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Capixabas se destacam em concurso nacional de méis de abelhas sem ferrão

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Com sete meliponários inscritos entre mais de 70 concorrentes, Estado levou três premiações Ritiele Alcântara de Oliveira Os criadores de abelhas nativas capixabas foram destaque no 7º Concurso Nacional de Méis de Abelhas Sem Ferrão, promovido pela Associação de Meliponicultores do Rio de Janeiro (AME-RJ). Com sete inscritos entre os mais de 70 concorrentes, o Espírito Santo levou três premiações: o terceiro lugar geral e o segundo e terceiro lugares na categoria refrigerado. O bom resultado é comemorado pelo presidente da Associação de Meliponicultores do Espírito Santo (AME-ES), João Luiz Teixeira Santos. “Significa muito: uma valorização das abelhas sem ferrão e um incentivo para que mais pessoas pratiquem a atividade, o que tem o poder de ajudar na conservação das espécies”, pondera, lembrando que há um grande número de espécies nativas ameaçadas de extinção e, todas, cada vez mais expostas à aplicação desenfreada de agrotóxicos. Especificamente para a meliponicultora capixaba, a repercussão também é positiva. “Indica que nós, no Espírito Santo, estamos trabalhando bem nos manejos das abelhas e que é alta a qualidade de nossas floradas. O Estado é o campeão brasileiro na quantidade de espécies de plantas por quilômetro quadrado. Isso possibilita uma grande riqueza de sabores e aromas. Se houver um apoio maior para a Meliponicultura, as possibilidades comerciais e ecológicas da atividade vão aflorar”, exulta. Foram dois meliponários premiados: o Trilha do Mel, mantido pela AME-ES em parceria com a Associação dos Funcionários da Caixa (Apcef/ES), e localizado no Clube dos Funcionários da Caixa, em Bicanga, Serra, que ficou em 3º lugar Geral e em 2º lugar na categoria Refrigerado; e o Meliponário Capixaba, localizado no Patrimônio da Penha, na Serra do Caparaó, e gerido pelo presidente da AME-ES, que ficou em 3º lugar na categoria Refrigerado e em 4º lugar geral. Um terceiro meliponário também se destacou, o Manacá, localizado em Venda Nova do Imigrante, na região serrana, de propriedade do chef Duaine Clements, que ficou em sexto lugar geral. João Luiz ressalta ainda outro aspecto importante, que os três meliponários trabalham com espécies diferentes de abelhas: Trilha do Mel com a uruçu-amarela (Melipona modury), Capixaba com a mandaçaia (Melipona quadrifasciata anthidioides), e o Manacá com a uruçu-negra ou uruçu-capixaba (Melipona capixaba), uma espécie endêmica das montanhas capixabas, ou seja, só ocorre nessa região do planeta. AME-ES O 7º concurso nacional da AME-RJ aconteceu no último sábado (6) no Parque Natural Municipal da Catacumba, localizado na Lagoa, na capital fluminense, e teve como jurados: Chef Elia Schramm, Eugênio Basile (MBee mel), Dra. Genna Sousa, Dra. Monika Barth e Chef Thomas Troisgros. Além da competição, a associação também aproveita a reunião de meliponários para trocar experiências e promover capacitações. Os jurados avaliaram os pontos fracos e, a partir deles, indicaram formações específicas para melhorar a qualidade dos produtos no futuro. “Um dos objetivos do concurso é passar informações para os produtores sobre formas de melhorar o trabalho, como a fermentação controlada dos méis maturados”, conta o coordenador do concurso nacional e dos cursos de capacitação da Ame-RJ, Luiz Alberto Medina. O concurso, conta, foi criado para valorizar os produtos da meliponicultora e é o único em âmbito nacional no Brasil. “O mel de abelha sem ferrão é muito desconhecido. Nosso intuito é trazer o público para conhecer esse trabalho. É um mel diferente. As pessoas o conhecem como mais hidratado, mas não e só isso. Ele tem uma diversidade muito grande, inclusive há alguns tão densos quanto os méis das abelhas africanizadas”. A diversidade de méis das abelhas sem ferrão decorre da diversidade de espécies desse grupo de abelhas, explica Medina. Enquanto as abelhas do gênero Apis – africanas, europeias e africanizadas (resultado, no Brasil, do cruzamento das duas originais) – somam cinco espécies em todo o mundo, as abelhas sem ferrão compõem mais de 50 gêneros (entre eles o Melipona) e 300 espécies. Todas as abelhas, com ou sem ferrão, conta, produzem o mel da mesma forma: primeiro, o néctar que é coletado para uma espécie de estômago especial, onde entra em contato com leveduras e bactérias específicas daquela abelha. De volta ao enxame, ela regurgita o néctar pré-fermentado na boca de outra abelha. Essa, ao engoli-lo, provoca um segundo processo de fermentação em seu estômago, regurgitando-o em seguida num favo (Apis) ou pote de mel (sem ferrão).  AME-ES “O sabor e a composição química do mel são resultados desse laboratório químico entre a abelha e o néctar que ela coletou”, sintetiza. “Cada espécie tem um conjunto diferente de leveduras e bactérias. Temos sabores característico pra mandaçaia, jandaira, uruçu-amarela, jataí…cada espécie tem uma nota específica, que é misturada com a características da florada. Existem também várias diferenças medicinais e nutricionais, porque o pote das abelhas sem ferrão é feito de cera e própolis, e o mel absorve essas essências”, complementa Medina. Em Portugal e nos Estados Unidos, os concursos também classificam os méis pela florada, além da espécie, pois cada espécie de planta também contribui para a diversidade de méis produzidos. “Entre as mandaçaias, numa mesma caixa [enxame], pode ter sabores diferentes, dependendo da florada que cada conjunto de abelhas daquele enxame utiliza”, exemplifica.  ‘Aplicar agrotóxicos a distâncias seguras para abelhas pode inviabilizar agricultura’ Agrônomo Edegar Formentini propõe a não pulverização em épocas de floração e maior controle da https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/aplicar-agrotoxicos-a-distancias-seguras-para-abelhas-pode-inviabilizar-agricultura Comissão da Ales aprova proibição de neonicotinóides em fumacês no ES – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/comissao-de-financas-da-ales-aprova-proibicao-de-neocorticoides-em-fumaces-no-es

09/11/2021 / 0 Comments
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​Manato e Erick disputam preferência de bolsonaristas no Espírito Santo

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Manato aguarda a decisão de Bolsonaro para definir o partido, enquanto Erick busca fortalecer a densidade eleitoral Leonardo Sá As representações no Espírito Santo do PTB e Republicanos, siglas do “Centrão”, grupo de partidos fisiológicos de direita da base aliada do governo Jair Bolsonaro no Congresso Nacional, oscilam entre o ex-deputado federal e governista de raiz, Carlos Manato (sem partido), e o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), pré-candidatos ao governo do Estado em 2022. A dúvida sobre quem apoiar depende da escolha partidária do presidente da República e, também, da definição dos cargos que estarão na disputa, com vantagem para Manato. Pré-candidato declarado à sucessão de Renato Casagrande (PSB), ao contrário de Erick Musso, que ainda não declarou o cargo que irá disputar, o ex-deputado federal praticamente está em campanha, inclusive com o PTB de portas abertas para recebê-lo. O convite, feito em setembro, só não foi fechado porque Manato aguarda a definição de Bolsonaro, que nos últimos dias incluiu o Republicanos entre suas preferências de filiação, ao lado do PP e do PL. Os meios políticos apontam que ele fechará com o partido ligado ao empresário Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deu, presidida pelo deputado Marcos Pereira, justamente o partido de Erick Musso.  Uma frente de partidos da direita e da extrema direita está em formação e, caso Bolsonaro opte pelo Republicanos, o quadro se altera no Espírito Santo, segundo o mercado político, com vantagem para Manato, considerando a relação que ele mantém com a gestão Bolsonaro. Nesta semana, em ato que fortalece suas ações políticas, a deputada Soraya Manato anunciou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, estará no Espírito Santo, para visitar os hospitais do Estado. Essa movimentação surge no âmbito nacional e leva em conta, também, divisões registradas no eleitorado do PP e PL no Nordeste e em áreas do Sudeste com relação à aceitação de Bolsonaro. Por ter um quadro formado majoritariamente por evangélicos, o Republicanos seria mais fácil de superar diferenças ideológicas por conta do poder das lideranças das igrejas. Apesar desse cenário, o PL se mantém entre as preferências de Bolsonaro. Nesta segunda-feira (8), circularam informações de que ele poderia anunciar até esta terça-feira (9) a filiação ao partido do ex-deputado federal Valdemar Costa Neto. A articulação é costurada pelo ex-senador Magno Malta, candidato ao Senado, que, caso se confirme, sairá fortalecido, levando adiante articulação já iniciada com Manato. Também nesta segunda, Erick Musso deu mais um passo nas movimentações visando fortalecer a densidade eleitoral, apontada como baixa. Lançou um WhatsApp pessoal para manter contato com o público. No vídeo da campanha de divulgação do serviço, o presidente do legislativo estadual diz que “quer construir um Estado com a participação de todos, por meio de um debate amplo e democrático, viabilizando políticas públicas para os 78 municípios capixabas”. Lideranças políticas afirmam que Erick terá que alcançar, até abril de 2022, pelo menos 10% nos levantamentos feitos para consumo interno junto ao eleitorado. Caso contrário, resta-lhe concorrer à Câmara Federal ou à reeleição para a Assembleia. Uma situação que gera outros complicadores, decorrentes dos bolsonaristas ou simpatizantes do presidente da República, que desde já estariam manifestando o desejo de se filiar ao Republicanos e encontram barreiras. O mercado político local inclui nessa relação a deputada estadual Janete de Sá (PMN) e os vereadores de Vitória Deninho Silva e Luiz Emanuel Zouain, ambos do Cidadania.

08/11/2021 / 4 Comments
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Só abraça na certeza

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Após repercussão, Hartung tenta manter distância segura de projeto de Moro rumo à Presidência da República Leonardo Sá/ABr A repercussão na imprensa nacional, com efeitos locais, do envolvimento de Paulo Hartung (sem partido) com o projeto do ex-juiz Sergio Moro rumo à Presidência da República pelo Podemos, levou o ex-governador a correr para as redes sociais nesse final de semana para “tirar o corpo fora”. Tentou se esquivar de uma parceria direta, como costuma fazer, para evitar possíveis responsabilidades futuras e arranhões à imagem, caso o nome de Moro, que se filia ao partido nesta quarta-feira (10), não engate até o pleito de 2022. Na publicação, ele amplia o alvo de sua atuação em defesa de uma terceira via. “Pré-candidatura, estou apoiando todas; estou estimulando todos a colocarem seus nomes e suas ideias. No entanto, o que quero é ajudar o país a chegar em abril com um nome que represente equilíbrio e que torne esse potencial enorme que o Brasil tem em oportunidades para o povo”, justificou. O ex-governador foi apontado nos últimos dias como integrante da atual equipe de Moro e, inclusive, convidado a coordenar seu projeto de governo. Essa informação, na verdade, passou a circular antes, no mês passado, ganhando agora contornos oficiais. Mas, como não é novidade alguma, Hartung só abraça, mesmo, time que está ganhando em eleições, de preferência, embasado em certezas e números. E Moro, em todos os sentidos, ainda é uma incógnita, da qual PH, contrariando todas as evidências, vai tentar mostrar uma distância segura. Pelo menos por ora… Pontos em abertoNo mercado nacional, a classe política acompanha Moro com cautela. Pesam contra ele ter sido considerado parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação envolvendo o ex-presidente Lula e a Lava Jato e ter abandonado a carreira de juiz para virar ministro de Bolsonaro. Fora isso, o partido que escolheu tem pouco tempo de TV e recursos. Mas isso tudo é só o começo, muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte de 2022… NomesAté agora, no cenário da terceira via, os outros nomes que aparecem no projeto “Nem Lula, nem Bolsonaro”, são Ciro Gomes (PDT-SP); os governadores Eduardo Leite (PSDB-RS) e João Doria (PSDB-SP); a senadora Simone Tebet (MDB-MS); o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM); e o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). JuntosA propósito, enquanto rolam as movimentações envolvendo PP-Bolsonaro, Podemos-Moro-Hartung e PSD-Hartung, lideranças dos mesmos partidos seguem por aqui coladíssimos no governador Renato Casagrande (PSB). Nesse domingo (7), foi dia de inaugurações em Vila Velha. Além do prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos), no centro das atenções estavam o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Marcus Vicente (PP), e o deputado federal Neucimar Fraga (PSD). Juntos IIJá da Assembleia, Casagrande levou os deputados que têm reduto no município: Rafael Favatto (PSL) e Dr. Hércules (MDB). AmarraçõesNo caso do Podemos, a participação de Hartung no projeto de Moro esbarra nas alianças do partido no Estado, focadas 100% em Casagrande. Já o PP insiste em filiar Bolsonaro, que em mais um capítulo de sua novela partidária, agora já estaria com o pé dentro PL, do ex-senador Magno Malta. O PSD, de Neucimar, por meio do presidente nacional Gilberto Kassab, faz de tudo e mais um pouco para abrigar Hartung. Tal qualAssim como já faz Casagrande há tempos, o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), divulgou vídeo promocional nesta segunda-feira (8), para comunicar da criação de um canal de contato com os eleitores, por meio do WhatsApp. Ele pergunta: “Qual Espírito Santo você quer para o futuro?”, convoca para a “construção de um novo tempo”, e repete as críticas na direção da gestão estadual: “Não podemos permitir que o futuro do ES seja prejudicado por erros do presente”. GovernoO tom do vídeo também exalta “a participação de todos” e garante que o projeto tem como foco todos os 78 municípios do Estado, enredo que reforça as movimentações de Erick que sinalizam para o Palácio Anchieta em 2022, já que o tabuleiro ainda está em aberto, com pulverização de nomes no campo da oposição. BônusO deputado, além dessas inserções nas redes sociais, mantém sua agenda ativa na Capital, segunda principal vitrine política do Estado, ao lado do prefeito, aliado e correligionário, Lorenzo Pazolini, e também nos programas que lançou inicialmente, ligado às igrejas, lideranças e representantes da sociedade civil organizada. Nesse sábado (6), Erick e Pazolini estiveram juntos em uma agenda de apelo popular, a entrega de títulos de propriedade a 61 famílias em Jaburu e Floresta da Vitória. Nas redes“Notícia que aquece o coração: pela primeira vez, estado de SP não registra nenhum óbito por Covid-19. Vacina salva vidas. É a estratégia mais efetiva para o controle da pandemia! Vacine-se, procure a segunda dose e a dose de reforço se estiver no grupo indicado”. Ethel Maciel, epidemiologista e professora da Ufes. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com O fantástico ES de Hartung Como sempre acontece em períodos de movimentações eleitorais, PH espalha sua narrativa, ovacionado pelo ninho dos economistas liberais https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/o-fantastico-es-de-hartung

08/11/2021 / 0 Comments
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Educação Especial: falta de professores, estagiários e cuidadores continua na Serra

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Em reunião, Coletivo Mães Eficientes e Prefeitura da Serra constatam carência de pessoal, sem tempo estimado para solução Mães Eficientes Somos Nós A permanência da carência de profissionais para atender ao público-alvo da Educação Especial da rede municipal de educação da Serra foi constatada em reunião realizada entre o Coletivo Mães Eficientes Somos Nós, a prefeitura e o Ministério Público, na tarde desta segunda-feira (8). Sem, no entanto, ser estabelecido um prazo final para a solução do problema. Os professores, relata Mariana Saturnino de Paula, do MESN, a partir dos informes recebidos do secretário de Educação, Alessandro Bermudes, estão sendo contratados por processo seletivo, mas ainda em número insuficiente. Então a prefeitura está estendendo a carga horária dos que estão nas escolas. “Esse quantitativo é insuficiente. Lembrando que também há demanda no atendimento de contraturno, o AEE, que é de duas horas por semana por aluno!”, exclama a representante do Coletivo. Igualmente estão em quantitativo insuficiente os estagiários e os cuidadores. Para os estagiários, desde o aumento no valor da bolsa, de R$ 550 pra R$ 880, foram contratados 128 estagiários, que, somando ao 195 de então, totalizam 323 contratados. Sobre os cuidadores, o projeto de lei que permite aumentar o número máximo desses profissionais, atualmente limitado em 150 pela Lei 4.763/2017, está no gabinete do prefeito Sérgio Vidigal (PDT) aguardando análise para envio à Câmara de Vereadores, sendo o dia nove de dezembro o prazo final para a medida. Primeiro dia da obrigatoriedade A reunião aconteceu ao final do primeiro dia de retorno obrigatório ao ensino presencial, sem revezamento, de todos os estudantes da educação infantil e ensino fundamental, na rede municipal serrana, o que trouxe nova onda de grande preocupação por parte das famílias de crianças e adolescentes, principalmente diante das aglomerações verificadas nas primeiras horas de implementação da medida. O retorno presencial sem revezamento de todo o ensino fundamental e educação infantil foi comunicado oficialmente por uma circular interna (CI) assinada em 27 de outubro e distribuída às escolas, datando para três de novembro, o retorno da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e para o dia oito o retorno do infantil e fundamental. O documento também orienta pela atualização dos Planos Estratégicos de Prevenção e Controle (PEPC) na Plataforma Escola Segura e indica o cumprimento dos protocolos de biossegurança estabelecidos na Portaria Estadual Conjunta Sesa/Sedu [Secretarias Estaduais de Saúde e de Educação] nº 7-R, de seis de outubro de 2021. A determinação do retorno obrigatório de todos os estudantes – com exceção dos que apresentam laudo de comorbidade para a Covid-19 – pegou de surpresa o Coletivo Mães Eficientes Somos Nós (MESN). “As escolas estão em desespero, as famílias também, porque não tem estagiário e cuidador suficiente. Na última reunião que fizemos com a prefeitura, na última semana de outubro, o secretário [municipal de Educação] Alessandro Bermudes disse que estão contratados 349 estagiários. No fluxo que eles nos mandaram, em 30 de outubro, consta 263 estagiários e 149 cuidadores pra 2.213 alunos! Vai dar conta? Não vai! Vai ser o colapso! Não fizeram estudo nenhum, se apoiam somente na Portaria conjunta do Estado. A escola do meu filho já avisou que ele vai ficar sem estagiário, porque só tem cinco estagiários para dar conta de 36 alunos, só no matutino”, relata Mariana Saturnino de Paula, integrante da comissão de Educação do Coletivo e representante das Mães Eficientes no Grupo de Trabalho que elabora, junto com a prefeitura, o Ministério Público e conselhos municipais afins, as Diretrizes para Educação Especial sob Perspectiva Inclusiva. Nas redes sociais, as mães do Coletivo – que moram majoritariamente na cidade da Serra – compartilham fotos das entradas das escolas de seus filhos, via de regra com aglomerações e muitos estudantes em máscara ao atravessarem o portão. Mariana conta que, segundo informações transmitidas pela gerente de Educação Especial, Karoline Patuzzo, a prefeitura ampliou as vagas pra contratação de estagiários e solicitou que as escolas enviem um levantamento de necessidades. Mas, na prática, a situação é a mesma do início do ano: quadro de pessoal insuficiente para atender a todos os estudantes. Acampamento Há dois meses, o Coletivo Mães Eficientes Somos Nós suspendeu a mobilização realizada durante 32 dias, quando dezenas de mães se revezaram, com seus filhos, em um acampamento montado dentro da prefeitura, como forma de reivindicar diálogo e solução para o número insuficiente de profissionais e estagiários que atendem as crianças com deficiência matriculadas na rede municipal de ensino da Serra. O “desacampamento” se deu por volta das 21h30 do dia nove de setembro, após o esperado encontro de Vidigal com as mães e seus filhos, quando as famílias relataram suas angústias. A conversa de Vidigal com as mães ocorreu após quatro horas e meia de reunião realizada em seu gabinete, na presença de uma comitiva de mães, de seu secretariado, de vereadores e de representantes de conselhos municipais afins ao tema, sob coordenação da promotora de Justiça Maria Cristina Rocha Pimentel, responsável pela área de Educação do Ministério Público Estadual (MPES). A reunião teve como produto final um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) apresentado pela prefeitura e o MPES e aperfeiçoado mediante as contribuições das mães e conselheiras presentes. Assinado por Sergio Vidigal, o secretário municipal de Educação, Alessandro Bermudes, e a promotora Maria Cristina, o documento estabelece compromissos da prefeitura com a melhoria do atendimento dos estudantes com deficiência nas escolas, bem como o atendimento em Saúde e Moradia das crianças e suas famílias, e contempla as Diretrizes para Educação Especial sob Perspectiva Inclusiva, que está sendo elaborado por um Grupo de Trabalho (GT) com participação do coletivo e tem prazo até primeiro de dezembro para serem concluídas. Prevê ainda multa de R$ 500 por dia em caso de descumprimento das medidas, dinheiro a ser revertido ao Fundo Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e ao Fundo Municipal da Pessoa com Deficiência. Bolsa-estágio Vinte dias depois, atendendo a um dos compromissos firmados no TAC, o prefeito Sergio Vidigal (PDT) sancionou a Lei nº 5.367, aumentando o valor

08/11/2021 / 0 Comments
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Outubro passado

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Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro… No mês que passou, foram completados 73 anos de nossa vida, que agradecemos ao Deus do alto. Neste período, cumprimos a controversa profecia do pensador comunista cubano Jose Marti: “Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Três coisas que cada pessoa deve fazer durante sua vida”. Pode até parecer que escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho (ou mais) sejam apenas atos, mas deixarão um legado, uma memória, enfim, uma reputação. Uma mistura ecológica, intelectual e familiar. Na realidade, podem-se dar muitos significados ao que quis dizer o referido cubano. Tive três filhos e com eles uma sequência, plantei três árvores lado a lado e que hoje estão frondosas, e escrevi um livro sobre a trajetória profissional (embora seja online, mas com milhares de acessos). Li um articulista analisando as três premissas do cubano. Dizia ele (o analista); que as árvores que você plantou podem ser derrubadas; que os filhos já não te pertencem mais (citando Gibran), e que um livro, embora eternizado, pode ficar esquecido numa biblioteca ou num arquivo. Outras análises sobre o que disse Marti (e a internet está cheia) falam da realização como ser humano, da felicidade de ter feito coisas boas, úteis, produtivas e eternas. Mas darei minha opinião sobre o assunto. Se propuser a fazer isso na vida, nada poderá ser programado. Tem de acontecer normalmente, quase mesmo sem pensar. A importância dessas realizações (válidas ou não) está no âmago da alma, na flutuação da consciência limpa e nas ações puras. PARABÓLICAS Jose Luiz Dantas tem o apoio de duas grandes personalidades do rádio, Monica e Paco. A SpaceSex está indo bem. Comentários de dentro da própria emissora dizem que Saul Josias faz um bom trabalho na Rádio Espírito Santo. A Gazeta prossegue no seu plano de renovação de funcionários, só que os novos são inexperientes e isso compromete a tradição. Lula avisou que, se eleito, vai voltar a fazer o seu Café com o Presidente, o programa de rádio semanal. Rádio é rádio! ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBETaylor Dane – Love Will Lead You Backhttps://www.youtube.com/watch?v=QtO5tCbSFBM MENSAGEM FINALNo avião, o medo é passageiro. Comandante Carvalho

08/11/2021 / 0 Comments
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Serra retorna Educação Especial sem estagiários e cuidadores suficientes

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Coletivo Mães Eficientes se reúne com prefeitura para evitar “colapso” indicado nas aglomerações já registradas Mães Eficientes Somos Nós Um estagiário para cada 8,5 estudantes com deficiência do município da Serra. Com essa proporção média, as aulas presenciais sem revezamento retornaram nesta segunda-feira (8), gerando nova onda de preocupação por parte das famílias de crianças e adolescentes, principalmente diante das aglomerações verificadas no primeiro dia da medida. O retorno presencial sem revezamento de todo o Ensino Fundamental e Educação Infantil foi comunicado oficialmente por uma circular interna (CI) assinada em 27 de outubro e distribuída às escolas, datando para três de novembro o retorno da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e para o dia oito o retorno do infantil e fundamental. O documento também orienta pela atualização dos Planos Estratégicos de Prevenção e Controle (PEPC) na Plataforma Escola Segura e indica o cumprimento dos protocolos de biossegurança estabelecidos na Portaria Estadual Conjunta Sesa/Sedu [Secretarias Estaduais de Saúde e de Educação] nº 7-R, de seis de outubro de 2021. A determinação do retorno obrigatório de todos os estudantes – com exceção dos que apresentam laudo de comorbidade para a Covid-19 – pegou de surpresa o Coletivo Mães Eficientes Somos Nós (MESN). “As escolas estão em desespero, as famílias também, porque não tem estagiário e cuidador suficiente. Na última reunião que fizemos com a prefeitura, no final de outubro, o secretário [municipal de Educação] Alessandro Bermudes, disse que estão contratados 349 estagiários. No fluxo que eles nos mandaram, em 30 de outubro, consta 263 estagiários e 149 cuidadores pra 2.213 alunos! Vai dar conta? Não vai! Vai ser o colapso! Não fizeram estudo nenhum, se apoiam somente na portaria conjunta do Estado. A escola do meu filho já avisou que ele vai ficar sem estagiário, porque só tem cinco estagiários para dar conta de 36 alunos, só no matutino”, relata Mariana Saturnino de Paula, integrante da comissão de Educação do Coletivo e representante das Mães Eficientes no Grupo de Trabalho que elabora, junto com a prefeitura, o Ministério Público (MPES) e conselhos municipais afins, as Diretrizes para Educação Especial sob Perspectiva Inclusiva. Nas redes sociais, as mães do Coletivo – que moram majoritariamente na cidade da Serra – compartilham fotos das entradas das escolas de seus filhos, via de regra com aglomerações e muitos estudantes sem máscara ao atravessarem o portão. Mariana conta que, segundo informações transmitidas pela gerente de Educação Especial, Karoline Patuzzo, a prefeitura ampliou as vagas pra contratação de estagiários e solicitou que as escolas enviem um levantamento de necessidades. Mas, na prática, a situação é a mesma do início do ano: quadro de pessoal insuficiente para atender a todos os estudantes. Acampamento Há dois meses, o Coletivo Mães Eficientes Somos Nós suspendeu a mobilização realizada durante 32 dias, quando dezenas de mães se revezaram, com seus filhos, em um acampamento montado dentro da prefeitura, como forma de reivindicar diálogo e solução para o número insuficiente de profissionais e estagiários que atendem as crianças com deficiência matriculadas na rede municipal de ensino da Serra. O “desacampamento” se deu por volta das 21h30 do dia nove de setembro, após o esperado encontro do prefeito Sérgio Vidigal (PDT) com as mães e seus filhos, quando as famílias relataram suas angústias. A conversa ocorreu após quatro horas e meia de reunião realizada em seu gabinete, na presença de uma comitiva de mães, de seu secretariado, de vereadores e de representantes de conselhos municipais afins ao tema, sob coordenação da promotora de Justiça Maria Cristina Rocha Pimentel, responsável pela área de Educação do Ministério Público Estadual (MPES). A reunião teve como produto final um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) apresentado pela prefeitura e o MPES e aperfeiçoado mediante as contribuições das mães e conselheiras presentes. Assinado por Sergio Vidigal, o secretário Alessandro Bermudes e a promotora Maria Cristina, o documento estabelece compromissos da prefeitura com a melhoria do atendimento dos estudantes com deficiência nas escolas, bem como o atendimento em Saúde e Moradia das crianças e suas famílias, e contempla as Diretrizes para Educação Especial sob Perspectiva Inclusiva, elaboradas por um Grupo de Trabalho (GT) com participação do coletivo e tem prazo até primeiro de dezembro para serem concluídas. Prevê ainda multa de R$ 500 por dia em caso de descumprimento das medidas, dinheiro a ser revertido ao Fundo Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e ao Fundo Municipal da Pessoa com Deficiência. Bolsa-estágio Vinte dias depois, atendendo a um dos compromissos firmados no TAC, o prefeito Sergio Vidigal (PDT) sancionou a Lei nº 5.367, aumentando o valor da bolsa paga aos estagiários que atuarem na Educação Especial do município, de R$ 550 para R$ 880. Mesmo assim, ainda não foi possível aumentar o número de estagiários Vereadoras denunciam ‘cheque em branco’ a Vidigal para contratos temporários PL é ilegal, expõe denúncia, que reivindica realização do concurso público que já tem mais de 50 mil inscritos https://www.seculodiario.com.br/politica/vereadoras-denunciam-cheque-em-branco-a-sergio-vidigal-para-contratos-temporarios A vontade, a curiosidade e o diálogo necessários para a verdadeira inclusão Acampadas há 23 dias na Serra, Mães Eficientes sabem que pedem bem menos do que a lei garante a seus filhos https://www.seculodiario.com.br/educacao/a-vontade-a-curiosidade-e-o-dialogo-necessarios-para-a-verdadeira-inclusao ‘Todos os alunos se beneficiam do conteúdo flexibilizado da Educação Inclusiva’ Santa Maria de Jetibá mantém há seis anos gestão da educação especial que merece ser replicada em todo o ES https://www.seculodiario.com.br/educacao/todos-os-alunos-se-beneficiam-do-conteudo-flexibilizado-da-educacao-inclusiva

08/11/2021 / 0 Comments
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‘Com as novas declarações de Bolsonaro, vontade de fazer greve é maior’

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Reunião da Federação dos Petroleiros para deliberar sobre greve foi remarcada para esta sexta A reunião do Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi remarcada para esta sexta-feira (12), para disponibilizar mais tempo de diálogo dos sindicatos com as bases sobre a possibilidade de deflagrar uma paralisação. “Com as novas declarações de Bolsonaro, nossa vontade de fazer greve é maior”, ressalta o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro/ES). Ele se refere ao fato de que, nessa sábado (6), após uma motociata no Paraná, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar que o governo federal estuda formas de privatizar a Petrobras, dizendo que almeja “se livrar” da estatal. Antes, tanto Bolsonaro quanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, já haviam falado da possibilidade de privatização da Petrobras. Segundo a FUP, “eles preparam, a portas fechadas, um projeto de lei que autoriza a União a entregar ao mercado financeiro as ações que ainda restam sob controle do Estado brasileiro. Ou seja, para acelerar a privatização da maior empresa nacional, o governo Bolsonaro quer alterar a Constituição, com o aval da Câmara e do Senado, como está fazendo com os Correios e como já fez com o Sistema Eletrobrás”.O adiamento da reunião do Conselho Deliberativo da FUP, que seria na última sexta-feira (5), foi necessário porque alguns sindicatos, a exemplo de entidades localizadas nos estados do Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, não conseguiram realizar as setoriais, ou seja, o diálogo com os trabalhadores sobre a possibilidade de uma greve da categoria. O impedimento foi devido à necessidade de realização de assembleias sobre mudanças de escala impostas pela Petrobras em algumas localidades. Entretanto, afirma Valnísio Hoffmann, não se trata de um enfraquecimento do movimento grevista. No Espírito Santo, foi possível realizar as setoriais, que ocorreram em Linhares e Aracruz, no norte do Estado, e com petroleiros embarcados, em Vitória. Nessas atividades, segundo Hoffmann, foi perceptível que os petroleiros capixabas “estão com sangue nos olhos e vontade de defender a Petrobras e o povo”. Essa realidade, afirma, não é diferente em petroleiros de outros estados. Hoffmann acredita que a paralisação será aprovada no Conselho. A partir daí, serão realizadas assembleias nos estados, culminando na aprovação do que o Sindipetro/ES acredita que será a maior greve da história da categoria petroleira no Brasil. Além das declarações de Bolsonaro, outra motivação para a paralisação é a política de preços do combustível, que é atrelada ao dólar, além do lucro acumulado da Petrobras em 2021, divulgado em 28 de outubro, que foi de R$ 75,1 bilhões. Desse total, cerca de R$ 60 bilhões serão destinados para acionistas. “A divulgação do lucro mostra que a Petrobras tem beneficiado empresas estrangeiras e os acionistas, em detrimento do povo”, destaca Hoffmann. O coordenador do sindicato critica ainda que, apesar do lucro bilionário, a Petrobras estuda a possibilidade de destinar somente R$ 300 milhões para um programa de subsídio de gás de cozinha para pessoas em vulnerabilidade social. ‘Estamos no abismo, ou a gente reage, ou cai e morre’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/direitos/estamos-no-abismo-ou-a-gente-reage-ou-cai-e-morre-diz-sindipetro

08/11/2021 / 1 Comment
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Coletivo organiza ato em memória de mulher assassinada em Guarapari

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Esse foi o terceiro caso de feminicídio registrado no município neste ano. Vigília será realizada nesta terça-feira, no centro da cidade O coletivo feminista Mulheres que Lutam realiza, nesta terça-feira (9), uma vigília em protesto a mais um caso de feminicídio em Guarapari. Nessa sábado (6), uma mulher foi assassinada pelo marido com golpes de facão dentro de um carro. Esse foi o terceiro caso na cidade este ano, de acordo com dados do Governo do Estado coletados até o mês de setembro. A concentração do ato será às 18h30, no centro da cidade. “Mais uma. Menos uma. Perdemos outra de nós, e a cada uma que vai, leva um pouco de todas. As que ficaram seguem gritando: Nenhuma a Menos, Vivas nos Queremos. (…) Vá de preto, pelo luto em luta, leve velas, cruzes e cartazes. Use máscara e álcool em gel. Quem mata uma mulher, mata a humanidade inteira. Parem de nos matar! Seguimos resistindo. Por isso, nos levantamos contra o feminicídio! Edilaine, presente!”, diz o coletivo nas redes sociais. Edilaine foi morta no bairro Nova Guarapari. A Polícia Militar afirma que foi acionada na tarde de sábado, com a informação de que um indivíduo agredia uma mulher no interior de um carro. “A equipe, de posse das informações, conseguiu abordar o veículo, onde encontraram uma mulher em óbito vítima de golpes de facão. O autor do fato foi detido e encaminhado para a delegacia”, diz nota da PM. Os dois filhos da vítima de feminicídio em Guarapari presenciaram o crime cometido contra a mãe. As crianças de dois e cinco anos foram encontradas com manchas de sangue e estavam em estado de choque após o ocorrido. A assistente social Emilly Marques, integrante do Coletivo Mulheres que Lutam e do Fórum de Mulheres do Espírito Santo (Fomes), explica que o ato desta terça é uma forma de gritar por socorro. “O movimento feminista tem um processo histórico de lembrar cada mulher que foi vítima da violência patriarcal e que teve sua vida retirada de forma brutal, então a vigília tem um objetivo de protesto, de dar visibilidade, porque essa situação não é um caso isolado, e gritar socorro para que parem de nos matar e as autoridades façam seus papeis para prevenir as violências, proteger as mulheres que precisam de assistência”, cobra. Casos como esses são cada vez mais recorrentes no município e em todo o Espírito Santo. De acordo com o Observatório da Segurança Pública do Governo do Estado, até setembro, 78 mulheres foram mortas no Espírito Santo. Ao todo, 53 casos foram registrados como homicídio doloso, enquanto 25 foram notificados como feminicídio, quando a mulher é morta apenas por ser mulher. Abalada pela situação, Emily ressalta que a responsabilização de quem cometeu o crime é importante, mas não é a única medida necessária para combater a violência contra a mulher. “Isso não traz ninguém de volta”, ressalta. A assistente social destaca o contexto de Guarapari, onde as mulheres não têm acesso a um abrigo social municipal e enfrentam dificuldades para acompanhamento psicológico clínico, que é ofertado apenas pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). “A gente acredita em um processo de mudança estrutural, na necessidade de políticas públicas, das autoridades ouvirem os coletivos feministas sobre as políticas públicas no município, de financiar as políticas públicas para as mulheres”, aponta. No próximo dia 25 de novembro, o movimento Levante Feminista Contra o Feminicídio no Espírito Santo vai realizar uma vigília estadual em protesto aos recorrentes casos de feminicídio. O ato será realizado na Praça Costa Pereira, com concentração às 16h. “Nós temos uma conjuntura de conservadorismo, machismo autorizado pelo Estado, onde a gente tem uma figura de um presidente extremamente machista e conservador, uma ministra de Direitos da Mulher que também é totalmente antifeminista, que desfinancia as políticas para as mulheres, que não investe nisso. Então nós temos um contexto, um cenário muito brutal para as mulheres. É um momento muito difícil, onde o racismo, o patriarcado e o capitalismo vão atacar as mulheres mais pobres, periféricas e negras”, destaca Emily. No final de outubro, entidades da sociedade civil realizaram um protesto em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, também denunciando a violência contra a mulher. O estopim foi o assassinato da vendedora Roseli Valiati Farias, morta pelo namorado no dia 17 de outubro, ao tentar terminar o relacionamento, conforme apontam as investigações. Durante a pandemia do coronavírus, o cenário, que já não era favorável para mulheres que vivem no Brasil, piorou. A dificuldade de acesso a serviços que passaram a funcionar apenas de forma remota e o maior convívio com os agressores, em razão do isolamento social, foram alguns dos fatores que contribuíram para o aumento da violência contra a mulher neste período. “Não foi a pandemia que criou a violência contra a mulher, mas a gente considera que nesse contexto ela se agravou”, ressalta. Nesse cenário, os atos e denúncias promovidas por coletivos feministas no Estado tentam interromper um ciclo de morte, cobrando estratégias públicas de prevenção para que mais casos como esses sejam registrados. “Depois que as mulheres morrem, não tem mais o que fazer, já tiraram o bem mais precioso que é a vida (…) Essa situação deixa filhos órfãos, crianças que também já sofreram essa violência (…) É uma barbárie que nós, enquanto sociedade, não podemos aceitar, e o poder público precisa ser também responsável, porque o Estado, quando não protege, também mata”, critica Emily.

08/11/2021 / 0 Comments
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Moradores querem comprovação da necessidade de retirar árvore no Centro

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Acionada por dono de imóvel, prefeitura de Vitória alega dano ao pavimento pelas raízes da árvore, que está no local desde 1925 A possibilidade de retirada de uma árvore em frente à praça Ubaldo Ramalhete, no Centro de Vitória, fez com que a comunidade acionasse a prefeitura para esclarecimentos técnicos sobre a necessidade da ação. Moradores apontam que o dono de um imóvel alega que a raiz da planta afeta a estrutura de sua propriedade, entretanto, a comunidade cobra estudos técnicos que comprovem isso, uma vez que a árvore, um oiti, está no local desde 1925. Foto: Divulgação A moradora do Centro, Cristiane Martins do Canto, relata que, primeiramente, foi feita uma poda “drástica”. Posteriormente, a comunidade soube que a árvore deveria ser extraída. Os moradores reivindicam que a extração seja suspensa até que se tenha informações técnicas do laudo da prefeitura, para saber se não há alternativas. Eles chegaram a acessar o sistema da gestão municipal, mas não tiveram acesso ao documento, que é público, devido à invasão de um hacker, que causou a retirada do sistema do ar. Até o momento, a prefeitura encaminhou para a Associação dos Moradores do Centro (Amacentro) somente uma parte do laudo. O presidente da entidade, Lino Feletti, informa que o argumento é de que não é possível ter acesso ao restante do parecer, porque não foi inserido no sistema devido à ação do hacker. Nessa parte do laudo, consta que “após vistoria técnica ao local, foi constatado tratar-se de um exemplar arbóreo com copa densa, além de afloramento radicular [raízes superficiais causando danos ao pavimento] e posteriores danos ao imóvel frontal”. Cristiane ressalta que “a árvore pertence à comunidade, faz parte da história do Centro. Se de fato tem que ser retirada, se de fato está prejudicando a estrutura do imóvel, a gente vai querer trabalhar a política de compensação, outra tem que ser colocada. Não precisa ser uma muda, que demora a crescer, sabemos que no viveiro da prefeitura tem árvores já grandes que podem ser plantadas”, afirma. A Amacentro pontua ser contrária a remoções injustificadas de árvores, mas diz saber que “em alguns casos específicos pode ser necessária a remoção”. Lino destaca que, até o momento, não há informações sobre outra atividade de arborização ou desarborização na região do Centro. De acordo com ele, em setembro deste ano, quando foi apresentada a proposta de estudo para reurbanização das ruas Gama Rosa e Sete de Setembro, a Amacentro conversou com o secretário de Desenvolvimento da Cidade e Habitação, Marcelo de Oliveira, para defender que no projeto seja contemplada a questão da arborização. A proposta da iniciativa de reurbanização é transformar as duas ruas em um polo gastronômico, com enterramento da fiação elétrica para evitar poluição visual, além de fazer obras de acessibilidade e restauração da praça Ubaldo Ramalhete.

08/11/2021 / 0 Comments
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‘Compensar queima de petróleo com eucalipto é vergonhoso’,

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Membro da delegação quilombola na COP26, Katia Penha alerta: negociações devem considerar as pessoas e a biodiversidade Da esq para a dir.: Sandra Braga, coordenadora-executiva da Conaq; Kátia Penha, coordenadora nacional da Conaq; e Hilton Durão, engenheiro agrônomo. Foto: Cleiton Lucas Purificação “A minha comunidade é impactada pelo petróleo e pelo eucalipto. Eles impactam o território pra vender seus produtos. Secam rios, não deixam a biodiversidade crescer. O eucalipto não serve nem pros passarinhos comerem, não tem frutas. O petróleo está no subsolo e não é renovável. São dois produtos que matam pessoas. Mas eles [os grandes empresários desses setores] querem compensar a queima de petróleo com eucalipto. Isso não existe! É uma negociação, uma troca vergonhosa. É vergonhoso dizer que um impacto vai compensar o outro”. A análise vem diretamente de Glasgow, na Escócia, onde é realizada, desde o dia 31 de outubro até o dia 12 de novembro, a 26° Conferência das Nações Unidas para a Mudança Climática (COP-26). E é enunciada por Katia Penha, liderança quilombola capixaba da comunidade de Divino Espírito Santo, localizada no Território Quilombola Tradicional do Sapê do Norte em São Mateus, norte do Estado, atual coordenadora nacional da Coordenação das Comunidades Quilombolas do Estado do Espírito Santo ‘Zacimba Gaba’ (CONAQ/ES), e uma das integrantes da delegação quilombola brasileira no evento. Em entrevista por videoconferência à ONG Federação dos Órgãos da Assistência Social e Educacional (Fase), a líder quilombola ressaltou a importância dos quilombolas capixabas na proteção das águas e da segurança alimentar e a proposta que essa população tem para o clima mundial. “Estamos aqui representando as 6,3 mil comunidades quilombolas do Brasil na COP-26, buscando participar das decisões que o Estado brasileiro tem vendido para a Europa e para o mundo”, enuncia, referindo-se ao quarteto que ela forma com outras três lideranças quilombolas brasileiras. Nas redes sociais, a Conaq se coloca como uma das mais de 250 organizações, movimentos sociais de base e pesquisadores que compõe a Coalização Negra por Direitos e integra o Movimento Negro Brasileiro presente na conferência mundial. “Como quilombola que vive nessas zonas de sacrifício, a gente não pode falar que o eucalipto vai diminuir o que o petróleo impacta. E as pessoas? E as crianças, os mais velhos? Não adianta pensar o clima sem as pessoas e a biodiversidade. Aqui em Glasgow estão negociando recursos naturais em nome de pessoas”, aponta, tocando de fato num ponto central das negociações travadas entre os governos, as grandes empresas e as grandes ONGs ambientais do Brasil e, principalmente, do hemisfério norte do planeta, ponto também enaltecido pelo governador capixaba Renato Casagrande (PSB), que esteve durante uma semana na COP como presidente da Coalização dos Governadores pelo Clima (Consórcio Brasil Verde). “Quer dizer que a Suzano pode plantar mais eucalipto porque ela tá fazendo bem pro clima? E a Petrobras pode perfurar mais poços porque ela tem plantação de eucalipto que reduz o impacto dela? É uma conta que não fecha, que vai dar sempre em mortes de quem está lá dentro dos territórios impactados. Pra onde vão as 32 comunidades do Sapê do Norte e dos outros cinco estados em que a Suzano planta eucalipto? Maranhão, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia? Não vai ter mais regularização fundiária desses territórios porque o eucalipto faz bem pro clima? São tantas perguntas!”, questiona. Direito de dizer “não” “A minha comunidade Divino Espírito Santo, trava uma luta de resistência. Nós moramos em ilhas e quanto a gente fala que a nossas divisões são os córregos, mesmo sendo os secos, e que alguns não existem mais, as nossas referências e os nossos marcos vão ser sempre aqueles córregos. Meu avô resistiu. Minha luta vem da minha ancestralidade, daqueles que perderam suas terras pela grilagem do próprio Estado”, expõe, ao abordar a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil, mas seguidamente desrespeitada, assim como o arcabouço constitucional e legal já estabelecido nesse sentido. “A Convenção 169 é pra garantir a nossa escuta, se a gente quer ou não. É o direito de dizer ‘não, eu não quero isso!’. Mas é violado esse direito. Em licenciamento ambiental, por exemplo, não é respeitado”, afirma. “A primeira violação que a gente sente, todos os quilombolas de todos os biomas, é a não regularização das nossas terras, não ter o nosso espaço com nossos modos de vida, assegurando as nossas roças do nosso jeito. A gente não quer fazer exportação grande de grãos. A gente quer alimentar o nosso povo, gerar renda, ter o desenvolvimento econômico a partir da soberania alimentar e da economia solidária. A gente quer as nossas terras pra produzir alimentos pros nossos e pros que foram expulsos”. “Governador precisa descer pro quilombo” Especificamente ao governador capixaba, Katia faz um apelo: “A gente quer dizer que o governador do Espírito Santo precisa ouvir as comunidades quilombolas. Não negociar só com os grandes, se são os pequenos que estão sendo massacrados, impactados, violentados. Renato Casagrande precisa, antes de negociar em nome do Estado, em cima das nossas terras, dos territórios quilombolas, precisa descer pro quilombo e nos ouvir. Porque a gente também tem um plano para o clima e queria que ele trouxesse esse plano com o olhar quilombola aqui pra COP”. Olhar, reforça, que olha o mundo e o clima a partir de uma perspectiva única. “Somos hoje 32 comunidades quilombolas no Sapê do Norte. As águas preservadas dessa região estão dentro dos nossos territórios. Somos nós que contribuímos com o clima e não os monocultivos de eucalipto”, posiciona, ressaltando que é preciso valorizar e fortalecer a agricultura familiar feita por camponeses, pequenos agricultores, quilombolas e indígenas, para que de fato se reduzam as emissões de carbono pelo país. “Essa é a solução que a gente gostaria de colocar pra quem está negociando o Fundo Clima. Se você reduzir o plantio de eucalipto, exploração de petróleo e minério, reduzir construção de hidrelétrica, pensar o meio ambiente com pessoas, com certeza o clima iria melhorar. É preciso encontrar alternativas para o

07/11/2021 / 0 Comments
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