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Corregedoria arquiva denúncia contra vereador por agressões à imprensa

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Relator do processo, Duda Brasil votou pela inadmissibilidade da denúncia contra Gilvan da Federal A Corregedoria-Geral da Câmara de Vitória decidiu pelo arquivamento da representação contra o vereador Gilvan da Federal (Patri) decorrente de frequentes agressões verbais contra jornalistas no exercício profissional, que atingem toda a imprensa. O relator do processo, Duda Brasil (PSL), votou nesta quinta-feira (27) pela inadmissibilidade da denúncia, apresentada pelo Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo (Sindijornalistas-ES). O corregedor-geral, vereador Anderson Goggi (PTB), e os membros André Brandino (PSC) e Maurício Leite (Cidadania) aprovaram o parecer do relator, à unanimidade, e nem chegaram a analisar o mérito da representação, que pedia instauração de processo disciplinar, ante o abuso das prerrogativas constitucionais. Camila Valadão (Psol) criticou a decisão. A denúncia foi apresentada no dia 20 de setembro em referência a fatos ocorridos nas sessões plenárias dos dias 3 de maio, 17 de julho e 25 de agosto deste ano.  Gilvan tem se notabilizado por um comportamento agressivo e desrespeitoso nas sessões da Câmara de Vereadores, no estilo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem é seguidor. Além dos jornalistas, já protagonizou agressões às vereadoras Camila Valadão (Psol) e Karla Coser (PT), e aos professores, sempre com o objetivo de criminalizar atos em defesa de direitos dos trabalhadores. A representação do órgão sindical está amparada no artigo 8º, III, da Constituição Federal e no Regimento Interno da Câmara de Vitória, com a chancela da Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais (Fenaf). Procurado para falar sobre a decisão da Corregedoria da Câmara, que apresenta características de corporativismo, o coordenador-geral do Sindijornalistas, Douglas Dantas, disse que precisava consultar a assessoria jurídica do sindicato.

28/10/2021 / 5 Comments
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Escanteio

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Nem Neucimar, nem Evair: “crédito” (há controvérsias) de Bolsonaro para criação de universidade em Alegre foi dado a Magno Malta Leonardo Sá O primeiro bolsonarista, deputado federal Neucimar Fraga (PSD), é o autor do projeto de fragmentação dos centros da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no sul do Estado, para criação da Universidade Federal de Alegre. Há meses faz campanha e se coloca como protagonista da proposta. O segundo bolsonarista, que é inclusive vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados, Evair de Melo (PP), é autor de outra matéria, que dá à instituição o nome de Universidade Federal do Vale do Itapemirim (UFVI), e também circula por aí e nas redes sociais repetindo “nossa universidade”. O terceiro bolsonarista nem cargo no legislativo tem mais, no entanto, é quem tem levado o crédito (há controvérsias) do presidente Jair Bolsonaro. Após dias da repercussão do assunto, vídeo publicado nas redes sociais pelo ex-senador Magno Malta (PL) nessa terça-feira (26), mais uma vez, não tem pra Neucimar, nem pra Evair, assim como ocorreu há duas semanas. O presidente reiterou que a “brilhante ideia veio do Magno Malta e o ministro da Educação [Milton Ribeiro] prontamente atendeu”, finalizando com um “parabéns”. Quer dizer, apesar do esforço para levar o título de pai da criança, os demais foram jogados para escanteio. Escanteio IINo início deste mês, Evair divulgou que foi o responsável por “anos de intensa articulação política”, desde 2015, para criação da universidade, e que entregou cartas de apoio ao ministro da Educação. Neucimar, do mesmo jeito, tem postado incontáveis vídeos para marcar seu nome no projeto. Enquanto isso, Bolsonaro… InteressesAs controvérsias citadas lá em cima se referem às reações da comunidade universitária, com notas de repúdio, por considerar o projeto político-eleitoral, nada preocupado com a educação de fato, e elaborado sem qualquer diálogo. Mas os bolsonaristas acreditam que gera bônus, e, por isso, correm atrás dele. PalanquesNos casos acima, Neucimar e Evair são candidatos à reeleição no próximo ano, enquanto Magno tentará retornar ao Senado, com apoio de Bolsonaro, que também já gravou vídeo com ele nesse sentido. Evair já disse, também, ter interesse no Palácio Anchieta, como representante do presidente, mas ainda não convenceu o mercado. Pra inglês verCriada em abril deste ano, após pressão popular decorrente de episódios de machismo e agressões verbais, a Corregedoria-Geral da Câmara Vitória, como esperado, mantém a tradição corporativista desse tipo de colegiado em casas legislativas e segue se omitindo em questões sérias e que exigem respostas. Neste caso, todas envolvendo o vereador bolsonaristas Gilvan da Federal (Patri). Pra inglês ver IIJá foram para as gavetas o processo por quebra de decoro protocolado pela vereadora Camila Valadão (Psol), alvo constante de Gilvan, e, nessa quarta-feira (27), o movido pelo Sindicato dos Jornalistas do Estado (Sindijornalistas-ES), devido a agressões à imprensa. E assim será sempre, apesar das barbaridades cometidas pelo vereador bolsonarista, quase todos os dias. Pra inglês ver IIIImportante sempre lembrar os nomes: corregedor-geral, Anderson Goggi (PTB), Duda Brasil (PSL), Maurício Leite (Cidadania) e André Brandino (PSC). Somente Camila Valadão (Psol) destoa das decisões. Posto máximoCirculando todo o Estado, ativa nas redes sociais, e candidata à Câmara Federal em 2022, a vice-governadora Jacqueline Moraes (PSB) assume o posto máximo do Palácio Anchieta nesta sexta-feira (29), devido à viagem de Renato Casagrande para Escócia, no Reino Unido, onde participará da 26ª Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (COP-26). Posto máximo IIComo será a temporada dela como governadora, veremos nos próximos dias. Mas, sem dúvida, fará bom proveito, capitaneando ainda mais holofotes políticos. Nas redes“A universidade que funciona no sul do Espírito Santo já existe e tem nome: é Ufes. Não há o que criar sobre uma universidade que já existe. Essa proposta de fragmentação não é fortalecer o ensino superior, é atacar e prejudicar a força dessa instituição, que tem 67 anos de história. Ao fazer isso, o governo vai apenas aumentar os gastos e não vai criar novas vagas para estudantes. É absurda essa proposta, e não podemos permitir que isso aconteça!”. Helder Salomão, deputado federal pelo PT. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com

28/10/2021 / 2 Comments
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História da banda Herança Negra é tema de websérie

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Episódios de “Força, Coragem e Fé” mostram a trajetória do grupo capixaba formado em 1998 Divulgação Nesta sexta-feira (29), a banda Herança Negra lança a websérie “Força, Coragem e Fé”. Com exibição no YouTube, o projeto mostrará detalhes da história do grupo, como a emoção dos primeiros shows, o lançamento do primeiro single e a importância da escolha do nome do grupo de reggae que chegou a fazer apresentações internacionais. No trailer lançado nessa terça feira (26), no canal oficial da banda no YouTube, os convidados retratam como foi a sensação de ouvir as músicas pela primeira vez, a importância do coletivo para o fortalecimento da comunidade e o papel do grupo enquanto referência para as favelas e territórios mais vulneráveis. O enredo conta com a participação de convidados conhecidos do público, como o coordenador artístico Serjão Nascimento; os radialistas Rodrigo Rosa e Léo Kbong; o cantor e presidente da Escola de Samba Independente de Boa Vista, Emerson Xumbrega; o produtor cultural e presidente da Central Única das Favelas do Estado (Cufa-ES), Gabriel Costa, além de lideranças da comunidade Jesus de Nazareth, como o guia turístico Fernando Martins e o artista plástico Nicholas Nascimento, o Nico. Dirigida pelo cineasta José Augusto Muleta, que produziu o filme “A Onda da Vida”, a websérie captou a emoção dos depoimentos em cada cena, fez imagens da Grande Vitória, além de animações. A produção foi realizada com o apoio do Governo Federal e da Secretaria Estadual de Cultura (Secult), por meio de recursos da Lei Aldir Blanc. Canal da banda no youtube: https://www.youtube.com/c/Heran%C3%A7aNegraOficial Trajetória Com início nos bairros Flexal I e Jesus de Nazareth, a banda Herança Negra gravou seu primeiro single em 1998. “No Caminho do Reggae” foi lançado no programa “Vitória Reggae”, apresentado por Alexandre Lima e Serjão, na rádio Universitária do ES. O primeiro álbum, “De um povo guerreiro”, foi lançado em 2002 pela Lona Records, com distribuição em todo Brasil. Das 15 faixas do CD, o destaque foi para a música “A Nova”, que teve estreia do seu videoclipe na MTV em 2003 e também no programa Domingão do Faustão. Após o lançamento do álbum e a música produzida no Espírito Santo em alta, a banda saiu em turnê pelo Estado passando por 52 municípios. Em 2004, lançou seu primeiro álbum ao vivo “Você é do tamanho do seu sonho”, com músicas inéditas, versões ao vivo de músicas do primeiro álbum e uma versão de D’yer Mak’er do Led Zeppelin. O 2ª álbum ao vivo registra o calor do público em uma das apresentações mais emocionantes da banda. O CD foi lançado em Vila Velha e é recorde de público do clube até hoje, com destaque para a faixa “Estrela da Paz”, de Beto Pepe e Junior Barriga. Ao longo da carreira, o grupo também dividiu palco com bandas como Natiruts, Tribo de Jah, Plante e Raiz e Leões de Israel, além de ser apresentar em casas de shows de grandes públicos. Em 2010, foi o ano da primeira viagem internacional da banda, convidada para se apresentar no festival Espírito Poitou, na cidade de Celles – Sur – Belle. Em 2015, após lançar o single “Miss Julie”, versão de Master Blaster (Jammin) do Stevie Wonder, com participação especial de Léo Maia, filho de Tim Maia, a banda deu uma pausa na carreira. Um pouco antes, na volta ao Brasil, o grupo tinha apostado na produção de singles em home studios e lançado dois trabalhos. Após alguns anos fora da cena, em 2018, a banda voltou aos palcos com participações especiais como Jura Fernandes e Da Ghama. Já em 2020, em razão da pandemia, a banda marcou presença em eventos virtuais estaduais e nacionais. Este ano, o coletivo chegou a receber uma homenagem da comunidade Jesus de Nazareth por meio de arte feita em grafite pelo artista plástico Nico. 

28/10/2021 / 0 Comments
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Servidores querem garantir pagamento de perdas salariais em janeiro de 2022

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Documento encaminhado ao governo é subscrito por várias entidades representativas do Estado Os servidores públicos estaduais querem a recomposição das perdas inflacionárias acumuladas em 2020 e 2021 e o pagamento garantido em janeiro de 2022. A reivindicação foi apresentada em ofício encaminhado ao governador Renato Casagrande (PSB) nesta quinta-feira (28), com o pedido de uma reunião para tratar da aplicação da revisão geral anual (RGA). As categorias consideram que é histórica a ausência de reposição inflacionária aos seus vencimentos. O documento, entregue à assessoria de Casagrande, no Palácio Anchieta, é assinado pelo diretor da Pública Central do Servidor, Rodrigo Rodrigues, e subscrito por várias entidades do funcionalismo público. O texto destaca que “a arrecadação de ICMS no Espírito Santo, principal fonte de recursos do Estado, tem batido recordes, apesar da pandemia”, citando dados oficiais, fator que favorece a reivindicação. Lembram os servidores que a recomposição é um o direito constitucional e se mostra viável financeiramente, sem comprometer as contas públicas. Argumentam ainda que a revisão não foi aplicada aos vencimentos dos servidores públicos do Espírito Santo em função da vigência da Lei Complementar Federal 173/2020, quanto às vedações estabelecidas em seu artigo 8º. E destacam: “Contudo, o governo do Estado do Espírito Santo deve cumprir o comando constitucional de aplicar a RGA aos vencimentos dos servidores tão logo cesse a vigência da citada lei, o que ocorrerá no final de 2021”. Por meio de tabelas anexadas ao ofício, os servidores ressaltam que, no ano de 2020, o comprometimento da receita para pagamento do funcionalismo do executivo estadual foi de 38,81% da receita corrente líquida, conforme relatórios divulgados pela Secretaria da Fazenda (Sefaz), e lembram que o limite previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal é de 46,5%, e o máximo aceitável legalmente é de 49%. “O Espírito Santo é um dos pouquíssimos estados brasileiros que têm nota A na capacidade de pagamento em todos os quesitos estabelecidos pelo Ministério da Economia, que utiliza três indicadores econômico-financeiros para analisá-la. São eles: o endividamento, a poupança corrente e a liquidez. Essa condição fiscal do Estado viabiliza a aplicação da RGA para recomposição inflacionária dos vencimentos de seus servidores estaduais”, reforçam.

28/10/2021 / 0 Comments
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Reintegração de posse determina que famílias deixem ocupação no Romão

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Medida tomada pela prefeitura de Vitória atinge 21 famílias, que não têm para onde ir Vinte e uma famílias que estão na ocupação Chico Prego, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Irmã Jacinta Soares de Souza Lima, no Romão, em Vitória, foram surpreendidas nesta quinta-feira (28) com um pedido de reintegração de posse por parte da gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos). Ao todo, são 56 pessoas que, mesmo sem ter para onde ir, têm o prazo de 10 dias para se retirar do local, “sob pena de despejo forçado com o uso da força policial e demais consequências inerentes ao descumprimento da decisão judicial”. Foto: Vitor Taveira No documento de reintegração de posse, consta que em 2020 o município se tornou proprietário do imóvel mediante doação feita pela gestão estadual, cabendo à prefeitura demolir o prédio e construir uma nova sede da escola no prazo de cinco anos. Diz ainda que a Secretaria Municipal de Educação (Seme) “vinha realizando adequações no imóvel desde janeiro, com a construção de muro, estrutura para posto vigilante, e estava aguardando a ligação de energia da EDP, não se podendo afirmar que o imóvel estava arrombado”. A militante do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) no Espírito Santo, Rafaela Regina Caldeira, afirma que, entre as pessoas da ocupação, somente três ou quatro trabalham, mas ganham um salário mínimo. As demais, informa, estão desempregadas e muitas delas nem sequer recebem Bolsa Família. De acordo com ela, foram protocolados três ofícios na prefeitura em busca de diálogo, mas sem que houvesse abertura da gestão de Lorenzo Pazolini para isso. Rafaela relata que a prefeitura alega que as famílias têm que entrar na lista de espera de programas de moradia, entretanto, as pessoas estão nessa lista há mais de 10 anos. A militante aponta ainda outro diferencial, que é o fato de que essas famílias têm uma casa para morar, mesmo que seja alugada, enquanto o grupo que faz parte da ocupação, não. “Estamos em um prédio que estava há oito anos sem cumprir sua função social. Agora a prefeitura diz que estamos impedindo a obra, mas ela nem começou”, critica. As famílias preparam uma manifestação e entraram em contato com as vereadoras Karla Coser (PT) e Camila Valadão (Psol). Karla, em suas redes sociais, destaca que as famílias que ocuparam a escola não estão inseridas em nenhum programa social da prefeitura, sendo a reintegração de posse mais uma forma de invisibilizá-las. “Estão obrigando a sair daqui em 10 dias, sem dar uma solução para essas famílias, sem nenhuma atitude, como aluguel social, benefício transitório, para que tenham onde morar”, afirma.  A escola Irmã Jacinta Soares de Souza Lima está há oito anos sem utilização e já gerou protestos dos moradores do Romão. Em 2017, eles realizaram uma manifestação no local, pedindo início das obras prometidas para que a escola voltasse a funcionar ali. O colégio havia sido transferido provisoriamente para a Ilha de Santa Maria, onde permanece até hoje. Os moradores também protestaram para que fosse oferecido transporte escolar, já que incluía alunos de 6 a 14 anos, num caminho a pé de cerca de quase 20 minutos, com avenidas e cruzamentos, exigindo o deslocamento de pais, mães e responsáveis. Anos de luta sem solução As famílias que hoje ocupam a escola no Romão estão há quase cinco anos na luta por moradia digna em Vitória. A maioria participou da grande ocupação na Fazendinha, no bairro Grande Vitória, no final de 2016, que marca o início de um ciclo de lutas. Depois seguiram para uma ocupação na Casa do Cidadão, em Maruípe. De lá, ocuparam o prédio do IAPI, na Praça Costa Pereira, abandonado há décadas em pleno Centro de Vitória, bairro que passou a ser o principal ponto das ações dos movimentos de luta por moradia. As famílias foram retiradas para que o prédio fosse reformado e destinado ao Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, o que acabou não acontecendo, devido aos cortes do governo federal durante a gestão de Jair Bolsonaro para subsídios para a faixa mais baixa de renda do programa. Do IAPI, famílias seguiram para outras ocupações no Centro, a mais longa no edifício Santa Cecília, no Parque Moscoso, onde ficaram por mais de dois anos, até o local ser desocupado também com intuito de ser transformado em moradias populares. Porém, uma medida legal vinculou a saída das famílias ocupantes a uma solução ainda que provisória para sua condição de déficit de moradia. As famílias então tiveram um ano de aluguel social, embora afirmem que a promessa de cursos de capacitação para reinserção no mercado de trabalho não foi cumprida. A maioria segue desempregada, e um novo protesto no final da gestão de Luciano Rezende (Cidadania) garantiu a extensão por mais seis meses. Após o fim desse prazo, as famílias deixaram de ter condições de se manter. “Logo que conseguimos a prorrogação por seis meses, veio a nova gestão [do prefeito Lorenzo Pazolini, do Republicanos]. Foram enviados vários ofícios e mensagens, mas nenhum obteve respostas”, destacou Rafaela.

28/10/2021 / 0 Comments
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Centro Nacional é criado no Estado para fortalecer comunidades tradicionais

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Diretoria do Cenarab-ES, que já existe em 23 estados, vai tomar posse neste sábado, na Casa do Cidadão, em Maruípe As religiões de matriz africana irão ganhar mais um espaço de mobilização e reivindicação de direitos. No próximo sábado (30) acontecerá a posse da diretoria do Centro Nacional de Africanidades e Resistência Afro-Brasileira no Espírito Santo (Cenarab-ES), às 16h, na Casa do Cidadão, em Maruípe, Vitória. O Cenarab já existe em 23 estados brasileiros, passando agora a atuar no Espírito Santo. Um dos objetivos é fortalecer as comunidades tradicionais, impulsionando sua organização. No Espírito Santo, o Cenarab será presidido por Edinéia Cabral da Silva, a Mãe Neia, do terreiro Musambu Irá Kuk uetu (Nzo Alafim de Iemanjá), em Bairro de Fátima, na Serra. Também haverá coordenações municipais nas cidades de Vitória, Serra, Vila Velha, Cariacica e Viana. Segundo Mãe Neia, o Centro contará com assessoria jurídica para orientar o povo de terreiro em relação a seus direitos, além de cobrar políticas públicas e, também, fortalecer candidaturas de representantes das religiões de matriz africana. Mãe Neia, ao centro. Foto: Elaine Dal Gobbo A mãe de santo destaca que grande parte das pessoas que ocupam cargos eletivos são protestantes ou católicas, “não as defendendo em nada”. “Não queremos afrontar ninguém, queremos respeito, assim como respeitamos a todos. Estamos na luta contra o preconceito, pertencemos a uma religião como outra qualquer, somos um povo massacrado há muitos anos. A gente cultua a natureza, não fazemos mal para os outros, como muitos falam”, desabafa. Sandro d’jagun, babalorixá e dirigente da casa de axé Ibaxe Omo jagun, no bairro Planeta, em Cariacica, será coordenador do Cenarab-ES nesse município. Ele afirma que a entidade busca também fortalecer as participação do povo de terreiro em outros espaços de organização popular, como os conselhos municipais e estaduais. Além disso, vem para “fincar a bandeira” e fazer com que as casas saiam da clandestinidade. Ele cita o exemplo de Cariacica, onde o “Mapeamento dos Povos e Comunidades Tradicionais” aponta que, das 86 casas espíritas da cidade, somente quatro têm CNPJ e alvará. De acordo com ele, ter um alvará faz muita diferença quando as pessoas precisam denunciar agressões, por exemplo. “Se alguém for agredido, se a casa for agredida, e a pessoa, como pessoa física, fizer a denúncia, pode ser mal atendida. Com a casa legalizada muda, o atendimento é outro”, explica. Recentemente, no mês de setembro, o Monumento a Iemanjá, que existe há 36 anos na Praça Encontro das Águas, em Jacaraípe, na Serra, foi depredado. Na ocasião, o pai de santo Jerdam de Matamba, do terreiro Inzo Muki Ria Matamba, no bairro Barcelona, informou que foi surpreendido com fotos e vídeos que comprovaram a depredação, enviadas por pessoas que passaram em frente ao monumento e o viram arrombado. Além de a casa ter sido arrombada, tiraram a cabeça da imagem da orixá, urinaram no local e foram feitos outros estragos. Foto: Divulgação Por causa desse ato de vandalismo, em 25 de setembro foi realizada, em frente ao Monumento, uma manifestação contra a intolerância religiosa. O protesto foi organizado pela União Espírita Capixaba (Unescap). Durante o ato, Jerdam de Matamba afirmou que iriam procurar o poder público para reivindicar providências. “Queremos câmera, um vigilante e apoio para eventos que pretendemos realizar aqui, como oficinas, minicursos e outras atividades, não só para nosso povo de matriz africana”, disse. Foto: Elaine Dal Gobbo Além dos povos de matriz africana, a manifestação contou com representantes de movimentos sociais e mandatos. Mapeamento mostra que ciganos têm dificuldade de acesso a direitos Estudo foi feito em Cariacica para formulação de políticas públicas voltadas a comunidades tradicionais https://www.seculodiario.com.br/direitos/mapeamento-mostra-que-comunidade-cigana-tem-dificuldade-de-acesso-a-direitos Monumento a Iemanjá é depredado em praça de Jacaraípe Monumento foi arrombado, tiraram a cabeça da imagem da orixá e urinaram no local  https://www.seculodiario.com.br/direitos/monumento-a-iemanja-e-depredado-em-jacaraipe ‘Vamos bater na porta do poder público e cobrar’, diz pai de santo Povos de matriz africana protestaram em Jacaraípe e pediram providências do poder público contra intolerância religiosa https://www.seculodiario.com.br/direitos/vamos-bater-na-porta-do-poder-publico-e-cobrar

28/10/2021 / 0 Comments
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​Artistas reivindicam mais espaços públicos em Cariacica

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Mobilização foi iniciada após doação ao governo do Estado de área para o Centro Integrado da Perícia Técnica Lucas Calazans]Prefeitura de Cariacica Artistas e produtores culturais de Cariacica assinam uma carta aberta para denunciar a falta de espaços públicos de qualidade no município. Os mobilizadores são contra a doação de um terreno de 8,5 mil metros quadrados para a construção do Centro Integrado da Perícia Técnica e Científica da Polícia Civil, local que era utilizado para atividades culturais e esportivas. O documento será entregue à secretaria de Cultura, Nina Santos, nesta quinta-feira (28) Ramon Oliveira Gomes, produtor cultural e integrante do Conselho de Cultura de Cariacica, explica que o local onde o centro de perícia será construído se trata de uma área privilegiada que, ao longo dos últimos 20 anos, tem recebido uma série de eventos culturais. “[O centro de perícia] não é uma necessidade nossa naquela área. Poderia ser construído em outro lugar”, pontua. Para além desse caso específico, a situação mobilizou os artistas para debater a distribuição do espaço urbano em Cariacica. Na carta, os moradores destacam que a falta de espaços públicos afeta a qualidade de vida das pessoas, contribuindo para o crescimento das taxas de doenças crônicas e psicológicas. “Cariacica enfrenta estigmas de uma cidade dormitório. Não há espaços livres de qualidade a não ser os de consumo. Lojas, grandes galpões e estabelecimentos automotivos. Existem mais espaços para os carros em nossa cidade do que para as pessoas”, critica o documento. Ramon, que também cursa Arquitetura e Urbanismo, reforça os problemas dos espaços urbanos na cidade. “Você anda na rua e não tem nem calçada direito para as pessoas. Cariacica é uma cidade que não é construída para pessoas, é construída para os carros. É construída para o consumo”, acrescenta. A carta também destaca a falta de planejamento para distribuição da área urbanizada, que corresponde a 24% do município. “As áreas centrais, onde estão localizados a maior parte dos serviços municipais, mantêm um crescimento lento, ao contrário das novas áreas afastadas e marginalizadas, que crescem de forma descontrolada”. Outro ponto levantado é a baixa quantidade de espaços públicos no município, que somam 47, de acordo com uma cartografia feita com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo (Geobases). Enquanto isso, os espaços destinados à área comercial privativa seguem crescendo e são bem mais privilegiados. “Se dividirmos a população pelo número estimado de habitantes, haverá aproximadamente 8.168 habitantes por praça. Das poucas praças e áreas públicas que existem no município, boa parte dessas áreas não são convidativas e não oferecem a permanência aos habitantes”, enfatiza o documento.  Os artistas ressaltam a importância da luta por uma cidade mais inclusiva, onde todos tenham direito a vivenciar a cidade. Para Ramon, esse é um dos pontos cruciais da manutenção de espaços públicos. “São locais que fomentam a dignidade, a cidadania humana. É onde as pessoas se encontram, desde o mais rico ao mais pobre, além de favorecer diferentes práticas, como as atividades esportivas, culturais e lúdicas”, pontua. Reivindicação dos peritos A escritura do terreno onde vai funcionar o Centro Integrado da Perícia Técnica e Científica da Polícia Civil foi entregue ao governador Renato Casagrande (PSB) nessa segunda-feira (25), em solenidade realizada no bairro Jardim América. O projeto era uma reivindicação da categoria, que temia a perda da verba de R$ 40 milhões disponibilizada há 10 anos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No evento, o prefeito Euclério Sampaio alegou que as atividades esportivas e culturais realizadas no terreno não seriam prejudicadas, mas realocadas para outros espaços. A área doada ao Governo do Estado é de 8,5 mil metros quadrados, e está situada às margens da BR-262. A ideia inicial era que o centro de perícia fosse construído em Vitória, em um terreno na Avenida Fernando Ferrari, mas o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), voltou atrás e decidiu não ceder o espaço, que agora seria destinado à instalação de uma infraestrutura da Guarda Municipal. Centro da Perícia Técnica e Científica da Polícia Civil é confirmado em Cariacica – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/seguranca/centro-integrado-da-pericia-tecnica-e-cientifica-da-policia-civil-sera-em-cariacica

28/10/2021 / 0 Comments
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Grupos hackers de APT

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Grupos podem induzir o caos e a desinformação ou agir por motivações financeiras Falando de grupos hackers mais sofisticados e perigosos, estes operam no domínio da ameaça persistente avançada (APT). Tais abordagens envolvem invasões mais graves e sofisticadas que podem atingir pessoas, empresas e a infraestrutura de um país. Estes grupos hackers de APT se utilizam de diversas estratégias, e a espionagem cibernética feita por eles pode estar ligadas a buscas de informações políticas ou corporativas, e pode chegar até áreas sensíveis de indústrias e órgãos do setor público. Tais grupos podem também ser patrocinados por um Estado nacional ou ainda atuando nestes lugares com vista grossa destes mesmos estados. Os grupos hackers de APT podem induzir o caos e a desinformação ou agir por motivações financeiras. Estes grupos atuam de maneira complexa, executando tudo a partir de uma infraestrutura própria de comando e controle, e podem deliberadamente dificultar a atribuição de suas ações, fazendo a chamada operação de “bandeira falsa”. Esta chamada é uma forma em que se mascara a localização dos ataques realizados e que ainda pode atribuir o ataque a um outro culpado potencial. Com ferramentas de malware próprias, estes grupos hackers de APT têm mais sofisticação e alcance para seus ataques, e são geralmente grupos obscuros e de difícil identificação. Um deles é o The Shadow Brokers, que está envolvido com o caso WannaCry de 2017, que era uma variante do ransomware Petya, a NotPetya, capaz de prejudicar empresas e infraestruturas pelo mundo. Este caso envolveu ataques de uma exploração desenvolvida internamente pela NSA, que é a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, exploração chamada de EternalBlue, em que se explorou o protocolo Server Message Block da Microsoft, decidindo invadir esta exploração ao invés de informar a Microsoft. O grupo The Shadow Brokers obteve os arquivos da NSA em 2013, que pode ter sido extraído de um servidor de teste da agência, e que incluía informações sobre todas as formas de exploração que a NSA possuía. Em 2016 foi publicado o primeiro vazamento, que envolveu um esconderijo de armas cibernéticas atribuído ao “Equation Group”, que poderia estar por trás do código Stuxnet e baseados nos Estados Unidos, destruindo centrífugas nucleares iranianas e sugerindo manter contatos com a NSA. O WannaCry e o Petya foram elaborados nesta exploração EternalBlue, e o grupo The Shadow Brokers ainda afirmou ter acesso a mais armas e exploits, e a localização do grupo ainda é confusa, sendo que Edward Snowden fala de procedência russa. Falando agora do Grupo Lazarus, que pode estar ligado ao assalto ao Banco Central de Bangladesh em 2016, com um roubo de US$ 81 milhões, este grupo tem uma forma de atuação que compromete inicialmente um único alvo, explorando dentro do site ou violando com um código remotamente acessível. O usuário pode fazer um download do malware, abrindo a porta para a entrada de outros malwares no sistema atingido. Não se sabe a origem do grupo, mas já se detectou uma conexão de endereço IP raro da Coreia do Norte. O Equation Group, por sua vez, está relacionado à sombria Unidade de Operações de Acesso Sob Medida da NSA, com seu nome associado ao Stuxnet, com um tipo de atuação única se for comparado a outros grupos hackers, com ferramentas difíceis e caras de desenvolver, camuflando os seus ataques de uma forma bem profissional. Estes ataques que foram um dos mais graves do mundo, então, tiveram origem de uma única exploração da NSA. Com uma extensa biblioteca de trojans conhecidos e outros desconhecidos, o Equation Group usa métodos tradicionais de espionagem como a entrada em sistemas por CD-ROM interceptado, por exemplo, numa conferência de ciências em Houston, e substituindo este por uma cópia infectada com o worm DoubleFantasy. O Equation Group tem uma grande infraestrutura de servidores de comando e controle que passa por mais de cem servidores e de trezentos domínios, que tem hosts em países como os Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Panamá, Costa Rica e Colômbia. Os alvos do Equation Group podem ser instituições diplomáticas e governamentais, áreas de infraestrutura como telecomunicações, aeroespacial, energia, área militar, de petróleo e gás, de pesquisa nuclear, de nanotecnologia, mídia, transportes, dentre outras atividades. (continua) Gustavo Bastos, filósofo e escritor.Blog: http://poesiaeconhecimento.blogspot.com

27/10/2021 / 0 Comments
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Vereadores de Vitória se articulam para 2022 de olho em vaga na Assembleia

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Davi Esmael e Camila Valadão são apontados como pré-candidatos à Assembleia Legislativa em 2022 Dos 15 vereadores da Câmara de Vitória, pelo menos quatro já se movimentam a fim de garantir lugar na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de 2022. O presidente da Casa, Davi Esmael (PSD), Denninho Silva (Cidadania), Camila Valadão (Psol) e Anderson Goggi (PTB) são nomes que circulam no mercado político como pré-candidatos a deputado estadual. As articulações visam sedimentar o terreno a partir de aceitação pelas bases partidárias e formação de alianças para ampliar redutos eleitorais. Davi Esmael, eleito com 3,4 mil votos, conta com o eleitorado evangélico mais conservador, base de apoio do presidente Jair Bolsonaro. Nesse campo, ganha impulso uma candidatura à Câmara Federal, meta que recebe, porém, forte rejeição de lideranças de peso nas congregações. Na condução dos trabalhos na Câmara, Davi Esmael tem se comportado como aliado do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), possibilitando a tramitação de projetos do Executivo. Essa postura foi assumida desde o início da atual legislatura, quando ele colocou em votação projeto de reforma de aposentadoria dos servidores públicos, objeto de protestos permanentes em frente à prefeitura, aprovado pela maioria dos vereadores, todo extremamente alinhados ao prefeito. Nesta quarta-feira (27), durante a aprovação do projeto de lei do novo marco regulatório de licenciamento ambiental de autoria do prefeito, a vereadora Camila Valadão, também pré-candidata, criticou a subserviência do legislativo municipal: “todos os projetos do Executivo são aprovados em caráter de urgência e sem debate popular”, disse, mantendo o tom da oposição exercida juntamente com a vereadora Karla Coser (PT). Camila, eleita com 5,5 mil votos, sendo a segunda mais votada em Vitória, é apontada com chances de ser a primeira militante do Psol a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Assistente social por formação e com extenso histórico na militância de movimentos sociais, ela tenta promover o debate na Câmara, a fim de ampliar a participação popular nas decisões do Poder Legislativo. Encontra resistências, registradas desde o início do atual mandato, com exclusões na formação das comissões da Câmara, que atingiram, também, Karla Coser (PT). Os vereadores Denninho Silva, eleito com 7,2 mil votos e o mais votado em 2020, e Anderson Goggi (PTB), com 1,7 mil votos, seguem a mesma trajetória do bloco alinhado a Pazolini. Para as eleições de 2022, Denninho aparece nos bastidores como pré-candidato com vaga garantida, situação oposta a Anderson Goggi, que depende de articulações que passam também pela formação de federações partidárias.

27/10/2021 / 0 Comments
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Nova lei de licenciamento ambiental da Capital dá mais poderes ao Executivo

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Plenário da Câmara aprovou o projeto da gestão Pazolini sem abrir debate com entidades representativas da área Com a ampliação dos poderes do Executivo municipal na definição das normas ambientais, a Câmara de Vitória aprovou nesta quarta-feira (27), por 11 votos a dois, o Projeto de Lei nº181/21 sobre o licenciamento ambiental no município. A votação ocorreu em regime de urgência, cinco dias depois de iniciada a tramitação, no último dia 21, prazo insuficiente para uma análise da proposta e, também, para possibilitar a participação de entidades representativas no debate. “O licenciamento é um dos principais instrumentos da política ambiental em nossa cidade e aprovar a matéria em regime de urgência nesta Casa sem audiências públicas e sem debate é, na nossa avaliação, um absurdo”, disse a vereadora Camila Valadão (Psol), que votou contra a aprovação do projeto, juntamente com a também vereadora Karla Coser (PT). “Não somos contrários à alteração dos licenciamentos, mas com esse projeto, nós damos praticamente um cheque em branco ao Executivo, já que o legislativo perde o poder de definir quais serão as atividades com necessidade de licenciamento ambiental municipal e a administração que passa a definir essas atividades”, avaliou Camila, Ela enfatizou que outro ponto extremamente preocupante no projeto, elaborado pela gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos), é a retirada de diversas competências do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, “órgão fundamental que garante a participação popular na elaboração de políticas ambientais em Vitória”. Votaram a favor da proposta Aloísio Varejão (PSB), Anderson Goggi (PTB), André Brandino (PSC), Armandinho Fontoura (Podemos), Dalto Neves (PDT), Duda Brasil (PSL), Gilvan da Federal (Patriota), Leandro Piquet (Republicanos), Luiz Emanuel (Cidadania), Luiz Paulo Amorim (PV) e Maurício Leite (Cidadania). “Todos os projetos do executivo são aprovados aqui em caráter de urgência e sem debate popular e ainda por cima com um trâmite que não possibilita nem a produção de emendas. Se é assim que nós faremos durante os quatro anos, então vereadores, se vai ser desse jeito, fechem as portas”, criticou a vereadora do Psol. Para Camila, “o projeto reduz o poder do Legislativo de definir as atividades com necessidade de licenciamento ambiental e promove o encolhimento da participação do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente”. E ressalta “flexibilização das regras do licenciamento ambiental e a falta de transparência com a retirada da necessidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) oferecer esclarecimentos e complementações decorrentes das audiências públicas”. Karla Coser comenta que não é de hoje que projetos de lei chegam da prefeitura para que os vereadores de Vitória votem com urgência. “Isso que aconteceu é um desrespeito com quem estamos representando e uma tragédia anunciada. Eu falei quando estávamos discutindo o regimento que isso aconteceria, que seria fundamental que mantivéssemos o momento dos oradores no início da sessão”, ressaltou. A insatisfação de Karla está relacionada ao impedimento imposto aos vereadores, que não conseguiram justificar o voto na sessão. Isso porque o vereador Maurício Leite, aliado do prefeito Pazolini, solicitou a recomposição de quórum, inviabilizando que os vereadores que já estavam inscritos para justificar o fizessem. Como não havia quantidade mínima de vereadores presentes naquele momento, a sessão foi encerrada.

27/10/2021 / 1 Comment
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