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​Vídeo de Eduardo Leite mexe nos bastidores da política no Estado

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Alinhado à ala que ajudou a eleger Bolsonaro, Hartung incorporou o discurso da oposição de direita Em meio à ferrenha disputa interna no PSDB, abrigo de significativa parcela da elite financeira e empresarial do país, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, divulgou vídeo neste início da semana que mexe nos bastidores políticos no Espírito Santo e traz à tona o nome do ex-governador Paulo Hartung (sem partido) na movimentação para as eleições de 2022. Alinhado à ala da direita que ajudou a eleger o presidente Jair Bolsonaro, hoje na oposição, e um dos mais entusiastas defensores da terceira via na corrida presidencial, nos meios políticos Hartung é apontado como o candidato ao Senado do grupo de Eduardo Leite, que começa a tomar força com a adesão de nomes influentes na política paulistana ligados ao ex-governador Geraldo Alckmin, a quem Hartung é ligado. Em 2018, ainda no MDB, o então governador capixaba manifestou apoio ao tucano Geraldo Alckmin na corrida presidencial, frustrando lideranças políticas no Estado e deixado para trás um rastro de esfacelamento partidário, tanto no PSDB como no MDB. Apesar de aparentemente distante da política estadual, Hartung mantém aliados na Assembleia Legislativa, na Prefeitura de Vitória e espalhados em outras gestões municipais. E há movimentação em torno do seu nome, afirmam lideranças políticas. Apesar de ainda não haver formalizado qualquer intenção nesse sentido, nos bastidores os comentários crescem e são estimulados em decorrência de postagens em redes sociais e em espaços na mídia conservadora. Nesse contexto, Paulo Hartung está de volta à política no Estado, depois de ver frustrada a quase candidatura do apresentador de TV Luciano Huck à Presidência da República, da qual era um dos orquestradores. Com um discurso alinhado à oposição de direita, cujo conteúdo está relacionado a interesses de poderosos conglomerados econômicos, o ex-governador representa a elite que não aceita mais Bolsonaro e quer apeá-lo do poder. Estão nesse grupo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senado Tasso Jereissati, além de Geraldo Alckmin e outros tucanos influentes. O vídeo do governador gaúcho, que ganhou um manifesto favorável à sua candidatura assinado por ex-presidentes do PSDB na disputa interna com o governador Paulista, João Dória, defende que “ninguém vai roubar as cores do Brasil”. Em outro trecho, ressalta: “O verde e amarelo não é do Bolsonaro, não é do Lula, o verde e amarelo é do Brasil, é dos brasileiros”, concluindo com um chamamento à paz. Os deputados Pedro Tobias e Antonio Carlos Pannunzio, signatários da carta de apoio a Eduardo Leite, afirmam no manifesto: “Hoje manifestamos publicamente nosso apoio à candidatura de Eduardo Leite nas prévias do PSDB. Eduardo tem nosso apoio porque vai unir o Brasil. Acreditamos que uma nação unida é uma nação forte. Eduardo Leite é preparado, experiente, conciliador e comunga dos ideais sólidos de todos nós, sociais democratas”. 

07/09/2021 / 1 Comment
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Mães Eficientes aguardam do prefeito garantias de contratação dos profissionais

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Vidigal pediu fim do acampamento para se reunir. Coletivo mantém mobilização, mesmo com wi-fi e água cortados Redes sociais Mesmo com o wi-fi e a água cortada pela Prefeitura da Serra, o Coletivo Mães Eficientes Somos Nós (MESN) decidiu que só irá suspender o acampamento iniciado há 29 dias dentro do prédio do executivo municipal, após o prefeito Sergio Vidigal (PDT) de fato se reunir com o grupo e apresentar garantias de contratação, com prazos e quantitativos suficientes, dos estagiários e profissionais necessários para o atendimento dos mais de 2,1 mil estudantes com deficiência matriculados nas escolas serranas, bem como apresentar os dados das últimas contratações que a gestão anunciou ter feito, em reunião com o Ministério Público Estadual (MPES) sem a presença das mães. A suspensão da mobilização foi colocada por Vidigal como condição para que a reunião acontecesse, nesta quarta-feira (8). A proposta foi comunicada na última sexta-feira (3) pela vereadora Elcimara Loureiro (PP) – que tem intermediado a relação entre o coletivo e a prefeitura – durante reunião do Grupo de Trabalho que prepara uma atualização das normativas voltadas à Educação Especial e elaboração de um Plano Municipal. O pedido, relata Mariana Saturnino de Paula, foi para que o acampamento fosse suspenso na própria sexta-feira, o que foi recusado pelas mães. “A gente não pode sair sem qualquer garantia por parte do prefeito”, afirma. “Agora, além de sem internet, estamos sem água para banho no banheiro do prédio. É o absurdo dos absurdos. E daqui a pouco eles vão cortar toda a água, a energia, e vão fazendo essas retaliações de poder para o grupo sair. Sendo que a gente simplesmente quer que ele se sente com o coletivo, faça a reunião, e firme compromisso”. A decisão recebeu apoio público do Centro de Defesa de Direitos Humanos da Serra (CDDH), que, em nota, manifestou “integral apoio à decisão do coletivo” de manter o acampamento. Afirmando sua posição “sempre a favor dos movimentos sociais”, por entender “a organização da população como uma forma de expressar os seus desejos e exigir os seus direitos”, a entidade apontou que a pauta defendida pelas Mães Eficientes “é legitima, é expressão intransigente na defesa de direitos dos filhos e filhas, dos estudantes com deficiência no município da Serra” e que “não cabe nenhuma condicionalidade por parte do poder público para o diálogo”. O CDDH citou a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência realizada pela Organização das Nações Unidas (Onu) em 2006, com “o objetivo de proteger e garantir o total e igual acesso a todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência, e promover o respeito à sua dignidade”. No que diz respeito à educação, ressalta a entidade, a Convenção “garante, além de acesso, participação efetiva, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades para o pleno desenvolvimento do potencial de qualquer estudante”. Nesse momento, sublinha, é “indispensável” que o Poder Público aja com “discernimento, humildade e vontade política para dirimir o impasse instalado. E nos colocamos à disposição para contribuir neste processo”. A vontade, a curiosidade e o diálogo necessários para a verdadeira inclusão Acampadas há 23 dias na Serra, Mães Eficientes sabem que pedem bem menos do que a lei garante a seus filhos https://www.seculodiario.com.br/educacao/a-vontade-a-curiosidade-e-o-dialogo-necessarios-para-a-verdadeira-inclusao ‘Todos os alunos se beneficiam do conteúdo flexibilizado da Educação Inclusiva’ Santa Maria de Jetibá mantém há seis anos gestão da educação especial que merece ser replicada em todo o ES https://www.seculodiario.com.br/educacao/todos-os-alunos-se-beneficiam-do-conteudo-flexibilizado-da-educacao-inclusiva

07/09/2021 / 0 Comments
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Associações de catadores geram renda e ajudam meio ambiente

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Na Amariv, em Vitória, trabalhadores também têm acesso à educação para jovens e adultos para completar seu ciclo escolar A Política Nacional de Resíduos Sólidos coloca em papel de destaque os catadores de materiais recicláveis. Trabalhadores de uma profissão pouco valorizada pela sociedade, muitas vezes vista com preconceito, eles são parte fundamental do elo entre a coleta e seleção dos materiais para que possam abastecer as indústrias de reciclagem e reinserir os resíduos na cadeia produtiva.  A atividade contribuiu não só para o reaproveitamento dos materiais, reduzindo o impacto ambiental, mas também para a geração de emprego e renda para muitas famílias, as cooperativas e associações de catadores. No Espírito Santo, são mais de 70 entidades do tipo que ajudam a organizar e potencializar o trabalho da categoria. A coleta seletiva, fundamental para esse processo, ainda responde por preceituais muito baixo nos municípios capixabas, o que aponta tanto para a necessidade de políticas públicas mais fortes como para a possibilidade de crescimento do setor, para grandes empresas e catadores, estes geralmente olhados com pouca atenção pelas autoridades, pese o protagonismo pregado pela legislação. A reportagem do Século Diário visitou a Associação dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis da Ilha de Vitória (Amariv), onde além do trabalho cotidiano no galpão de 8h às 17h, o escritório do local se transforma à noite em sala de aula para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), onde catadores podem complementar seus estudos. Confira as imagens e depoimentos de trabalhadores:

07/09/2021 / 0 Comments
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Nos idos de setembro

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“Se temos uma biblioteca e um jardim, temos tudo”. Nada na natureza ocorre por acaso, disse Sêneca, olhando as folhas das amoreiras caindo no piso do jardim – que ele havia acabado de varrer: Com certeza estou precisando de mais exercícios, concluiu sabiamente. Sêneca esqueceu de incluir essa frase no livro que estava escrevendo para a posteridade – por isso ela não aparece nas listas de citações famosas. Setembro traz o outono no hemisfério norte, primavera no hemisfério sul – esse ‘equilíbrio de poderes’ torna a vida no globo terrestre mais agradável. * Se está frio no Canadá, os pássaros migram para Conceição da Barra – Muito calor no Rio: os pássaros voam para Miami. Refiro-me aos turistas que podem pagar exorbitantes passagens aéreas e não temem os rigores da alfândega. Dotados de transporte próprio, os pássaros fazem essas rotas todo ano – pra baixo e pra cima – sem tirar passaporte e sem gastar um centavo. Se tivéssemos primavera ao mesmo tempo em todo o globo terrestre, as abelhas não iam dar conta. Frio ao mesmo tempo nos dois hemisférios provocaria uma escassez e consequente aumento de preço nos agasalhos. Mais uma vez, o equilíbrio de poderes se manifesta, para gáudio da população carente de rifles. * Marcus Tullius Cícero, filósofo romano, disse: Se temos uma biblioteca e um jardim, temos tudo. Esqueceu dos rifles. Donde concluímos que Cícero era rico e Sêneca um homem de sorte: tinha um jardim e lançou a moda das bibliotecas caseiras, tendo sido eleito protetor dos ácaros. Ele disse: Todos aspiram a uma vida feliz, mas ninguém sabe em que consiste. Talvez em uma biblioteca dentro de casa e um jardim do lado de fora. Livros e flores: equilíbrio de prazeres. * Além de Sofia Loren e Umberto Eco, os romanos nos deram as calendas, que se tornaram calendários – calendas eram o primeiro dia de cada mês, quando coincidiam com a lua nova. Eram três dias fixos: calendas, nonas e idos. Os idos de setembro indicavam uma data para a segunda metade do mês. Calendas gregas eram o mesmo que o Dia do Nunca: alguma coisa que não vai acontecer ou não se pretende fazer, porque não havia calendas no calendário grego. Hoje se diz promessa de campanha. * Setembro era o sétimo mês do calendário romano, por isso o nome. Já conheci pessoas chamadas Sétimo, que não eram o sétimo na linhagem familiar. Nunca vi ninguém chamado Oitavo ou Nono – só o avô italiano. Depois inventaram janeiro e fevereiro, bagunçando tudo. Sem janeiro não teríamos férias, sem fevereiro não haveria carnaval – triste seria a vida. Sofia Loren nasceu em setembro: luminosa. Pedra do mês: safira. Signos da sorte: Virgem e Libra. Além do famoso grito às margens do outrora Rio Ipiranga, hoje riacho, em setembro se celebra o mês do piano e do biscoito. Contagem regressiva para o fim da pandemia. Espero que não fique para as calendas gregas, disse Cícero.

06/09/2021 / 0 Comments
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Apoio ao SUS cresceu e população quer vacina e informação segura

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Dados são do SoU_Ciência, centro de estudos que tem pesquisadores do ES, Brasil e exterior, e combate a desinformação e o negacionismo Rovena Rosa/ABr Durante a pandemia de Covid-19, o apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 53,1%, atingindo importância alta e altíssima entre 78% da população brasileira. Entre os mais ricos (pessoas com renda superior a cinco salários mínimos), o índice foi de 100%, uma verdadeira “descoberta do SUS”. Apenas 5% da população não quer ser imunizada contra o novo coronavírus (índice quatro vezes menor que o dos Estados Unidos), contra 94,5% que é a favor. Os telejornais são a principal fonte de informação confiável (44,4%); seguido dos artigos científicos (39,8%); redes sociais (38,7%); jornais e revistas (35,3%); e sites de universidades e institutos de pesquisa (32,1%), considerando que uma mesma pessoa busca mais de uma fonte cotidianamente para se informar. Esses são alguns dos dados divulgados pelo SoU_Ciência, um centro de estudos e Think Tank sobre Sociedade, Universidade e Ciência sediado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e que conta com mais de 50 pesquisadores de todo o país, incluindo dois professores doutores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel e Fabio Malini, e também do exterior. Os dados são resultados preliminares de levantamentos realizados em parceria com Idea Big Data e publicados quase que diariamente na aba “Sociedade Fala”, desde o lançamento da iniciativa, em julho. Coordenadora-geral do SoU_Ciência, a Profa. Dra. Soraya Smaili iniciou o desenvolvimento do projeto durante sua gestão na reitoria da Unifesp, concluída em abril, e explica que essas pesquisas de opinião compõem a estratégia inicial de diálogo do projeto com a população com objetivo de responder a perguntas como: “o que a pandemia mudou na vida das pessoas? O que precisa ser informado para que elas tomem as melhores decisões e como elas entendem que a universidade pode melhorar a vida delas?”. Esse diálogo, diz, está em torno do ensino superior no Brasil e da ciência e saúde produzida nas universidades. A pandemia, afirma, “é o tema central nas nossas universidades, no que diz respeito aos projetos de ensino e às pesquisas, e também nos nossos hospitais universitários, na formação dos profissionais de saúde que estão na linha de frente e atuam na assistência à população”. O tema é fortemente presente não só nas pesquisas em ciências da saúde, mas também sociais e ambientais, atingindo, em maior ou menor grau, todas as áreas do conhecimento produzido na academia. “A forma como a sociedade se comporta em relação ao meio ambiente pode gerar novos patógenos e novas pandemias. A depredação do meio ambiente, o consumo inadequado de animais, o uso inadequado dos recursos hídricos, são fontes de risco. A saúde é única, não há saúde humana se não houver saúde animal e ambiental. É uma tríade: animal, humano e o recursos naturais”, exemplifica. Potência Integrante do Comitê Científico do SoU_Ciência, e pós doutora em Epidemiologia pela Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, dos Estados Unidos, a enfermeira e epidemiologista Ethel Maciel entende que a iniciativa tem “uma potência muito grande para combater o negacionismo e a desinformação”, principalmente ao “colocar luz em estudos científicos feitos nas universidades”, tornando-o mais acessível à população, para que ela se beneficie de informações e conhecimentos seguros como forma de proteção aos efeitos da pandemia. “O negacionismo afetou toda a nossa sociedade e, infelizmente, foi responsável diretamente por muitos óbitos. O papel das universidades passa a ser então fundamental pra combater a desinformação e ser agente de estruturação e sistematização de conhecimento, de forma que ele fique mais acessível à sociedade”, pondera. A Ufes, ressalta, é um exemplo de como esse potencial tem sido bem utilizado, pois “produziu muitos estudos e pesquisas que possibilitaram que a condução da pandemia fosse melhor direcionada, porque havia evidências científicas dizendo onde tinha mais transmissão e quais faixas etárias que estavam adoecendo e morrendo mais”, descreve. Além disso, complementa, vários membros da comunidade universitária, no Espírito Santo e outros estados, “passaram a ser fontes individuais de formação, criando canais nas redes sociais para disseminar informação, e isso teve um papel muito importante”. Essas ações individualizadas, salienta, precisam ser fortalecidas e continuadas, mas também “institucionalizadas”, tarefa que o SoU_Ciência também abarcou. Universidade para poucos ou para todos? Os egressos são outro tema importante. “Como as pessoas que saem da universidade se inserem na vida do trabalho?”, questiona Ethel. Perguntas que são feitas pelos pesquisadores, com foco nos egressos dos últimos 15 anos, quando houve uma expansão importante do acesso ao ensino superior, principalmente por meio do Programa Reuni. “O que mudou na vida dessas pessoas, quanto melhorou? O estudo vai mostrar o quanto a educação é capaz de transformar socialmente uma pessoa, uma família, um grupo social. Uma das linhas de pesquisas é estudar a política de quotas na transformação social, nesses últimos dez anos”, expõe Soraya. Em tempos em que o ministro da Educação se posiciona contrariamente à democratização do ensino superior – no início de agosto, Milton Ribeiro declarou à TV Brasil que “a universidade, na verdade, deveria ser para poucos, nesse sentido de ser útil à sociedade” – mostrar o que para muitos é óbvio, é fundamental para embasar a luta pela retomada do investimento em ciência e o financiamento das universidades públicas. Menor orçamento em 20 anos “O fato é que neste governo [de Jair Bolsonaro], o orçamento da ciência e tecnologia está nos piores patamares das duas últimas décadas”, aponta Soraya. A comparação dos orçamentos anuais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), corrigindo os valores pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mostra que houve crescimento durante os governos do PT e decréscimo a partir do ano do impeachment de Dilma Roussef. Em 2009, compara Soraya, o orçamento ministerial foi de R$ 8 bilhões; em 2012, R$ 11 bilhões; em 2016, R$ 5,5 bilhões; e em 2021, está em R$ 1,8 bilhão. “Já o orçamento do Ministério da Defesa cresceu muito neste governo”, lamenta. A coordenadora conta que alguns estudos anteriores ao SoU_Ciência, feito pelo ex-presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) –

06/09/2021 / 0 Comments
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Mulheres Indígenas de Aracruz irão a Brasília para marcha nacional

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Grupo de 40 Tupinikins e Guaranis participam do ato com o tema “reflorestando mentes para a cura da Terra”  Leonardo Sá Mulheres indígenas de Aracruz, norte do Estado, estarão presentes na 2ª Marcha Nacional das Mulheres Indígenas, em Brasília. Um ônibus e uma van saíram do Espírito Santo nesse domingo (5) para participar da mobilização que dá continuidade à agenda de atos reivindicando o direito dos povos originários. Mais de 4 mil mulheres, de diversas partes do país, são esperadas nos protestos que começam nesta terça-feira (7) e vão até o dia 11 de setembro. Essa será a primeira vez que a Tupinikim Luana Pereira Silva, de 23 anos, participará da Marcha das Mulheres Indígenas. Ela é da aldeia Pau Brasil. “Sinto que esse movimento vem para fortalecer nós, mulheres indígenas, que estamos na linha de frente da preservação do ambiente em que vivemos, da terra, das florestas e das águas”, declara. A mobilização é organizada pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga), e este ano leva o tema “Mulheres originárias: Reflorestando mentes para a cura da Terra”. “Somos as geradoras das nossas futuras gerações e é cada vez mais importante lutarmos para garantir um planeta melhor e ainda mais o nosso espaço, e qualidade de vida melhor para as nossas futuras gerações”, ressalta Luana. A Guarani Kunhã potý (Severina), de 51 anos, também participará dos atos. Da aldeia Piraquê-Açu, a indígena destaca a importância da mobilização. “O Brasil é nosso, a luta é nossa. Agora o homem branco tá querendo mandar no indígena, só que a gente não pode deixar. Não temos mais paz nesse Brasil, e piorou com esse presidente corrupto”, critica. Os atos fazem parte da Primavera Indígena, mobilização permanente dos povos originários até que o Marco Temporal seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os dias 22 e 28 de agosto, mais de 120 indígenas de Aracruz estiveram em Brasília participando de protestos contra a tese, luta que agora também contará com a força das guerreiras que são conhecidas como guardiãs de saberes e culturas. “Nós, mulheres indígenas, temos o direito de lutar. Não é só homem que está lutando. A gente também tem direito de ajudar nossos companheiros”, enfatiza Severina. As atividades serão realizadas no espaço da Fundação Nacional de Artes (Funarte). A orientação para as delegações que irão a Brasília é que seja priorizada a participação de mulheres que já tomaram as duas doses ou dose única de alguma vacina contra a Covid-19. “Não suportamos mais tantas atrocidades e ataques apontados pra nós. Somos nações, povos, mulheres Mil-lheres que podem ajudar de maneira significativa e singular a humanidade a superar uma de suas grandes crises climáticas e ecológica em direção a manutenção da vida e do equilíbrio da Mãe Terra”, diz uma nota da Anmiga. Mulheres na luta pelos direitos indígenas A primeira Marcha das Mulheres Indígenas foi em 2019 e, em 2020, o evento não foi realizado em razão da pandemia. Este ano, a programação inclui palestras e manifestações simbólicas. Na quarta-feira (8), as indígenas irão acompanhar a retomada do julgamento do Marco Temporal no STF. Com início previsto para às 14h, a próxima sessão já se inicia com os votos dos ministros. Na última quinta-feira (2), o julgamento foi suspenso logo após o posicionamento do procurador-geral da República, Augusto Aras, que se colocou contrário ao Marco Temporal. Com a tese, só seriam consideradas terras indígenas aquelas que estavam sob posse dos povos originários em 1988, quando a constituição Federal foi promulgada, o que foi considerado injusto. “Este procurador-geral manifesta concordância com o afastamento do Marco Temporal, quando se verifica, de maneira evidente, que já houvera apossamento ilícito das terras dos índios. É preciso que se diga com clareza: haverá casos em que, mesmo não havendo posse por parte dos índios em 5 de outubro de 88, a terra poderá ser considerada como tradicionalmente ocupada por eles”, apontou. ‘Foi uma surpresa’, diz indígena sobre posição de Aras contra Marco Temporal – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/direitos/foi-uma-surpresa-diz-indigena-sobre-posicao-de-aras-contra-marco-temporal ‘Não vamos desistir da luta e do nosso território’, ecoam indígenas em ato na Capital – Século Diário Tupinikins e Guaranis enfrentaram a chuva em marcha por direito à terra e contra o Marco Temporal https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/nao-vamos-desistir-da-luta-do-nosso-territorio-ecoam-indigenas-em-ato-contra-marco-temporal

06/09/2021 / 0 Comments
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Indignação

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A frieza do setor alimentício na pandemia Chega a ser até por falta de incompreensão de nossa parte, mas falo da frieza do setor alimentício na pandemia. Senão vejamos. Durante o período crítico da Covid no Brasil, somente setores essenciais poderiam exercer suas funções; padarias, supermercados e farmácias. Pois nem as farmácias, que supostamente estão ligadas a venda de remédios, tiveram tanto lucro quanto os supermercados. Vale registrar também, que esse setor fez diversas remarcações de preços encarecendo mais ainda o alimento. Mas a minha indignação foi em relação à frieza do setor no tocante à fome avassaladora no Brasil devido à pandemia e eles nem aí para se tocarem ao grave problema. Será que alguma rede de supermercado fez algumas doações em sigilo? Mas o fato é, que eles vendo o engajamento da sociedade, sempre a menos favorecida que ajuda, viam sair cestas básicas, ora compradas por ONGs pobres, ora compradas por alguma empresa maior, afim de ajudar a aplacar a fome de muitos e eles nem aí. Queriam vender e vender. Qual a medida do governo nesse caso? Nenhuma. Mas também não podia esperar nada desse governo esquisito, pelo contrário, somente permissão a mais reajustes como gasolina, energia, planos de saúde e outros vitais a economia e a sobrevivência da sociedade. Por isso brasileiros, espero que nunca esqueçam desse negro período da pandemia, com isso não esqueçam do governo, que sempre teve pesos diferentes e nefastos em sua balança. A respeito dos supermercados e de todo setor atacadista, nunca esqueçam que o capitalismo não morreu, pelo contrário, mata! PARABÓLICAS A atuação do MiniCom neste governo Bolsonaro tem sido fraca, no tocante aos anseios da moderna comunicação do país Na verdade o programa Pânico no rádio foi o pioneiro a dar certo. Tem anos no ar e alguns imitadores medíocres De primeiro Ivete Sangalo e outros baianos vinham até Vitória, na mesma época, faturar em cima de nós, só que a pandemia estancou. A Disney Mais já está no Brasil com seu carro chefe de desenhos e heróis da Marvel. Muito chato! ACESSE: http://jrm50anos.blogspot.com.br/O rádio do ES na visão de JRM ACESSE TRADUÇÃO JRM YOUTUBE Renato Zero – Cercami MENSAGEM FINAL Custa mais caro sustentar um vício que educar dois filhos”.Benjamin Franklin

06/09/2021 / 0 Comments
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Famoc aciona Ministério Público após derrubada de árvores em Campo Grande

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Pau-ferro, oiti e sibipiruna foram retiradas para reforma da praça. Famoc classificou ação como “equivocada” Quem passar pela praça José Maria Ferreira, em Campo Grande, Cariacica, não verá mais “a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim”. Na manhã desse domingo (5), as árvores foram cortadas pela gestão de Euclério Sampaio (DEM), o que motivou a Federação das Associações de Moradores de Cariacica (Famoc) a acionar o Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Praça depois da derrubada das árvores. Foto: Carlos Alberto Amorim A decisão foi “equivocada”, acredita o coordenador da Famoc, Dauri Correa, pois a praça está localizada na Avenida Expedito Garcia, uma das principais da cidade. “É um lugar com enorme fluxo de veículos, emissão de dióxido de carbono o tempo todo, vai tirar árvore para que?”, questiona. Dauri informa que entre as árvores retiradas estavam o Pau Ferro, a Palmeira, o Oiti e a Sibipiruna, que de acordo com ele, é nativa da Mata Atlântica e pertence à família do Pau Brasil. O coordenador da Famoc afirma que a atitude da gestão municipal altera a paisagem da cidade. “É uma paisagem alterada a bel prazer do prefeito, que não dialogou com a comunidade”, destaca. Dauri salienta que a retirada das árvores se deu por causa da reforma da praça, cuja ordem de serviço foi assinada em 20 de agosto, com a presença do governador Renato Casagrande (PSB) e outras autoridades, como o deputado estadual Marcelo Santos (Podemos) e a vice governadora, Jaqueline Moraes (PSB).  Ordem de serviço da reforma da praça. Foto: PMC “Não houve audiência pública para um projeto de tamanha envergadura”, aponta o coordenador da Famoc, acrescentando que o Código Municipal de Meio Ambiente prevê que haja debate em iniciativas como essa, “pois mexe com a paisagem e os arranjos produtivos da região”. Um desses arranjos, recorda Dauri, é a banca de jornal, que, de acordo com ele, está no local há mais de 40 anos e passa de pai para filho. De acordo com o líder comunitário, o projeto de reforma da praça não prevê a manutenção da banca. “Ela deve continuar ali, pois é uma tradição. A praça José Maria Ferreira sem a banca não existe”, afirma. Na representação que a Famoc fez junto ao MPES, a entidade afirma que por considerar que “a história da Praça José Maria Ferreira acompanha o loteamento Campo Grande, iniciado na década de 1950 do século XX e está incutida na memória da cidade”, acredita que há infrações “ao conjunto normativo que trata a questão”. Segundo a Famoc, “o município até o presente momento não implantou o seu Plano Diretor de Arborização e Áreas Verdes, conforme preconiza o artigo 90 da Lei Complementar nº 5/2002. Certamente, ‘esse vácuo’ derrota a cidade no avanço à sustentabilidade. Na representação a entidade também destaca que “a Lei Complementar nº 18/2007, que instituiu o Plano Diretor Municipal de Cariacica, em seu inciso VIII, do artigo 7º, define como objetivo ‘preservar e conservar o patrimônio de interesse histórico, arquitetônico, cultural e paisagístico’”. A Famoc não foi a única a acionar o MPES. Nascido e criado em Campo Grande, o advogado Carlos Alberto Amorim de Assis formalizou denúncia nessa quarta-feira (1), pois, de acordo com ele, após a ordem de serviço da reforma soube da possibilidade de retirada das árvores. Carlos Alberto relata que morou grande parte da sua vida em frente à praça, mas ainda hoje a avista todos os dias, pois seu escritório fica no mesmo local. “Eu vi as árvores crescerem, vi ser plantadas. Elas fazem parte da nossa história. Tem que respeitar nossa história, pois povo sem história não é ninguém”, diz.  Padre Gabriel Outra polêmica em torno da reforma da praça é sobre a manutenção do busto de Padre Gabriel Maire, sacerdote francês assassinado em 1989 e que teve grande atuação nos movimentos populares de Cariacica. No local há um busto em sua homenagem, colocado quando seu assassinato completou 20 anos. “Padre Gabriel faz parte da cultura da cidade. Essa cultura, essa lembrança, a memória da luta do povo de Cariacica”, diz Dauri. Foto: Ecos de Gaby A Câmara Municipal chegou a aprovar na Câmara uma indicação ao executivo de autoria do vereador André Lopes (PT), para manutenção do busto. “Agora cabe ao prefeito acatar ou não”, diz, afirmando também que “padre Gabriel é uma figura ímpar para a história de Cariacica” e que a indicação foi uma demanda dos movimentos populares. Em sua indicação, o vereador destaca que o sacerdote “foi um padre francês que atuou por nove anos em comunidades empobrecidas nas periferias de Cariacica”. Nome da praça Outro padre já falecido também está envolvido na polêmica da reforma da praça. Segundo Dauri, de José Maria Ferreira a praça passará a se chamar Monsenhor Rômulo Neves Balestrero. Trata-se de uma homenagem ao sacerdote falecido em 2008, de câncer, que dedicou 30 anos de sua vida sacerdotal à Paróquia Bom Pastor, em Campo Grande, e também a projetos sociais da região. A Famoc discorda da mudança no nome. “Reconhecemos o Monsenhor pelo seu carisma, pela sua militância, pela preocupação com as pessoas, inclusive com os mais vulneráveis, mas ele já foi homenageado com seu nome em uma das principais avenidas do bairro. A antiga avenida Campo Grande hoje se chama avenida Monsenhor Rômulo Neves Balestrero. O Pronto Atendimento do Trevo de Alto Lage também”, informa Dauri. O advogado Carlos Alberto também defende a manutenção do nome atual. De acordo com ele, José Maria Ferreira merece a homenagem por ter sido “um dos primeiros grandes empreendedores de Cariacica”. Reforma A Prefeitura Municipal de Cariacica, por meio da Secretaria Municipal de Obras, informou que “iniciou neste domingo (5), a obra da nova praça de Campo Grande”. Ainda segundo a gestão municipal, a praça “será construída ao lado da calçada, ou seja, não ficará no meio da avenida. Com isso, o local terá mais segurança para as crianças, por exemplo”. Projeto da praça. Foto: Divulgação A gestão de Euclério Sampaio afirma que “a praça irá contemplar academia popular, playground, iluminação LED, espaço de convivência, paisagismo

06/09/2021 / 0 Comments
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‘Geração fotovoltaica é a melhor solução para crise energética’, diz Absolar

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Brasil tem 10GW de potência instalada. No ES, são mais de 10 mil consumidores e meio bilhão em investimentos José Cruz/ABr Fica mais barato para o governo brasileiro apoiar a produção de energia elétrica a partir do Sol do que incentivar a população a economizar energia, aumentar a produção das termelétricas ou importar energia dos países vizinhos. A avaliação é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), entidade que congrega empresas e profissionais da cadeia produtiva do setor no Brasil, diante das recentes medidas adotadas pelo Ministério das Minas e Energias (MME) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que inclui mais um aumento na conta de energia da população, por meio da chamada bandeira da escassez hídrica, que vai vigorar até abril de 2022. A taxa da bandeira da escassez hídrica será de R$ 14,20 para cada 100 kilowatt-hora (KWh). A justificativa de Brasília é que vivemos a pior seca em 91 anos e, com as hidrelétricas operando no limite, é preciso aumentar a geração de energia elétrica por meio de usinas termoelétricas, que têm custo mais alto. Segundo a Aneel, o déficit na conta de bandeiras tarifárias está em R$ 5,2 bilhões. Além disso, o Brasil precisará importar energia de países vizinhos, ao custo de R$ 8,6 bilhões. Outra medida lançada é o Programa de Redução Voluntária de energia elétrica, voltado para os chamados consumidores regulados, que incluem empresas, e vai perdurar até o final do ano que vem. Por meio dele, o governo vai pagar um prêmio de R$ 50 por 100 kWh reduzido. A expectativa é reduzir a demanda de energia em 914 megawatt hora (mWh) médio, volume de energia suficiente para atender 4 milhões de domicílios e que representa cerca de 1,41% da carga do Sistema Interligado Nacional. A causa e a solução para o risco de apagão energético são contestados por diversos especialistas em meio ambiente e energia elétrica. Para a Absolar, o caminho passa pelas placas fotovoltaicas. “As usinas solares de grande porte geram eletricidade a preços até dez vezes menores do que as termelétricas fósseis emergenciais ou a energia elétrica importada de países vizinhos atualmente, duas das principais responsáveis pelo aumento tarifário sobre os consumidores”, destaca o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk. “Graças à versatilidade e agilidade da tecnologia solar, basta um dia de instalação para transformar uma residência ou empresa em uma pequena usina geradora de eletricidade limpa, renovável e acessível. Já para uma usina solar de grande porte, são menos de 18 meses desde o leilão até o início da geração de energia elétrica. Assim, a solar é reconhecidamente campeã na rapidez de novas usinas de geração”, explica. A defesa do Sol ocorre no momento em que o Brasil acaba de ultrapassar a marca histórica de 10 GW de potência instalada, considerando a produção centralizada em usinas de grande porte e em pequenos e médios sistemas individuais instalados pelos próprios consumidores em residências e em empreendimentos rurais e urbanos. “Somados, os sistemas fotovoltaicos representam mais de 70% da potência da usina hidrelétrica de Itaipu, segunda maior do mundo e maior da América Latina”, compara a Associação. Mais economia e menos gás carbônico O Espírito Santo é o 17º no ranking nacional, com 1,9% de todo o parque brasileiro. Há conexões operacionais de energia solar instaladas em telhados e pequenos terrenos de todos os 78 municípios capixabas, somando 9,2 mil sistemas atendendo a 10,4 mil consumidores que já contam com redução na conta de luz e maior autonomia e segurança elétrica. Para Vitor Romero, coordenador estadual da Absolar no Espírito Santo, o avanço da energia solar é fundamental para o desenvolvimento social, econômico e ambiental e ajuda a diversificar o suprimento de energia elétrica, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos e o risco da ocorrência de bandeiras vermelhas na conta de luz da população. “O Espírito Santo é um importante centro de desenvolvimento da energia solar. A tecnologia fotovoltaica representa um enorme potencial de geração de emprego e renda, atração de investimentos privados e colaboração no combate às mudanças climáticas”, afirma. A entidade calcula que o setor já atraiu mais de meio milhão de reais em investimentos para o Estado desde 2012, com geração de mais de 3,5 mil empregos e arrecadação de R$ 152 milhões aos cofres públicos. Em âmbito nacional, a estimativa é de mais de R$ 52,7 bilhões em investimentos e mais de 300 mil empregos acumulados no período. A conta é favorável também para o clima, pois 10,7 milhões de toneladas de CO2 deixaram de ser emitidos por meio da geração de energia solar. Solar ultrapassa termelétricas fósseis No segmento de geração centralizada, o Brasil possui 3,5 GW de potência instalada em usinas solares fotovoltaicas, o equivalente a 1,9% da matriz elétrica do País. Em 2019, a solar foi a fonte mais competitiva entre as renováveis nos dois Leilões de Energia Nova, A-4 e A-6, com preços-médios abaixo dos US$ 21,00/MWh. Em julho de 2021, repetiu o feito nos leilões A-3 e A-4, com os menores preços-médios dos dois leilões, abaixo dos US$ 26,00/MWh. Com isso, a solar consolidou a posição de fonte renovável mais barata do Brasil. Já na geração própria de energia, são 6,5 GW de potência instalada da fonte solar. Isso equivale a mais de R$ 33 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões do Brasil. A tecnologia solar é utilizada atualmente em 99,9% de todas as conexões de geração própria no País, liderando com folga o segmento. Ao somar as capacidades instaladas das grandes usinas e da geração própria de energia solar, a fonte solar ocupa o quinto lugar na matriz elétrica brasileira. Recentemente, a solar ultrapassou a potência instalada de termelétricas movidas a petróleo e outros fósseis, que representam 9,1 GW da matriz elétrica brasileira. Orçamento No Portal Solar, é possível fazer um orçamento gratuito sobre o equipamento de energia fotovoltaico necessário para atender ao consumo de energia elétrica de sua casa ou negócio, bastando informar o consumo médio em KW.  Aplicativo orienta sobre

06/09/2021 / 0 Comments
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MST reivindica criação de novos assentamentos em nível estadual

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[Podcast] Marco Carolino, dirigente do movimento camponês, considera que pandemia evidencia importância da reforma agrária A quinta entrevista do podcast do Século Diário é com o dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Marco Antonio Carolino. Integrante da luta do movimento desde seus princípios no Espírito Santo, em meados da década de 1980, ele fala sobre as diversas demandas que os sem-terra têm pautado no Estado. Você pode ouvir a entrevista na íntegra pelo Spotify ou buscar outro serviço de streaming de sua preferência. Também pode ler uma síntese abaixo.  Divulgação Entre as questões levantadas por Carolino estão os acampamentos produtivos e a reivindicação pela criação de novos assentamentos pelo governo estadual, o combate à fome e o enfrentamento à pandemia, as estratégias para venda de alimentos, e a construção de um espaço de comercialização no Centro de Vitória. O MST se reuniu meses atrás com o governador Renato Casagrande (PSB). Quais foram as principais demandas e questões que o movimento coloca para o governo do Estado? Nós temos hoje 22 assentamentos criados pelo governo do Estado nos anos 80 e 90. São assentamentos vinculados à Secretaria de Agricultura e espalhados por vários municípios. Nesse contexto há uma demanda grande, uma defasagem grande, do ponto de vista de assistência técnica, de políticas públicas voltadas para construção de barragens e estradas, e na questão da moradia ainda há demanda em alguns casos. E tratamos também da política de crédito, de comercialização e de renegociação de algumas dívidas. Isso foi um pouco da pauta que tratamos com o governador no dia 27 de maio deste ano. Desde 2019, nós vínhamos buscando essa audiência e, além de todas essas pautas que coloquei, também tem o debate da questão da educação, pois há várias escolas nos assentamentos vinculadas à Secretaria de Educação, a Sedu, com pautas que se arrastam há muitos anos do ponto de vista das diretrizes da educação do campo, da estrutura das escolas. Também discutimos políticas públicas vinculadas à aquisição de alimentos tanto para escolas como política para que assentados e assentados produzam alimentos de forma que o governo possa adquiri-los e distribuir para quem precisa. As políticas a nível federal nesse sentido praticamente não existem mais. Então pautamos também ao governador a questão da aquisição dos alimentos, para garantir tanto a renda para os agricultores mas também o combate à fome no Estado, porque a fome voltou ao país, com muitas pessoas passando muita dificuldade nesse aspecto. O movimento ocupa terras improdutivas reivindicando a construção de assentamentos para reforma agrária. Como estão hoje os acampamentos que existem e não viraram assentamentos? Essa também foi uma das principais pautas tratadas com o governo. Desde antes deste governo a gente já vinha tratando disso, do papel que o governo do Estado cumpriu na criação dos 22 assentamentos. Hoje vemos como única possibilidade o governo estadual retomar o processo de criação de alguns assentamentos, diante da ausência de responsável da política de reforma agrária do governo federal.  Todas as organizações do campo apostam nos governadores para salvar aquilo que as organizações e pessoas construíram. Do ponto de vista da agricultura familiar, camponesa, as políticas públicas para os povos do campo, indígenas quilombolas, ribeirinhos, sem-terras, acampados, não existem mais. Existe ao contrário, uma política de invasão aos territórios indígenas, a não continuidade da regularização das terras quilombolas e a abertura com medidas legais inclusive para que empresas multinacionais aumentem a concentração de terras nesses territórios de comunidades históricas no país. Então, de fato, é uma política contrária aos povos do campo. No Espírito Santo, fazem praticamente 10 a 11 anos que não se constrói um novo assentamento, os últimos foram Adão Pretto e Carlos Lamarca, em Nova Venécia. Mas temos acampamentos com cindo anos. Hoje estamos com oito acampamentos. Desses, sete estão em áreas devolutas, patrimoniais, e que são muito dúbias se são da Suzano ou não. A Defensoria Pública tem nos ajudado a desvendar esse processo, temos pautado a Secretaria de Agricultura, o Idaf [Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal] e o governo do Estado para se posicionarem em relação a essa questão. Todo esse processo está em torno da aquisição de terra para os oito acampamentos. Apenas um, em Nova Venécia, não estão em área da Suzano. Os outros estão em Conceição da Barra, Pinheiros, Montanha, Linhares e Aracruz. São acampamentos de três a cinco anos que estão com um nível de produção muito grande, chamamos de acampamentos produtivos, com pessoas produzindo sua vida ali, comercializado nas feiras locais e nas políticas de cestas que o MST tem entregue na Grande Vitória. Produção no acampamento produtivo João Gomes. Foto: Divulgação Mesmo sem política de reforma agrária a nível nacional, com o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] sucateado do ponto de vista de recursos humanos e financeiros, não basta apenas o governo dizer que não vai fazer reforma agrária que o conflito não vai estar instalado. O conflito vai existir, porque não se resolveu o problema da reforma agrária, da terra e nem do desemprego. As pessoas desempregadas vão procurar no campo ou na cidade um meio para sobreviver e os acampamento produtivos estão sendo esses espaços de luta, mas também de perspectivas para as pessoas. Nós sempre fizemos luta pela reforma agrária com clareza de que ela é uma política social que de fato distribui renda, distribui terra e distribui liberdade. E nesse período da pandemia, estamos muito mais convencidos disso. Os camponeses, indígenas e quilombolas conseguiram enfrentar esse momento tão difícil com mais liberdade, mais capacidade de fazer isolamento, de trabalhar e se alimentar. E os dados vão mostrar isso. O povo na cidade não morreu porque quis e sim porque a estrutura organizativa das cidades nas periferias não permitam que as pessoas possam enfrentar a pandemia com isolamento, higienização, pois em muitos lugares falta água. Como o cidadão vai fazer isolamento se muitos têm que trabalhar e voltar para uma casa onde mora com até 8 a 12 pessoas? Se for fazer debate da reforma agrária do ponto de vista da pandemia pelo vasto território que o Brasil tem, é uma

05/09/2021 / 0 Comments
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