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Século Diário

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Casagrande vai usar recesso para negociar cargos da Mesa na Ales

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Pacificada a discussão sobre a escolha do presidente da Assembleia, com o tratado de paz entre o governador Renato Casagrande e o deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM), a discussão agora será sobre os demais cargos da Mesa Diretora. O governador estaria buscando um entendimento para influir na escolha dos secretários e presidentes de comissões importantes. Para conseguir se movimentar bem nessa discussão, Casagrande deve usar o período de recesso para conversar com os parlamentares. Depois do entendimento com Theodorico, a escolha dos demais cargos da Mesa Diretora, na eleição que acontece em fevereiro, não deve ser um trabalho complicado para governo e deputados. Mas a eleição da Mesa não deve ser o único assunto do governador com os deputados durante o recesso. Há outros espaços que precisam ser discutidos no processo político. A chegada dos suplentes à Casa já foi resolvida. O principal problema estava em uma das vagas a ser ocupada pelos suplentes de Luciano Rezende (PPS), eleito prefeito de Vitória, e Rodney Miranda (DEM), eleito em Vila Velha. Pela legislação, as duas suplências deveriam ser ocupadas pelo PSDB, mas uma movimentação de bastidores conseguir garantir a vaga para o peemedebista Paulo Roberto, que deveria ter perdido o espaço por conta da mudança de partido depois da eleição de 2010. Ainda no PMDB, o governador busca uma acomodação para o deputado Esmael Almeida, que perderá a cadeira com o retorno do petista Rodrigo Coelho à Assembleia. No secretariado não haveria espaço para o peemedebista, o jeito então é puxar outro parlamentar para a vaga ou esperar até o fim de maio, quando uma vaga será aberta no Tribunal de Contas do Estado, para indicar um parlamentar que seja da coligação em que estava o PMDB em 2010, o que permitiria o retorno de Esmael à Assembleia. Outro imbróglio a ser observado na Casa é o desfecho da complicada situação do deputado José Carlos Elias (PTB). Na Assembleia, os parlamentares acreditam que ele pode perder o mandato, mas o petebista recorre para se manter na Casa. A preocupação dos parlamentares era que a saída de Elias levaria Max Mauro (PTB) para a Assembleia, mas o anúncio do ex-governador na semana passada, de que estaria deixando a vida política, parece ter aliviado os deputados.

25/12/2012 / 0 Comments
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Decisão sobre legalidade de Emenda 85 fica para 2013

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A definição sobre a legalidade da Emenda 85, que transfere o julgamento das ações contra prefeitos e deputados que possam resultar na perda do cargo para o Tribunal de Justiça do Estado (TJES), vai ficar para o ano de 2013. A decisão sobre o tema encabeça a pauta de assuntos do Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá dar a palavra final sobre a norma.  O relator do caso, ministro Dias Toffoli, se manifestou pela urgência do julgamento. Nos meios jurídicos, existe uma predileção pela manutenção do dispositivo que foi aprovado pela Assembleia Legislativa. Mesmo com a resistência de entidades ligadas ao Ministério Público, a Advocacia Geral da União (AGU) se manifestou de forma contrária ao pedido de medida liminar com o objetivo de suspender a norma até o final do julgamento.  Em um dos lados da discussão está o presidente da Assembleia, deputado Theodorico Ferraço (DEM), que defende o foro especial dos agentes políticos. Nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4870), o chefe do Legislativo capixaba avoca a responsabilidade dos parlamentares na definição das atribuições do TJES, previstos na Constituição Estadual.  Por outro lado, a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), que assina a ação por solicitação do procurador-geral de Justiça capixaba, Eder Pontes da Silva, alega que a emenda atingiria o texto da Constituição Federal. Argumento rechaçado pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, que citou decisões do Supremo para referendar a iniciativa dos deputados capixabas.  No Judiciário estadual, o debate sobre a legalidade da emenda divide juízes e até desembargadores. Em outubro, dois magistrados se manifestaram de forma diversa sobre a necessidade ou não da remessas das ações contra prefeitos ao tribunal.  Enquanto o juiz da comarca de Pancas, Adelino Augusto Pinheiro Pires, manteve a tramitação de uma ação contra o atual prefeito do município, Luiz Pedro Schumacher (DEM). O juiz da Fazenda Pública de Cachoeiro de Itapemirim, Robson Louzada Lopes, decidiu pela remessa de dois processos de improbidade contra o prefeito municipal Carlos Casteglione, (PT) para o julgamento dos desembargadores do TJES.  Na principal corte da Justiça estadual, o Tribunal Pleno também deve se manifestar sobre a norma. Nas Câmaras Cíveis, não há um entendimento claro sobre a constitucionalidade do dispositivo. Tanto que o desembargador Namyr Carlos de Souza Filho levantou uma questão de ordem para suspender o julgamento de um recurso da prefeita afastada de Sooretama (região norte), Joana da Conceição Rangel, a Jô do Salão (PSB).

25/12/2012 / 0 Comments
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CNJ esclarece regras sobre aposentadoria de juízes e desembargadores

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) derrubou o prazo de cinco anos, exigido por alguns tribunais de Justiça – entre eles, o do Espírito Santo (TJES) –, para que magistrados possam se aposentar com os subsídios das funções que ocupavam na época do pedido. Segundo a nova resolução, aprovada na sessão realizada na última semana, os juízes estaduais devem atender ao requisito constitucional de cinco anos no cargo e não mais na entrância ocupada.  Com a possibilidade de extinção da divisão entre entrâncias no Poder Judiciário capixaba, as novas regras não devem influenciar futuros pedidos de aposentadoria de magistrados locais. Entretanto, a medida proposta pelo conselheiro José Lucio Munhoz sinaliza a procura pela isonomia entre as estruturas da justiça dos estados e a federal, que não utiliza o sistema de entrâncias e inspirou o modelo previsto no plano de reestruturação do TJ capixaba.  Segundo informações do CNJ, Munhoz utilizou como base os processos julgados do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabeleceram a ilegalidade do prazo. Ele observou a interpretação do parágrafo 3º da Emenda Constitucional n. 47, que trata da aposentadoria dos magistrados, e exige o prazo para aposentadoria voluntária de 35 e 30 anos de contribuição para homens e mulheres, respectivamente. Nesta contagem, entram o prazo de 25 anos de efetivo exercício no serviço público, 15 de carreira e cinco anos no cargo em que se der a aposentadoria.  Durante a votação do texto, o plenário do órgão de controle reconheceu que a exigência prevista é para que o juiz tenha cinco anos de atividade no cargo no qual se der a aposentadoria. Com isso, um juiz estadual titular de Vara pode percorrer diversas entrâncias ao longo da carreira, mas se aposentará com os vencimentos da última, desde que, além dos demais requisitos, conte com cinco anos no cargo (juiz titular).  Atualmente, a justiça do Espírito Santo conta com quatro entrâncias: Primeira Entrância, formada pelos municípios de pequeno porte no interior; Segunda Entrância, com municípios de médio porte; Terceira Entrância, formado pelos municípios polos no interior, e a Entrância Especial, composta pelos juízos da Grande Vitória.  A nova resolução do CNJ entrará em vigor após ser publicada no Diário da Justiça.

25/12/2012 / 0 Comments
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Vai encarar?

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  Já praticamente em traje de ex-prefeito, João Coser (PT) inicia sua jornada para alcançar o Senado em 2014, e assim como quem cedo madruga, chega na frente e bebe água limpa. Mas vai ter, necessariamente, que passar por uma cirurgia plástica de rejuvenescimento para enfrentar o eleitorado. Apesar das boas gestões em Vitória, sai da prefeitura com a imagem cheia de hematomas.   Para entender o momento vivido por Coser, há que se recuar no episódio em que ele foi preterido para o governo. Numa ardilosa e bem executada manobra do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), tirando-o do circuito, juntamente com o atual senador Ricardo Ferraço (PMDB), para entregar o governo a Renato Casagrande.   Sem mais explicações para as duas eliminações, especialmente e principalmente a do Coser, pois, a partir daí, passou a surgir um estoque de denúncias a denegrir a imagem do prefeito e derrubar o seu prestígio. Persistem, especialmente agora, quando ele começa a ter o seu governo reconhecido e bem avaliado.      Para quem acalentava o sonho de dominar o Estado até o ano de 2025, como projetava o ex-governador, era realmente preferível lidar  com um partido inexpressivo do que  com outro criado e alimentado  no ardor dos combates da vida sindical e do movimento popular.  Preferiu um governador de partido pequeno, como era o PSB do governador Renato Casagrande, em detrimento do até então vigoroso e combatente PT do Coser.   O castigo veio a cavalo: Casagrande foi para o governo e o seu inexpressivo partido ficou grande nas eleições municipais, enquanto o combativo PT desabou, perdendo as prefeituras de Vitória e de Cariacica, sobrando Colatina e  Cachoeiro de Itapemirim, respectivamente com Leonardo Batata e Carlos Casteglione, mas que atendem a comandos alheios ao partido, com Guerino Balestrassi e Camilo Cola.        Mas o pecado capital de Coser foi quando ele entregou o PT a Hartung, para que ele pudesse governar sem as pressões do movimento sindical e popular. Incapaz, naquela oportunidade, de identificar o instinto de maldade política do outro.     É nesse quadro que Coser quer ser senador. Ele integra hoje um núcleo em que existem outros como ele pretendendo também o Senado, do seu porte: Neucimar Fraga (PR) e as deputadas federais Iriny Lopes (PT) e  Rose de Freitas(PMDB). E ainda Hartung, que não dispensa um cavalo arriado na porta.   Além de ser mais um pleito com os enigmas eleitorais de uma eleição de uma única vaga: traições têm garantias de presença.     

24/12/2012 / 0 Comments
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Quem cala…

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  O presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Pedro Valls Feu Rosa, assumiu o cargo prometendo novos tempos para o Judiciário capixaba, após o vexame gerado com o escândalo da Operação Naufrágio. Em um discurso muito bonito, garantiu abrir as portas do TJES para os movimentos sociais, acabar com o loteamento político, confrontar o antigo sistema de poder da Corte e etc, etc e etc. Tudo indicava que seria finalmente o início do “novo Espírito Santo”, diferente daquele consolidado durante o governo Paulo Hartung (PMDB). De fato, em alguns pontos, o discurso de Pedro Valls coincidiu com a prática, apesar de já ter pedido força. Mas em relação aos atos graves que ocorrem dentro da sua “própria casa”, o presidente do tribunal se faz de desentendido, finge que não vê. A coluna se refere aos episódios absurdos que envolvem um grupo de magistrados, muitos ligados aos antigos clãs do Judiciário, que se vale de artifícios para obter decisões favoráveis em defesa de interesses particulares. O recente caso da censura ao site do advogado Gustavo Bassini é apenas um. Século Diário também está há muito tempo sob censura, e por ai vai. Com carta branca para agirem como bem entendem, esses mesmos magistrados promovem atos cada vez mais graves e absurdos. E Pedro Valls, que adora posar de defensor da democracia, vai fazer história em sentido contrário: de se omitir diante de atentados contra a liberdade de expressão. É aquela velha história, quem cala, consente.    De olho A coluna está levantando os caloteiros da eleição 2012. Quem contratou marqueteiro e equipes de TV e rádio, mas não pagou. Tem gente importante no meio.    Mais do mesmo Como esperado, o deputado federal Lelo Coimbra se mantém no controle do PMDB do Estado. Ou seja, o ex-governador Paulo Hartung continua mandando e desmandando e, colado neles, o senador Ricardo Ferraço. Rose de Freitas que se cuide!   Tudo armado Mais uma manobra daquelas que ocorrem em final de ano, no apagar das luzes, quando a sociedade está desmobilizada. Neste feriadão de Natal, a prefeitura de Guarapari publicou edital convidando para uma audiência pública no dia 3 de janeiro – naquele restinho de semana depois do ano novo que muita gente enforca – para discutir o Estudo de Impacto e Vizinhança de mais um megaempreendimento em Nova Guarapari. Outro ponto chama atenção: a audiência será na Praia do Morro, do outro lado da cidade.    Tudo armado II Esse mesmo projeto já foi aprovado pelo Conselho Municipal do Plano Diretor Municipal (PDM), formado em sua maioria por representantes de construção civil. O alerta é da Associação de Moradores da Enseada Azul (Ameazul), que informa: o projeto é da Cyrela, em parceria com a capixaba Soliddo Construtora e Incorporadora, e trata-se de nada menos do que várias torres de 22 andares, na beira da lagoa de Nova Guarapari. Alô, Ministério Público Estadual!   Tudo armado III Detalhe: nem prefeito terá em Guarapari em janeiro, devido à polêmica que envolve Edson Magalhães (PPS). À frente das articulações está o secretário de Planejamento Rural e Urbano, Edgard Behle.   Sem turistas Ainda por lá, o PRP anuncia que entrou com pedido de adiamento da nova eleição, prevista para fevereiro, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O partido é contra a realização do pleito em plena alta temporada, temendo o alto número de abstenções. Quer que a disputa ocorra em março.    Novatos O PCdoB, que este ano conseguiu eleger 12 vereadores e o primeiro prefeito comunista do Estado – Neto Barros, em Baixo Guandu -, realizou ato de filiação de novas lideranças nessa sexta-feira (21). Entraram para o time o vereador de Vila Velha Antônio Souza dos Santos, o Tareba; o procurador geral e o fiscal de renda do município, respectivamente Wellington Borgui e Marcos Monjardim; o jornalista e radialista Ferreira Neto, e o treinador de futebol de areia Jorge Ferreira Alves, o Índio.   Sei não… Cláudio Denicoli, diretor-presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), é considerado um quadro com boas intenções na área. Mas em seu recente artigo publicado em A Gazeta, já deu sinais de que não pretende apertar o cerco contra a poluição. Pelo contrário. O discurso é muito manso e romântico. Já vimos esse filme.    PENSAMENTO: “A minoria pode ter razão, a maioria está sempre errada”. Henrik Ibsen 

24/12/2012 / 0 Comments
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Em sintonia com o mundo

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  Imagine você um profissional de televisão fazendo parte de uma equipe selecionada para cobrir um evento mundial, sabendo que a metade do mundo estará com os olhos e ouvidos (o coração também) no seu trabalho. É assim que deve se sentir os profissionais (câmeras, diretores de TV, narradores, pontas, cablemen, técnicos em satélite etc) que, por exemplo, fizeram a final do Mundial de Clubes no domingo 16, quando o Corinthians sagrou-se campeão ao derrotar Chelsea.   Isso sem falar na emoção de saber que algo do seu país está em disputa. Quer dizer, emoção em dobro. Ele está lá, trabalhando, pensando na família, nos amigos, nos companheiros de trabalho que ficaram, mas que estão trabalhando no Brasil ao mesmo tempo.   O tempo dedicado é “full time”, sem noite e sem dia, às vezes sem comida. Não porque faltam, mas pelo esmero, pela busca obstinada da qualidade, pela sensação constante de que nada poderá falhar, então a adrenalina elimina todas as manias.   E mais um detalhe, o evento ocorre num domingo, dia que todos estão em casa e que a atenção dos telespectadores é redobrada. Mas também a sensação de trabalhar num domingo é especial, eleva sua auto estima, seu espírito. Afinal, você está trabalhando, fazendo algo importante.   Sempre é bom analisarmos esse tipo de coisa quando assistimos a um evento televisivo de abrangência mundial na sua cobertura. O espírito de trabalho é outro e quem ganha com isso somos nós, os telespectadores.   PARABÓLICAS   Anselmo Scandiani se constitui num dos melhores profissionais de TV de Cachoeiro de Itapemirim. Completo.   O programa The Voice tem um ponto muito positivo. Resgata músicas de qualidade nacionais e internacionais. Bom para os jovens.   Eliana Gorriti muito bem na apresentação de um dos telejornais da TV Gazeta. Fala perfeita. Excelente presença.   Ferraço, além de político é um homem do rádio. Talvez passe na sua cabeça uma emissora na Assembleia. Facilidade há.   MENSAGEM FINAL   A palavra fere, dói. Dita no calor de mágoas ou ira penetra como flecha envenenada. A palavra salva. Uma expressão de alegria, acolhimento ou amor é como a brisa que ativa nossas melhores energias. Frei Betto

24/12/2012 / 0 Comments
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Acima do bem e do mal

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    No Espírito Santo, uma parte da magistratura capixaba, definitivamente, não aceita ser criticada, fiscalizada ou questionada. Com os dois pés no início do século passado, esses magistrados com mentalidade provinciana julgam que estão acima do bem e do mal e usam e abusam de suas prerrogativas para agir em causa própria.   É por isso que Século Diário continua sob censura. Esse tem sido o expediente adotado pelos que se dizem “caluniados e injuriados” para calar pessoas e veículos de comunicação.    Na semana passada, conforme publicado com exclusividade por este jornal – não que a informação seja só nossa, mas simplesmente pelo fato de outros veículos não terem interesse de se indispor com essa parcela do Judiciário -, os magistrados que defendem a “tolerância zero” aos críticos de plantão fizeram mais uma vítima. Desta vez eles usaram a Associação dos Magistrados do Espírito Santo (Amages) para calar de uma vez por todas o advogado Gustavo Bassini Schwartz, que mantém um site na internet desde 1997.   Para mostrar a urgência da medida, o juiz Cleanto Guimarães Siqueira, da segunda Vara Cível de Vila Velha, à véspera do recesso forense, deferiu a liminar favorável à Amages e determinou que o advogado “inconveniente”, que insistia em criticar alguns juízes em seu site, retirasse todas as matérias que envolvessem os associados da Amages. Para não dar margem ao descumprimento da decisão, o juiz fixou em R$ 10 mil a multa diária e pena de prisão.    Só restou ao advogado censurado retirar o site do ar para não passar o Natal mais pobre ou na cadeia. Ele aponta o diretor do Fórum de Vila Velha, o juiz Carlos Magno Moulin, como o mentor da ação para censurá-lo.    Faz sentido. Quem entrou no site pessoal do juiz, logo após a decisão, pôde perceber que o magistrado ficou particularmente satisfeito com a punição imposta a Bassini. Mais, pela euforia de Moulin, a sensação que se tem é de que ele se sentiu “vingado” por meio da decisão do colega Cleanto.    Lamentavelmente, vingança, intolerância, ódio e outros sentimentos congêneres têm norteado essas ações absurdas emanadas de uma meia-dúzia magistrados renitentes à democracia. Como disse o advogado censurado, a decisão do juiz tem “ranço de ditadura”.    A censura imposto por Cleanto ao site direitodefamilia.com.br, a exemplo das que cerceiam a liberdade de expressão de Século Diário, guardam semelhanças despropositadas.    Na última decisão imposta ao jornal, por exemplo, a juíza Ana Cláudia Rodrigues de Faria Soares, da 6ª Vara Cível de Vitória, determina a exclusão de cinco textos – três reportagens e dois editoriais. Na decisão liminar, a juíza garante o direito à expressão da imprensa, mas faz “censura prévia” sobre futuras reportagens envolvendo o promotor de Justiça Marcelo Barbosa de Castro Zenkner, autor da ação.   A juíza permite a publicação de futuras matérias envolvendo o nome do promotor, desde que observadas algumas recomendações, é aí que começa a parvoíce da decisão.    Para impor a “censura prévia”, a juíza simplesmente “cria” um pequeno manual de redação para “ensinar” os jornalistas “rebeldes” a escreverem. Vejam: “(…) a) Nas publicações relativas ao autor, primem pela objetividade das informações, abstendo-se de incluir adjetivações pejorativas ou opiniões desfavoráveis que extrapolem os limites da crítica literária, artística ou científica; b) Limitem-se a narrar os fatos sem se pautar por comentários, boatos, acusações isoladas e desprovidas de idoneidade, sempre fazendo referência às fontes e; c) Procedam com imparcialidade e isenção na divulgação de notícias relacionadas ao autor, observando apenas o contexto fático, sem se pautar por tendências, ideologias ou intuito de autopromoção ou promoção de terceiros em detrimento do autor”.   Não muito diferente da colega e talvez mais coerente ao anacronismo da decisão, o juiz Cleanto recorreu à imprensa do Império para ensinar “os bons modos” da escrita ao incorrigível advogado.   Observem essa passagem do despacho do juiz: “(…) melhor andaria o dr. Gustavo Bassini se houvesse tomado por inspiração a escrita dos nossos jornalistas do Segundo Império, agentes de uma narrativa picaresca e de uma caricatura bem-humorada e inofensiva, que até mesmo o circunspecto D. Pedro II arrancavam discretos sorrisos quando se via neles descrito. Pois era uma arte feita de alegria, arte refinada e bem pensada, mas nunca concedida com o propósito de ofender-lhe a honra e a dignidade”, escreve o nostálgico juiz.    Esse trecho pitoresco do despacho do juiz revela a visão míope de parte do Judiciário. Esses magistrados ainda veem a classe como representante legítima da Aristocracia capixaba.    Já que o juiz se mostra admirador do Império, vai uma informação valiosa para o magistrado. D. Pedro II, de fato, foi alvo de muitas críticas da imprensa, que condenava as constantes viagens do imperador ao exterior em detrimento à governança do Brasil. Entretanto, durante o Segundo Império, D. Pedro, apesar da saraivada de críticas que recebia, nunca fechou nenhum jornal nem tampouco perseguiu os publicistas da época, como eram chamados os jornalistas. 

24/12/2012 / 0 Comments
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???MetaL MetaL??? é uma avalanche de experimentações

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  De improvisos de saxofone, ritmos africanos e uma pegada hardcore é feito o segundo álbum do projeto em conjunto dos músicos Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Thiago França. Intitulado MetaL MetaL (2012), o disco é uma avalanche de experimentações e uma grande provocação a falta de irreverência e inovação do rock de hoje, a começar pelo nome irônico.   As nove faixas são coroadas com a voz suave, e em alguns momentos gritante, de Juçara, que homenageia o candomblé e os orixás nas letras. O resgate e a reinvenção da cultura africana é uma propriedade que vem desde a estreia do trio paulista em 2011, com o registro em estúdio Metá Metá. Agora, com MetaL MetaL, eles voltam com um som mais elétrico e pesado.    O disco começa pela desconcertante Exu, cantada em Iorubá, idioma falado no oeste da África e adotado em alguns ritos afro-brasileiros. Seguida de Oya Oriri (Senhora dos Ventos na mitologia africana), uma canção com grande ênfase no instrumental, assim como todas no álbum. A guitarra de Kiko zumbe e faz até batucada, a bateria mescla cadência afrosamba com hardcore e os ruídos do saxofone de França quebram qualquer harmonia.    São Jorge, Man Feriman e Rainha das Cabeças também procuram unir elementos do freejazz, representados pelo sax, com o rock e a música africana. O novo trabalho da trinca já foi classificado como afro punk, mas é impossível rotular os arranjos nada óbvios e as contribuições de Sergio Machado, na bateria, Samba Sam, na percussão e Marcelo Kabral no baixo.    Ainda seguindo a ordem das músicas de MetaL MetaL, Cobra Rasteira é um dueto entre Juçara e Kiko, a música segue uma estética latina e é menos agressiva que as outras faixas, a melodia desperta até uma vontade de dançar. Já Logun é uma batalha de violões entre Kiko e Rodrigo Campos.   Mais um orixá é homenageado na penúltima faixa. Orunmilá é o senhor da sabedoria e da memória. Na canção, Juçara canta “Com o olho avante / Que enxerga atrás /E que compreende / Todos os sinais”, que pode também explicar a intenção da banda, que conseguiu olhar para o passado e criar algo novo.    Serviço Baixe o disco no site do Kiko Dinucci 

24/12/2012 / 0 Comments
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Decisões judiciais regularizam sistema de transporte coletivo no Espírito Santo

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Depois dos grandes protestos contra aumento das passagens de ônibus no ano passado, o ano de 2012 deverá ficar marcado por grandes decisões judiciais que atingiram o sistema de transporte coletivo no Espírito Santo. Durante este ano, três decisões da Justiça estadual determinaram a anulação das atuais concessões das linhas municipais de Vitória, das linhas interestaduais e do sistema Transcol, que abrangem toda a Região Metropolitana da Grande Vitória.  As decisões foram prolatadas em três ações populares movidas pelo advogado Luiz Fernando Nogueira Moreira, que pleiteava desde o ano de 2005 o reconhecimento da ilegalidade das atuais concessões, todas sem licitação. Em dois casos, o juízo da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual considerou a procedência das ações após quase uma década de tramitação na Justiça.  Na mais recente decisão, da última semana, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) reconheceu a ilegalidade das concessões nas linhas municipais de Vitória. Apesar da importância das decisões anteriores, o autor das ações destaca o fato da mais recente decisão ter saído de um colegiado de desembargadores.  “Essa decisão tem importância enorme porque é a primeira vez que o Tribunal de Justiça se pronuncia, o que é um indicativo da posição do Judiciário capixaba”, celebrou Nogueira Moreira.  Para o advogado, o julgamento dos casos tem relação direta com o novo momento vivido pela Justiça capixaba após a posse do desembargador Pedro Valls Feu Rosa, que instalou no início do ano a vara exclusiva para o julgamento de ações populares e de improbidade administrativa. Em maio e junho deste ano, o juiz Jorge Henrique Valle do Santos determinou a anulação imediata das atuais concessões das linhas interestaduais e do sistema Transcol sobre alegação de que os contratos feriam a Constituição Federal e estabeleceu o prazo de um ano para a deflagração e conclusão do processo de licitação.  O entendimento foi ratificado pelo desembargador substituto Victor Queiroz Schneider durante o julgamento na 2ª Câmara Cível. “A dispensa de licitação para contratação de empresas para explorar o transporte coletivo contraria frontalmente a Constituição”, declarou o magistrado em voto acompanhado pelos demais membros do colegiado. Na avaliação de Nogueira Moreira, o princípio da licitação é o único caminho para alcançar a tão almejada eficiência no serviço, seguindo o binômio – “melhor serviço e melhor preço”. “A população só tem a ganhar com essas decisões. A realização de licitação é a melhor solução em todos os sentidos, seja no conforto, pontualidade e disponibilidade no transporte coletivo”. Para ele, o próximo passo para a melhoria dos serviços está com a população, que é acompanhar o transcorrer das licitações e cobrar das autoridades um processo de contratação mais transparente possível.  Sobre as próximas ações, Nogueira Moreira é enigmático. “No Espírito Santo tem muita coisa ilegal e é tratada como se fosse legal. Essa é uma construção histórica que está mudando o até então deturpado conceito de ‘certo e errado’. Não adianta pensar no consumidor sem a livre concorrência. O Estado precisa se livrar dos cartéis”, afirmou, sem citar nomes ou setores que poderão ser alvo de ações.  De acordo com as decisões da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda, o governo do Estado tem até junho de 2013 para concluir as contratações. No caso das linhas municipais da Capital, a prefeitura terá até 300 dias para formalizar a assinatura dos novos contratos, que já devem ter passado por uma concorrência pública. No caso do Transcol, as empresas atuam sem licitação há quase 14 anos.  Entre as empresas afetadas estão grandes grupos empresariais capixabas, como a Águia Branca, e negócios tradicionais, como as viações Mutum Preto, Lírio dos Vales, Mar Aberto e Costa Azul Turismo. Não há dados consolidados sobre o faturamento do setor, mas a estimativa é de que supere a casa de centenas de milhões de reais por ano.

24/12/2012 / 0 Comments
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Joaquim Barbosa ataca advocacia de parentes nos tribunais

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Depois dos tabeliães interinos em cartórios, o novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Joaquim Barbosa, pretende atacar a advocacia de parentes nos tribunais do País. O magistrado afirmou que irá estudar o assunto, mas considera a prática como abusiva. Caso a intenção saia do discurso, as ações dos órgãos podem atingir em cheio ao expediente que ficou conhecido no Judiciário capixaba como as “grandes bancas de advocacia”.  De acordo com Barbosa, a atuação de parentes de autoridades do Judiciário como advogado nos tribunais em que estes trabalham fere o princípio da moralidade e do equilíbrio de forças que deve haver nos processos judiciais. “Sou visceralmente contra. Esses filhos, esposas, sobrinhos de juízes são muito acionados pelos seus clientes pelo fato de serem parentes, não pela qualidade técnica do seu trabalho”, afirmou.  O ministro Joaquim Barbosa afirmou à reportagem do CNJ que tanto o órgão de controle do Judiciário quanto o Supremo podem tratar dessa situação. “No momento oportuno, vou pensar”, assinalou. Para o ministro, a posição contra a advocacia dos parentes de magistrados ainda é pessoal, mas pode ganhar um viés institucional, fato que poderia contribuir com o combate à prática – que veio a público no Espírito Santo durante a Operação Naufrágio, no final de 2008.  “Essa é uma visão minha. É muito provável que seja contrário ao pensamento da grande maioria, porque o Brasil é país de privilégios, nós todos sabemos, privilégios internalizados como se fossem a coisa mais normal do mundo; parece até que é direito constitucional”, acrescentou o ministro.  Joaquim Barbosa ilustrou sua posição recorrendo a uma situação hipotética sobre um suposto litígio judicial transcorrido na primeira e na segunda instância do Piauí, com advogados conhecidos naquela região. Quando o processo chega a Brasília, o adversário da parte contrata um dos filhos de ministro do STF ou do STJ.  Nessa situação, destaca o ministro, aquele profissional privilegiado vai ter oportunidade de ter reuniões reservadas, sem conhecimento da outra parte. “Vai-se entender que isso é regular, legítimo? Você não acha que [a parte] fica extremamente fragilizada e diminuída?”, protestou.

24/12/2012 / 0 Comments
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