Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

helder_gomes_foto_senge.jpg

‘O Espírito Santo é um observatório privilegiado para entender o Brasil’

Sem categoria

Helder Gomes analisa dependência da economia capixaba, impactos da pandemia, e semelhanças entre Casagrande e Hartung O convidado do quarto podcast Século Diário Entrevista é o economista Helder Gomes, doutor em Política Social pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e professor do mestrado de Políticas Públicas e Desenvolvimento Local na Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam). De forma crítica, ele aborda a dependência da economia do Espírito Santo e o legado do processo de colonização tardia e descolonização incompleta do Estado, que entende como um “observatório privilegiado para entender o Brasil”. Entre os temas da entrevista estão as políticas de ajuste fiscal, os impactos econômicos da pandemia, e as diferenças e semelhanças dos projetos de Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (sem partido). Você pode ouvir a entrevista no Spotify ou em sua rede favorita de podcasts. A entrevista também está disponível abaixo, em texto. Senge-ES Quais as principais características e como você explica a economia do Espírito Santo? Nós passamos várias décadas ouvindo na mídia que a economia no Espírito Santo crescia sempre acima da média do Brasil. Mas na última década, isso se inverteu. A taxa de crescimento anual tem caído bastante e, com isso, nós, que tínhamos saído de algo em torno de 0,5% do PIB brasileiro antes dos anos 70, chegamos a alcançar a grande marca de 2,4% do PIB brasileiro nos anos 90. Mas agora voltamos a 1,7%. Temos ouvido que o Espírito Santo tem sido um laboratório para experiências do ponto de vista empresarial e de reformas do Estado. Eu digo que muitos mais que laboratório, é um observatório privilegiado para entender o Brasil. Tenho me dedicado mais recentemente a entender como chegamos a esse quadro nacional e o Espírito Santo permite isso, porque tivemos processos de colonização e descolonização muito particulares. Como nós procuramos desvendar, atendendo ao apelo dos principais clássicos do nosso pensamento social, de que para entender o Brasil, temos que entender heranças de nosso passado colonial. Aqui parece que as coisas ficam mais explícitas. Tivemos um processo de colonização interrompido, isso deixou a gente muito para trás no processo de colonização. E, depois, o processo de descolonização foi muito atrapalhado. Se a gente pensar que no início do anos 1960 tínhamos mais de 70% da população capixaba trabalhando na roça, percebemos um processo muito lento e recente de urbanização que dá uma característica peculiar a isso aqui. E aqui ainda se manifesta muito mais explicitamente, a meu ver, essas relações arcaicas que permaneceram em paralelo ao processo de modernização à brasileira. Para mim, isso aqui é mais um observatório privilegiado do que um laboratório. As coisas estão mais explícitas, as relações que imaginávamos ter superado estão aí de volta, basicamente nas relações de trabalho e de como que as elites, no caso capixaba, mas também as elites brasileiras, se contentam em catar migalhas deixadas aqui pelo grande capital imperialista. Temos algumas ilhas de excelência voltadas para exportar tudo, de forma totalmente desarticulada das demais atividades econômicas do interior. São atividades voltadas para o exterior, de costas para o território e que não criaram integração econômica no Estado. Somos um lugar que não conseguiu completar esse processo de modernização capitalista. O Espírito Santo tem sido colocado como vitrine no âmbito nacional, como exemplo de políticas de austeridade, de ajuste fiscal. Como interpreta isso? O quadro geral na América Latina, especialmente no Brasil, é de um processo de descolonização inorgânico, com forte apelo a atender interesses do grande capital organizado nas grandes potências imperialistas. Nosso processo de descolonização ocorre num momento em que o capital em nível mundial se organiza na fase imperialista, passou da fase de acumulação primitiva, que incluiu a colonização no Brasil e da América Latina. Essa descolonização não é feita por processos orgânicos de lutas internas. Ela vem a atender interesses de acumulação a nível mundial, dominando por essas grandes potências que se formaram especialmente no final do Século XIX. O que isso tem a ver com a pergunta? Foi possível construir relações capitalistas e, inclusive, constituir um Estado capitalista em nações emergentes como o Brasil, na virada do século 19 para o século 20, sem que houvesse aqui as classes típicas do capitalismo: burguesia forte, operariado industrial, e todos os desdobramentos de atividade de assalariamento. Isso é possível porque o capitalismo já estava organizado a nível mundial em sua fase superior, então não há necessidade nem desejo de constituição de burguesias que vão concorrer com as grandes potências. Como você consegue manter o que interessa mesmo, que é extrair riqueza, patrimônio natural, converter esse patrimônio natural em alguma matéria prima semi-elaborada e exportar? E com isso manter processo contínuo de transferência de riqueza aos grandes centros imperialistas. Se mantém isso à medida em que se estende o capitalismo para essas regiões, mas se mantém o monopólio da produção, decide-se, cria-se uma hierarquia internacional de decisões, mantém monopólio do conhecimento tecnocientífico e das linhas de financiamento. Com esses três instrumentos de controle, expande-se o capital sob comando das potências ou do capital organizado nas grandes potências imperialistas. Eu, inclusive, sou contra a ideia de uma “economia capixaba”, os economistas gostam muito de falar de “dinâmica da economia capixaba”, como se isso aqui tivesse alguma autonomia. Estamos com alguns elos de cadeias produtivas que são organizadas em nível mundial e aqui estão totalmente desintegrados. Por isso mesmo, são incapazes de promover um projeto de desenvolvimento regional. E as elites no Espírito Santo se veem nesse processo secundarizado nas decisões, não têm como promover processos, e acabam se adaptando e se acomodando, aceitando catar aqui as migalhas deixadas por esses grande empreendimentos que são montados com forte apoio do estado nacional, mas que depois são privatizados e os centros de decisão são transferidos. Nesse processo de desnacionalização, os centros de decisão vão sendo transferidos e você tem pouca capacidade de tomar decisões a nível regional, nem do ponto de vista privado. E também como reflexo disso, o Estado, em sua dimensão regional, não tem capacidade de interferir nessas grandes decisões. Então a gente foi envolvido nessa

22/08/2021 / 0 Comments
read more
eja_FotoAgenciaBrasil.jpg

​Profissionais da educação repudiam resolução que precariza a EJA

Sem categoria

Nota de repúdio contra resolução do Conselho Nacional sobre Educação de Jovens e Adultos foi aprovada nesse sábado Na primeira etapa do ciclo de encontros virtuais regionalizados, organizado pelo Fórum de Educação de Jovens e Adultos (EJA), foi divulgada uma nota de repúdio à Resolução 01/2021, do Conselho Nacional de Educação (CNE), que “Institui Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos nos aspectos relativos ao seu alinhamento à Política Nacional de Alfabetização (PNA) e à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e Educação de Jovens e Adultos à Distância”. O encontro virtual aconteceu nesse sábado (21). Além do Fórum de EJA, assinam a nota o Grupo de Pesquisa Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional na Cidade e no Campo e o Núcleo de Educação de Jovens e Adultos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). De acordo com a nota, a resolução é marcada “pela completa ausência da dimensão histórica das lutas e conquistas alcançadas nas últimas décadas no que diz respeito à modalidade como modus próprio de se fazer educação e a afirmação da Educação de Jovens e Adultos como direito público subjetivo”. Na resolução, a EJA é tratada de “forma periférica” na Política Nacional de Alfabetização (PNA). Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), diz a nota, ela é “descaracterizada”. Segundo a integrante da coordenação colegiada do Fórum de EJA, Elizângela Ribeiro Fraga, a resolução contraria um parecer de 2010 do próprio CNE.  Isso acontece “ao comprometer a autonomia de estados e municípios para pensar as políticas de EJA”, além de precarizar essa modalidade de ensino “indicando formas de ofertas multisseriadas e efetivação de um modelo limitado na Educação a Distância [EAD], sem compromisso com planejamento rigoroso, sem atenção às questões de financiamento para garantia de infraestrutura tecnológica pública, formação de professores, materiais didáticos necessários, entre outras medidas afins”. Quanto à Política Nacional de Alfabetização, as entidades afirmam que ela retoma “uma concepção de alfabetização com ênfase na instrumentalização, decodificação de sons e letras, e restrição à conteúdos mínimos de português e matemática”. Assim, é desconsiderada “a historicidade dos processos e as vivências dos sujeitos com a cultura escrita, sua utilização nas múltiplas práticas sociais, bem como a contribuição de diferentes áreas de conhecimento no processo permanente de alfabetização, tais como a leitura das artes, a produção e sistematização da memória coletiva, o movimento corporal, os territórios culturais, econômicos e espaciais e a alfabetização científica”. Outro ponto criticado pelas entidades é a definição de que essa modalidade de ensino será organizada em regime semestral ou modular. Em relação à EJA integrada à educação profissional, o documento aponta a identificação de um “esvaziamento e perversa invisibilidade da sua concepção, que pressupõe a não dissociação entre formação geral e técnica e um currículo integrado baseado nos princípios do trabalho, da ciência, cultura e da tecnologia”. E acrescenta: “há uma precarização da oferta quando essa se restringe aos cursos de qualificação de curta duração, ao mesmo tempo que admite a oferta integrada que não responde aos princípios da formação integral”, além disso, aponta que “a função equalizadora da modalidade é colocada em questão na medida em que a formação está voltada aos interesses do capital em detrimento da garantia dos direitos sociais dos sujeitos”. Outra situação relatada no documento é que a resolução induz a apropriação da EJA pelo sistema privado, “esvaziando o papel do Estado e acirrando a disputa entre o público e o privado”. Luta contra retrocessos Ao refutar a resolução, as entidades convocam todos que fazem parte da EJA no campo e na cidade a “prosseguir nas lutas contra os ataques aos direitos sociais da classe trabalhadora”. Para isso, defende que é preciso assumir “compromisso na luta como categoria histórica em prol da transformação social”; criar espaços formativos de discussão e organização coletiva nas escolas, entidades de classe, conselhos, fóruns e comitês municipais e estadual de educação; organizar, juntamente com os estudantes, rodas de conversas sobre os impactos da resolução em suas vidas; participar das plenárias dos Fóruns de EJA e outros espaços de discussão; e propor junto às Câmaras Municipais e representações de conselhos de educação a realização de audiências públicas com ampla participação da sociedade civil. Encontros regionalizados O Fórum de EJA deu início nesse sábado (21) a um ciclo de encontros virtuais regionalizados com trabalhadores da educação e gestores para debater sobre essa modalidade de ensino. O primeiro teve como foco principal municípios do sul. Os outros dois, que acontecerão em outubro e novembro, tratarão, respectivamente, dos municípios ao norte e da Grande Vitória. A metodologia dos encontros regionalizados consistirá na apresentação de dados sobre a EJA que contemplam o período de 2010 a 2020, com informações como quantidade de alunos matriculados, de turmas, índices sobre a evasão escolar, e aumento ou redução de vagas. “Apresentar dados e dialogar com trabalhadores e gestores é uma forma de compreender como está a política de EJA. Compreendendo, a gente pode fortalecer a luta coletiva para traçar ações”, diz Elizângela. Por meio da atividade, destaca a integrante da coordenação colegiada do Fórum de EJA, também será possível averiguar, por meio do diálogo com os participantes, como a mudança nas gestões municipais impactou essa modalidade de ensino, já que os dados disponíveis não contemplam o ano de 2021.

22/08/2021 / 1 Comment
read more
mulher_campo_idaf.jpg

O ciclo de silenciamento e violência contra mulheres do campo

Sem categoria

Distância dos locais de denúncia é um dos agravantes para as vítimas no Espírito Santo Idaf Em 2021, quatro mulheres foram assassinadas na zona rural do Espírito Santo. Os dados, contabilizados pela Comissão Temática de Acompanhamento e Monitoramento da Violência Contra as Mulheres, a partir de notícias veiculadas na mídia, revelam um contexto de apagamento. Distantes dos centros urbanos, as vítimas são obrigadas a conviver com a violência de gênero de forma ainda mais latente, passando por um ciclo de silenciamento e invisibilização. Os casos foram nas zonas rurais de Colatina, noroeste do Estado, Mimoso do Sul e Muqui, no sul, e Santa Teresa, na região serrana. Edna Martins, coordenadora da comissão temática no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher do Espírito Santo (Cedimes), afirma que, quando se trata da zona rural, a violência contra a mulher se torna ainda menos vista e enfrentada pelas instituições públicas. “Primeiro, porque as expressões e concepções de valores morais ainda são bastante conservadoras e, no geral, ainda impera a perspectiva de que esse é um problema privado, isto é, ainda funciona bastante a concepção de que em briga de marido e mulher ninguém deve meter a colher. O machismo se expressa de forma mais dura e presente”, explica. A hierarquia patriarcal também promove a falta de reconhecimento da mulher que produz e vive no campo como sujeito, afirma Edna. “Além de todo processo patriarcal que incide sobre as mulheres de um modo geral, as do campo, por não terem acesso às políticas públicas e não serem reconhecidas como sujeitos desse território, ainda têm uma autoestima mais baixa”, afirma Edna. Os modos de moradia e ocupação do território também se tornam um empecilho para que mulheres da zona rural tenham acesso a mais informações e possam solicitar apoio no enfrentamento à violência. “As propriedades rurais e as condições territoriais impedem uma maior comunicação e sociabilidade entre as pessoas do campo e muito mais entre as mulheres. Além disso, elas vivenciam a constante violência institucional por falta de acesso aos serviços”, analisa. Edna prossegue: “Nós temos muitas localidades no Estado em que as mulheres não têm acesso a transporte. Ou elas pagam um carro para trazer na cidade, ou arrumam um mototáxi, ou caminham quilômetros para chegar na cidade”, destaca. De acordo com a gerente de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria Estadual de Direitos Humanos (SEDH), Bernadete Baltazar, em 2019, 3,7% dos boletins de ocorrência de violência contra a mulher no Espírito Santo se tratavam de casos na zona rural. Em 2020, o índice passou para 4,2%. Ela alerta, no entanto, para a subnotificação dos dados. “Na maioria das vezes, existe uma imprecisão na hora do registro. Nem sempre a localidade é registrada como zona rural. É preciso qualificar esses dados, para que se faça um diagnóstico melhor”, ressalta. Políticas Públicas No Espírito Santo, desde 2014, foi fundado o Fórum Estadual Permanente de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Campo. O órgão foi criado com o objetivo de traçar estratégias de enfrentamento à violência sofrida por mulheres da zona rural e está inserido na Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH). O fórum teve início após o Estado ser contemplado com duas Unidades Móveis Rurais de Atendimento às Mulheres, ônibus equipados com salas de atendimento, conhecidos como ônibus lilás. Em razão da pandemia do coronavírus, o serviço, porém, está paralisado, mas a expectativa é de que volte a funcionar em setembro. “O objetivo era ir às localidades mais distantes e oferecer atendimento psicossocial e jurídico, além de poder monitorar e fiscalizar essas ações”, enfatiza Bernadete. No último dia 13, a Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados realizou um debate sobre o combate à violência contra a mulher no campo. O encontro contou com a participação da coordenadora da Marcha das Margaridas, Mazé Morais; da representante da Marcha Mundial das Mulheres, Sônia Coelho; e da representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carmen Foro. Mazé Morais ressaltou a falta de autonomia financeira das mulheres do campo, fator que aumenta a dependência do agressor. “As políticas e programas que apoiavam as mulheres rurais e geravam economia foram sucateadas ou extintas, resultado ainda mais evidente com a pandemia da Covid-19, uma situação ainda de maior vulnerabilidade econômica para nossas mulheres e deixando nossas companheiras mais expostas à violência doméstica”, alertou. Para além da cidade Fora dos centros urbanos capixabas, a violência alcança diferentes grupos. Edna Martins aponta que, muitas vezes, esta é a realidade de agricultoras, pescadoras, mulheres indígenas, ribeirinhas e quilombolas. “Algumas, inclusive, têm um processo de violência muito mais profundo, como por exemplo as mulheres indígenas, negras e quilombolas do campo, porque aí o racismo estrutural também incide sobre esse processo de violência”, ressalta. Ela reitera que essa é uma realidade invisível até para muitos movimentos sociais do campo que não abordam a questão. “Muitos deles acham que na unidade familiar não tem conflito, não tem um processo de opressão, e aí acabam entrando na perspectiva de olhar a família como um todo, mas na família também existe uma realidade de opressão, de desigualdade, de dominação e de muita violência”, denuncia. Para Edna, a mudança dessa realidade passa pelo investimento em medidas na esfera federal, estadual e municipal. De acordo com ela, a política nacional de enfrentamento à violência contra a mulher do campo deu alguns passos a partir de 2007, mas, no momento, está totalmente desestruturada. No Espírito Santo, movimentos voltados para o combate a esse tipo de violência tentam promover diálogos intersetoriais para qualificar os dados dos casos na zona rural, incluindo órgãos como a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Uma das maiores dificuldades é a nossa gestão pública admitir que também existe violência contra a mulher do campo e investir em políticas públicas que possam mudar essa realidade”, conclui.

22/08/2021 / 0 Comments
read more
geovanni_lima_foto_tom_fonseca.jpg

Capixabas concorrem a importante prêmio de arte contemporânea

Sem categoria

Na coluna CulturArte: veja quem são os seis indicados Uma das mais importantes premiações das artes visuais do Brasil, o Prêmio Pipa costuma selecionar e revelar talentosos artistas em início de carreira. Em 2021, entre os 67 indicados, estão seis artistas do Espírito Santo, mostrando a força da arte contemporânea no Estado nos últimos anos. Além da votação dos especialistas, que premia cinco dos indicados, ocorre em paralelo o Pipa Online, que dará outros dois prêmios apenas com voto popular e pela internet. A capixaba Kika Carvalho está no terceiro lugar geral da votação na última parcial. O primeiro turno termina neste sábado (21), e se classifica para a fase final quem conseguir mais de 500 votos. André Arçari e Geovanni Lima (foto capa) são outros artistas do Espírito Santo que já garantiram vaga no segundo turno, que terá nova votação entre 29 de agosto e 4 de setembro. Charlene Bicalho (foto abaixo) e Rubiane Maia também estão na disputa para conseguir a classificação. Para votar é preciso entrar aqui e selecionar três artistas. Além dos já mencionados, outra artista que não participa da disputa online mas concorre no Prêmio Pipa é Castiel Vitorino Brasileiro, indicada também em 2019. O Pipa se coloca como “A janela para a arte contemporânea brasileira”. Charlene Bicalho. Foto: Divulgação Quarto de Cura em Sorocaba Falando em Castiel Vitorino, sua instalação Quarto de Cura, exposta inicialmente no Museu Capixaba do Negro (Mucane) e depois no morro da Fonte Grande, ganhou uma nova versão durante a Frestas – Trienal de Artes, que acontece no Sesc Sorocaba, no interior de São Paulo. O conceito é o diálogo entre a arte, a psicologia e as plantas medicinais de uso tradicional, ganhando a cada instalação uma nova configuração. A atual fica por lá até 30 de janeiro de 2022, numa mostra que conta com obras de 53 artistas e coletivos de diferentes nacionalidades. Como já mencionei anteriormente, obras de Castiel e de Kika Carvalho também estão em exposição na Pinacoteca, em São Paulo. Artista ‘invadiu’ praia da Casa do Governador No último dia 14 foi apresentado o projeto do Parque Cultural Casa do Governador, que transforma a residência oficial, na Praia da Costa, em Vila Velha, num espaço para arte e cultura, com previsão de abertura no primeiro semestre de 2022, uma grata novidade para os capixabas. A reivindicação para melhor uso do local não é de hoje. No dia 7 de setembro de 2018, o artista Alexandre Marin realizou uma performance, registrada em vídeo com uma câmera afixada em sua cabeça, no qual “invade” a nado a praia particular da casa. A intenção era denunciar a zona de exclusão, contrariando o artigo 10 do Plano de Gerenciamento Costeiro, que prevê o livre acesso às praias. O artista viu o local, onde os governadores não residem de fato, como um símbolo de privilégio e segregação. Mesmo sem saber o que esperava, ele conseguiu não só chegar até a praia como sair pela porta da frente, embora isso não esteja registrado no vídeo. Depois do ato, Alexandre Marin ainda acionou o Ministério Público para saber sobre o uso da casa, mas este consentiu que estaria dentro da lei, por ser residência oficial. Banda de congo lança disco em Vila Velha Terra de Congo é o nome do segundo disco da Banda de Congo Beatos de São Benedito, de Vila Velha. A obra será oficialmente lançada neste domingo (22), às 10h30 no Parque da Prainha. Com 13 canções, a obra já pode ser ouvida no YouTube Music. Sonorizador de Cariacica participa de financiamento coletivo  Técnico de som de Flexal, em Cariacica, com 23 anos de experiência, Paulo de Souza, o Paulinho, participa da campanha de financiamento colaborativo do projeto Em Frente, do Benfeitoria, em que um fundo triplica o valor doado por colaboradores via cartão de crédito, boleto bancário e até PIX. Caso consiga atingir a meta de R$ 5 mil em doações, que serão convertidos em R$ 15 mil pelo Fundo Enfrente, ele conseguir pagar as dívidas acumuladas pela paralisação das atividades na pandemia, adquirir novos equipamentos e oferecer workshops de sonorização de eventos para 30 pessoas de sua comunidade, que receberão bolsas para participar. As doações vão até 31 de agosto neste link. Divulgação Documentário retratará greve ocorrida em 2011  Estão abertas até 29 de agosto, as inscrições de propostas para realização de um documentário sobre uma greve de servidores de 2011, que durou três meses com reivindicações de melhores condições de trabalho e adequação do plano de carreira. Com duração prevista de 15 minutos, o filme é realizado pelo Sinasefe Ifes, sindicato que representa os servidores do Ifes. Mais informações aqui: https://bit.ly/DocumentarioSinasefe 

21/08/2021 / 0 Comments
read more
triplex_centro_divulgacao.jpg

​Dia da Anistia em Vitória relembra capixabas desaparecidos na ditadura

Sem categoria

Triplex da Resistência, no Centro de Vitória, será palco, no dia 28, das homenagens aos seis capixabas Divulgação Orlando Bonfim Júnior e Maurílio Patrício (Manoel), de Santa Teresa (região serrana); Arildo Valadão (Ari), de Muniz Freire (sul do Estado); Marcos José de Lima (Zezinho) e João Gualberto Calatrone (Zebão), de Nova Venécia (noroeste), e Lincoln Bicalho Roque, de São José do Calçado (sul). Os seis capixabas desaparecidos na ditadura militar instalada no país em 1964 serão lembrados no próximo sábado (28), em Vitória, quando é comemorado o Dia da Anistia. A programação, organizada pelo grupo Geração 68, ocorrerá nas praças Vermelha e Costa Pereira e no edifício Triplex da Resistência, Centro de Vitória. No local, tradicional palco de manifestações políticas, foi construído um memorial em homenagem aos desaparecidos políticos pelo então prefeito João Coser (PT), por sugestão do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), Homero Mafra. Oito anos depois da inauguração, no dia 13 de agosto de 2012, que marcou também a instalação da Comissão da Verdade no Espírito Santo, em conversa exclusiva com Século Diário, Homero afirma: “Essa é uma ferida que não cicatriza nunca”. “Enquanto o Brasil não souber, as famílias não souberem onde estão os desaparecidos, são pedaços da nossa história que não se fecha. Entre as tarefas da OAB está a defesa dos direitos humanos, é tarefa da Ordem assumir essa luta, essa bandeira”. Com a fala pausada, cheia de emoção, o advogado relembra as primeiras homenagens aos desaparecidos no período da ditadura militar, iniciadas a partir de 2010, e lamenta: “Depois que eu saí da presidência, esse tema não foi mais tocado na OAB do Espírito Santo. O próprio Conselho Federal da Ordem não deu a essa bandeira a importância que deveria e acho que é uma falha na luta pelos desaparecidos, na luta pela anistia, que tinha que ser ampla, na luta pela apuração dos responsáveis pela tortura. Essa questão de anistia recíproca não existe”. Leonardo Sá Homero aponta que “a anistia recíproca considera como se houvesse dois lados na ditadura e, devido às próprias condições do conflito, excessos teriam sido cometidos por ambas as partes. No entanto, boa parcela dos mortos e desaparecidos políticos não esteve envolvida com a luta armada pelo fim da ditadura. Entre as mais de 25 mil pessoas já indenizadas pelo Estado brasileiro pelo sofrido diante da repressão política, apenas uma ínfima parte pegou em armas. A grande maioria foi vítima de torturas e perseguições pelo crime de posicionamento político contra o regime militar”. O advogado reforça a necessidade de homenagens como as que serão prestadas no dia 28 e ressalta que é preciso lembrar os desaparecidos. “No Estado, em outras ocasiões, já ocorreram homenagens em Nova Venécia, Cachoeiro, Santa Teresa, porque isso não pode ficar esquecido. Acho que os corpos têm que ser entregues aos familiares. Isso é o mínimo. Isso caberia à OAB, ao Ministério Público Federal. É preciso que essa luta seja de toda a sociedade civil organizada. Quando se abandona uma luta como essa, se permite também que o autoritarismo cresça”. Sobre a falha na luta pela anistia, imposta pelo regime militar e que evitou o julgamento e punição dos torturadores, apontada como fator que contribuiu para a construção e manutenção do cenário político atual, Homero Mafra comenta: “Nós tivemos, mais uma vez, uma grande transição. Quando saímos da ditadura para o Estado de Direito, não tivemos uma passagem plena. Isso permitiu que a estrutura de poder que existia na ditadura se mantivesse”. E ressalta: “Tanto que hoje tem no governo elementos que integravam o regime militar. Por exemplo, o general Heleno [Augusto, chefe do Gabinete de Segurança Institucional de Bolsonaro], que foi do staff do general Sílvio Frota, que chefiava o lado mais radical das Forças Armadas do governo Geisel. Ele está aí hoje”. Questionado sobre declarações do general Heleno, que disse que o Exército pode intervir, defendendo a ameaça de golpe anunciada por Bolsonaro para o 7 de Setembro, citando o artigo 142 da Constituição, Mafra aponta: “Se tem alguém que ameaça a lei e a ordem é o presidente da República. Mas, mesmo em relação a ele, não cabe intervenção militar, essa é uma interpretação equivocada. Eles tentam jogar isso para criar todo um fantasma e ganhar no grito o que, me parece, não tem no voto. É criar um clima de comoção para transformar as eleições num grande teatro, com medo, e assim favorecer aqueles que não têm voto”. Para o advogado, a investida do presidente da República sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) é absolutamente ilegal: “Essa visão do presidente, que tem um papel institucional a ser cumprido, e avança da forma que o faz sobre o Supremo, é absolutamente ilegal e extremamente grosseira. O mínimo que se pode dizer dele é que ele é tosco”, afirma, apesar de destacar falhas, mas “não são essas que o presidente tem apontando. O Supremo cumpre um papel importante, existem equívocos, sim, não é o Supremo que gostaríamos de ter”. Apesar do quadro conturbado e das ameaças do presidente Jair Bolsonaro e de seus seguidores, Homero Mafra não acredita que um golpe vá prosperar: “O país não vai aceitar esse retrocesso, mas existe a ameaça, os golpistas estão aí, mas não acredito que ela venha a triunfar”, diz, apesar de destacar que o cenário ainda é o mesmo daquela época, e, o que é grave, contribuiu para a manutenção da estrutura de poder político da época da ditadura.  Homenagens A programação do dia 28 começará às 9h30, segundo a coordenação no Espírito Santo do grupo Geração 68, criado em São Paulo e hoje espalhado em várias cidades, integrado por pessoas que enfrentaram o regime militar, muitos dos quais foram presos e torturados. O movimento já reúne mais de quatro mil membros, entre sindicalistas, intelectuais, jornalistas, médicos, professores, advogados e ativistas de vários setores, como também idosos, jovens e adultos posicionados contra o governo Bolsonaro. Além do hasteamento das bandeiras do Brasil, de movimentos sindicais, sociais e de partidos políticos, haverá transmissão da historiografia dos desaparecidos pela Rádio Atibaia, instalada no Triplex da

21/08/2021 / 0 Comments
read more
aquaviario2_CreditosSemobi.jpeg

Aquaviário: arquiteto cobra projeto urbano de pontos de embarque

Sem categoria

Projeto não é apresentado na consulta pública aberta pelo governo, aponta Karlos da Vitória Rupf, do BR Cidades A ausência do projeto do entorno urbano dos quatro pontos de embarque do sistema aquaviário é apontada pelo arquiteto e urbanista e integrante do BR Cidades, Karlos da Vitória Rupf, no que diz respeito à consulta pública online de apresentação do Relatório de Controle Ambiental, realizada até o próximo dia três de setembro. A consulta, aberta nessa sexta-feira (20) pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), faz parte do processo de licenciamento ambiental para o Projeto do Sistema Aquaviário, antiga demanda no Estado. Essa iniciativa prevê a construção de quatro pontos de embarque na baía de Vitória: Praça do Papa e Centro, em Vitória; Prainha, em Vila Velha; e Porto de Santana, em Cariacica. Karlos destaca que o aquaviário será um ponto de atratividade, de saída e chegada de pessoas, portanto, é preciso deixar claras questões que dizem respeito ao projeto urbanístico, como arborização e passeio público. “Na beira-mar, por exemplo, não pode ser uma calçada de um metro e meio de largura em um lugar que podem desembarcar umas 200 pessoas”, diz. Ainda sobre a estação do Centro de Vitória, Karlos sugere que se reveja o fato de que ela avança um pouco na calçada, o que pode dificultar ainda mais a circulação de pedestres e ciclistas, situação que já ocorre em virtude da ausência de ciclovia. Na estação da Prainha, o arquiteto ressalta que seu posicionamento não é muito adequado, uma vez que divide a areia da praia, dificultando o caminhar das pessoas nesse espaço. Um dos questionamentos do integrante do BR Cidades é sobre o porquê de não ser aproveitada a estrutura do antigo aquaviário nessa região. Outra situação que chamou atenção, segundo ele, é de que não há nos desenhos técnicos informações sobre interligação dos modais. Karlos salienta ainda que foi apresentado um projeto pronto para ser avaliado, em vez de haver uma construção coletiva. Ele defende que, para isso, deveria ter sido criado um grupo técnico com arquitetos e urbanistas, pesquisadores e integrantes da sociedade civil. O integrante do BR Cidades explica que isso é estabelecido pelo Estatuto da Metrópole quando se trata de projetos que extrapolam os limites dos municípios. Ele também destaca que as áreas de embarque e desembarque dos terminais não têm cobertura, deixando as pessoas expostas à chuva. O retorno do aquaviário, desativado desde a década de 90, foi anunciado pelo governador Renato Casagrande (PSB) em janeiro deste ano, ao apresentar o edital de contratação para a construção dos quatro pontos de parada do sistema. A consulta pública é realizada pelo site do Iema, onde as pessoas podem dar sugestões por meio de formulário on-line. A gestão estadual informa que as obras estão contratadas e devem ser iniciadas nos pontos de embarque de Cariacica e de Vila Velha, após a finalização das etapas do licenciamento. Posteriormente, dois outros pontos também serão construídos, em Vitória. O prazo para a construção de cada píer será de seis a oito meses. O valor de investimento será de cerca de R$ 1,5 milhão para cada uma das estações. Os pontos de embarque e desembarque vão contar com estrutura onde os passageiros vão aguardar a embarcação. Para o acesso aos barcos, haverá uma interligação, tipo ponte, que será coberta para o conforto de quem usar o aquaviário, como afirma o governo. ‘Aquaviário e Sistema Transcol precisam ter integração econômica’ Arquiteto do BR Cidades ressalta necessidade de não excluir parte importante da população https://www.seculodiario.com.br/cidades/aquaviario-sistema-transcol-precisam-ter-integracao-economica

21/08/2021 / 0 Comments
read more
paciente_hemodialise_Agencia_brasil.jpeg

O diálogo como estratégia auxiliar no tratamento da insuficiência renal

Sem categoria

Hospital capixaba aposta no poder da escuta e é pioneiro no Brasil a criar comitê de pacientes de hemodiálise Um espaço de escuta ativa e de diálogo horizontal sobre as possibilidades de melhorar o atendimento às pessoas acometidas com insuficiência renal. Esse é o objetivo do comitê de pacientes da hemodiálise, criado no Hospital Santa Rita, em Maruípe, Vitória, numa iniciativa pioneira no país. São vinte membros, contando os titulares e suplentes, sendo 12 pacientes (60%) e oito funcionários (40%), sendo que os representantes dos pacientes foram escolhidos por eles mesmos, em eleição interna, com cada membro representando o seu próprio turno, levando as demandas de todos os colegas. Foto do leitor Os cerca de 100 pacientes se dividem em seis turnos semanais, sendo três por dia: às 6h, às 11h e às 16h. Escolhido o horário, a pessoa opta pelo atendimento às segundas, quartas e sextas-feiras; ou às terças, quintas e sábados. As reuniões duram duas horas e acontecem a cada dois meses. São iniciadas com a aprovação da ata da reunião anterior, seguem com a análise do plano de ação das demandas lá relatadas, sendo concluídas com a abertura para as novas colocações e demandas. A ideia de criar o comitê surgiu em outubro passado a partir da constatação, pela equipe multidisciplinar da Hemodiálise – médico, enfermeiro, psicólogo, assistente social, nutricionista, farmacêutico – da dificuldade dos pacientes em se comunicarem pelos canais formais. “O paciente não ia para o SAC [Serviço de Atendimento ao Consumidor] por algum motivo, e a gente sabia que ele não estava falando o que precisava”, relata a gerente da Hemodiálise do hospital, a farmacêutica Beatriz Zandonade Jarske. Debruçada sobre essa “inquietude”, a equipe decidiu encontrar uma forma de fazer o atendimento “com foco no paciente”. O resultado não poderia ser melhor, na sua avaliação. “A forma como o paciente fala hoje conosco é diferente de um ano atrás, porque ele acompanha o processo de melhoria”, diz, citando o caso da reforma da hemodiálise, uma mudança grande, complexa, e de médio prazo. Ao compartilhar o plano de ação da reforma, “aumenta o nível de compreensão sobre o porquê da demora”. Paciente há sete anos, a técnica de enfermagem Lilian Cristina dos Santos percebe, que de alguma forma, o comitê quebrou a resistência que os usuários tinham em levar suas demandas para a gerência. “Reclamavam, reclamavam, reclamavam, mas não ligavam para o SAC [Serviço de Atendimento ao Cliente] ou pra Ouvidoria do hospital”, recorda. Agora, a equipe está mais próxima dos pacientes, observa. “Quando não tinha o comitê, era difícil pedir para falar com psicólogo, assistente social, tinha que pedir para o médico. Agora, toda semana eles descem, mais de um dia até, se precisar”, relata. São transformações, acentua Beatriz, que proporcionam uma satisfação muito grande também entre os profissionais. “Gerenciar um setor onde o paciente participa é muito mais interessante. A gente gosta de trabalhar com a experiência do paciente, o que para ele tem valor”. Desejos e conquistas Entre as mudanças já observadas, estão a facilidade de acesso à lista de espera para transplante de rins (a ansiedade em torno do telefone do hospital anunciando o transplante é uma constante); e a disponibilização da vacina contra Covid-19 dentro da clínica, como ocorre com a da gripe. Beatriz acrescenta a mudança dos quebra-molas nas ruas internas da instituição, atendendo ao incômodo relatado por alguns pacientes com a grande trepidação sentida quando deitados na maca da ambulância. “Vamos avaliar os tipos de quebra-molas e fazer as adaptações”. A Nutrição é outro setor que tem sido alvo de pedidos de mudanças. “Lanches mais nutritivos e saborosos, opções sem carne. É importante saber o que os nossos pacientes gostam mais de comer”, pontua Beatriz. Nesse aspecto, o médico e também paciente Marco Ortiz reforça a necessidade de atenção. “Proteína animal faz mal aos rins. Seria bom os pacientes veganos não terem que trazer seus próprios lanches. Só uma gestão eficaz pode conseguir fazer acontecer a oferta de lanches veganos e saborosos”.  Lilian cita a melhoria das cadeiras da hemodiálise, cuja compra está prevista para ocorrer até dezembro, e o pedido de treinamento dos técnicos de enfermagem novatos pelos mais velhos, também em andamento. A lista de desejos ainda a serem realizados inclui: a automação das balanças, para agilizar o processo de pesagem dos pacientes antes e depois da hemodiálise; a disponibilização de uma lista impressa dos documentos necessários para atendimento em outras cidades, em casos de viagem; uma campanha de incentivo à doação de órgãos dentro do hospital; e a comunicação mais ágil com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para atendimento a demandas como a autorização para situações de exceções no tratamento. Sobre esse último, Marco relata uma demanda própria, que ilustra a importância de considerar as particularidades dos pacientes para uma melhor qualidade de vida de todos. Há dois meses, ele assinou uma carta em que se responsabiliza pelas consequências do uso da eritropoetina, apesar do histórico de um câncer de próstata já tratado. Até agora, no entanto, não houve resposta do Estado para que ele possa tomar o medicamento, o que o obriga a receber transfusões periódicas de sangue, situação que ele e médicos que o acompanham fora do hospital não consideram ser a melhor opção. “A Hemodiálise precisa ter um canal de interferência mais ágil na Secretaria de Saúde para que esse trâmite não seja tão longo. Uma instituição está ligada a vários interesses e objetivos, por isso acredito firmemente que a participação dos pacientes é muito importante”, salienta.  Autonomia e liberdade O mais importante, no entanto, independentemente da complexidade das pautas e o tempo necessário para atendê-las, é a conquista da comunicação dialógica. Comunicação que alivia as tensões e insatisfações que naturalmente brotam da constatação cotidiana de estar dependente de uma máquina para viver e alimenta a alegria de sentir-se parte de um coletivo em evolução, que desburocratiza as necessidades de mais conforto e os desejos por driblar as limitações de autonomia e liberdade que teimam em se instalar durante as longas horas

21/08/2021 / 0 Comments
read more
desvioscotidianos_rivas_reproducao.jpg

Rivas e o legado das pipas

Sem categoria

Última edição do projeto de Lucas Bonini conta a história do comerciante eternizado como Rei da Pipa  As linhas e rabiolas fazem parte da história dessa família desde 1990, quando as primeiras unidades chegaram na mala de uma viagem. Anos depois, o dono dos presentes seria conhecido em território capixaba como Rivas: o Rei da Pipa. A última edição do projeto Desvios Cotidianos, de Lucas Bonini, conta a história do comerciante que era um dos maiores entusiastas da cultura de empinar pipa. Bodas de prata da poluição – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/vinte-e-cinco-anos-de-poluicao ‘A vida já é uma luta’ – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cultura/a-vida-ja-e-uma-luta Os causos e memórias do Aribiri – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cultura/os-causos-e-memorias-de-aribiri

21/08/2021 / 0 Comments
read more
pazolini_8_redessociais.jpg

​Mais de 40 entidades repudiam ação autoritária de Pazolini na Prefeitura de Vitória

Sem categoria

Prefeito exonerou dois agentes da Guarda Municipal de suas funções gratificadas após protesto de aposentados Mais de 40 organizações capixabas assinaram uma nota de repúdio às atitudes do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que nessa quarta-feira (18) exonerou dois agentes da Guarda Municipal de suas funções gratificadas, após se recusaram a expulsar aposentados da sede da prefeitura. Para as entidades, a decisão mostra que a gestão atual é “privatista, violenta, silenciadora e totalmente aversa à crítica”. A nota foi assinada por sindicatos, coletivos, grêmios estudantis, partidos políticos, vereadores, associações e fóruns. O texto se solidariza com os servidores da Guarda Municipal, que não seguiram as ordens do prefeito por não terem identificado risco ao patrimônio ou à integridade física das pessoas que estavam no local. “Manifestamos solidariedade e irrestrito apoio à atitude cívica e humanista dos servidores exonerados, que, diante de uma ordem violenta e injusta, assumiram altiva e corajosa posição ao lado dos aposentados e pensionistas, recusando-se a sujeitar-se ao autoritarismo e tirania de um prefeito que jamais deveria tratar como patrimônio próprio um prédio pertencente ao Estado e, portanto, ao povo capixaba”, diz um trecho da nota. As organizações destacam a gravidade da ação de Pazolini, tentando impedir o acesso dos manifestantes a um prédio público. “Seu despotismo em relação ao espaço físico da prefeitura dá o tom exato de sua gestão. Ao ordenar a expulsão e evacuação do prédio, Pazolini emite a mensagem gravíssima de que sua gestão – não só do prédio físico, mas das políticas municipais – é privatista, violenta, silenciadora e totalmente aversa à crítica” O texto prossegue prometendo resistência a atos que interfiram nos direitos da população capixaba. Após recolhimento de todas as assinaturas, o documento será protocolado na Prefeitura de Vitória. “Não aceitaremos o silenciamento dos protestos, sejam aqueles que ocorreram no dia 18 de agosto, quando o Brasil inteiro foi às ruas em defesa do serviço público, sejam aqueles que continuarão acontecendo e se intensificando, diante de um prefeito que envergonha a história de pensionistas e servidores, que, tendo atuado no atendimento à população, aposentaram-se e devem ocupar espaço digno e honroso na memória de um município”, finalizam. As exonerações constam na edição da última quarta-feira (18) do Diário Oficial de Vitória. Josmar Luiz Dias foi exonerado da função gratificada de coordenador operacional cidadã, enquanto Marcelo Luiz Francisco da função gratificada de chefe de equipe de agentes comunitários de segurança, ambos inseridos na Secretaria de Segurança Urbana (Semsu). Eles permanecem como funcionários efetivos da Guarda Municipal. Repercussão política Nessa quinta-feira (19), representantes políticos se pronunciaram sobre o caso na prefeitura. Nas redes sociais, a deputada estadual Iriny Lopes (PT) declarou que a população merece respeito de quem a governa. “Não é de se espantar que uma administração focada na pessoalidade do seu gestor e, sobretudo, na cassação de direitos básicos dos munícipes – como o acinte que significa aplicar contra os proventos de idosos e pensionistas, uma taxação de 14%, motivo do protesto – chegue a tal ponto”, afirmou em uma publicação. Para a parlamentar, gestores eleitos e escolhidos democraticamente pelo povo devem ter sempre em mente a condição passageira do seu cargo. Iriny também lembrou que o Palácio Jerônimo Monteiro, sede da prefeitura, tem mais idade que o próprio prefeito, assim como os idosos que estavam no local. “Se não cabe à municipalidade aceitar ou mesmo ouvir as manifestações feitas por seus cidadãos, ou mesmo a avaliação crítica e correta de seus servidores enquanto coordenadores e chefes de equipe, não cabe chamar-se municipalidade e sim feudo, o que não é e nem nunca será”, declarou. A vereadora de Vitória, Karla Coser (PT) também repudiou a atitude de Pazolini. Em um vídeo, a parlamentar declarou que, mais uma vez, houve excessos na condução da prefeitura municipal. “É a segunda vez que a Prefeitura de Vitória é fechada, que a população não é permitida entrar. Eram aposentados, idosos, que não estavam fazendo nada de baderna, nada de ataque ou perigo à nossa sociedade”, relatou. Karla também criticou a exoneração dos agentes da Guarda e afirmou que é necessário averiguar o que aconteceu. “Eu estou, mais uma vez, chocada. Da outra vez, as pessoas não puderam entrar, inclusive minha colega vereadora Camila [Valadão, do Psol] foi impedida de entrar em um primeiro momento e, depois, quando chegamos juntas conseguimos subir, mas à população de Vitória não está sendo permitido entrar na Prefeitura de Vitória nos dias dessas manifestações”, enfatizou. O caso A ordem de retirada dos aposentados da sede da prefeitura foi dada pelo prefeito Lorenzo Pazolini nessa quarta-feira. Os idosos estavam no local em razão de uma manifestação contra os descontos previdenciários, vigentes desde o mês de maio. De acordo com pessoas que estavam no local, os manifestantes entraram no prédio público para se abrigar da chuva. Nessa quinta-feira (19), o aposentado Rafael Angelo Brizotto, que estava presente no ato, afirmou que os idosos aguardavam a chuva passar de forma pacífica. “Ninguém estava fazendo nada. Não tinha motivo algum para tirar senhoras de idade à força, desrespeitando o Estatuto dos Idosos. Isso não tem cabimento. Nós nunca fomos tratados assim, em nenhuma das gestões que passaram”, protesta o aposentado. Para Rafael, a exoneração foi irresponsável. “Ele queria o quê? Que o guarda saísse empurrando as pessoas? Jogasse gás de pimenta para que nós saíssemos de dentro da prefeitura, que é um espaço público?”, questionou. Entidades que assinaram a nota de repúdio Adufes (sindicato dos docentes da Ufes – Andes-SN)Associação cultura Capixaba (Cuca)Associação dos Servidores Arrecadadores da Serra (Asafisco)Brigadas Populares Centro de Estudos Bíblicos do Espírito Santo (Cebies) Charles CalatroniCírculo PalmarinoColetivo Andes em Luta -ESColetivo de Artistas Socialistas (CAS)Coletivo Educação pela BaseColetivo Resistência FeministaColetivo Sindical e Popular Travessia ES Comitê Capixaba da Campanha Nacional pelo Direito à Educação Comuna-ESCUT-ESDCE Ufes Ecoar Juventude Ecossocialista Fórum Capixaba de Lutas SociaisFórum de Mulheres de CariacicaForum Igrejas e Sociedade em AcaoGrêmio Moacyr MalacarneIntersindical CCTMandato Ilma Viana – Vereadora Camila ValadãoMandato Karla Coser Movimento EnfrenteNúcleo Capixaba da Auditoria Cidadã da Dívida – NC-ACDPCBPSTU ESPsol – Diretório

20/08/2021 / 0 Comments
read more
casagrande_3_heliofilho_secom.jpg

‘Estabilizamos, mas variante Delta preocupa’, ressalta Casagrande

Sem categoria

Ao apresentar Mapa de Risco nesta sexta-feira, governador reforçou necessidade de seguir os protocolos sanitários Apesar de o Espírito Santo não registrar municípios em risco alto para Covid-19 e com apenas dois em risco moderado, que são Alto Rio Novo e Rio Bananal, noroeste e norte capixabas, o governador Renato Casagrande ressaltou, nesta sexta-feira (20), preocupação com a circulação da variante Delta. A afirmação foi feita no pronunciamento de apresentação do Mapa de Risco, cuja vigência começa na próxima segunda-feira (23) e termina em 29 de agosto. Nele, constam 76 cidades em risco baixo.  Casagrande destacou que o Estado está “em um ambiente de mais tranquilidade”, com baixa taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e média móvel de óbitos de 6,2 nos últimos 14 dias. Entretanto, alerta para o avanço da Delta em outras regiões do Sudeste, como Rio de Janeiro e São Paulo. O governador afirmou ainda que, em países como Israel, onde cerca de 70% da população está vacinada com as duas doses, a circulação da Delta aumentou as taxas de contágio e óbito. Diante disso, voltou a reforçar a recomendação para que os capixabas não abandonem cuidados como o uso de máscara e não promovam aglomerações. “Nós ainda não chegamos ao final da pandemia. A cada dia surgem novas variantes”, alerta. Casagrande disse também que “agora é a hora da juventude”, referindo-se à vacinação de pessoas a partir de 18 anos no Dia D contra a Covid, convocado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) e que acontece neste sábado (21) em todos municípios capixabas, quando serão vacinadas pessoas dessa faixa etária. “Veja como o município está se organizando, se é por meio de mutirões, se é em ginásio. Se você tem 18 anos ou mais, procure se vacinar”, orientou. Novo Mapa de Risco Os municípios capixabas em risco baixo para Covis-19 são: Afonso Cláudio, Água Doce do Norte, Águia Branca, Alegre, Alfredo Chaves, Anchieta, Apiacá, Aracruz, Atílio Vivácqua, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Fundão, Governador Lindenberg, Guaçuí, Guarapari, Ibatiba, Ibiraçu, Ibitirama, Iconha, Irupi, Itaguaçu, Itapemirim, Itarana, Iúna, Jaguaré, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Laranja da Terra, Linhares, Mantenópolis, Marataízes, Marechal Floriano, Marilândia, Mimoso do Sul, Montanha, Mucurici, Muniz Freire, Muqui, Nova Venécia, Pancas, Pedro Canário, Pinheiros, Piúma, Ponto Belo, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha, São José do Calçado, São Mateus, São Roque do Canaã, Serra, Sooretama, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Pavão, Vila Valério, Vila Velha e Vitória. A Matriz de Risco de Convivência considera no eixo de ameaça: o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias, além da quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias. Já o eixo de vulnerabilidade a taxa de ocupação de leitos potenciais de UTI exclusivos para tratamento da Covid-19, isto é, a disponibilidade máxima de leitos para tratamento da doença. O Mapa segue as orientações dos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde e recomendações da equipe de especialistas do Centro de Comando e Controle (CCC) Covid-19 no Espírito Santo, que é composto pelo Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Secretaria da Saúde (Sesa), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). As decisões adotadas pelo Governo do Estado seguem parâmetros técnicos.

20/08/2021 / 1 Comment
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 990 991 992 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.