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​STJ cassa liminar e juízes suspeitos de venda de sentença voltam para a prisão

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Carlos Alexandre Gutmann e Alexandre Farina foram presos em julho, mas passaram a responder ao processo em liberdade Os juízes Alexandre Farina e Carlos Alexandre Gutmann, acusados de suposta venda de sentença, foram mandados de volta à prisão nesta segunda-feira (27), em decisão do ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão afeta, por extensão, o empresário Eudes Cecato e o ex-funcionário da Associação dos Magistrados do Estado (Amages) Davi Ferreira da Gama. “Demonstrada a gravidade concreta do delito e a necessidade da custódia cautelar, tendo em vista a existência de fundamentos idôneos no acórdão do Tribunal Pleno do TJ-ES, consistentes na atuação dos investigados para atrapalhar as investigações, constranger testemunhas e destruir provas, o writ não comporta deferimento, devendo as liminares serem cassadas e, consequentemente, restabelecida a prisão preventiva de Alexandre Farina Lopes, Carlos Alexandre Gutman, Davi Ferreira da Gama e Eudes Cecato”. A prisão preventiva dos dois juízes foi decretada em sessão ordinária do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) em 29 de julho. O colegiado acatou, por unanimidade, as provas da investigação realizada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), com relatoria da desembargadora Elisabeth Lordes.  O ministro acolheu recurso do subprocurador-Geral da República, Renato Brill de Góes, que afirma: “Os fatos e provas apresentadas pelo parquet são suficientes à demonstração do fumus boni iuris, eis que há prova da materialidade e suficientes indícios de autoria”. Segundo o subprocurador, está “devidamente demonstrado que há relação atual entre os investigados e que possam ter atuado para atrapalhar as investigações. Desse modo, também é possível que possam prosseguir para atrapalhar a instrução processual, influir sobre testemunhas, destruir outras provas, caso ainda existente”. Os juízes Alexandre Farina e Carlos Alexandre Gutman foram apontados por corrupção ativa e passiva praticada em 2017, em conluio com o ex-funcionário da Associação dos Magistrados do Estado (Amages), Davi Gama, e o empresário Eudes Cecato. O grupo foi descoberto por meio da Operação Alma Viva. Os magistrados chegaram a ficar presos em celas especiais no Quartel da Polícia Militar, em Maruípe, Vitória, mas em agosto, passaram a responder ao processo em liberdade. Farina e Gutmann são apontados como participantes de um esquema de supostas práticas dos crimes previstos nos artigos 317 – crime de corrupção passiva, praticado por servidor público -; 333 – oferecer vantagem indevida a um funcionário público, em troca de algum tipo de favor ou beneficio -; e 357- exploração de prestígio, crime contra a administração da justiça praticado por ato de pedir ou receber, dinheiro ou qualquer outro tipo de beneficio, sob o argumento de exercer influência sobre servidores e autoridades do poder judiciário. Todas constantes do Código Penal Brasileiro. O processo que resultou no afastamento dos dois juízes foi deflagrado, no âmbito do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), em 2 de junho deste ano, por determinação da corregedora nacional de Justiça, Maria Thereza de Assis Moura, após o órgão capixaba ter arquivado o caso.

27/09/2021 / 0 Comments
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Na ‘toca’

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Nem oposição, como o PSB de Casagrande, nem demais siglas da frente nacional. Classe política se mantém distante dos atos “Fora Bolsonaro” Secom-ES A poucos dias do sexto ato “Fora Bolsonaro, neste sábado (2), às 14h, em Vitória, com a previsão de ser o maior até agora em todo o País, por registrar adesões de partidos de centro-esquerda, a participação de lideranças com mandato no Estado segue sendo uma realidade distante, ao contrário de movimentos já registrados no âmbito nacional, que desaguam na formação de uma frente ampla em defesa do impeachment do presidente Jair Bolsonaro. As conversas atuais envolvem, além das legendas de esquerda PT, Psol e PCdoB, que organizam os atos desde maio, o PSB, PDT, PV, Rede, Cidadania e Solidariedade. No Espírito Santo, o novo bloco inclui, portanto, o partido comandado pelo governador Renato Casagrande, que tem quatro deputados estaduais (Bruno Lamas, Sergio Majeski, Dary Pagung e Eustáquio de Freitas) e um federal (Ted Conti), e vem a ser o principal alvo dos bolsonaristas, com efeitos que se prolongam até as eleições de 2022. Mesmo nesse contexto, nada de acenos ou mobilizações. Os demais são o PDT do prefeito da Serra, Sérgio Vidigal; a Rede de Audifax Barcelos; e o Cidadania do ex-prefeito Luciano Rezende e do deputado estadual Fabrício Gandini, além de Da Vitória, coordenador da bancada capixaba no Congresso Nacional. Isso sem falar de prefeitos e vereadores. Quer dizer, enquanto as articulações rolam há semanas em Brasília e outros estados, nenhum sinal ainda de adesão ou participação pública de novos atores do Estado no protesto que se avizinha, muito pelo contrário! A maioria tem corrido das ruas, mas só nessas horas. Já para fazer campanha, sem bola dividida, entra todo mundo em campo. Na ‘toca’ IIPara registro de tempo: a adesão oficial do PSB aos atos “Fora Bolsonaro” vem de antes, ainda em julho, reforçada após as ameaças antidemocráticas feitas pelo presidente no 7 de Setembro. A executiva estadual até publicou convocação na época, assim como também fez no protesto do MBL e Vem pra Rua. Mas os donos de cadeiras se mantiveram na “toca”. ContramãoA propósito, o presidente da Nacional do PSB, Carlos Siqueira, informou recentemente que a legenda participará de todos os protestos contra Bolsonaro. Veremos quando os filiados daqui marcarão, enfim, posição. BolsonaristaPara alguns, como Da Vitória, o motivo é o apoio a Bolsonaro, mais do que declarado. O deputado federal defende os atos dos apoiadores do presidente, contradição que já gerou ruído no Cidadania e até anuncio de conversa sobre expulsão. Ele já estava com os dois pés para fora, no aguardo da abertura da janela partidária. Se terá antecipação, de fato, ainda está em aberto. VotosPara outros, tudo indica, pesa o receio de encarar o eleitorado bolsonarista no Estado, considerando os números de 2018 e os protestos verde-amarelo. Mas, a essa altura do campeonato, ficar em cima do “muro” também não desce. PresençasLideranças da esquerda que participam desde o início são, do PT, o deputado federal Helder Salomão, a estadual Iriny Lopes e a vereadora de Vitória Karla Coser, do PT. Do Psol, a também vereadora Camila Valadão (Psol). E, nos últimos protestos, também aderiu o senador Fabiano Contarato (ainda na Rede). Degrau acima?Por falar em bancada do PSB, no norte e noroeste do Estado, o nome do deputado Freitas tem aparecido pelas ruas como candidato à Câmara Federal em 2022. A informação chegou à coluna após informação divulgada na última quinta-feira (23), dando conta de que, até segunda ordem, os atuais deputados se articulavam para a reeleição – exceção de Sergio Majeski, que está de saída do partido e pretende alçar novos voos. Degrau acima II?Freitas, não há dúvidas, tem tido presença cativa em todos os eventos oficiais do governo do Estado. Roda sem parar e, pensando bem, não é pra menos. O deputado não conseguiu se reeleger em 2018. Entrou na Assembleia como suplente, após acomodação efetivada por Casagrande. Chapas amplasO presidente estadual do PSB-ES, Alberto Gavini, já apontou as metas para 2022 no campo proporcional: uma chapa de 20 nomes à Câmara e 60 à Assembleia Legislativa. Para isso, terá que deslocar, sacrificar e construir candidaturas competitivas. Tarefa não tão fácil. Hoje, só para lembrar, o PSB do Estado só tem Ted Conti em Brasília, já que perdeu Felipe Rigoni. Tudo em casaSerá nesta quinta-feira (30), às 14 horas, a prestação de contas de Casagrande referente a 2020. O relator será, de novo, o conselheiro Luiz Carlos Ciciliotti, antigo aliado e braço direito do governador. No ano passado, ele também ficou com essa peteca. Tudo em casa IIDesta vez, tem a polêmica da recomendação do Ministério Público de Contas (MPC) da aprovação das contas com ressalva. Motivo: investimento em Educação abaixo dos 25% constitucionais. A conferir! Nas redes“Salve as crianças!!!! Que neste dia de Cosme e Damião nós despertemos a nossa criança interior e busquemos sempre a verdade e a alegria em nossas ações. Somente com a evolução da nossa sociedade, o fim do preconceito e a preservação da nossa cultura é que podemos garantir um futuro digno para nossos filhos e netos. Façamos hoje o nosso amanhã!”. Iriny Lopes, deputada estadual pelo PT. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Saída antecipada Bolsonarista e apoiador dos atos de 7 de Setembro, deputado Da Vitória pode ser expulso do Cidadania https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/saida-antecipada

27/09/2021 / 2 Comments
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​Psol estadual aponta candidato ao governo e descarta aliança com PT

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Gilbertinho Campos, ex-candidato à prefeitura de Vitória, é apontado como o candidato do partido O Psol no Espírito Santo descarta aliança com o PT, apontando o professor Gilbertinho Campos, ex-candidato à prefeitura de Vitória em 2018, como o nome mais forte para disputar o governo do Estado em 2022. Essa decisão foi adotada durante o Congresso Nacional do Psol, encerrado nesse domingo (26), segundo o presidente estadual do partido, Toni Cabano. O 7° Congresso Nacional foi realizado de sexta-feira (26) a domingo, com 402 pessoas, de forma virtual, representando quase 50 mil filiados de todo o Brasil que participaram, nos últimos meses, de plenárias e votações presenciais e de congressos estaduais. O partido aprovou a participação em uma frente ampla da esquerda, tendo a maioria defendido uma aliança com o ex-presidente Lula, o que desagradou parte dos congressistas, inclusive os representantes do Espírito Santo. Estes estão empenhados para que o partido apresente candidatura própria, liderada pelo deputado federal pelo Rio de Janeiro, Glauber Braga. Além de com concorrer ao cargo majoritário no Espírito Santo, o Psol também terá candidatos a senador, deputado federal e estadual, disse Toni Cabano, sem querer adiantar nomes. Nos meios políticos, a vereadora de Vitória Camila Valadão, uma das lideranças do partido e segunda mais votada em 2020, é apontada como candidata à Assembleia Legislativa. Ao adotar o mesmo procedimento nas eleições de 2018, quando não fez coligações com outras siglas, e optar por confirmar a pré-candidatura de Gilbertinho, líder do movimento negro, o Psol se mantém na trajetória iniciada desde a sua fundação, como aponta Toni Cabano. Seguindo esse princípio, alianças só com o PCdoB, Partido Socialista de Trabalhadores Unificado (PSTU) e Unidade Popular (UP). No Congresso Nacional, foi reconduzido ao cargo para um mandato de mais dois anos, o atual presidente, Juliano Medeiros. O pré-candidato Potencial candidato ao governo do Estado em 2022 pelo Psol, Gilbertinho Campos é liderança e ativista do movimento negro no Espírito Santo. Como candidato à Prefeitura de Vitória nas eleições de 2018, ele defendeu debate para desmascarar a extrema direita, que segundo ele, usa o artificio criminoso das fake news para demonizar os movimentos sociais. Mantendo a mesma disposição, rejeita “qualquer apoio ou aliança com partidos com o DNA de Bolsonaro, que não querem dialogar”.

27/09/2021 / 3 Comments
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‘O sentimento é de revolta’, afirma moradora sobre obras na orla de Meaípe

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Comunidade denuncia demora no andamento da revitalização iniciada pela prefeitura em 2019 Divulgação Moradores de Meaípe, em Guarapari, colocaram placas na orla do município em protesto à lentidão da prefeitura para dar andamento à reforma e revitalização da região. Resultado de uma verba do governo federal, as obras se arrastam desde 2019, sem nenhum avanço efetivo. “O sentimento é de revolta”, destaca a vice-presidente da associação local, Tatiane Gomes. As placas foram levadas para a praia após uma audiência pública realizada na última quarta-feira (22) na Câmara de Guarapari. O tema do encontro foi um assunto antigo, discutido, pelo menos, desde 2017, quando a senadora Rose de Freitas (MDB) anunciou a destinação dos recursos para a revitalização por parte do Ministério do Turismo. “É incrível como o poder público é eleito pra isso, tem o dinheiro para fazer, e não faz. Você se sente abandonado. A gente tem um bairro bonito. Meaípe tem um pôr do sol lindo, liberam casas de show no final do ano, mas continua sem ter condições de tráfego, porque está simplesmente abandonada”, critica Tatiane. Em junho de 2019, a gestão de Edson Magalhães (PSDB) anunciou que Meaípe iria receber obras de drenagem e pavimentação em diversas ruas, além da revitalização completa da orla, que contaria também com a construção de um calçadão e uma rua de lazer. No final do mesmo mês, o município publicou, no Diário Oficial, o resultado da licitação para escolha da empresa responsável pelas obras na orla, processo vencido pela S & A Serviços e Obras Ltda. Dois anos após o anúncio, pouco mudou na paisagem local. Os moradores relatam que, apesar de algumas obras iniciais, como a concretagem da rua de lazer e alguns trechos próximos ao comércio, a revitalização nunca teve um andamento efetivo. “Praticamente nem começou. Eles ‘futucaram’ um pouco, mas não teve andamento. Começaram, mas aí fizeram mal feito. Tem lugares que abriram, aterraram e outros não, não tem nem um guarda corpo”, denuncia Tatiane. O presidente da Associação de Moradores, Vinicius Brina Gramiscelli, informa que, ao longo desse tempo, apenas 20% da obra foram executados. “Porque tem o acabamento do lado do passeio, o acabamento da rua de lazer, vai ter o guarda-corpo, tem que fazer a pavimentação e a drenagem das ruas (…) E não são só a pavimentação dessas ruas aqui da Beira-Mar não, tem umas ruas também aqui no contorno que serão beneficiadas com essa obra”, explica. Em audiência pública realizada na Câmara de Guarapari na última semana, representantes do município prometeram retomar as obras nesta terça-feira (28), considerando que o material da drenagem já tinha começado a chegar. O titular da Secretaria Municipal de Obras Públicas e Serviços Urbanos, Odivan Ferreira dos Santos, não compareceu, mas enviou um ofício anunciando a retomada em até 15 dias. Presente no local, o coordenador de Obras Públicas da prefeitura, Ricardo César Ribeiro, disse que a empresa vencedora da licitação requereu uma correção no valor do contrato, em razão de uma defasagem financeira durante o período de paralisação das obras. Para Vinicius, essa fase da obra já deveria ter sido iniciada há muito tempo. “A gente queria que o secretário de Obras tivesse mais transparência. Nós ficamos aflitos porque Meaípe vive de turismo, não tem outra atividade. As culinárias são umas das melhores do Estado, mas vemos muito descaso. A gente tem tentado, de todas as formas, conversar com quem tem entendimento sobre as obras, mas não conseguimos até hoje”, destaca. Os recursos para a obra são resultado de convênios com o governo federal, após diálogos com a senadora Rose de Freitas. Com um investimento total de mais de R$ 2,2 milhões, a maior parte dos valores foi concedida pelo Ministério do Turismo e tem sido repassada pela Caixa Econômica Federal. Divulgação Em agosto deste ano, a Associação de Moradores de Meaípe chegou a protocolar uma carta na Prefeitura de Guarapari pedindo explicações sobre a lentidão da obra. O documento cobrava a apresentação do contrato firmado com a empresa responsável pelo serviço, além de solicitar o cronograma de atividades. “Eles não dão satisfação nem retorno, a gente não consegue falar com ninguém de lá. Você procura o secretário de Obras, ele fala uma coisa, aí vai e a empreiteira dá outra em informação”, afirma Tatiane. A carta também aponta que obras realizadas pela Prefeitura de Guarapari em outros bairros já foram iniciadas e finalizadas ou estão em fase de conclusão, enquanto a de Meaípe se arrasta. “São obras da comunidade, verbas que nós conseguimos. Queremos saber o que está acontecendo e também ter participado do projeto, mas desde o começo, não é possível”, declara Vinicius, ressaltando que a carta não foi respondida pela gestão municipal. 

27/09/2021 / 0 Comments
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‘Turismo predatório’ destrói a beleza e bucolismo que atraem visitantes

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Moradores da Praia do Sauê cobram apoio da prefeitura de Aracruz para ações de educação e proteção Carros estacionados sobre a vegetação natural, necessidades fisiológicas feitas sobre a restinga e o manguezal, despejo de muito lixo por toda a praia, som alto, e depredação de áreas de recuperação e de placas de sensibilização feitas pelos moradores. Os finais de semana são momentos de tensão e desrespeito contra a natureza e o sossego dos moradores da Praia do Sauê, em Aracruz, norte do Estado. Foto Leitor O relato vem de uma moradora que pediu para não se identificar, e que compartilha fotos do trabalho de recuperação da restinga da praia e das placas educativas já instaladas e, infelizmente, arrancadas por vândalos pouco depois, bem como da invasão de carros sobre a vegetação, até mesmo em áreas protegidas com tocos de madeira, retirados para expandir artificialmente a área de estacionamento clandestino. “Nós fizemos um plantio de restinga com as crianças recentemente e, pouco depois, tiraram todas as plantas”, lamenta.  O bucolismo e as belezas naturais que atraem um número cada vez maior de turistas à região são agredidos pelos mesmos visitantes. “Temos desrespeito constantemente. Aqui não tem infraestrutura para receber essa quantidade de frequentadores: grupos de Kombi e Motorhome se instalam aqui, ficam até cinco, seis dias, sem nenhuma infraestrutura. Outros fazem churrasco dentro do manguezal, lixo é imensurável. Alguns moradores é que fazem as coletas de plástico e garrafas de vidro. Invadem a restinga com fogueiras e barracas. Terra de ninguém”, relata. Foto Leitor Segundo a moradora e protetora da praia, já foram feitos pedidos à prefeitura para que atue na orientação e fiscalização, no sentido de coibir o lixo e o fogo que é ateado na restinga e no manguezal, e para construir banheiros sanitários públicos. “Era para ter um impedimento no acesso ao manguezal. Aqui acontece muitos absurdos”, ressalta, alertando que as agressões ao manguezal têm provocado alagamento das ruas próximas à praia em época de chuva. Foto Leitor A denúncia feita a Século Diário cita ainda o pedido apenas parcialmente atendido, de retirada das castanheiras que “matam a restinga”. “Aqui precisamos implorar por atendimento pela prefeitura e suas secretarias”, critica. Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente (Semam) informou que “está adquirindo os materiais e elaborando o planejamento para a ação de proteção das restingas em todas as praias de Aracruz, que será executado até o próximo verão”. Afirmou, ainda, que “as equipes de fiscalização estão atuando em todo município com objetivo de coibir estas infrações” e orientou a população que, sobre o som alto, façam denúncias para que as equipes possam ser acionadas. Sobre a retirada do lixo, disse que a Secretaria de Transporte e Serviços Urbanos que uma limpeza no Sauê foi finalizada nesta segunda-feira (27), havendo “um cronograma da limpeza pública em todo município”. Multas de 175 mil Na última quinta-feira (23), a Semam multou em R$ 175 mil um empreendimento localizado na Praia do Sauê, a Pousada dos Cocais, por ter desmatado uma área de restinga localizada dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa das Algas, a partir de denúncia dos moradores. O caso está sob análise do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), gestor da APA, que estuda a possibilidade de também autuar os proprietários da pousada.

27/09/2021 / 5 Comments
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Sindicato dos Bancários rearticula Comitê em Defesa do Banestes

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Retomada da mobilização em defesa do banco estadual foi motivada pelo anúncio da venda da Banestes Seguros O anúncio da venda de parte das ações da Banestes Seguros pela gestão de Renato Casagrande fez com que o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Espírito Santo (Sindibancários) tomasse a iniciativa de rearticular o Comitê em Defesa do Banestes Público Estadual. Para isso, a entidade convoca a categoria e a sociedade civil para uma plenária virtual que acontecerá nesta quarta-feira (29), às 18h30. O secretário-geral do sindicato, Jonas Freire, explica que a gestão estadual tem 92% das ações da seguradora, mas quer vender 51%, o que fará do governo do Estado acionista minoritário. “Como minoritário, não poderá decidir nada”, diz. Para Jonas, a iniciativa trata-se de uma “privatização fatiada”, uma vez que a Banestes Seguros “é um dos pilares do sistema financeiro estadual”. Jonas recorda que o Comitê foi criado no governo do presidente Fernando Collor de Melo, em virtude da ideologia privatista que ele defendia. Entretanto, ganhou força no de Fernando Henrique Cardoso, quando foram privatizadas diversas empresas, entre elas, bancos estaduais. O próprio Banestes quase passou por um processo de privatização na gestão do ex-governador José Ignácio Ferreira e no primeiro mandato do ex-governador Paulo Hartung, que tentou vender o banco em uma negociação com o Banco do Brasil.  O secretário-geral afirma que hoje, além do Banestes, existem somente outras três instituições financeiras estaduais: Banco do Estado do Rio Grande do Sul, Banco de Brasília (BRB) e Banco do Estado do Pará (Banpará). De acordo com Jonas, foram privatizados mais de 30 bancos estaduais em todo o Brasil. Privatizar a Banestes Seguros, afirma, é abrir mão de uma empresa “extremamente rentável”, diminuindo o lucro do sistema financeiro estadual e, consequentemente, investimento em iniciativas como linhas de crédito, prejudicando a população. Jonas aponta que, em caso de desastres naturais e durante a pandemia da Covid-19, as linhas de crédito oferecidas pelo Banestes auxiliaram muitas pessoas. Para ele, “guardadas as devidas proporções, o governo Casagrande está seguindo a política econômica de Paulo Guedes, que é privatizar”. Isso contradiz, segundo o sindicalista, o compromisso firmado nas eleições 2018. Na ocasião, o governador assinou uma carta na qual assumia o compromisso de manter o Banestes como banco público e estadual.

27/09/2021 / 0 Comments
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ES pode superar número de homicídios de mulheres e feminicídios de 2020

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Munah Malek, do Fomes, atribui aumento da violência à falta de políticas públicas e ao “discurso misógino” do presidente Dados do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos da Mulher (Nevid) mostram que, em 2021, o Espírito Santo já ultrapassou o número de homicídios de mulheres e de feminicídios registrados em 2020 até o mês de agosto. Essa realidade pode ser um indício de que este ano o Estado irá superar os números registrados no ano anterior em ambos os crimes. Em 2021, ocorreram 70 homicídios de mulheres, quatro a mais do que no mesmo período no ano anterior. Quanto aos feminicídios, somam 23 até então, ultrapassando os 17 registrados até agosto de 2020. Os 70 homicídios estão distribuídos entre as regiões metropolitana (27), norte (16), sul (9), noroeste (13) e serrana (5). Os feminicídios nessas regiões totalizam, respectivamente, 7, 2, 4, 8 e 2. Os homicídios de mulheres em 2021 já correspondem a 9,5% dos casos desse tipo de crime, sendo que em 2020 foram 9,2%. A maior parte das vítimas, ou seja, 23%, está na faixa etária entre 35 e 39 anos, enquanto que em 2020, a maioria, que corresponde a 20%, tinha entre 20 e 24. Os números mostram ainda que, este ano, 59% das vítimas de homicídio foram mortas com arma de fogo, 26% por arma branca e 16% por outros meios. Quanto à cor da pele, 56% eram pardas, 16% brancas, 11% negras e em 17% dos crimes não consta essa informação. No que diz respeito aos feminicídios, assim como nos homicídios de mulheres, a maioria das vítimas se encontram entre 35 e 39 anos, ou seja, 27%. No ano anterior, a maior porcentagem, 23%, estava na faixa etária entre 25 e 29 anos. As armas brancas, em 2021, foram utilizadas na maioria dos feminicídios registrados até então, com 52,2%. A arma de fogo corresponde a 21,7%, enquanto que em 26,1% dos feminicídios, foram utilizados outros meios. No quesito cor da pele, 60,9% das vítimas eram pardas; 26,1% brancas; 4,3% negras; e em 8,7% dos casos não consta essa informação. Para a integrante do Fórum de Mulheres do Espírito Santo (Fomes), Munah Malek, o aumento da violência contra a mulher é causada por fatores como o discurso misógino do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pela falta de políticas públicas. “Não é de se espantar em um país governado por um presidente genocida e misógino que a violência contra as mulheres fosse crescer tanto nesse cenário. Se não existe instrumentos que garantem nossa vida e segurança, não existe outro caminho. O poder público, ao lavar as mãos em relação às políticas para as mulheres, nos joga literalmente entregues à nossa própria sorte”, critica. Munah destaca que, no Espírito Santo, há apenas uma Casa Abrigo para mulheres em risco eminente de morte. “Não existem espaços de acolhimento provisório, políticas de aluguel social e auxílio moradia para mulheres vítimas de violência, abrigamento provisório e outros espaços de proteção e acolhida para as mulheres refazerem suas vidas. Denunciar não deve ser um passo descolado da necessidade de realmente assegurar a proteção e a vida das vítimas da violência machista”, afirma. Em 2020, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), 102 mulheres foram assassinadas no Espírito Santo. Trata-se de um aumento de 12%, considerando dados da mesma pasta referentes a 2019, que apontaram 91 mortes, segundo informou o Fórum de Mulheres.. “Isolamento social, escolas fechadas, taxa de desemprego nas alturas, falta de auxilio emergencial e fome são elementos que atingem principalmente as mulheres e, mais ainda as negras. A pandemia tornou muitas cativas de seus lares, da vida doméstica e seus agressores”, afirma Munah, destacando os reflexos da pandemia da Covid-19 no aumento da violência contra a mulher. Assassinatos de mulheres no Espírito Santo aumentaram 12% em 2020 Além da punição aos agressores, devem ser efetivadas políticas públicas, defende o Fórum de Mulheres https://www.seculodiario.com.br/seguranca/violencia-contra-a-mulher-no-espirito-santo-aumentou-12-8-em-2020

27/09/2021 / 0 Comments
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Bolsonaro se sustenta na mentira

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Inverdades tentam esconder fatos como 2 milhões de famílias que caíram na pobreza extrema  Sem ter outra coisa do que fazer além de esconder-se em montanhas de mentiras para se segurar no cargo, Jair Bolsonaro inicia as comemorações dos mil dias do seu governo (?) nesta quarta-feira (29), participando da entrega de pífios – é isso mesmo – 5,4 quilômetros de duplicação da BR-116 e mais 5 quilômetros da BR-101, em Teixeira de Freitas, na Bahia. O reduzido volume de obras diz bem do retrocesso contabilizado nestes quase três anos de gestão, causa do derretimento de sua aprovação, como revela pesquisa do Datafolha, com dados que mostram também o desejo de impeachment de 23% dos que o elegeram. Um quadro na medida para as manifestações deste sábado (2), com a participação não apenas de movimentos da esquerda progressista, mas também de bolsonaristas arrependidos, um bloco que só aumenta. Motivo há de sobra, o mais cruel revelado nesta semana: cerca de dois milhões de famílias brasileiras caíram na linha da extrema pobreza no período de janeiro de 2019 e junho deste ano, de acordo com dados do Cadastro Único do governo federal, o CadÚnico, que mostra o aumento mês a mês de pessoas na miséria desde 2020. Não pode ficar fora da lista de atrocidades da gestão, a experiência macabra por meio de distribuição maciça do KitCovid nos estados, na lógica do método de imunidade do rebanho, apontado na CPI da Covid, em meio a suspeitas de corrupção, como uma das causas de milhares de mortes da pandemia, entre as 594 mil contabilizadas até esse domingo (26). Todas as regiões do País receberam essas doações, sempre transformadas em capital político-eleitoral com intensa divulgação, mesmo sem nenhuma comprovação científica da eficácia. O Espírito Santo não foi exceção. Por aqui teve muito movimento, com fotos em redes sociais, espaços na mídia, outdoors, prefeituras, médicos, religiosos, casas legislativas, muita gente envolvida puxada pelo bolsonarismo raiz, daquele tipo do cercadinho do Alvorada, em Brasília. Atado à elite do capital financeiro, que tirou Dilma Rousseff para se apossar do nosso petróleo, o presidente segue as regras estabelecidas. Para manipular a população, mente e imprime denominações lustrosas como forma de dourar a pílula, na tentativa de apagar o amargor.  Assim, a propalada crise hídrica vira justificativa para a criminosa privatização da Eletrobras; o ICMS cobrado nos estados, sem aumento nos valores há anos, passa a vilão para explicar os asfixiantes preços dos combustíveis fixados com base no dólar, só para ficar nas mais recentes invencionices. Não pode deixar de ser lembrado o festival de conversa fiada – ô vergonha -, levado ao mundo por meio do discurso na ONU. Pela fala presidencial nos Estados Unidos, ficamos sabendo, por exemplo, que ao sair do comando de Michel Temer, em 2019, o Brasil estava à beira do socialismo e também dos “empréstimos sem garantia a países comunistas”.Mentiras que fizeram o mundo corar de vergonha e protestos, mas, internamente, levanta a turba bolsonarista desinformada, com a mente em estagnação mental, sem conseguir olhar além daquilo que lhe ensinam como verdade. É como se vivessem na década de 40 do século passado. Seguem o discurso da desinformação e não se dão conta de que são peças de uma arquitetura poderosa de escravização.  A Bíblia diz que o diabo “quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira”. Esse é apenas um entre centenas de versículos com o mesmo teor, de um contexto que passa batido pelos seguidores do presidente, enganados ou movidos por outros interesses, geralmente financeiros. Desse grupo não escapam os chamados pastores, bispos, apóstolos e outros títulos pomposos pelos quais atendem falsos profetas irmanados com Bolsonaro em atos autoritários, muitos com cargos legislativos, que incluem até mesmo golpe de Estado, tortura e barbárie, condenadas por Cristo. Apesar de se apresentarem como cristãos, expressam um autoritarismo ausente na verdadeira igreja, que é um exemplo de democracia desde os seus primórdios. Há mais de dois mil anos, a igreja primitiva não praticava ou dava incentivos a conspirações e golpes de Estado.  A democracia, com justiça social, sempre esteve presente no dia a dia daquele povo. Seus dirigentes, presbíteros, diáconos, eram escolhidos pelo voto direto da comunidade, que abominava toda espécie de ditadura, diferentemente dos que hoje falam em nome de Deus, como Bolsonaro, sem estarem investidos de qualquer autoridade. Tudo mentira, parte de procedimento maligno que destrói o Brasil.

27/09/2021 / 3 Comments
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​Poder público

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Assuntos que geram dúvidas: desperdício de água, cães em praias e atendimento de Especialidades Pela imprensa, a notícia sobre os aumentos das contas de luz devido às bandeiradas descabidas do setor enérgico, causadas pela crise híbrida, ou seja, a diminuição das bacias hidrelétricas pela estiagem. Oras, com crise de água ou não, temos de poupar. As notícias na imprensa são alarmantes. As bandeiras vermelhas encarecem a conta de energia, seja para o consumidor comum, para indústria e para a agricultura. Por que não se toma uma providência, por exemplo, com essa lavação diária de frentes de condomínios? Um desperdício de água sem tanta necessidade. Cabe à Cesan ou às prefeituras a conscientização de quem não tem. Ou será que por aqui não tem problemas com água? Outra coisa, os cachorros e seus donos voltaram às praias do Estado, principalmente na Capital. Antes, salvo engano, era prática proibida. Realmente incomoda e assusta os frequentadores, principalmente os que caminham na areia. Faça como os outros países. Em Los Angeles, por exemplo, o poder público desapropriou área em cada localidade de alta densidade populacional para que seus moradores levem seus cães. Quem tem os bichanos tem de ter um pouco de sacrifício por eles. Mas tomei conhecimento sobre o Portal da Ilha do Príncipe, que terá um espaço para cães. Viva!!!!!! Mais um assunto que gera dúvida. Em campanhas, foi prometido atualizar e aprimorar o atendimento de saúde de Especialidades. Continua tudo mesma. Promessas que não cumprem. A demora sobre atendimento municipal para Especialidades demora quase um ano. Antes era melhor. Mas tem uma coisa que não se pode reclamar do poder público, principalmente o municipal. É a eficiência na vacinação contra a Covid-19. Parabéns ao poder municipal e ao estadual. PARABÓLICAS O Ibope nas emissoras de rádio e televisão atualmente funciona para quê? Servir para vendas ou para saber onde se encontra na escala? Monica Camilo de noiva estava linda. Sua simpatia é tudo. Viva ela, viva Paco! Aconteceu a festa de casamento de outro nome feminino do rádio do norte. Charline Dalla casou, mas não abandonou a Rede Sim. Tem-se uma nítida impressão que a o sertanejo voltou a estar em alta nas principais rádios da capital. Ainda bem. ACESSEhttp://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE: TRADUÇÃO JRM YOUTUBE https://www.youtube.com/watch?v=YV2koQbTJMcRaça Negra – Nosso Amor é Perfeito – Legendado MENSAGEM FINALNo fundo, não existe crime organizado. O que existe é Estado desorganizado. O Brasil por exemplo. Fernand Braudel

27/09/2021 / 0 Comments
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De homens e livros

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O idioma é desigual, não criou uma palavra que englobe os dois – ou três ou quatro – gêneros Monteiro Lobato disse: Uma nação precisa de homens e livros. Meia verdade, e pecou por excluir as mulheres. Para existir, um livro exige a ação física e intelectual de muitas pessoas, tal como uma nação. Mas não só de homens se compõe a raça humana. A natureza é desigual – nascem mais homens que mulheres. O idioma é desigual, não criou uma palavra que englobe os dois – ou três ou quatro – gêneros. Dizendo homem achou que dizia tudo. * Para compensar a natural desigualdade numérica, as mulheres vivem mais, sendo, portanto, a maioria. E escrevem tão bem quanto. Lobato fez coisas piores na vida, como defender a esterilização de negros para que a “raça” desaparecesse. Não vamos hoje destruir uma grande obra porque o autor ou autora era machista, racista, escravagista, provavelmente escravocrata, mas tem que definir os valores – boa obra não quer dizer boa pessoa. Como se sabe, até os negros livres mantinham escravos. * Shakespeare, tão reverenciado pela mídia americana, não gostava de mulheres, sempre nos culpando por todas as mazelas do mundo: Fraqueza, teu nome é mulher! O barbo também não gostava de judeus, embora nunca tenha se deparado com um deles para julgá-los: os judeus foram banidos da Inglaterra por dois séculos! Outra raça perseguida no mundo, os ciganos, foram explorados em inúmeras obras literárias. Ganharam cachê? Quem se lembra da Esmeralda, a cigana do Corcunda de Notre Dame? Sendo bonita e independente, foi condenada à morte, acusada de ser feiticeira. Gustave Flaubert e Connan Doyle foram outros famosos machistas. * O título do livro mais famoso de Agatha Christie, O caso dos dez negrinhos, está sendo reavaliado. Em inglês,Ten little nigers, inspirado em uma cantiga de rodas, é inaceitável. O livro já vendeu mais de 100 milhões de cópias mundo afora, e continua sendo reeditado, mas com nova roupagem. Na França mudaram o título para “Eram dez”, e nos Estados Unidos, “E não sobrou nenhum”. No país onde matar pessoas de cor é uma constante, deve-se ter mais cuidado com o título dos livros. * Mark Twain tem sido acusado de racismo por usar a expressão ‘niger’ em um de seus livros. Mas a seu favor, temos uma de suas frases mais famosas: “Viajar é fatal para o preconceito, intolerância, e mente estreita…” Para ele, uma visão ampla, saudável e caridosa sobre pessoas e coisas, não pode ser adquirida por quem passa a vida vegetando no seu cantinho do mundo. * Algumas expressões estão tão arraigadas no vocabulário que nem percebemos serem racistas ou ofensivas: Preto de alma branca; Isso é serviço de preto (quando é mal feito); A coisa ficou preta; Cabelo ruim… Esticar e alisar o cabelo sempre esteve na moda. Pois é, cabelo ruim é o que cai, então deixou de ser cabelo. Tem ainda o preconceito contra o idoso – Já era, não sabe das coisas, tá caducando e/ou desatualizado/a. Millôr Fernandes: Em ciência, leia sempre os livros mais novos. Em literatura, os mais velhos.

26/09/2021 / 0 Comments
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