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Grandes discos da música capixaba estão inacessíveis ao público

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No livro “Os Sons da Memória”, José Roberto dos Santos Neves reivindica políticas para disponibilizar acervos No próximo dia 5 de outubro, o jornalista, escritor e pesquisador musical José Roberto dos Santos Neves lança o livro Os Sons da Memória – Uma Leitura Crítica de 40 Discos que marcaram época na Música do Espírito Santo (Editora Cândida), no qual retrata álbuns marcantes da história da música feita no Espírito Santo, contando também a trajetória dos artistas envolvidos nestas obras. Boa parte destes álbuns, infelizmente, hoje são de difícil acesso para quem quiser conhecer a nossa história musical. “Minha preocupação foi destacar majoritariamente discos e artistas que correm o risco de cair no ostracismo. Ou que já estão no ostracismo”, aponta o autor da obra, que já lançou outros cinco livros na área da música como Maysa, MPB de Conversa em Conversa e Rockrise.  José Roberto aponta a necessidade de políticas para salvaguardar e disponibilizar todo esse rico acervo existente, “Realmente é preciso trabalhar no sentido de digitalizar o material, torná-lo acessível”, analisa, já que poucos são os discos dos mais antigos disponíveis em plataformas digitais, o que geralmente ocorreu em alguns casos em que as famílias que se preocuparam em guardar e disponibilizar as obras deixadas pelos artistas. José Roberto Santos Neves lança seu sexto livro sobre música. Foto: Daniella Spadeto José Roberto conta que alguns desses discos podem ser encontrados em vinil garimpando em sebos. Para sua pesquisa, valeu-se, além de pesquisas diversas, do acervo de seu pai, João Luiz dos Santos Neves, colecionador de vinis, a quem dedica o livro. Ele destaca a criação em curso pela Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (Secult-ES) da Midiateca Capixaba, espaço online que poderia absorver parte dessa produção, especialmente aquela produzida com recursos do Estado, dos quais seria mais fácil conseguir os direitos autorais, que podem ser uma tarefa trabalhosa. Mas ele também sugere a criação de um museu onde as pessoas pudessem visitar e encontrar esse material, vendo como um lugar propício o Palácio da Música Sônia Cabral, em Vitória, que como o próprio nome sugere tem foco na produção e difusão musical, apesar de também incorporar outras linguagens. “Poderia ter lá uma sala onde o público pudesse ter acesso a LPs, CDs, revistas, jornais, livros, instrumentos antigos, e outros elementos que remetam à produção musical do Espírito Santo. Faz muita falta”, diz o pesquisador. Em seu novo livro, José Roberto Santos Neves aponta que o recorte de álbuns selecionados tem início com discos pioneiros nas décadas de 1940 a 1960, como o clássico disco do Brasil: Música na História – 50 peças progressivas para piano”, do Maestro Carlos Cruz, interpretado pelo pianista Manolo Cabral, e obras de artistas como Helio Mendes, Maria Cibeli e Mauricio Oliveira. A orquestra do trombonista e compositor Clovis Cruz foi fundamental para o desenvolvimento da música popular no ES nas décadas de 1930 e 1940. Foto: Divulgação Ele ressalta que muitos cantores dessa época só conseguiram gravar seus primeiros álbuns depois de décadas de carreira, especialmente nos anos 1980 quando o Departamento Estadual de Cultura (DEC) financiou vários discos de artistas que eram considerados destacados. “O DEC tinha uma equipe muito comprometida que permitiu esses registros fonográficos. Não era feito por concurso ou processo seletivo, mas teve importância no sentido de reconhecer o trabalho desses artistas e registrá-los como documento, foi fundamental. Não teríamos uma boa parte desse material registrado se não fosse essa iniciativa”, conta, lembrando que alguns importantes músicos do Espírito Santo tiveram esses como únicos álbuns publicados em vida. Entidades como a Ufes, a Codesa e empresas privadas também ajudaram a fomentar a produção e lançamentos nesta mesma década. José Roberto explica que até então gravar um disco era difícil pois não haviam estúdios adequados no Espírito Santo, sendo que artistas importantes gravaram no Rio de Janeiro ou em outros estados. É só em 1991, com a criação da Lei Rubem Braga para fomento da produção artística em Vitória que a produção ganha um fôlego maior, com a publicação de projetos aprovados por meio de editais e a consolidação das políticas públicas culturais, reforçadas a partir de 2009 com a criação do Funcultura e dos editais em  âmbito estadual. Hoje, como se sabe, com o avanço tecnológico, as gravações se tornaram muito mais acessíveis com vários estúdios profissionais e também caseiros. O livro Sons da Memória traz um recorte diverso em termos de artistas e ritmos, no que José Roberto classifica como música popular brasileira feita em terras capixabas. “Não gosto nem utilizo a expressão ‘música popular capixaba’. Acredito que fazemos MPB produzida no Espírito Santo. Dentro desse recorte inclui discos de samba, bossa nova, música instrumental, jazz, blues, rock, o rockongo de bandas com Casaca e Manimal, um diversidade que passa também por boleros, choro, canções de contracultura, até um disco de rap”, explica. Nessa lista entram Pedro Caetano, Maurício de Oliveira, Raul Sampaio, Ester Mazzi, Aprígio Lyrio, o disco Tributo a Zumbi, reunindo importantes artistas da cultura hip hop, Trio Caiçara, Regional de Aquiles, Carlos Bona, Lula D’Vitória, Carlos Papel, Urublues, Lordose para Leão, Wanderson Lopez, Fabiano Araújo, Anderson Alcântara, Afonso Abreu e os importantes grupos que participou, entre outros, com suas histórias e discos, analisados criticamente levando em conta os momentos da história em que foram lançados. O maestro Carlos Cruz, um dos principais nomes da música do Espírito Santo. Foto: Paulo Ricardo/ Reprodução Hélio Mendes e seu conjunto. Reprodução do livro “O piano e seu conjunto: vida e obra de Hélio Mendes”, de Cinthia Ferreira. Capa do LP Torta Capixaba, do Trio Caiçara Aprígio Lyrio à frente de Os Mamíferos no III Festival Capixaba de Música Popular Brasileira, em 1970. Foto: Acervo Rogério Coimbra O cantor e compositor Chico Lessa. Foto: Acervo pessoal Banda Lordose pra Leão. Foto: Paula Portella Hariton Nathanailidis com Fafá Lemos, considerado o introdutor do violino como instrumento solista na MPB. Foto: Acervo Hariton Nathanailidis A publicação segue uma ordem cronológica da biografia dos artistas e não necessariamente dos discos, permitindo conhecer um

03/10/2021 / 2 Comments
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Escola Estadual Comunitária Rural Colatina é reaberta, após três anos de luta social

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Demanda antiga da comunidade, unidade localizada no distrito de Angelo Frechiani volta a funcionar em 2022 Divulgação A Secretaria da Educação (Sedu) anunciou esta semana a reabertura da Escola Estadual Comunitária Rural (EECOR) Colatina, localizada no distrito de Angelo Frechiani. Para mobilizadores locais da Educação do Campo, a reabertura só foi possível após uma luta intensa das comunidades que dependiam da unidade de ensino, a única escola pública na região que oferecia a Pedagogia da Alternância no Ensino Médio. Gizele Kelfer, professora e coordenadora municipal do Setor de Educação do Campo, comemorou o anúncio. “Representa a força dos movimentos sociais comunitários em busca de um direito que foi abortado. Educação do Campo é direito e não esmola”, declara. As atividades na EECOR Colatina foram encerradas no final do ano letivo de 2018. Na ocasião, o fechamento provocou uma grande mobilização de agricultores e integrantes da comunidade local. “Nós fizemos vários movimentos, fomos até na Promotoria Pública, movemos um processo em relação a isso pedindo essa abertura, mas na época não fomos atendidos”, explica o representante da associação de famílias “Pe. Fulgêncio do Menino Jesus”, Edmilson Noventa. Com o início do mandato de Renato Casagrande (PSB), as mobilizações foram mantidas e as demandas apresentadas à Sedu. Após estudos de viabilidade de transporte e avaliação da quantidade de alunos na região, a reabertura foi anunciada. As atividades serão retomadas em 2022, com 120 vagas para alunos do Ensino Médio. A reabertura da escola também representa uma conquista para os estudantes, que precisam percorrer grandes distâncias para chegar a escolas de outras regiões de Colatina, Pancas ou São Domingos. “Esperamos que agora a gente possa criar meios para que essa escola funcione de maneira correta, que atenda realmente às comunidades que têm essa necessidade. E eu acredito também que agora o que precisa ser feito é um trabalho junto com as famílias para que todos possam abraçar essa causa”, aponta Edmilson. Gizele ressalta que esse é um direito das crianças, adolescentes e jovens, que devem receber uma educação no lugar onde vivem, e não se deslocar em busca disso. “A oferta tem de ser na região. Uma escola na comunidade, se referindo a essa que contemplará várias comunidades camponesas, tem um valor social e moral para os povos do campo”, destaca. Divulgação Um dos diferenciais da EECOR Colatina era a implementação da Pedagogia da Alternância (PA), sistema de aprendizagem que dialoga com a realidade dos estudantes e das comunidades locais. É o que explica o integrante da Associações dos Centros Familiares de Formação em Alternância do Espírito Santo (Raceffaes), Alex Nepel Marins. “Ela tinha uma importância muito significativa pra nós do movimento de educação do campo, do Comeces, de todas as organizações que fazem parte, porque ela foi a primeira e era a única escola da rede estadual a ofertar o ensino médio por meio da Pedagogia da Alternância. Ela nasceu de todo um processo de articulação, de mobilização feita pelo comitê, principalmente pela Raceffaes, de expansão da Pedagogia da Alternância pela via pública”, explica. Para Gizele, essa é uma das questões que torna a abertura tão importante, tendo em vista que alunos do ensino médio na região poderão voltar a ter contato com esse método. “O ensino ofertado na EECOR Colatina, assim como nas demais 33 escolas da Educação do Campo do município, considerará, contemplará em sua proposta curricular as especificidades dos territórios camponeses, em sintonia, alinhadas e articuladas com os demais conhecimentos de ensino e conteúdos científicos das Áreas do Conhecimento. Contexto de fechamentos Gizele afirma que, quando as atividades na unidade de ensino foram encerradas, nenhuma explicação plausível foi dada pelo poder público. “Sem justificativa. Simplesmente, fechou. Aqui no município teve outra também que foi fechada, no distrito de Itapina. Na época, eles alegavam que era para contenção de gastos”, enfatiza. Longe de ser um fato isolado, a decisão se soma a todo um contexto de fechamentos de escolas do campo no Espírito Santo e no Brasil. Um levantamento feito pelo Comitê Estadual de Educação do Campo (Comeces) aponta que cerca de 500 unidades tiveram as atividades encerradas no estado entre 2008 e 2018. “E essa escola funcionava no prédio da escola do município, então nem tinha uma estrutura própria, era em parceria com o município como será novamente. O gasto era com alimentação e material didático. Então foi por querer fechar mesmo. E tinha sim número de estudantes para continuar funcionando, tanto que está sendo reaberta agora”, argumenta a professora. Para Alex Nepel a reabertura renova a esperança para todo o movimento de escolas do campo no Espírito Santo. “A gente vai ter novamente uma escola do campo oferecendo uma educação contextualizada com a vida do agricultor, com a vida do jovem que é camponês, e que se preocupe com a realidade do campo e desenvolva uma educação de mais qualidade, mais pensada pro ser humano, pra pessoa, pro lugar onde ele está, pra tudo aquilo que ele pode desenvolver”, enfatiza.

03/10/2021 / 0 Comments
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Movimentos querem rearticular Fórum Capixaba em Defesa da Saúde Pública

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O Fórum é um espaço de mobilização e articulação de pautas em defesa da saúde pública, diz Pollyana Pazolini O Fórum Capixaba em Defesa da Saúde Pública, cujas atividades foram suspensas em janeiro último, está prestes a ser rearticulado. Em uma reunião marcada para a próxima quinta-feira (7), que acontecerá por meio da página do Fórum no Facebook, movimentos sociais e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) debaterão o assunto. Segundo a assistente social Pollyana Pazolini, a rearticulação foi “provocada” pela Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde, que tem defendido a necessidade de fortalecer os fóruns estaduais. Pollyana explica que o Fórum é um espaço de mobilização e articulação de diversas pautas em defesa da saúde pública. De acordo com ela, entre os motivos que fazem com que a rearticulação do Fórum seja necessária, está a realização das etapas municipais da Conferência de Saúde Mental, que serão seguidas pela estadual e pela nacional. A assistente social relata que, rearticulado, o Fórum pode fortalecer a realização dessa atividade, que foi demandada pela sociedade civil. Quando as atividades do Fórum foram suspensas, foi divulgada uma nota na qual seus participantes afirmam que falharam na “capacidade de denunciar todas as atrocidades que têm acometido a saúde no país e pressionar gestores nos municípios, no Estado e na união para que a defesa da vida e não dos lucros fosse o único imperativo a orientar suas decisões”. Destacaram ainda que seus participantes estavam envolvidos em diversas outras frentes de luta, como nos movimentos sindical, popular e estudantil, “e têm lutado com as armas disponíveis (as lives, os cursos on line, as reuniões com parlamentares e gestores, manifestos) para continuar a defender a vida”. Entretanto, diz a nota, “o Fórum não se constituiu como um espaço de aglutinação dessas ações, de reflexão e de potencialização das mesmas”. Apesar disso, relatam as entidades, em meio à pandemia da Covid-19, mesmo diante da sobrecarga de trabalho dos profissionais da saúde e outros problemas, “fizemos o que estava ao nosso alcance para defender o SUS neste contexto”. Algumas das ações listadas na nota são a criação de um vídeo em defesa do SUS; publicação de manifestos; participação de reuniões com a vice-governadora do Estado, Jaqueline Moraes (PSB), com a coordenação de saúde mental da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) e com os gestores da saúde no município de Vitória, em apoio ao Fórum Metropolitano Sobre Drogas e o Núcleo Estadual da Luta Antimanicomial; distribuição de panfletos; realização de minicursos; e apoio a manifestações presenciais que denunciam as falhas no enfrentamento da crise sanitária.

03/10/2021 / 0 Comments
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Quem vai, quem fica?

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Raciocínio simplista: se nem somos uma civilização perfeita, por que seríamos a única? Superados os estragos que a pandemia trouxe para a humana raça, as quatro maiores fortunas do mundo se uniram para fabricar aviões mais rápidos que a luz, decolando de um vasto aeroporto afastado dos locais habitados. Leia-se: ex-Floresta Amazônica. Nem o rio sobrou. Não sei se perceberam um pequeno detalhe: decolando, mas não aterrissando. Vai quem quer, ninguém é forçado, e como nos inícios das colonizações do continente americano, vão também os condenados a penas longas ou à pena máxima. Implantam-lhes um minúsculo chip no cérebro – cometendo qualquer delito, Boom! Morte súbita. * Os que partem assumem apenas um compromisso – enviar fotos e o máximo de informações sobre o que virem e descobrirem para as autoridades. Fato é que cientistas e técnicos não acharam um jeito de trazer as naves de volta – elas podem vagar no espaço, descer em outros planetas que as aceitem, ficar ou partir – menos na Terra. Estranho é o comportamento humano: nunca faltaram passageiros nas saídas anuais dos aviões intergaláticos, mesmo sem informações precisas quanto às possibilidades de retorno: Em algum momento, mas não sabemos quando nem como…Crianças não estão autorizadas a partir. * Em um dia chuvoso, moral abaixo de zero, fui também – os filhos sumiram pelo mundo, nem e-mails respondem; o marido se mandou com uma funcionária pública aposentada, pensão maior que a minha. O médico mandou pelo correio o diagnóstico – último estágio. Não dão mais essas notícias cara a cara. Tem alguém para quem eu possa mandar o resultado dos exames? Um aceno negativo de cabeça. Então enviaremos pelo correio em dois ou três dias…mandaram. * Nada posso contar sobre o voo – Anos-luz…quanto tempo é isso? Dormimos, acordamos com as luzes se acendendo, as TVs de bordo chiando à procura de sinais…Primeira refeição servida. As perguntas enchem o ar – Em que ano estamos? Qual o planeta mais próximo? O universo parece um quadro que ficou pendurado na minha sala – tons de azul e caos – o universo em decomposição, pontos de luz nos espiando de longe. Mas de repente…o que é aquela bola vindo em nossa direção? Algum planeta habitado? Ainda não encontraram outras civilizações no insondável deserto intergaláctico, mas não foi também cientificamente comprovado que não existem. Raciocínio simplista: se nem somos uma civilização perfeita, por que seríamos a única? * Chegamos perto de alguma estrela e parece o dia amanhecendo na terra: vemos esferas que podem ser estrelas, luas e planetas flutuando ao nosso redor, indiferentes à nossa intromissão. Uma bola esverdeada se aproxima – ou nos aproximamos dela. A voz sem dono soa nos alto-falantes: Planeta Agus 345, Nebulosa Vertical 01D7. Possibilidade de água e oxigênio, a cor esverdeada pode indicar vida vegetal…Abordagem centrífuga em duas horas. Apertem os botões em seus celulares – verde, abordar, vermelho, prosseguir. Boa sorte! Fico me perguntando, porque vermelho tem gênero variável e verde não tem?

02/10/2021 / 0 Comments
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Juventude, movimentos sociais e partidos marcam ato contra Bolsonaro

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Uma multidão tomou parte da avenida Fernando Ferrari e toda a extensão da Reta da Penha Leonardo Sá As cores partidárias não contaram muito nas manifestações que pediram o impeachment de Jair Bolsonaro e protestaram contra o negacionismo, a inflação e o desemprego, fatores geradores de fome e miséria no País. Eram 15h15 deste sábado (2), quando a multidão concentrada em frente ao Teatro Universitário, no campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Vitória, com grande participação da juventude, ouviu a ordem vinda do carro de som da Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Companheirada’, vamos nos organizar para tomar as ruas e gritar fora Bolsonaro!”. Leonardo Sá Começava a passeata/carreata, que se prolongou até as 17h45, em meio a samba e palavras de ordem pelo impeachment, a corrupção e a volta de direitos sequestrados. Ao passar na sede da Petrobras, que é objeto da política da privatização, os manifestantes estenderam uma faixa com os dizeres: “O Brasil não se entrega”. Leonardo Sá Com bandeiras, cartazes, faixas e estandarte de partidos políticos e movimentos sociais, o protesto encheu parte das avenidas Fernando Ferrari e Reta da Penha, cobrindo uma extensão que vai desde a saída Ufes até o início da avenida César Hilal, em frente à Secretaria de Estado da Educação (Sedu), onde ocorreu a dispersão. Em todo o trajeto, não houve problemas, exceção de alguns motociclistas que quiseram invadir cruzamentos, sendo impedidos pelo pessoal encarregado pela segurança, em sua totalidade jovens do movimento estudantil. Leonardo Sá “Estou aqui lutando pelo meu futuro”, explicou Maria Alice Ribeiro, aluna do curso de Física do Instituto Federal de Educação (Ifes). Ao participar do ato, ela também contribui para fortalecer as pressões, necessárias para tirar “Bolsonaro genocida” do poder, argumenta a jovem, em tom de voz acima do normal para se fazer ouvir.  Leonardo Sá Sua voz era fraca diante da cadência do samba de protesto do movimento Círculo Palmarino, organização do movimento negro, dando o toque de a brasilidade com bailarinas levando a alegria do samba de roda para a avenida. “Vamos, minha gente, isso é Brasil”, gritou um militante, idoso, camisa com o “Fora Bolsonaro” estampado no peito. Não quis dizer o nome, misturou-se na multidão, bandeira do Brasil cobrindo-lhe as costas. Centenas de pessoas começaram a formar grupos desde às 13 horas na concentração em frente ao Teatro da Ufes que antecedeu a passeata/carreata que superlotou a Reta da Penha.  Leonardo Sá Partidos políticos com ideologias conflitantes, alguns que não participaram de atos anteriores, iniciados em maio, se uniram no protesto, resultante de articulações entre o PT, Psol PSB, PCB, PDT, UP, Rede e PCdoB, que, nessa sexta-feira (1) divulgaram manifesto convocatório para o ato. Leonardo Sá “Reafirmamos a luta conda Bolsonaro, seu governo e suas políticas neoliberais, vinculando sempre a luta pelo impeachment à luta pelos direitos do povo brasileiro”, diz o comunicado. Confirmado pelo presidente da executiva estadual do PSB, partido do governador Renato Casagrande, Alberto Gavini esteve presente no protesto como uma comitiva numerosa, que, no entanto, não incluía nenhum dono de mandato eletivo.   Leonardo Sá “Vamos caminhar juntos no fora Bolsonaro”, disse, deixando sem respostas a pergunta sobre articulações para a eleição de 2022, nas quais o PSB estadual aparece como empecilho, pelo viés traçado no Espírito Santo e em mais três estados, de formar uma frente partidária contra Bolsonaro em nível nacional, sem a chamada terceira via, para disputar a Presidência da República, saída pela direita defendida por Casagrande. Leonardo Sá O Unidade Popular (UP), o mais novo partido de esquerda do Brasil, em formação no Espírito Santo, participou visando divulgar a sigla por meio da distribuição de panfletos. O partido promete uma luta sem trégua contra “aquele que enriquece a partir da exploração do povo trabalhador”. Leonardo Sá O protesto, considerado pelos organizadores como um dos maiores, teve além de manifestantes saídos da militância política e de movimentos sociais, sindicais e estudantis, uma representação da torcida da Desportiva Ferroviária, tradicional clube de futebol do Estado.  Roberto Junquilho O grupo de torcedores portava faixa e uma grande bandeira do clube. Apesar de não representarem a Desportiva, estavam ali como um recorte da torcida para protestar contra o governo Bolsonaro.  

02/10/2021 / 9 Comments
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‘Precisei deixar de ser machista para deixar de ser vítima de violência doméstica’

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Rosemery Casoli luta contra o machismo do Judiciário, que nega direitos fundamentais a ela e muitas outras mulheres Violência doméstica, violência social, violência judicial. Elos de uma corrente que aprisiona incontáveis mulheres no Espírito Santo, no Brasil e no mundo, em um círculo vicioso de agressão, impunidade, sensação de impotência, pena, medo…e mais agressões, mais impunidade… Depois de duas décadas sobrevivendo à violência cotidiana proferida pelo então marido contra ela e os filhos, a professora, mestre em Artes, pesquisadora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e membro do Projeto de Extensão Fordan, Rosemery Casoli, decidiu dar um basta. Com o filho caçula já maior de idade, relata que entendeu que a família possuía condições suficientes para encarar o agressor e exigir o que a lei lhes garante. Nesse processo, foi preciso encarar primeiramente o seu próprio machismo. “Eu cheguei num entendimento que precisava deixar de ser machista para deixar de ser vítima da violência doméstica. Enquanto eu era machista, a violência que o sujeito praticava contra mim era natural. Porque a religião, a cultura e a família me ensinaram isso: ‘ruim com ele, pior sem ele’ – quando eu me casei, esse ditado fazia parte do meu pensamento. Eu reparava os olhares dos vizinhos, que sabiam de tudo: eram de pena. Isso nunca me ajudou. E eu comecei a querer sair do lugar de vítima”, conta. Arquivo pessoal Foi há oito anos que ela acionou a Justiça pela primeira vez, em outubro de 2013, na 1ª Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar de Vitória, requerendo medida protetiva contra o marido. A princípio, o pedido foi negado pela juíza, Clesia dos Santos Barros. Acompanhada do advogado, Rosemery questionou a sentença, mas nada mudou. Somente numa terceira tentativa, acompanhada da filha, ela conseguiu convencer a magistrada de que era ela a vítima e não o marido. A medida lhe valeu por cinco anos, mas nos últimos três, à base de um desgaste que considera inacreditável. O problema exposto por ela começou quando uma nova juíza, Brunella Faustini Baglioli, assumiu a Vara da Mulher da capital e retomou o comportamento inicial de sua antecessora, de questionar a legitimidade do pedido de proteção. “Passei a ter que provar todo mês a necessidade de medida protetiva. Foram muitos boletins de ocorrência desde então. Assim que consegui o divórcio, o crime prescreveu e ela retirou a medida protetiva de vez. Eu estava dando aula quando o advogado me avisou, em 2018”, relata a pesquisadora. A partir desse momento, segundo a pesquisadora, as agressões tornaram-se novamente mais frequentes e agudas, como antes da vigência da medida protetiva, tendo piorado ainda mais a partir do ano passado, com a decisão sobre a partilha do imóvel onde a professora vive com os filhos e onde o marido detém a posse do primeiro pavimento, para fins comerciais. Além do ex-marido, Geraldo Cassimiro, as agressões partem agora também do ex-cunhado, José Cassimiro, irmão de Geraldo e seu advogado no caso da partilha, como mostram documentos do caso. As seguidas negativas judiciais, desde então, são emitidas basicamente sob a mesma justificativa, quase que literalmente repetida em todas as sentenças que passaram a negar a Rosemery a proteção contra as agressões do ex-marido e do ex-cunhado. ‘Não há opressão do masculino sobre o feminino’ “Mais uma vez, questões patrimoniais pendentes de solução geram conflitos que se confundem com a matéria de violência contra a mulher e acabam por envolver outras pessoas do núcleo familiar, como a filha das partes e o irmão do requerido. A intolerância e a disposição em litigar apenas criam desgastes e não trazem a paz que, suponho, todos buscam, já que os conflitos não se resumem ao ex-casal, mas envolvem todos os familiares. A ausência de diálogo gera a interferência da polícia e deságua na delegacia. Trata-se de relação conflituosa que se arrasta há quase 10 anos. O casamento acabou e o que restaram foram dívidas e partilha de um imóvel, geradores de muita discórdia”, alega a juíza Brunella, em sentença expedida no último dia 22, um dia após mais uma ameaça de morte proferida por Geraldo Cassimiro e até tentativa de estrangulamento por parte do advogado José Cassimiro, que foi preso após desacatar policiais militares e advogados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES). “Repito mais uma vez: não há contornos de gênero. Não há opressão, submissão ou subjugação do masculino sobre o feminino. Há sim, DIVERGÊNCIA, FALTA DE EDUCAÇÃO, MÁGOAS e MUITA DISPOSIÇÃO PARA LITIGAR [destaques da sentença], que não pode ser confundida com matéria atinente a esta Vara”, prossegue a magistrada. “Medidas de Proteção podem ser requeridas em outras Varas, mas não sob a égide da Lei 11.340/06”, decidiu. No mesmo dia, no entanto, na Vara Criminal, a juíza Raquel de Almeida Valinho decidiu pela prisão do ex-cunhado da vítima e em seguida sua soltura, mediante o cumprimento de algumas medidas cautelares: proibição de aproximação das vítimas a uma distância menor que 500 metros; proibição de manter qualquer tipo de contato com as vítimas, inclusive por meios eletrônicos; e proibição de frequentar os locais onde as vítimas estiverem, a fim de preservar suas integridades físicas e psicológicas. “Uma coisa que eu aprendi é que para a Lei Maria da Penha valer pra mim, eu tenho que fazer ela valer”, pondera a mestra e pesquisadora acadêmica, diante da incongruência de ter medida protetiva negada sistematicamente pela Vara da Mulher, mas obtendo medida semelhante na Vara Criminal, diante do mesmo delito cometido pelos agressores. Pedido de socorro Após esse último episódio, Rosemery escreveu uma carta relatando “as múltiplas agressões sofridas por ela e os filhos e a impunidade de que gozam seus algozes”. Endereçada “Sra. Justiça Brasileira”, a carta usa dessa ironia inicial para chamar atenção sobre o aspecto bizarro das incoerências judiciais e o medo que invade seu corpo e sua casa há tantos anos. Definida como “um pedido de socorro para mim e também para os meus filhos”, Rosemery abre a carta afirmando ter “muito orgulho de ser mãe deles e não gostaria de perdê-los ou que eles viessem a me perder”. “Desde que me

02/10/2021 / 0 Comments
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Exposição reúne ilustrações e fotografias de Augusto Ruschi

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Na coluna: Ruschi em Aracruz, Rubem Braga em audiolivro, editais em Vitória e Cachoeiro, Festival de Cinema de Vitória MEMÓRIAS Ebmar lança nova exposição em Aracruz De 2 a 9 de outubro, a Estação Biológica Marinha Augusto Ruschi, em Aracruz, norte do Estado, recebe em seu museu a exposição Ilustrações e fotografias de Augusto Ruschi, que reúne ilustrações feitas por Etienne Demonte e Yvonne Demonte, sob encomenda e orientação de Ruschi, Patrono da Ecologia no Brasil, para ilustrar livros seus lançados nas décadas de 1970 e 1980. Também fazem parte da exposição fotografias de Augusto e de seu filho André Ruschi, que são parte do acervo do museu. A estação é uma reserva natural que foi fundada em 1970 pelo próprio Augusto Ruschi. Fica às margens da ES-010, entre Santa Cruz e o Sesc de Praia Formosa. Além da exposição, a Ebmar possui trilhas que passam por floresta, costa e mangue, e realiza cursos, aulas e atividades culturais e de educação ambiental.   Crônicas de Rubem Braga lançadas em audiolivro Divulgação Algumas das aclamadas crônicas do escritor Rubem Braga, que aliás foi um dos principais responsáveis por divulgar na imprensa nacional o trabalho de Ruschi, junto a Rogério Medeiros, foram publicadas recentemente em formato audiolivro, com voz e interpretação de João Roncatto. Crônicas de Espírito Santo reúne 52 escritos de Braga que rendem quase 4 horas de duração em áudio, nas quais Braga retrata de forma lírica principalmente sua infância e juventude em Cachoeiro de Itapemirim. Um dos momentos marcantes é a crônica Congo, na qual a narração traz o texto do autor sobre a manifestação da cultura popular capixaba misturado a uma canção interpretada por Juscelino Filho. A obra foi lançada em parceria entre a editora Global com a Tocalivros, que já possui um acervo de 130 obras de literatura em versão audiolivro.  POLÍTICA CULTURAL Lei Rubem Braga em Vitória e Cachoeiro  E falando em Rubem Braga, uma boa e uma má notícia. Em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, a Lei Rubem Braga lançou nessa sexta-feira (1) seus editais anuais, com valor total de R$ 650 mil, que contemplarão 60 projetos em 12 áreas, além da seleção para pareceristas que vão avaliar tais projetos. As inscrições vão até 31 de outubro. Edital, fichas de inscrição e outras informações podem ser encontradas no site www.cachoeiro.es.gov.br/editais. Já a homônima Lei Rubem Braga de Vitória vem causando manifestações de preocupação. Uma ação civil pública do núcleo da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia no Espírito Santo aponta o descumprimento da lei pela atual gestão, de Lorenzo Pazolini (Republicanos), ao pagar abaixo do que está previsto. Ainda não foi lançado edital este ano nem selecionados os projetos inscritos em 2020. Foi lançada também uma petição online com apoio de diversas entidades culturais para assinatura de apoio de pessoas físicas. Palácio será reformado para abrigar espaço cultural Aliás, o prefeito de Cachoeiro, Victor Coelho (PSB), anunciou nesta semana que o Palácio Bernardino Monteiro, sede da administração municipal, vai ser restaurado e abrigar em sua estrutura um “centro regional de cultura”, projeto que foi debatido em encontro com o secretário estadual de Cultura, Fabricio Noronha, e sua equipe. Além disso, a prefeitura prepara a revitalização do entorno da Casa de Cultura Roberto Carlos, que foi apresentada aos representantes estaduais. Márcia Leal/ PMCI COLETIVOS E ENTIDADES  Academia Cariaciquense de Letras elege novos membros Na noite dessa quinta-feira (30), a Academia Cariaciquense de Letras (ACL) elegeu quatro novo membros efetivos, entre elas a atual secretária de Cultura do município, Nina Santos, e a escritora e jornalista do Século Diário, Elaine Dal Gobbo. Além delas, entraram para a Academia Marcos da Vitória e Julive Argentina. As vagas também possuem correspondentes de outros municípios: Genival Souza (Ibatiba), Luciano Máximo (Linhares), Manoel Goes (Vila Velha) e Thatiane Cardoso (Cachoeiro de Itapemirim), eleitos na mesma ocasião. FGCrew celebra 10 anos de existência Reunindo cinco grafiteiros e artistas visuais, a FGCrew comemorou uma década de existência do jeito que sabe fazer melhor, com um painel retratando seus próprios integrantes em Vila Nova de Colares, na Serra, região onde o grupo surgiu. Além de realizar pinturas coletivas, a crew formada em 2010 organiza o Origraffes, um dos maiores festivais de graffiti e artes urbanas do Brasil, e administra o Iá Estudio, que serve como loja especializada, local de produção e formação e espaço cultural. Para conhecer mais do trabalho formado pela parceria entre Starley, Moris, Keka, Liam e Dentin, vale dar uma olhada nas belas obras registradas no Instagram do grupo. AUDIOVISUAL Festival de Cinema de Vitória anuncia filmes selecionados Bernard Lessa Rumo a seu 28º evento, o Festival de Cinema de Vitória (FCV) anunciou nesta semana os filmes selecionados para suas 12 mostras. Neste ano, o festival será novamente em formato online, a ser realizado entre os dias 23 e 28 de novembro. Ao todo foram 92 filmes selecionados, que poderão ser assistidos em casa. Serão concedidos prêmios em 32 categorias no FCV. A abertura terá como convidado o longa-metragem A Matéria Norturna (foto), de Bernard Lessa, que como dissemos na última coluna, participa também do Festival de Cinema de Curitiba. Confira a seleção completa aqui. ARTESANATO  Rendas de Bilro na CasaCor 2021  Divulgação O Grupo Barra de Renda, que vem resgatando a tradição de produção de rendas de bilro na Barra do Jucu, em Vila Velha, vai ser um dos grupos presentes no espaço do Sebrae na CasaCor Espírito Santo deste ano, que acontece na Praia da Costa entre 6 de outubro e 28 de novembro. Entre os produtos expostos estarão coleções para noivas, artigos religiosos, toalhas e peças de decoração, todos bordados de forma manual e produzidos com 100% linho. A tradição das rendas e a história do grupo já foram retratadas em reportagem publicada aqui no Século Diário.

02/10/2021 / 0 Comments
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​Fim do rodízio é ‘falta de responsabilidade e transparência’, diz Coletivo

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Mudança anunciada para as escolas estaduais também foi considerada um erro pela epidemiologista Ethel Maciel O retorno das aulas obrigatórias e sem rodízio nas escolas estaduais a partir do próximo dia 11, conforme anunciou o governador Renato Casagrande (PSB) nessa sexta-feira (1), é considerado pelo Coletivo Resistência & Luta Educação como uma iniciativa de “falta de transparência e responsabilidade”. “A situação é absurda. A pandemia não acabou e tem uma nova variante circulando. Com a quantidade de alunos, vai ficar mais difícil manter o distanciamento social”, diz o professor Swami Bérgamo, que critica a falta de diálogo com a comunidade escolar sobre as decisões que a afetam.  Swami destaca que algumas escolas têm uma infraestrutura melhor e outras não, como na questão das salas de aula, pois não é em todas unidades de ensino que elas são ventiladas. “O governo quer dizer o que com isso, que não precisa mais de distanciamento? Sabemos que a vacinação avançou, mas nem todas crianças e adolescentes foram vacinadas e a imunização acontece somente depois da segunda dose”, ressalta. De acordo com o integrante do Coletivo, há relatos em meio à comunidade escolar de que mesmo com casos de estudantes e profissionais da educação com Covid-19, as aulas não estão sendo paralisadas. Para ele, o rodízio possibilita mais facilidade de distanciamento social, embora os hábitos da comunidade escolar fora do estabelecimento de ensino também influenciem. Swami relata, por exemplo, os casos de estudantes que saem da escola normalmente e tiram de imediato a máscara, além de pais que levam os filhos para a unidade de ensino e muitas vezes não utilizam esse Equipamento de Proteção Individual (EPI). “A escola e o governo não têm esse controle de fiscalização”, destaca. Outro agravante, aponta, é a reforma do ensino médio. Ela estabelece a realização de seis disciplinas de 50 minutos em vez das 5 de 55, como era antes, fazendo com que o tempo de recreio fosse reduzido de 25 para 20 minutos. “É mais corrido. É menos tempo para acessar a merenda. Tem fila. Com metade dos alunos para merendar é mais fácil fazer distanciamento entre eles. Vai manter os 20 minutos, mas com o dobro de alunos”, afirma. Nas unidades do Estado, a exceção para adesão ao rodízio será apenas para alunos com laudo médico, que seguirão no ensino remoto. “Orientamos às demais redes (municipal e privada) que sigam a normativa”, ressaltou Casagrande. As aulas se tornaram obrigatórias na rede estadual no final de julho, com rodízios diários entre dois grupos de estudantes em casa sala. A recomendação se estendeu, então, às demais redes de ensino, públicas e privadas. ‘Erro’ A epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel, também se posicionou em suas redes sociais sobre a decisão do governo do Estado. Ela classificou a atitude como um “erro”. “Nesse momento, que os adolescentes estão com apenas uma dose e as crianças sem vacina, a estratégia deveria ser manter o rodízio com um programa de testagem. Nos países desenvolvidos, as crianças são testadas semanalmente. Não devemos olhar apenas o óbito, que por si só é ainda alto no Brasil, mas o adoecimento e as sequelas. Manter o rodízio em uma situação no Brasil em que as escolas têm pouco ou nenhum controle de ar, é uma estratégia de prevenção”, defendeu.

02/10/2021 / 1 Comment
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Filme “Indecência” é bom, mas o final poderia ser melhor trabalhado Duas garotas são pegas colando durante uma prova de faculdade. Uma delas assume que escondeu o celular na meia calça e ambas são expulsas pelo professor Ursu, que ainda confisca o telefone Mo. Elas faltaram muitas aulas e sabem que precisam encontrar uma cola rápido para fazer a recuperação, Mo busca as anotações com um amigo e em seguida liga para Ursu, que ainda não devolveu seu aparelho de telefone. Elas aproveitam que estão no centro da cidade e acabaram de ser barradas de uma boate para encontrar Ursu em um restaurante. No local, Mo diz que o professor tirou o celular de sua meia calça e ainda o confiscou. A acompanhante de Ursu fica indignada e deixa-o imediatamente. O professor se revolta porque Mo arruinou sua noite, mas ele propõe uma compensação para as meninas: reduzir o conteúdo que vai cair na prova se concordarem em jantar com ele em casa. Ela aceitam para ver onde aquilo pode levá-las, uma delas é bolsista integral e não quer perdê-la. No apartamento, Ursu propõe um desafio para facilitar ainda mais a prova. Elas devem responder perguntas sobre filmes e música. A conversa vai girando em torno da cultura pop que Mo e o professor amam. A história banal poderia ter acontecido em qualquer lugar, ainda assim o filme é bom, mas não é extraordinário, e o final poderia ser melhor trabalhado.

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​OAB-ES publica edital e deflagra processo para escolha de diretoria

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Uma chapa já está consolidada para concorrer com o atual presidente da Ordem dos Advogados, José Carlos Rizk Filho A partir deste 1º de outubro está aberto o processo eleitoral para escolha dos novos dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB – ES), cuja votação ocorrerá no dia 18 de novembro, das 9h às 17 horas. Serão eleitos, para um mandato de 2022 a 2024, a diretoria do Conselho Seccional, os conselheiros seccionais titulares e suplentes, conselheiros federais titulares e suplentes, as diretorias das subseções e a diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados. A disputa movimenta os meios jurídicos, com formação de correntes que pretendem garantir a reeleição do atual presidente, José Carlos Rizk Filho, e articulações para montagem de chapas de oposição. Até agora, está consolidada uma chapa liderada pela advogada Erica Neves, integrada também por Elisângela Melo e Ricardo Brum, que concorreram com Rizk em 2018, com o apoio do ex-presidente da instituição Homero Mafra. O registro de chapas poderá ser feito a partir desta segunda-feira (4), primeiro dia útil a partir da publicação do edital, divulgado nesta sexta-feira (1). Os pedidos de registro serão recebidos até as 18 horas do dia 19 de outubro e somente serão admitido o registro de chapas completas, segundo as normas estabelecidas no Regulamento Geral. Em Vitória, o local de votação será no Centro de Convenções, em Santa Lúcia, sendo o voto pessoal e obrigatório para todos os advogados regularmente inscritos na OAB-ES, sob pena de multa equivalente a 20% do valor da anuidade, salvo ausência justificada por escrito, a ser apreciada pela Diretoria do Conselho Seccional. Só poderá votar o advogado ou advogada que tiver suas anuidades ou parcelas vencidas, custas e multas quitadas até 30 dias antes das eleições, ou seja, até o dia 18 de outubro, permanecendo nesta condição até a data da eleição. O parcelamento de débitos deverá ser firmado, com o pagamento da primeira parcela, até o dia 18 de outubro de 2021, sob pena de não se tornar apto ao voto. Os advogados deverão apresentar cartão ou carteira de identidade profissional ou um dos seguintes documentos: Registro Geral de Identidade (RG); Carteira Nacional de Habilitação (CNH); Carteira de Trabalho e Previdência Social ou Passaporte. Advogados formam chapa para concorrer à presidência da OAB-ES – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/justica/advogados-formam-chapa-paraconcorrer-a-presidencia-da-oab-es

01/10/2021 / 1 Comment
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