidades não conseguiu ser formado