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Arquivos do Educandário Alzira Bley são digitalizados para consulta pública

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Projeto “Inventário dos livros manuscritos do Educandário Alzira Bley” será lançado nesta sexta-feira Documentos do Educandário Alzira Bley, em Cariacica, foram digitalizados e serão disponibilizados ao público por meio do projeto “Inventário dos Livros Manuscritos do Educandário Alzira Bley”. O lançamento será nesta sexta-feira (5), em uma live no canal do YouTube do Movimento de Reintegração de Pessoas Afligidas pela Hanseníase (Morhan) e no Facebook da entidade, a partir das 19h. O arquivista do projeto, Anderson Gomes Barbosa, explica que a iniciativa consiste na digitalização e elaboração do inventário, com descrição dos documentos. O trabalho foi feito com três séries. Uma delas é o livro de atas, que abarca documentos de 1945 a 1998. Também tem o de assinatura e impressão de visitantes, contemplando o período entre 1943 e 1983, além do de entrada e saída de crianças, de 1937 a 2019. As cópias digitalizadas serão entregues ao Arquivo Público e ao Educandário Alzira Bley, para que possam ser consultadas. Para ter acesso aos documentos de entrada e saída das crianças, será preciso solicitar por meio de requerimento. A restrição, explica Anderson, é para não expor informações pessoais dos ex-internos. Também serão entregues 500 DVDs com os livros de ata e o de assinatura e impressão de visitantes para o Educandário fazer a distribuição, além de serem disponibilizados em um blog da instituição, criado especificamente para isso.  Anderson salienta que no livro de atas há informações sobre a história da instituição, como quem foram os presidentes e a composição da administração em várias épocas. No de visitas, ele destaca o registro da dedicatória do então presidente Eurico Gaspar Dutra, que esteve no Educandário em 1949. Já o entrada e saída de crianças, para Anderson, é fundamental para a mobilização dos ex-internos, que reivindicam a aprovação do Projeto de Lei 2104/2011. A proposta prevê a garantia de uma pensão vitalícia indenizatória para os filhos separados dos pais com hanseníase no contexto da internação compulsória das pessoas que tinham essa doença. O Educandário Alzira Bley foi criado em 1940, ao lado do Hospital Pedro Fontes, de 1937. Ambos nasceram no contexto da política de isolamento e internação compulsórios de pacientes com hanseníase no primeiro governo do presidente Getúlio Vargas. Os hanseníacos eram internados no Pedro Fontes e seus filhos que não tinham a doença eram encaminhados para o Educandário. Além de Anderson, participarão da live de lançamento a coordenadora do projeto, Sirlene da Silva Pereira; o coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio Moreira Sousa; o presidente do Educandário Alzira Bley, Heraldo José Pereira; e o deputado estadual Hércules Silveira (MDB). O projeto “Inventário dos livros manuscritos do Educandário Alzira Bley” foi colocado em prática com recursos do Funcultura, por meio do Edital de Acervos da Secretaria Estadual de Cultura do Espírito Santo (Secult). Ex-internos do Alzira Bley comemoram aprovação de PL da pensão vitalícia Projeto aprovado na Comissão de Finanças e Tributação segue para colegiado de Constituição e Justiça antes de ir ao plenário https://www.seculodiario.com.br/politica/ex-internos-do-alzira-bley-comemoram-aprovacao-de-projeto-de-pensao-vitalicia-em-comissao Ex-internos do Alzira Bley pressionam deputados para aprovação de pensão vitalícia Mobilização vai acionar tanto Evair de Melo, que integra comissão onde tramita o PL, como demais membros da bancada capixaba https://www.seculodiario.com.br/politica/filhos-separados-dos-pais-pressionam-deputados-capixabas-para-aprovacao-de-projeto-de-pensao-vitalicia

01/11/2021 / 1 Comment
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Coletivo Sinestesia realiza edição online do Sarau Ruínas em Guarapari

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Além de valorizar a história do município, o evento dá visibilidade a artistas locais Divulgação açãoO coletivo Sinestesia – Criatividade Coletiva realiza, durante o mês de novembro, mais uma edição do Sarau Ruínas. O evento, que já está na quinta edição, desta vez acontece de forma online, por meio do canal do coletivo no Youtube. Promovido desde 2016, o evento aponta holofotes para a arte local, discute e preserva a história do município, além de movimentar a cena cultural da cidade. O Sarau vai ao ar nos dias 19, 20 e 21 de novembro, contando com apresentações musicais e expressões artísticas. A programação conta com a participação do Duo Evelyn do Carmo e James Sampaio, do cantor e produtor musical Daniel Silva, além do músico e compositor Yuri Dias. Além dos artistas convidados, o evento também contará com o Palco Aberto, tradicionalmente realizado no evento presencial. Por meio de um formulário online, artistas independentes podem se inscrever para apresentações incluídas nas categorias poesia, teatro, performance, dança, arte circense, artes plásticas e visuais. Fora da pandemia, o sarau é realizado em frente às Ruínas da Igreja Nossa Senhora da Conceição, no centro de Guarapari. A construção, datada de 1677, foi tombada como patrimônio histórico do município. Para o membro do coletivo e co-idealizador do Sarau Ruínas, Bruno de Deus e Magnago, um dos objetivos do evento é preservar essa história. “Nós buscamos, por meio do evento, relembrar à população e ao poder público a importância de preservar a história que nos pertence. Afinal, para além do valor simbólico, o desenvolvimento socioeconômico do município, que tem como principal atividade o Turismo, tem muito a se beneficiar com a valorização da cultura local”, aponta. A última edição presencial do sarau foi em 2019, trazendo nomes conhecidos da música capixaba, como o cantor André Prando e o grupo Melanina MCs. O evento também contou com intervenções da Trupe Maratimba, grupo de teatro capixaba. O sarau surgiu a partir da ideia de um professor que viu nas ruínas o potencial para a realização de eventos culturais e coloca em prática um dos principais objetivos do coletivo Sinestesia: Promover cultura e a produção artística em Guarapari. “Em meio ao caos, a arte continua a ser acalento para que possamos seguir em frente e lidar com as diversas perdas que sofremos diariamente. Na urgência de continuar, o V Sarau Ruínas floresce e conclama Guarapari a vigorar por meio da arte e cultura”, diz uma nota do coletivo nas redes sociais. Serviço V Sarau Ruínas Data: 19 a 21 de novembro Local: Canal no YouTube do Sinestesia – Criatividade Coletiva Formulário de inscrição: https://forms.gle/Po21XC3QwgwD9PvAA Prazo para inscrição: até dia 05 de novembro Mais informações: https://www.instagram.com/sarauruinas/

31/10/2021 / 0 Comments
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‘A gestão de desastre deve ter centralidade nas vítimas’

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Na repactuação do crime da Samarco/Vale-BHP, defensora pública Mariana Sobral ressalta importância do fortalecimento de políticas públicas DPES Às vésperas do desaniversário de seis anos do rompimento da Barragem de Fundão, da Samarco/Vale-BHP, em Mariana/MG, a “centralidade na vítima”, pressuposto essencial para alcançar um justo processo de reparação e compensação dos danos, ainda é um horizonte distante da realidade. O entendimento é expressado pela defensora pública Mariana Sobral, em entrevista exclusiva a Século Diário. Extremamente judicializado e com a execução de ações concentradas na Fundação Renova, o processo tem intensificado o esgarçamento do tecido social nas comunidades atingidas, lamenta a defensora, apontando raras exceções – algumas comunidades e públicos onde a Defensoria Pública teve pernas para realizar um trabalho mais próximo aos atingidos, via de regra com apoio do Ministério Público Federal (MPF). Nesses casos, a “sensação de justiça” prevalece sobre a angústia e a desesperança. Na repactuação, que se inicia sob condução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Mariana Sobral diz que a melhor “redução de danos” que se consegue vislumbrar é ter como diretriz essencial o fortalecimento de políticas públicas, com foco em saúde, educação, assistência social. Passados seis anos do crime da Samarco/Vale-BHP contra a bacia do Rio Doce, em que todos os acordos extrajudiciais firmados entre a Renova, as empresas e as instituições de Justiça foram descumpridos, de que forma sintetizar a distância que separa a realidade das ações de reparação e compensação já cumpridas e em curso, e o que deveria já ter sido alcançado? Os principais problemas da reparação e compensação do Rio Doce resumem-se no dilema de como efetivar dois pontos fundamentais: acesso à informação e participação das comunidades atingidas. Apenas com a efetivação desses direitos, as comunidades poderão compreender o que se passa e participar de forma ativa da construção de soluções. A experiência da DPES nesses seis anos demonstra que os casos em que houve participação, informação e construção coletiva alcançaram a sensação de justiça e de efetivação de direitos entre as pessoas envolvidas, podendo citar como exemplo os atingidos do Rio Pequeno, em Linhares, dos camaroeiros da Enseada do Suá e dos indígenas da comunidade de Comboios, Aracruz/ES. A Defensoria Pública do Estado assumiu alguns públicos prioritários para seu escopo de atuação, em virtude da reduzida equipe e da complexidade do caso. Quais são eles e quais as principais conquistas garantidas até o momento? A DPES atua prestando assistência jurídica aos atingidos e atingidas desde o rompimento da barragem. Foram anos indo às comunidades, escutando os pleitos, e definindo estratégias de atuação em conjunto, destacando a luta do Estado do ES para o efetivo reconhecimento do litoral como impactado. A pandemia e a judicialização em massa das demandas, esvaziando até mesmo a governança criada, ensejaram mudança de estratégia e a necessidade de termos prioridades de atuação. O ano de 2021 foi marcado por intenso trabalho com a comunidade indígena de Comboios, a cadeia de apoio dos camaroeiros da Enseada do Suá e as mulheres atingidas, mantendo, ainda, os diversos recursos e manifestações processuais feitos em conjunto com as demais instituições de justiça em temas sensíveis e bastante caros para Defensoria, como auxílio financeiro, quitação geral e assessoria técnica. Os camaroeiros foram o primeiro grande acordo celebrado a partir da autodeclaração? Como foi possível alcançá-lo, considerando que o juiz da 12ª Vara Federal de Belo Horizonte [Mario de Paula] já afirmou publicamente que não reconhece autodeclaração como instrumento jurídico legítimo nesse processo? O processo de indenização por perdas econômicas dos camaroeiros da Enseada do Suá, em Vitória, foi um caso de construção coletiva de matriz de danos que contou com a participação da comunidade na elaboração de soluções, em especial, na definição dos danos e dos documentos comprobatórios. A autodeclaração coletiva utilizada veio como um plus aos documentos que foram necessários para montar o quebra-cabeça e definir quais seriam as embarcações e quem seriam as pessoas que tiveram perda econômica em razão da proibição da pesca na Foz do Rio Doce, com consequente aumento de custo da pesca de camarão. A participação no processo, sem dúvidas, confere às pessoas a sensação de pertencimento e de centralidade das decisões necessárias a qualquer processo de reparação. Outra recente conquista foi o acordo com a Terra Indígena de Comboios, em que chamou atenção para o respeito ao sentido de coletividade, com todas as famílias recebendo o mesmo valor de indenização. Como foi possível atender a esse pedido, protegendo a comunidade, pelo menos em parte, do esgarçamento do tecido social vivenciado ao longo de praticamente todo o território atingido? Como seria aplicar essa equidade em toda a bacia? Ainda é possível? É desejável? A reparação e a compensação devem ser adequadas em cada caso. A complexidade e a extensão dos danos impedem que soluções sejam idênticas em toda a bacia. Faz-se necessário que se confira às comunidades instrumentos de participação e de controle que lhe permitam discutir e encontrar soluções que melhor se adequem à realidade vivenciada de danos e de reconstrução da malha social. No caso da comunidade indígena de Comboios, foi o que fizeram. A decisão de indenização equânime a todas as famílias foi tomada pela comunidade, defendida pelas lideranças na mesa de negociação, e finalizada como um precedente interessante. As lideranças tiveram sempre o cuidado e a preocupação que documentos comprobatórios não fossem um óbice para algumas famílias serem incluídas. Além de receberem por três danos, é importante ressaltar que todas as famílias lá residentes na época do rompimento estão abarcadas dentro do acordo que contou com assistência jurídica integral e gratuita. As mulheres também têm sido trabalhadas de forma especial pela DPES. A princípio, parece que com esse público os avanços ainda não aconteceram. Como está a situação atual da busca por um tratamento não machista às mulheres atingidas? Passados dois anos do rompimento, as mulheres atingidas manifestavam nas reuniões que tinham mais dificuldade de serem incluídas de forma autônoma e independente nos programas socioeconômicos da Fundação Renova, em especial AFE e PIM [indenização]. Juntamente com o MAB [Movimento dos Atingidos por Barragens], foram feitas reuniões só com mulheres atingidas

31/10/2021 / 0 Comments
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​Chapa 2 denuncia uso de poder político e econômico na eleição da OAB-ES

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Denúncia é assinada pela advogada Erica  Neves, que lidera a chapa de oposição à atual diretoria O uso da comunicação institucional, de funcionários atuando em favor da chapa e promoção de shows artísticos e propaganda irregular são apontados pela chapa 2 “É diferente. É OAB de verdade”, no pedido de impugnação da Chapa 1, “Pra Frente OAB”, na disputa para escolha da diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES). A denúncia por uso de poder econômico e político foi protocolada na última quinta-feira (27) à Comissão Eleitoral, responsável pela votação, prevista para 18 de novembro. Um dos pontos destacados é um show artístico de passistas de escolas de samba em um evento da Chapa 1, no dia 17 deste mês, que concorre à subseção de Cariacica. “Ocorre que, a realização de show artístico, por si só, é conduta vedada pelo art. 22, inc. III da Resolução no 20, de 16 de setembro de 2021″, que dispõe sobre as eleições gerais de 2021 para o triênio 2022/2024”, afirma trecho do documento, assinado por Erica Neves, que encabeça a Chapa 2. “Dentre tais formas de abuso, encontram-se propagandas de iniciativas de particulares com a mesma foto usada pelo candidato da situação em sua propaganda eleitoral”, diz o documento. O documento denuncia ainda a propaganda publicada no Instagram @direitonaescola, na qual aparece a mesma foto que o atual presidente da OAB, José Carlos Rizk Filho, usa em sua publicidade oficial de campanha à reeleição: com o gesto de 1 – que é o número de sua chapa”. Em relação ao uso da comunicação institucional, as mídias sociais administradas pelo Conselho da Seccional utilizaram a hashtag #prafrenteoabes, reproduzindo e divulgando o nome agora utilizado pela Chapa 1. “O abuso perpetrado conduz a uma indesejada e ilegítima confusão entre a instituição e o seu atual presidente, justamente quem lidera a chapa ‘Pra frente OAB-ES’. Tal prática configura conduta vedada pelo art. 12, inc. I, do Provimento 146/2011 do Conselho Federal da OAB, regra proibitiva reproduzida no art. art. 22, inc. III da já citada Resolução no 20/2021”, enfatiza o pedido de impugnação. Outro ponto denunciado na peça é o uso de servidores da seccional da OAB-ES em horário de expediente para fins de campanha, que também é uma conduta proibida. “A norma objetiva dar concretude ao quanto disposto no Regulamento Geral, que em seu art. 133, inc. VI, reconhece como abuso a prática ora noticiada: Art. 133. Perderá o registro a chapa que praticar ato de abuso de poder econômico, político e dos meios de comunicação, ou for diretamente beneficiada, ato esse que se configura por: VI – utilização de servidores da OAB em atividades de campanha eleitoral”. A chapa da advogados Erica Neves, concorrente ao cargo de presidente, é composta ainda por Ricardo Barros Brum, vice, Elisângela Melo e Hélio João Pepe de Moraes, com apoio do ex-presidente da Ordem, Homero Mafra. A votação da eleição da seccional capixaba da Ordem ocorrerá no dia 18 de novembro, das 9h às 17 horas. Serão eleitos a diretoria do Conselho Seccional, os conselheiros seccionais titulares e suplentes, conselheiros federais titulares e suplentes, as diretorias das subseções e a diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados. Procurada por meio de email enviado à assessoria e cobrada posteriormente pelo WhatsApp, a OAB, inicialmente, não se pronunciou sobre o pedido e apuração da denúncia pela Comissão Eleitoral. Na noite deste domingo (31), enviou a seguinte nota: “A OAB-ES informa que todas as impugnações apresentadas, inclusive as protocoladas pela Chapa 2, serão devidamente analisadas pela Comissão Eleitoral respeitando o devido processo legal e o contraditório”.

31/10/2021 / 1 Comment
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No trem da meia-noite

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O bilheteiro, e não o trajeto, mudou a minha vida Com tantas locomotivas recortando o mapa-mundi, dormi na estação e peguei o trem errado. A velha maria-fumaça era um dragão enlouquecido, soltando fogo pelas ventas, queimando florestas para se manter rodando. Essa caldeira do diabo conectou o mundo dos vivos, interligando os lugares mais distantes e diversos, mesmo limitada a duas linhas paralelas. Que contrariando a geometria, sempre se encontravam. *Amores nasceram e morreram entre um trajeto e outro. Perdi o trem das 11…Não tem problema, vem comigo no trem das 12. Mas meu trajeto é outro. Minha vida também era outra, mudei o rumo. Peguei um trem para lugar nenhum, o bilheteiro pediu o bilhete. Expliquei que não sabia para onde ia – quando decidisse, pagaria. Me pôs pra fora na primeira estação – portanto, o bilheteiro, e não o trajeto, mudou minha vida. Na próxima curva o trem descarrilhou. *Minha primeira viagem ao Rio de Janeiro, então capital federal, então cidade maravilhosa, foi num trem de ferro – como eram chamados – com baldeação em Campos dos Goytacazes para um confortável carro-leito. Há quanto tempo…Riscando o chão e abrindo horizontes, a velha maria-fumaça foi substituída pelo diesel, que foi substituído pelo gás natural liquefeito. Mais rápidos e com menos poluição, mas não têm o encanto das velhas locomotivas do passado. * Os trens modernos, de aço e não de ferro, levitam sobre trilhos contínuos. Sem emendas e sem curvas, essas máquinas futurísticas flutuam a velocidades de até 500 km/h, na chamada levitação magnética – sem a fumaça do vapor e faíscas da lenha brincando no ar. No futuro, teremos carros com LM – trilhos cortando as ruas, como nos bondes de outrora. * Outubro se encerra com o Halloween, mais sinistro impossível. Ando pelo condomínio apreciando a decoração – caveiras e abóboras, fiapos de tecido preto esvoaçando ao vento, adornando portas e janelas. Monstros de plástico inflado, um vizinho montou um imenso navio fantasma. O trem fantasma avança no túnel do tempo – correndo em contagem regressiva, sem saber em qual estação desceremos. * Peguei um trem para o fim da linha, parei na Espanha. No tempo em que Portugal era a face obscura da Europa, entre as cidades superlotadas de turistas ansiosos para queimar os dólares – Paris, Amsterdã, Londres, Roma – Lisboa era ignorada. No entanto, naquela pontinha a oeste do continente europeu, o país se preparava para encantar o mundo. Com muito bacalhau regado ao bom vinho do Porto. Perdi o trem para Lisboa. O primeiro trem do Brasil, em 1854 corria 14 km entre a Baía de Guanabara e a Raiz da Serra, em Petrópolis.

31/10/2021 / 0 Comments
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Metalúrgicos decidirão em assembleia deflagração de greve no Estado

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Assembleia será nesta quarta, após proposta patronal ter sido rejeitada duas vezes pelos trabalhadores Está marcada para a próxima quinta-feira (4) a assembleia na qual os metalúrgicos irão deliberar sobre a possibilidade de deflagração de greve. A atividade será nos portões da Arcelor, Vale e Samarco, tendo sido marcada após a categoria rejeitar por duas vezes a contraproposta do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Estado do Espírito (Sindifer) para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A última rejeição foi na assembleia ocorrida nessa quarta-feira (27). Os metalúrgicos reivindicam reposição da inflação mais 3% de ganho real. Entretanto, as empresas se propuseram a somente fazer a reposição inflacionária, mesmo assim, dividido em duas vezes. Na primeira proposta do Sindifer, na assembleia de 25 de outubro, o pagamento seria feito da seguinte forma: 40% em novembro e 60% somente a partir de março do ano que vem. Na segunda, no último dia 27, seria de 60% em novembro e 40% em março de 2022. Os trabalhadores também pleiteiam vale alimentação no valor de R$ 550,00. Segundo Roberto, nas empresas do complexo, que são Vale, Samarco, Arcelor, Jurong e Grupo Simec, o valor é de R$ 400. Nas demais, incluindo pequenas e grandes empresas de fora do complexo, é de R$ 170,00. O diretor do sindicato afirma que, nesse segundo grupo, no que diz respeito ao valor do vale alimentação, muitas empresas de grande porte, como Marcopolo, Brametal e Metalosa “ficam na aba do chapéu”. “Nesse grupo tem empresas de pequeno, médio e mega grande porte. O que é negociado vale para todos. As grandes se dão bem nessa situação, ficam alegando que se aumentar muito o valor do vale vai prejudicar as menores, e acabam se beneficiando, mesmo podendo pagar mais. Aí, quando se reclama do valor, eles falam que estão cumprindo o que está na convenção”, diz. Os metalúrgicos também reivindicam plano de saúde extensivo para a família pago integralmente pelas empresas, manutenção das demais cláusulas da Convenção e piso salarial. De acordo com Roberto, o piso, que varia de acordo com a função exercida pelo trabalhador, foi retirado da Convenção há dois anos. O sindicalista defende que não há motivos para que os patrões neguem as reivindicações, como têm feito. Ele destaca que, segundo o Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE), o setor da metalurgia no Espírito Santo cresceu 2,4% somente no primeiro trimestre deste ano. Além disso, salienta, esse setor não sofreu com a pandemia do coronavírus. “A indústria não fechou. A Samarco, por exemplo, já estava parada por causa do rompimento da Barragem de Fundão, e não por causa da pandemia. Os metalúrgicos foram trabalhar, se expondo ao risco e levando o risco para as pessoas de casa. A negação das reivindicações é um xororô das empresas sem nenhum motivo”, diz.

31/10/2021 / 0 Comments
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LOA e alta nos preços dos combustíveis viram objetos de articulação eleitoral

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Erick Musso critica governo Casagrande e propõe grupo de trabalho para debater preços dos combustíveis A discussão da Lei Orçamentária Anual (LOA) e os frequentes aumentos nos preços dos combustíveis se transformam em formas de articulação colocadas em campo para reforçar o eleitorado, a menos de um ano das eleições de 2022. Os meios políticos apontam o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Erick Musso (Republicanos), como o mais recente exemplo dessa prática e ressaltam que a alta dos preços no setor é decorrente da política adotada pelo governo Bolsonaro, com paridade de preços internacionais para favorecer os acionistas privados da Petrobras. O parlamentar criticou em suas redes sociais, nessa sexta-feira (29), “omissão do governo Casagrande no tema de baixar o preço do combustível” e anunciou a criação de um grupo de trabalho para propor alterações no orçamento. Sem entrar em detalhes, Erick não indica se a medida fará parte do debate promovido pela Comissão de Finanças da Assembleia, que irá realizar, na próxima semana, as duas últimas audiências públicas regionais para debater o orçamento do Estado de 2022. A decisão do presidente da Assembleia é anunciada no mesmo dia em que os estados decidiram congelar o valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre os combustíveis por 90 dias. Esse valor é cobrado sobre a média de 15 dias dos preços nos postos. Desse modo, quando o valor do combustível sobe, o valor cobrado pelo estado também sobe, mesmo que a alíquota se mantenha inalterada. A alíquota varia entre as regiões do País. Já o debate sobre a LOA, que dá visibilidade aos parlamentares, terá o penúltimo encontro em Barra de São Francisco, noroeste do Estado, região que é reduto eleitoral do prefeito Enivaldo dos Anjos (PSD), coordenador da campanha de reeleição do governador Renato Casagrande e adversário político de Erick, que tem como um de seus alvos para 2022 o Palácio Anchieta. Esse projeto, no entanto, para receber o aprove-se do partido, fica na dependência de Erick alcançar o mínimo de 10% nas pesquisas. Por enquanto, sua pontuação nos levantamentos para consumo interno não lhe dá essa garantia, colocando-o na chapa para deputado federal, já que a vaga ao Senado estaria reservada ao deputado federal Amaro Neto, segundo corre nos bastidores. O debate sobre a LOA em Barra de São Francisco reunirá lideranças dos municípios de Água Doce do Norte, Águia Branca, Ecoporanga, Mantenópolis, Nova Venécia e Vila Pavão. O último encontro, que virá em seguida, será realizado com lideranças de Alto Rio Novo, Baixo Guandu, Colatina, Governador Lindenberg, Marilândia, Pancas, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São Roque do Canaã e Vila Valério. Depois de encerrado o ciclo de audiências públicas regionais para discutir a peça orçamentária, o projeto será encaminhado ao Plenário da Assembleia para votação em 22 de novembro. No vazio Apesar dos esforços do presidente da Assembleia, a questão dos preços dos combustíveis pouco tem a ver com impostos cobrados nos estados e sua proposta não deve avançar. Isso porque, a política de Preço de Paridade Internacional (PPI) da Petrobras, atrelada ao valor internacional do petróleo e a cotação do dólar, completou cinco anos e vem provocado problemas ao País. Resultante do movimento iniciado em 2013, consolidado em 2016 com a destituição da presidenta Dilma Rousseff, substituída por Michel Temer (MDB-SP) e mantida pelo presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), gerou um lucro de R$ 31,1 bilhões, só no terceiro trimestre deste ano, e o pagamento antecipado de R$ 31,8 bilhões para os acionistas, que já haviam garantido R$ 31,6 bilhões em dividendos no segundo trimestre. Na gestão Bolsonaro, a Petrobras vai distribuir R$ 63,4 bilhões (cerca de US$ 12 bilhões) em antecipação aos acionistas, em contradição com o preço da gasolina, que já chega a R$ 7, e do gás de cozinha, a R$ 100. Neste ano, o preço da gasolina foi reajustado 15 vezes, acumulando alta de 74%; e o do diesel foi reajustado 12 – alta acumulada de 64,7%, impactando fortemente os índices da inflação.

30/10/2021 / 2 Comments
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A Cabeça de Gumercindo Saraiva: família do general decide enterrá-lo num lugar ermo dos pampas Nos fins da revolução federalista, a família do general Gumercindo Saraiva decide de forma incauta enterrá-lo num lugar ermo dos pampas. Os castilhistas, que passavam cavalgando pela região, encontram a cruz de madeira cravada junto à terra batida. Eles desenterram o corpo e descobrem que se trata mesmo do general Gumercindo. O coronel ordena que sua tropa arranque as orelhas, dentes e cabeça do defunto e a entreguem em Porto Alegre para Júlio de Castilhos. O objetivo, segundo o coronel, é travar uma guerra psicológica. Ele designa Lobo, Caçapava e o major Ramiro para a tarefa. A família de Gumercindo percebe o equívoco já muito distantes da cova. Eles voltam rapidamente ao local e culpam imediatamente os Pica-paus pela decapitação. De acordo com uma lenda local, quando a cabeça se separa do corpo, a alma não vai a parte nenhuma, mas vaga aprisionada pela terra como um fantasma e só se liberta quando é novamente atada ao corpo. A perseguição deixa baixas de ambos os lados, mesmo assim, ninguém cede. Os Maragatos encontram abrigo temporário no quartel do excêntrico major Isidoro, que quer a cabeça para si. Ele justifica a desobediência às ordens superiores, com a crença na própria mediunidade. O major diz-lhes que conversou com Gumercindo e que seu último desejo era estar em suas mãos. Os maragatos percebem que Isidoro é louco e pouco confiável, por isso, partem na surdina acatando as ordens do coronel de levar a cabeça até Porto Alegre. À medida que se aproximam da capital, mais pessoas morrem e a cabeça começa a perder importância. Na verdade Pica-paus e Maragatos foram arrebatados pelo ódio.

30/10/2021 / 0 Comments
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‘Estamos no abismo, ou a gente reage, ou cai e morre’

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Petroleiros se mobilizam para “a maior greve da história da categoria no Brasil”, avisa coordenador do Sindipetro, Valnísio Hoffmann A categoria petroleira capixaba está disposta a fazer “a greve do fim do mundo”, conforme afirma o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Estado (Sindipetro/ES), Valnísio Hoffmann. “Chamamos de greve do fim de mundo porque estamos em um abismo, ou a gente reage ou cai e morre”, diz, destacando que, nesta semana, a entidade dialogou com os trabalhadores capixabas para se mobilizar em prol da greve, realizando setoriais em Linhares e Aracruz, no norte do Estado, e com petroleiros embarcados, em Vitória. Hoffmann afirma que entre os capixabas foi perceptível nas setoriais que “estão com sangue nos olhos e vontade de defender a Petrobras e o povo”. Essa realidade, afirma, não é diferente em petroleiros de outros estados. A assembleia para deflagração da greve no Espírito Santo ainda não tem data marcada. De acordo com o coordenador geral do Sindipetro/ES, na próxima sexta-feira (5), haverá uma reunião do Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP), na qual será deliberado movimento. Hoffmann acredita que a paralisação será aprovada no Conselho. A partir daí, serão realizadas assembleias nos estados. Ele afirma que a expectativa é de que seja a maior greve da história da categoria petroleira no Brasil. Uma das motivações para a adesão são as declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ministro da Economia, Paulo Guedes, que voltaram a falar da possibilidade de privatização da Petrobras. Segundo a FUP, “eles preparam, a portas fechadas, um projeto de lei que autoriza a União a entregar ao mercado financeiro as ações que ainda restam sob controle do Estado brasileiro. Ou seja, para acelerar a privatização da maior empresa nacional, o governo Bolsonaro quer alterar a Constituição, com o aval da Câmara e do Senado, como está fazendo com os Correios e como já fez com o Sistema Eletrobrás”. Outra motivação para a greve é o fato de os petroleiros serem contrários à política de preços do combustível, que é atrelada ao dólar. Hoffmann também destaca o lucro acumulado da Petrobras em 2021, divulgado nessa quarta-feira (28), que foi de R$ 75,1 bilhões. Segundo ele, desse total, cerca de  R$ 60 bilhões serão destinados para acionistas. “A divulgação do lucro mostra que a Petrobras tem beneficiado empresas estrangeiras e os acionistas, em detrimento do povo”, destaca. O coordenador do sindicato critica ainda que, apesar do lucro bilionário, a Petrobras estuda a possibilidade de destinar somente R$ 300 milhões para um programa de subsídio de gás de cozinha para pessoas em vulnerabilidade social.  Petroleiros subsidiam combustíveis em carreata contra aumento da gasolina e diesel Serão distribuídos 100 cupons com desconto de R$ 2,00/litro, afirma Valnísio Hoffmann, do Sindipetro https://www.seculodiario.com.br/sindicato/petroleiros-irao-subsidiar-combustiveis-em-carreata-contra-aumento-da-gasolina-e-do-diesel

30/10/2021 / 0 Comments
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Moradores do Território do Bem querem oficializar nome da região

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Reconhecimento, para eles, irá ressignificar a forma como a comunidade é vista na Capital DPES Moradores do Território do Bem, que abriga nove bairros da região periférica de Vitória, querem que o nome da região seja reconhecido pela prefeitura. A oficialização é vista como uma forma de reconhecimento da identidade local e abandono de uma visão estereotipada da região. Os moradores querem que o nome, já reconhecido em Vitória, também esteja nos documentos oficiais da prefeitura. Cosme Santos de Jesus, morador do bairro Jaburu e presidente do Grupo Nação, explica que a nomeação interfere até na identidade do local, que abriga os bairros Itararé, Jaburu, Bairro da Penha, Bonfim, Engenharia, Consolação, Floresta, São Benedito e Gurigica. “A forma que a segurança estadual se reporta ao local deixa os moradores muito entristecidos, aglomerado da Penha, conglomerado, complexo (…) Infelizmente, devido à forte discriminação, as pessoas até ficam inibidas de se identificar como morador do local, devido à imagem negativa que é promovida”, declara. Longe de ser um problema recente, essa imagem da região periférica de Vitória foi construída ao longo dos anos, muitas vezes até promovida pelo Estado. “As investidas da segurança de forma truculenta, aquele sensacionalismo, a mídia televisiva, tudo isso transfere para o imaginário das pessoas como se fosse um lugar ruim, de toda violência, o pior lugar da cidade”, aponta Cosme. O líder comunitário explica que, informalmente, os moradores já se apresentam como um território pelo poder público. “Até devido às ações de muitos anos do Banco Bem, com o tempo, foi se chamando de Território do Bem. Agora, a gente quer que a prefeitura oficialize e reconheça isso, como alguns atores políticos já reconhecem”, destaca. O Banco Bem foi criado em 2005, com linhas de crédito produtivo, habitacional e de consumo para os moradores da região do Território. A iniciativa comunitária apoia pequenos empreendedores, oferece cursos de qualificação e dá suporte a pessoas com restrições de crédito. Essas e outras iniciativas de economia solidária e emancipação contribuíram para a titulação da região como Território do Bem. Uma pesquisa também foi realizada entre 2008 e 2009, com o objetivo de se fazer um diagnóstico do local. O crescimento das mobilizações fez com que os moradores tivessem mais visibilidade e força política, explica Cosme, que também acredita que a oficialização do nome pode gerar outro olhar do poder público até mesmo no âmbito dos investimentos. “E nenhuma comunidade vai perder sua identidade de bairro ou comunidade. Todos vão continuar tendo sua associação de moradores como tem agora”, explica. Na última quarta-feira (27), lideranças comunitárias da região se reuniram com a vereadora de Vitória Karla Coser (PT) para apresentar a demanda. Ela fez uma indicação ao Prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), sugerindo a mudança. “Desde antes mesmo de me eleger e com o início do mandato, temos conversado com os moradores da região para entender quais são as demandas. E sabe qual é um dos principais pedidos de toda a região da Poligonal 1? Que ali se chame oficialmente Território do Bem…que nas placas de ordens de serviço, nos documentos da prefeitura, fique registrado o nome do Território que tem tanta gente de luta, de paz, e que trabalha pelo bem da nossa cidade”, disse a vereadora nas redes sociais. Karla considera que a oficialização também significa garantir a dignidade e história dos moradores da região. “Para eles, a mudança oficial do nome para Território do Bem é a ressignificação de um local que vivencia várias situações de vulnerabilidade social e que por muito tempo recebeu a pecha de ser um local ruim, mal visto pelas autoridades e por moradores de outras comunidades e bairros”, aponta.

30/10/2021 / 0 Comments
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