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‘Não conseguimos vislumbrar um cenário de ausência de risco’

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Apesar de o Estado não registrar cidades em risco alto, situação ainda inspira cuidados, afirma Casagrande O 71º Mapa de Risco Covid-19 foi apresentado nesta sexta-feira (3), apontando que o Espírito Santo prossegue sem municípios em risco alto e conta com três em risco moderado, que são Alegre, Itarana e Bom Jesus do Norte, no sul. Os demais, anunciou o governador Renato Casagrande, estão em risco baixo. “A situação está mais controlada, mas inspira cuidados, pois não conseguimos vislumbrar um cenário de ausência de risco. É de risco baixo, mas é de risco”, ressalta. O Mapa terá vigência a partir desta segunda-feira (6) até o domingo (12). Casagrande alertou que a Taxa de Transmissão (RT) no Espírito Santo subiu e está em 1,3, mas os óbitos e internações continuam com índices estáveis. Os municípios em risco baixo são Afonso Cláudio, Água Doce do Norte, Águia Branca, Alfredo Chaves, Alto Rio Novo, Anchieta, Apiacá, Aracruz, Atílio Vivácqua, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Cariacica, Colatina, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Fundão, Governador Lindenberg, Guaçuí, Guarapari, Ibatiba, Ibiraçu, Ibitirama, Iconha, Irupi, Itaguaçu, Itapemirim, Iúna, Jaguaré, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Mantenópolis, Marataízes, Marechal Floriano, Marilândia, Mimoso do Sul, Montanha, Mucurici, Muniz Freire, Muqui, Nova Venécia, Pancas, Pedro Canário, Pinheiros, Piúma, Ponto Belo, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São José do Calçado, São Mateus, São Roque do Canaã, Serra, Sooretama, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Pavão, Vila Valério, Vila Velha e Vitória. A Matriz de Risco de Convivência considera no eixo de ameaça: o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias, além da quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias. Já o eixo de vulnerabilidade considera a taxa de ocupação de leitos potenciais de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento da Covid-19, isto é, a disponibilidade máxima de leitos para tratamento da doença. A estratégia de mapeamento de risco teve início em abril de 2020. O Mapa de Risco segue as orientações dos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde e recomendações da equipe de especialistas do Centro de Comando e Controle (CCC) Covid-19 no Espírito Santo, que é composto pelo Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Secretaria da Saúde (Sesa), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). As decisões adotadas pelo Governo do Estado seguem parâmetros técnicos.

03/09/2021 / 0 Comments
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Passado, presente e futuro em Conceição da Barra

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Exposição de Thiago Balbino marca a retomada das mostras presenciais em galeria do município Divulgação “Akojopo” em Iorubá significa colagem, junção, combinação, adição. Esse foi o nome escolhido para a exposição do artista capixaba Thiago Balbino, que começa neste sábado (4), em Conceição da Barra, norte do Estado, e vai até 29 de novembro. Trazendo o afrofuturismo em uma série de fotocolagens, as obras fazem uma ponte entre presente, passado e futuro, colocando personagens negros como protagonistas em um mundo lúdico, mas possível. Esta será a primeira exposição presencial na galeria Casa da Barra, desde o início da pandemia do coronavírus. Ao todo, serão expostas 11 obras, que trazem consigo tecnologia, ciência cultura, religião e tradição ancestral. A história contada por Balbino, por meio das instalações artísticas, também fala de um estado híbrido entre o ser humano e a máquina. “É uma forma de fazer uma projeção do futuro, uma especulação para o que pode ser esse futuro a partir dessas imagens recortadas (…) Nesse trabalho, faço essa assimilação de vários elementos culturais, a partir da fotografia, para apresentar uma projeção do que poderia ser o futuro lúdico, até mesmo fantasioso, em que exista esse alinhamento entre humano, máquina e natureza, em uma espécie de equilíbrio”, explica o artista. Apesar de ter os pés no futuro e inspirações lúdicas, as obras também fazem referência ao local onde Thiago tem suas raízes: Conceição da Barra. Mesmo tendo nascido em Vitória, as memórias do norte do Estado são constantes nas obras do neto de Tertolino Balbino, mestre emérito do Ticumbi de São Benedito, o mais tradicional grupo do Estado. Após sete anos morando na Alemanha, o artista voltou ao Espírito Santo para dar andamento a projetos profissionais e colocar em prática o que aprendeu nas voltas ao mundo. “Tive uma oportunidade única de estudar fora, conhecer a Europa, e trazer um pouco dessa expertise aqui pra minha região e fazer esse diálogo com o semelhante. Porque eu penso também que é muito importante adquirir todo esse conhecimento, mas ele só se torna realmente relevante, quando você consegue fazer diferença com esse conhecimento que adquiriu”, ressalta. Nesse diálogo entre natureza e máquina, local e internacional, Thiago também apresenta figuras do manguezal, memória presente na história do capixaba. Em uma das obras, uma figura híbrida retrata um centauro com pernas de caranguejo, para conseguir habitar no mangue sem destruir, como o ser humano faz. Divulgação “Coloco essas figuras como propostas para que, talvez, em uma ficção científica, em uma peça de criação, num sonho, numa imaginação do espectador, possam criar vida e mostrar alguma possibilidade de equilíbrio entre ser humano, cultura e avanço tecnológico”, enfatiza. Tudo isso por meio da fotocolagem, linguagem que Thiago só começou a utilizar de maneira mais constante nos últimos anos. “Acho que também é resultado desses momentos pandêmicos, em que a gente tem que ficar em casa. Eu vi na possibilidade de colar e recortar, fazer essas montagens, uma coisa mais prática de idealizar, de colocar para fora uma ideia, uma perspectiva, um plano, uma projeção de um personagem”, relata o artista, que também continua produzindo desenhos e pinturas, tendo inclusive planos para uma exposição no ano que vem.  O afrofuturismo e as tecnologias ancestrais Movimento em evidência em várias partes do mundo, o afrofuturismo já fazia parte da linguagem artística de Thiago desde o período da faculdade, antes mesmo do artista entender do que o termo se tratava. Divulgação  “Se a gente for colocar dentro da etimologia, do que significa afrofuturismo, vemos que é um movimento artístico, estético, cultural, que abraça pessoas artistas e produções pretas e que trazem como pano de fundo, como resultado da sua produção, especulações, perspectivas de uma ficção científica preta, onde a figura preta é protagonista (…) Então eu sempre meio que fiz isso na minha produção, sempre tive essa visão de colocar as figuras pretas como protagonistas, como o centro das atenções”, destaca. Para além dos aspectos estéticos, Thiago também coloca em evidência questões culturais e ambientais sob a perspectiva de culturas pretas, analisando a influência da religião, ciência e inventividade desses grupos nos movimentos artísticos. Com obras produzidas entre 2020 e 2021, na exposição que começa neste sábado, Thiago propõe a construção de um futuro que avance, mas respeite as tradições ancestrais. “A transformação que traz avanços é a mesma que pode deixar prejuízos. Saber fazer esse movimento de maneira equilibrada é o que a gente propõe, mesmo que, para isso, precise sair da caixa e imaginar um cenário em que coisas mágicas e o impossível podem acontecer”, declara. SERVIÇO Exposição AkojopoData: 4 de setembro a 29 de novembro.Horário de estreia: 16hEndereço: Rua 23 de Maio numero 91. centro – Conceição da BarraEntrada franca

03/09/2021 / 0 Comments
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​Delegados da Polícia Civil apontam falhas na reestruturação do setor

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Presidente do Sindepes, Ana Cecília Mangaravite reclama do valor da indenização e alerta para filas de espera “As novas regras vão mascarar a falta de efetivo, que é real”, disse a presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil no Espírito Santo (Sindepes), Ana Cecília Mangaravite, ao criticar a lei de reestruturação da área de Segurança Pública aprovada no último dia 18 na Assembleia Legislativa, que começa a ser implementada neste mês. A categoria está mobilizada, a fim de sensibilizar o governo a promover os ajustes necessários à melhoria dos serviços prestados à população. A insatisfação maior, segundo Ana Cecília, se refere à Indenização de Escala Suplementar Operacional (Iseo) e a criação da Central de Teleflagrantes. Os policiais reclamam do valor de R$ 436 estabelecido nas novas regras. Ela explica: “O delegado trabalha 40 horas semanais, com direito a horas extras e adicional noturno. Feitos o descontos do valor do Iseo, dá menos da metade da hora extra normal”. Desse modo, os plantões nas delegacias, que atualmente são realizados por 16 delegados em todo o Estado, initerruptamente, com o teleflagrante, cairá esse número para cinco, o que irá provocar problemas, como fila de espera para o cidadão. “Querer ampliar atendimento, não vai ser dessa forma”, comenta a delegada, enfatizando que a lei aprovada “está mais para marketing político”. Em nota extraída da assembleia realizada no dia 30 de agosto, o Sindepes rejeita o programa do teleflagrante, no formato aprovado, e repudia “eventuais projeções de responsabilidade ao delegado de polícia pelos erros da administração e do governo na política de combate à criminalidade, sobretudo pelo descontrole do aumento exponencial dos índices que guardam umbilical relação do desapreço pela Polícia Civil”. O Projeto de Lei Complementar (PLC) 17/2021, que permite o pagamento de Indenização Suplementar de Escala Operacional (Iseo) para policiais que atuam em regime de plantão, foi aprovado no plenário da Assembleia com 23 votos favoráveis e nenhum contrário, após o governador divulgar um pacote de propostas para a área de Segurança Pública. Já a implementação da Central do Teleflagrante foi anunciada em julho. A proposta é lavrar os Autos de Prisão por meio de videoconferência, por policiais que ficarão em Vitória. O projeto piloto começa este mês nos municípios de Guarapari, na região metropolitana, e Aracruz, no norte. Em seguida, será ampliado para São Mateus e Linhares, também no norte. Delegados da Polícia se mobilizam para alterar lei aprovada na Assembleia – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/delegados-da-policia-se-mobilizam-paraalterar-lei-aprovada-na-assembleia

03/09/2021 / 0 Comments
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Entusiasmo supera cautela socioambiental em debate sobre sal-gema no ES

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Audiência pública em Conceição da Barra reuniu prefeitos, deputados estaduais e federais, e moradores Lucas S. Costa Três filas apertadas de cadeiras foram necessárias para acomodar todas as lideranças políticas presentes na audiência pública realizada na noite dessa quinta-feira (2) sobre os “desafios e oportunidades da exploração do sal-gema capixaba”, realizada no Centro de Referência em Assistência Social (Cras) de Braço do Rio, em Conceição da Barra, norte do Estado. O evento ocorreu às vésperas da realização, pela Agência Nacional de Mineração (ANM), do leilão de 11 blocos que compõem as jazidas da região, em Conceição da Barra e municípios vizinhos. A expectativa é de que o resultado do leilão seja anunciado no próximo dia 20. A iniciativa foi da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa (Ales) e do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados, sob liderança, respectivamente, do deputado estadual Marcelo Santos (Podemos), presidente do colegiado da Assembleia, vice-presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Exploração das Jazidas de Sal-gema e vice-presidente da Assembleia, e do deputado federal Da Vitória (Cidadania), presidente do Centro de Estudos da Câmara Federal. Além dos dois parlamentares, o tablado do Cras foi preenchido por prefeitos da região e deputados estaduais e federais dividiram o microfone em mensagens de franco otimismo com o potencial das jazidas capixabas, descobertas há 40 anos e consideradas as maiores da América Latina, estimadas em 12 bilhões de toneladas. Entre as figuras políticas, o presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), e os colegas de parlamento Marcos Madureira (Patri), Raquel Lessa (Pros) e Freitas (PSB), este, presidente da Frente Parlamentar. De Brasília, veio Felipe Rigoni (sem partido). Entre os prefeitos, Guerino Zanon (MDB), de Linhares, Daniel da Açaí (PSDB), de São Mateus, e o anfitrião Mateusinho (PTB), de Conceição da Barra. Registram-se ainda o gerente regional da Agência Nacional de Mineração, Virgílio Macedo, o diretor da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) Fernando Prates e o superintendente do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), Jadir Pela, entre outras autoridades políticas da região, como vereadores e líderes comunitários. Lucas S. Costa Cada um dos presentes relatou seus desejos de progresso e redenção econômica, abafando qualquer debate sobre os impactos ambientais intrínsecos à atividade. O silêncio na audiência reflete o silêncio em campo, onde o assunto ainda não entrou na pauta de debates das entidades e órgãos ambientais do Estado, tampouco de sindicatos de trabalhadores. Apenas Marcelo Santos fez menção ao tema, ao citar a tragédia de Maceió, capital de Alagoas, onde bairros inteiros estão virando áreas fantasmas devido ao afundamento do solo e remoção de pelo menos 55 mil famílias, configurando o maior crime socioambiental em curso do mundo, após 40 anos de exploração de sal-gema pela gigante Braskem. O parlamentar disse, no entanto, que o episódio não ocorrerá no Espírito Santo. Reprodução Marcelo Santos ressaltou ainda que o Espírito Santo poderá tirar o Brasil da condição de importador de sal-gema para exportador e que diversos segmentos econômicos poderão ser beneficiados a partir dos investimentos feitos para viabilizar a atividade, como o comércio local, gerando emprego e renda, e reforçando a arrecadação municipal, sendo necessário realizar a capacitação da mão de obra local, com apoio do Ifes e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Mencionou também a necessidade de considerar o aumento dos gastos públicos para suprir as ofertas de serviços essenciais devido ao crescimento da demanda e impactos ambientais. O gerente regional da ANM destacou que, mesmo durante a fase de pesquisa geológica, será possível que as empresas possam fazer pedido de extração para testar o mercado e o produto. “Não podemos pensar a mineração apenas do ponto de vista da exploração no local sem a geração de cadeias econômicas mais fortes”, pontuou. Da Vitória salientou que as lideranças políticas locais, estaduais e federais devem atuar no sentido de criar um ambiente para atrair os investimentos e proporcionar a geração de emprego e renda. Mateusinho abordou o histórico do sal-gema na região, dizendo que cresceu ouvindo sobre o assunto e que agora, como gestor, está fazendo o “dever de casa” para proporcionar o rápido desenvolvimento do município que, segundo disse, ” está pobre”. Erick Musso apontou para necessidade de “desburocratização da máquina pública” para “gerar emprego e renda”, dizendo que em cinco décadas, cerca de 15 mil novas oportunidades de emprego serão criadas em solo capixaba com a exploração do sal-gema. Já Felipe Rigoni revelou o seu empenho pessoal junto à Agência Nacional de Mineração (ANM) para destravar a concessão das jazidas para a iniciativa privada, após décadas sob alçada da Petrobras. O deputado explicou que os vencedores do certame terão direito a realizar pesquisas mineral nas áreas durante três anos, período em que se estima a injeção de R$ 170 milhões em investimentos em serviços de mapeamento do solo. “A gente tem de fato quase que uma mina de ouro aqui debaixo da Conceição da Barra”, ressaltou, ao enfatizar a necessidade da criação de um polo industrial cloroquímico na região, evitando que somente o commodity seja produzido, atraindo mais investimentos para o Estado. Aplicações O sal-gema se destaca por ser um produto consumido assiduamente pelos cidadãos, sendo indispensável no tratamento de água, purificação de gases, na preparação de determinados alimentos e no complemento da alimentação de gado. Na indústria, é bastante aproveitado para o tratamento de óleos vegetais e a produção de vidro, papel, tintas, produtos farmacêuticos e cosméticos. Maceió O documentário “A Braskem passou por aqui: a catástrofe de Maceió“, de Carlos Pronzat, que estreou no início de agosto, denuncia que cinco bairros da cidade estão condenados pelo afundamento do solo provocado pela mineração de sal-gema pela Braskem há mais de quatro décadas, “atingido quase 70 mil pessoas, 4,5 mil negócios e 30 mil empregos”. São 35 minas a cerca de 1.200 metros de profundidade, que começaram a desmoronar há mais de dez anos, “já tendo formado crateras subterrâneas do tamanho do Complexo Esportivo do Maracanã”. Em reportagem do dia nove de agosto do Observatório da Mineração, o repórter Maurício Angelo salienta que a Braskem é a

03/09/2021 / 0 Comments
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Confira: Boca; Matador de Aluguel; O Homem mau dorme bem; e O Lutador BOCA Filme inspirado na biografia de Hiroto de Moraes Joanide, de classe média alta, mas figura folclórica na boca de lixo paulistana. O pai de Hiroto é assassinado e ele torna-se o principal suspeito. A ambientação de época é muito bem-feita.  MATADOR DE ALUGUEL Último filme de ficção do diretor de O exorcista – William Friedkin. Um jovem endividado e desesperado contrata junto com o pai o serviço de um ex-policial texano. O plano é usar o seguro de sua mãe para pagar os credores. Politicamente incorreto, mas muito interessante estudo da psicologia humana, o filme é tão maluco que em algumas partes simpatizamos com o policial corrupto que, apesar de tudo, ainda tem um pouco de bom senso. O HOMEM MAU DORME BEM Não confundir com o clássico de Akira Kurosawa, este é do diretor brasileiro Geraldo Moraes, e ganhou o prêmio de melhor filme no festival Cine PE. Praticamente toda a história é ambientada em um posto de gasolina. Três personagens principais interagem com o estranho borracheiro Caburé; Rita, a dona do posto; e Wésley, um vendedor de CD’s e DVD’s piratas. No decorrer do filme, descobrimos que eles têm histórias passadas em comum.   O LUTADOR Filme que ressuscitou Mickey Rourke e grande sucesso de Darren Aronofsky. O Lutador não é muito original, mas por algum motivo, consegue prender até o fim. Um wrestler profissional acabado e cheio de lesões é obrigado por recomendação médica a largar a profissão. Randy o protagonista, nunca teve dinheiro, é alcoólatra e vive sozinho em um trailer. Sua única companhia são seus colegas de profissão e a prostitua Cassidy, que vai dar-lhe conselhos para se reaproximar da filha que Randy não vê há anos.

03/09/2021 / 0 Comments
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Gestão de Pazolini afirma que base da Guarda permanece no Parque Moscoso

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Presidente da Amacentro, Lino Feletti, reforça, porém, que a estrutura que permanece não vai atender a região A Prefeitura de Vitória, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Urbana (Semsu), em resposta à matéria veiculada nessa quinta-feira (2) por Século Diário, afirma que “as cinco bases de apoio da Guarda Civil Municipal de Vitória [GCMV] permanecem ativas, para que os agentes possam ter pontos de encontro em seus setores durante o expediente, tendo uma estrutura disponível que facilita o trabalho da região onde estão escalados”. Ainda segundo a gestão de Lorenzo Pasolini (Republicanos), os agentes de Trânsito têm base de apoio em Santa Lúcia e em Maria Ortiz. Informa também que, nesta sexta-feira (3), foi inaugurado o Centro Operacional da GCMV, “local onde os agentes assumem e encerram o serviço, recebem as viaturas e equipamentos para cumprir o expediente. Além disso, montam as equipes e traçam as estratégias para o turno”. As bases, segundo a Semsu, ficam em Jardim da Penha, Jardim Camburi e Parque Moscoso. Esta última foi a mencionada pela matéria de Século Diário, na qual a Associação de Moradores do Centro (Amacentro) mostrou indignação com o comunicado emitido pelo secretário municipal de Segurança, Icaro Ruginski Borges Nascimento da Silva, no qual estabelece que a Guarda deverá “realizar assunção de serviço no novo posto unificado”, que fica na Fábrica 747, em Jucutuquara. Entretanto, o presidente da Amacentro, Lino Feletti, diz que “mesmo eles afirmando que continua aqui [no Parque Moscoso], entendemos que a estrutura que permanece não vai atender, não vai fazer com que a Guarda fique no local. É isso. É o que nós entendemos. Mantemos a nossa opinião até então e vamos aguardar para ver o que muda”. De acordo com Lino, “foi retirado praticamente tudo que tinha na central. Tem quase nada lá de infraestrutura”. Ele acredita que a retirada da infraestrutura, como os armários dos trabalhadores, irá restringir a circulação de Guardas Municipais na região e, consequentemente, aumentar a sensação de insegurança. Em comunicado emitido pela Semsu, é informado que os guardas municipais tiveram até 31 de agosto, às 18h, para tirar seus pertences pessoais do posto. Destaca-se também que os equipamentos do atual posto foram transferidos nesse mesmo dia e que os armários da Fábrica 747 estariam disponíveis para os trabalhadores a partir dessa quinta-feira (2). Em um vídeo de que circula nas redes sociais, Lino Feletti, em nome da Amacentro e das associações de moradores do Morro da Piedade, Forte São João, Parque Moscoso, Santa Clara e Ilha do Príncipe, afirma que a iniciativa da prefeitura foi um “ato unilateral, não discutido com a comunidade, não discutido sequer com o Conselho Municipal de Segurança Pública”.

03/09/2021 / 0 Comments
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Tabuleiro em formação

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Após “largada eleitoral” de Erick Musso, agora é o “time” do Republicanos que percorrerá o Espírito Santo Leonardo Sá/Redes Sociais Após a “largada eleitoral” do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), que se movimenta a torto e a direito na direção do Palácio Anchieta em 2022, agora será a vez do seu partido colocar o bloco na rua. A estratégia é semelhante. Assim como faz Erick, com projetos que nomeou para esse ano pré-eleitoral, como o “Diálogo na Mesa”, em que roda o Estado para conversar com lideranças políticas, empresariais e religiosas, o Republicanos anuncia que realizará, “em breve, encontros regionais para debater políticas públicas para o desenvolvimento econômico e social dos 78 municípios do Estado”. O chamado repete o slogan inaugurado há meses pelo presidente da Assembleia: “Seja parte você, também, de um novo tempo”. A diferença é que, para a atual movimentação, está incluído o “time completo” da linha de frente do partido. Além de Erick, o deputado federal Amaro Neto, o estadual Hudson Leal, o ex-prefeito de Colatina Sergio Meneguelli, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, e o presidente estadual de legenda e secretário de Governo da Capital, Roberto Carneiro. A entrada em campo dos personagens joga luz nos palanques para o próximo ano. Amaro, sempre cotado para o governo – espaço até agora ocupado por Erick – vai encarar o Senado, quando estará em disputa apenas uma vaga? Ou assumirá a dianteira da chapa estadual, considerando seu potencial de votos? Reeleição, por ora, não parece o foco. Já Meneguelli primeiro disse que a meta era o legislativo e Brasília, citando a Câmara dos Deputados, depois, passou para o Senado…terá mudanças? Hudson, até segunda ordem, é candidato à reeleição. E Erick, antes de entrar em campo oficialmente nessa atual empreitada, é bom lembrar, aparecia também no cenário à Câmara. O tabuleiro que sairá daí definirá um bloco essencial da disputa de 2022, e, consequentemente, as possíveis alianças. O Republicanos cresceu no Estado e divide terreno com o grupo do governador Renato Casagrande (PSB), também já na ativa para a reeleição. Antes e depoisAmaro foi o deputado federal mais votado em 2018, com 181,8 mil votos, mas não exerce um mandato de destaque na Câmara. Mantém, em contrapartida, a popularidade no Estado por meio do seu programa de TV. No ano passado, em meio às articulações para disputar a prefeitura, primeiro de Vitória, depois da Serra, saiu de cena. Na época, os bastidores comentavam de queda de cotações entre o eleitorado. Antes e depois IIO deputado, porém, atuou como cabo eleitoral na disputa de 2020, circulando por vários municípios. Alguns do próprio partido, outros não. Alguns vitoriosos, outros também não. No páreoJá Meneguelli ficou famoso nas redes sociais e se aproveita disso para viagens como convidado em estados e municípios do País. Não tentou a reeleição em Colatina, foi convidado para integrar a equipe de Lorenzo Pazolini, mas não topou, e se dedica a gravar sucessivos vídeos e realizar palestras. Está no páreo para 2022, e seus seguidores entusiastas acham que ele deveria ser tudo: presidente, governador e senador. RecenteHudson Leal vem de derrota em 2020 à prefeitura de Vila Velha. Insistiu na candidatura, mas acabou alcançando apenas 3,20% dos votos (6,4 mil). Como já fazem todos os deputados estaduais que tentarão a reeleição no ano que vem, tem se movimentado no interior. Mudou tudoNo caso do Erick, personagem que tem tido presença mais constante aqui na coluna, simplesmente porque não para, também vale recordar: começou o ano aliado do governador Renato Casagrande (PSB), passou a se distanciar com movimentos juntos a Pazolini contra as medidas de restrição da Covid, e não parou mais. Quanto mais ele se mexe e o tempo passa, mais deixa claro que tenta pavimentar um palanque ao governo. Novo testeMas, nessa empreitada, precisa ampliar sua capilaridade política, o que “cava” com a cadeira de presidente, escolha de bandeiras de apelo popular e com as reuniões envolvendo atores de diferentes municípios e áreas. No apertoNa corrida à reeleição de 2018, Erick chegou a ser considerado pelo mercado na “corda bamba” para se manter no cargo, o que conseguiu com 21,1 mil votos, mantendo-se à frente do legislativo. Dois anos antes, foi derrotado à prefeitura de Aracruz, seu reduto eleitoral, contando com apoio do ex-governador Paulo Hartung, com quem ainda mantém relação e parceria. DuplaE Lorenzo Pazolini? À frente da Capital, segunda principal vitrine política do Estado, atuará estrategicamente para efetivar os planos do Republicanos. Com Erick, as movimentações já estão em curso, com críticas a Casagrande e reuniões com setores influentes. Nas redes“Tenho sempre falado: a segurança pública está abandonada e respirando por aparelhos no ES. Só em agosto, 108 homicídios. Falta efetivo, condições dignas de trabalho para os policiais e falta, sobretudo, compromisso do Governo com a segurança dos capixabas”. Deputado Erick Musso, do Republicanos. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Slogans de 2022 – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/slogans-de-2022 As andanças de Erick – Século Diário Presidente da Assembleia amplia movimentações no Estado e indica voos mais altos para 2022 https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/as-andancas-de-erick

02/09/2021 / 2 Comments
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‘Uma vitória que não precisava acontecer, bastava bom senso e respeito à vida’

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Sindicato dos Servidores consegue que MPT notifique prefeitura da Capital contra retorno presencial obrigatório de grávidas Divulgação/Sindsmuvi “Uma vitória que não precisava acontecer, bastava ter bom senso e respeito à vida”. A frase é da presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Vitória (Sindsmuvi), Waleska Timoteo, ao anunciar uma conquista da categoria no Ministério Público do Trabalho (MPT), da 17ª Região, que decidiu pela notificação da prefeitura da Capital pela ilegalidade da Portaria 041/2021, que determina a obrigatoriedade de gestantes trabalharem presencialmente a partir dessa quarta-feira (1). O “bom senso e o respeito à vida”, reforça a sindicalista, “não foram a opção da Secretaria Municipal de Saúde”. A portaria determina o retorno de todos os servidores que tenham recebido a primeira dose da vacina contra a Covid-19, sem fazer distinção de gestante, violando, portanto, a Lei federal nº 14.151/2021, de maio passado, que determinou o afastamento presencial das gestantes para o trabalho remoto, teletrabalho ou à distância. “Primeiro protocolamos um ofício no gabinete do prefeito [Lorenzo Pazolini/Republicanos) reivindicando respeito à legislação e zelando pela vida dessas servidoras. Mas fomos solenemente ignoradas. Tivemos então que ajuizar uma ação na Fazenda Púbica e entramos também com uma Notícia de Fato no Ministério Público do Trabalho”, relata Waleska. No despacho, publicado nessa quarta, a procuradora do Trabalho Janine Milbratz Fiorot afirma que “Da análise da Notícia de Fato, não restam dúvidas de que há indícios de conduta ilícita por parte da administração pública”. A recomendação à Secretaria de Saúde foi pela aplicação expressa do disposto na lei federal, “de modo a manter afastadas da atividade presencial as trabalhadoras públicas gestantes, bem como as trabalhadoras terceirizadas das empresas contratadas pela administração, tendo em vista que a necessidade de proteção da gestante e de nascitura (o) independe do Regime Jurídico a que esteja submetida”. Além da suspensão da portaria municipal, a procuradora recomenda “observar o respeito aos dois intervalos de 30 minutos para amamentação durante a jornada de trabalho, tanto na atividade presencial como na atividade remota, para incentivar o aleitamento materno, indispensável à proteção da primeira infância contra o contágio e efeitos da Covid-19”. A ilegalidade do retorno das grávidas também havia sido denunciada pelo mandato da vereadora Camila Valadão (Psol) ao Ministério Público Estadual (MPES), que também colaborou com o processo do sindicato no MPT. “Recebemos pelo mandato algumas denúncias de preocupação com essa portaria que determinava o retorno das servidoras gestantes às atividades presenciais. Nós acompanhamos de perto essa situação e estivemos em diálogo constante com o sindicato para construir essas ações”, diz a vereadora. “Além de cobrar juridicamente, nosso mandato já vinha se posicionando sobre o tema, tanto nas redes sociais quanto no Plenário da Câmara”, afirma. Camila ressaltou ainda que “mais que ilegal, essa portaria era um completo descaso com a vida no país com a maior taxa de mortes de gestantes por Covid. A resposta do MPT é uma importante conquista e garantia de direitos”, acrescentou.

02/09/2021 / 0 Comments
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Servidores do Incaper querem destituição da diretoria da autarquia

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Pedido que atinge Abraao Carlos Verdin Filho e mais dois diretores foi aprovado em assembleia da categoria nesta quinta-feira Os servidores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) aprovaram a solicitação de destituição da diretoria da autarquia em assembleia realizada nesta quinta-feira (2) pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Espírito Santo (Sindipúblicos). A decisão foi tomada após a diretoria solicitar à gestão de Renato Casagrande (PSB), por meio do ofício nº 149/2021 Incaper/DP, correção no percentual de acréscimo no subsídio dos pesquisadores, excluindo as demais categorias da reivindicação. A decisão atinge o diretor-presidente, Abraao Carlos Verdin Filho; o diretor-administrativo financeiro, Cleber Bueno Guerra; e a diretora técnica Sheila Cristina Prucoli Posse. Assembleia dos servidores do Incaper. Foto: Sindipúblicos Agora, segundo o diretor do sindicato, Iran Milanez, o pedido de destituição será encaminhado ao governo do Estado. A ideia, afirma, é que os servidores apresentem uma lista tríplice ao governador. Também foi aprovada a criação de uma comissão de negociação formada por representantes das categorias profissionais que fazem parte do Incaper, contemplando todos níveis de ensino, além de contar com representação da gestão pública estadual. Essa comissão, afirma Iran, vai debater questões como a revisão do Plano de Cargos e Salários e quer negociar diretamente com o governo, sem intermédio da atual diretoria. Além disso, vai ter como base as deliberações do seminário “O Incaper que Queremos”, realizado em 2019. Iran Milanez aponta que já havia sido formada uma comissão de negociação durante o seminário, mas o diálogo com a gestão estadual foi suspenso em 2020 devido à pandemia da Covid-19. A presidente da Associação dos Servidores do Incaper (Assin), Abilde Maisa Moreira Costa, classificou a assembleia como histórica, uma vez que foi feita em formato híbrido, com discussões online e pessoas participando também de forma presencial. De acordo com ela, as deliberações são fruto de reflexões sobre o futuro que os servidores querem para a autarquia. “Defendemos uma gestão pensada por todos e para todos. A agricultura familiar já é sofrida. Aqueles que a atendem devem ser valorizados de todas as formas”, defende. Nessa quinta-feira (1), a Assin chegou a receber um ofício da diretoria do Incaper no qual os gestores afirmam que o propósito do pedido feito ao governo do Estado foi “remover uma distorção histórica relativa à diferença percentual entre mestrado e doutorado, que no Incaper é de 5%, enquanto em outras instituições similares essa porcentagem chega a 40%”. A diretoria prossegue explicado que “em momento algum tratou-se de propor reajustes salariais, muito menos para uma única categoria, o que seria uma temeridade, tanta pela falta de cabimento em si, quanto pela restrição legal imposta pela Lei Federal 173/2020, acrescida da Nota técnica expedida pela PGE [Procuradoria Geral do Estado] – E-Docs 2020 – CNN09”. Os gestores dizem ainda que irão reconstruir o ofício encaminhado para o governador, ampliando seu escopo, e que, para isso, quer “instalar um processo de construção coletiva, com vistas a ampliar o leque de reivindicações dos servidores, preservando-se o interesse público”. O documento que gerou a insatisfação dos servidores foi assinado pelo três diretores do Incaper. Eles destacaram que o cargo de agente de Pesquisa e Inovação em Desenvolvimento Rural “está sujeito a uma gravíssima distorção no tocante à valorização da titularidade da carreira de pesquisador, penalizando, sobretudo, os servidores com o título de doutorado”, o que inviabiliza a permanência de pesquisadores na autarquia, além de não despertar nas pessoas o interesse em prestar concurso para essa função. Iran explica que o acréscimo de 5% do doutorado sobre o mestrado não é aplicado somente para os pesquisadores, mas também para os demais servidores. “Há uma desvalorização, vários anos sem reajuste, e todos cargos foram afetados”, afirma. Ele destaca que a reivindicação feita pela diretoria do Incaper “deve contemplar o interesse do instituto e não de um grupo dentro da pesquisa que tem doutorado”, uma vez que nem todos que ocupam essa função são doutores. Notas de apoio Diversas entidades emitiram notas de apoio aos servidores do Incaper diante da atitude da diretoria. A Associação dos Engenheiros Florestais do Espírito Santo (Aefes) comentou que “apesar de justa a reivindicação de melhoria salarial, a decisão de beneficiar apenas uma categoria é desrespeitosa, arbitrária, desumana e foge dos princípios de luta quanto a valorização dos profissionais da Engenharia Florestal Capixaba, bem como de todos os profissionais que colaboram com a Aefes”. A entidade lembra que as atividades promovidas em parceria com o Incaper envolvem os “profissionais da pesquisa, atividades de suporte, assistência técnica e extensão rural. Sendo necessário, portanto, a valorização da coletividade”. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Guarapari também emitiu nota reforçando “a importância do Incaper para o fortalecimento da agricultura familiar do ES, seja por meio dos serviços de Pesquisa, Atividades de Suporte, Assistência Técnica e Extensão Rural”, solicitou “encarecidamente às autoridades competentes que promovam salários e condições dignas de trabalho a todas as categorias do Incaper”, e reforçou “repúdio a qualquer atitude contrária”. Outra entidade que se manifestou foi o Sindicato Rural de Pancas, que destacou a importância do Incaper para o desenvolvimento agropecuário capixaba em seus 65 anos, acreditando que “todos os setores do mesmo são vitais para sua existência e evolução. As áreas de pesquisa, assistência técnica e extensão rural são de extrema importância e complementares para o cumprimento da missão do órgão”, apontou. A nota ainda avalia que “um ofício pleiteando reajuste para apenas uma categoria interna é no mínimo digno de repúdio, pois a partir do momento que o diretor presidente é indicado, o mesmo representa todas as categorias do órgão. E a militância para uma única categoria ou em causa própria não são características de um bom líder e gestor”. Pedido de reajuste somente para pesquisadores revolta servidores do Incaper – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/reivindicacao-de-reajuste-somente-para-pesquisadores-revolta-servidores-do-incaper

02/09/2021 / 0 Comments
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​À nossa ética

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Liquefazer o pensamento para amaciar o coração! Quero mergulhar em nosso universo de ação, nossa ética, avaliar e julgar os juízos que edificam em cada um de nós o espírito de nosso tempo. Existe a necessidade de um esclarecimento prévio para aqueles que têm o eros da Filosofia explícito na iniciativa de leitura dessa coluna, mas que ainda caminham em seus preâmbulos. Esse desejo é impulsionador da busca, do mergulho nos conceitos, do garimpo a pensamentos primeiros, tanto lá na Filosofia antiga, que se faz sempre presente, como na contextualização contemporânea e suas aberturas constantes para o novo tempo. Assim, quero antes, esclarecer as relações entre moral, ética e juízos, não as diferenças nem as semelhanças, mas as relações. Começarei pela ética que pode ser entendida como uma parte da Filosofia que estuda o ethos, – nossa casa espiritual – como uma ciência que investiga o modo de se comportar, de atribuir valores, de reconhecer o outro, a nós mesmos e o mundo prático a nossa volta, mundo prático no sentido do agir individual na coletividade. Esse estudo se transforma em ação, do sujeito, justificada, apropriada, compreendida como plausível. Agora vou mergulhar no exercício de compreensão dos juízos, justificação, julgamento, discernimento, entendimento, critério. No contexto da ética: a razão da ação. Quando ligada ao indivíduo, poderíamos chamar de “juiz interior”, que recomenda, autoriza ou não a ação. Em comunidade, seria uma demonstração de pertencimento do sujeito ao ethos reinante em seu meio. Por fim a moral. Costumes, regulamentos, crenças, modos de pensar de um grupo social, que se transformam em comportamento aceito, devido, próprio dali. Esclarecido precariamente, e na expectativa de que o leitor estimulado ao desejo, eros, busque o aprofundamento da compreensão dos conceitos, vamos às relações. A ética estuda os valores que justificam a ação do sujeito em seu mundo, esses valores são construídos a partir dos julgamentos que esse sujeito faz desses valores e que o levam a agir em sintonia com sua própria consciência. A moral, frente ao ethos, estabiliza, normatiza, transforma o comportamento individual ético numa espécie de regra, ou naquilo que se mostra próprio ao conjunto dos sujeitos que compõem aquele grupo social. Essa normatização às vezes é formal, como no caso das leis e regulamentos estabelecidos, às vezes é simplesmente moral, no sentido de aceito incondicionalmente. Permeando os dois conceitos, está o juízo. Considerando a liberdade como a condenação humana (J. P. Sartre), o sujeito da ação, ou no melhor entendimento, o sujeito-ação (F. Nietzsche), é protagonista do julgamento que lhe autoriza agir, às vezes dentro da moral, às vezes considerando-a, mas utilizando uma margem de manobra que permite um afastamento plausível, para ele, da norma moral e às vezes até numa sua ética específica, podendo inclusive ser imoral. Concluo, com o lixo da minha opinião, que é o endurecimento do coração que clama pela moral, uma vez que unidos à construção humanística, a ética por si só daria conta de nossa vida comunitária, que a título de exemplo nunca exigiria Lei Maria da Penha, bancos prioritários nos coletivos ou escolas específicas para pessoas com deficiências. Everaldo Barreto é professor de Filosofia

02/09/2021 / 0 Comments
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