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Século Diário

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Justiça suspende concurso para agente de Polícia Civil

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    O juiz Jorge Henrique Valle dos Santos, da 3ª Vara de Fazenda Pública de Vitória deferiu pedido liminar determinando a suspensão do concurso público para provimento de vagas de agente de Polícia Civil. O juiz considerou que a empresa contratada para realizar o certame (sem licitação), a Fundação de Apoio ao Cefet (Funcefet) não tem a “notória especialização” alegada para a dispensa de licitação.    Além disso, o juiz também considerou o conteúdo programático do certame para o deferimento do pedido liminar. O concurso só contempla conteúdo de Língua Portuguesa e Raciocínio Lógico. Na decisão o juiz ressalta que a “exigência do referido conteúdo estaria em dissonância com as funções essenciais pertinentes ao cargo público, na medida em que se trata de um profissional que desenvolve um papel de grande importância para a sociedade capixaba, por lidar com a segurança pública da população”.    O magistrado alegou que, tendo em vista todas as nuances que envolvem as funções desempenhadas pelos agentes, é necessário que o candidato tenha conhecimentos, ainda que básicos, na área jurídica. O juiz Jorge Henrique ressaltou, ainda que o curso de formação, oferecido pela Polícia Civil aos aprovados não deve ter a função de ensinar, mas corroborar com o conhecimento preexistente do candidato, capacitando o agente para o cargo.   O juiz também considerou que a legislação estadual estabelece a necessidade de curso superior para o provimento do cargo de agente de Polícia Civil. A Lei Estadual n° 7419/02 exige certificado de conclusão de curso superior para o cargo de agente de Polícia Civil e está em vigor, já que não existe decisão liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) n° 2914, em trâmite do Supremo Tribunal Federal (STF).    Irregularidades    Embora a Funcefet tenha sido contratada sem licitação por conta da suposta especialização, vários contratos da empresa são objeto de investigação perante o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e o contrato firmado para a realização do concurso público da Câmara Municipal de Maceió, em Alagoas, foi impugnado pelo Ministério Público de Alagoas (MP-AL), justamente pela inexperiência na realização de concursos.    Em Alagoas, a impugnação culminou com a determinação de devolução das taxas de inscrições já pagas pelos candidatos, pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL).  

23/08/2012 / 0 Comments
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Ministério Público anuncia concurso, mas déficit no interior pode continuar

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O Conselho Superior do Ministério Público Estadual (MPES) autorizou, nesta semana, a abertura de concurso público para ingresso na carreira de promotor de Justiça. Apesar da defasagem de 170 membros abaixo do quantitativo previsto em lei, a principal carência está nas promotorias de 1ª Entrância – nos municípios menores onde há apenas um promotor. Mesmo com os aprovados no concurso, esse déficit no interior pode voltar com uma bomba de efeito retardado.  De acordo com dados do próprio MPES, a instituição contava até o final de julho com 284 promotores em todo Estado. Deste total, quase a metade (140) estavam localizados na Entrância Especial – que abrange as promotorias da Capital (Grande Vitória).  No entanto, os problemas vão aparecendo na medida em que são avaliados os números do interior do Estado.     Nos municípios-polo – classificados como a 3ª Entrância –, o quantitativo de cargos de promotores ocupados em relação ao total é parecido com a Grande Vitória. Dos 116 cargos previstos, a instituição contava com 85 promotores no período. Mas assim como na Entrância Especial, as promotorias dos grandes municípios interioranos não sofrem tanto com o déficit, em função da grande previsão de cargos.  Uma história bem diferente do que acontece nos municípios de porte médio e os pequenos, que sofrem com o reduzido número de “guardiões da lei”. Na 2ª Entrância, mais da metade dos cargos previstos não foram ocupados. Das 26 vagas previstas, apenas 11 membros atuavam nas promotorias. Na 1ª Entrância, o quadro é mais desolador – já que os municípios contam apenas com um único promotor. Das 41 vagas de promotores, 19 estavam sendo ocupadas.  Com isso, os pequenos municípios que sofrem com problemas de violência, expansão do consumo de crack e graves denúncias de corrupção ficam sem titulares – substituídos esporadicamente por promotores lotados em outros municípios, que estendem suas atribuições por determinação da Procuradoria Geral de  Justiça.  Atualmente, alguns exemplos de municípios que não contam com promotores titulares são Mucuricí, Montanha, Pedro Canário e Pinheiros – este último chegou a ser alvo de uma grande operação policial sob coordenação de um grupo do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) de combate à violência.  Um outro caso de município de pequeno porte que sofre com a ausência do Ministério Público é Presidente Kennedy, onde foi deflagrada recentemente a “Operação Lee Oswald”, apontada pelo presidente do TJES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, como talvez o “maior caso de corrupção da história do Estado”. Em 30 meses, 11 promotores passaram pela promotoria de Kennedy, a maior parte deles por designação e não como titulares da forma que a lei prevê.  Nos meios jurídicos, o anúncio do concurso deve resolver, em um primeiro momento, a demanda de promotores na 1ª e 2ª Entrâncias. Dentro da própria classe, o pensamento é unânime quanto à necessidade de novos membros. Entretanto, a manutenção do atual modelo de entrâncias é apontado como o principal motivo para o déficit – que deve retornar com a continuidade das promoções dos atuais membros e dos aprovados neste concurso.  Antes mesmo da oficialização do concurso – anunciado pelo procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, nessa terça-feira (21) –, a Associação Espírito-Santense do Ministério Público (AESMP) tornou público a intenção de unificar as entrâncias, a exemplo do que ocorre na Justiça Federal. No último dia 14, a entidade publicou no Diário Oficial a pauta da próxima assembleia geral extraordinária da categoria, marcada para o final deste mês.    O primeiro item da pauta é a votação sobre a apresentação de uma minuta a ser encaminhada para o chefe do Ministério Público, com a proposta de mudanças na Lei Orgânica da instituição para unificar as entrâncias. O edital de convocação aponta que até uma comissão especifica foi criada para debater a questão.

23/08/2012 / 0 Comments
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Comunidades tradicionais lançam declaração histórica em Brasília

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O fim do Encontro Nacional Unitário dos Trabalhadores e Povos do Campo, das Águas e das Florestas, em Brasília, foi marcado pela divulgação da declaração “Por Terra, Território e Dignidade”, elaborada a partir da união de agricultores familiares, índios, quilombolas, pescadores e demais representantes das comunidades tradicionais brasileiras. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Estado (MST-ES), trata-se de um documento histórico, em busca de unidade política em resposta aos desafios da desigualdade na distribuição da terra. Na declaração, as comunidades denunciam a exploração ultra-predatória da natureza em prol da comercialização de commodities de escala mundial, inclusive com apoio financeiro do governo federal, a quem os movimentos entregaram dez afirmações e cobranças – entre elas, a reforma agrária como uma política essencial de desenvolvimento justo, popular, solidário e sustentável, pressupondo mudança na estrutura fundiária, democratização do acesso à terra, respeito aos territórios e garantia da reprodução social dos povos do campo, das águas e das florestas. A necessidade de democratização dos meios de comunicação, hoje concentrados em poucas famílias e a serviço do projeto capitalista concentrador,  que criminalizam os movimentos e organizações sociais também é reivindicação das comunidades tradicionais.   Em troca, os movimentos se comprometeram a fortalecer as organizações sociais e  a intensificar o processo de unidade entre os trabalhadores, além de construir pautas comuns e processos unitários de luta pela realização da reforma agrária, e fortalecer alianças entre sujeitos do campo e da cidade, em nível nacional e internacional, em estratégias de classe contra o capital e em defesa de uma sociedade justa, igualitária, solidária e sustentável.   O documento foi assinado por 36 movimentos representantes dos povos tradicionais, como a Coordenação Nacional dos Quilombolas (Conaq), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).   O Encontro Nacional foi realizado entre essa segunda e quarta-feira (20 e 22), em Brasília, onde foram realizados protestos em frente ao Congresso Nacional e na Praça dos Três Poderes.

23/08/2012 / 0 Comments
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Prédios públicos federais são carentes em acessibilidade, informa TCU

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  Os prédios públicos federais não apresentam acessibilidade para deficientes no Brasil. O Tribunal de Contas da União apontou carências nas condições de acesso de pessoas com deficiência a prédios e serviços públicos federais. Segundo o TCU, o levantamento foi feito nas principais unidades federais do País.   Os dados foram coletados em 11.069 unidades das empresas de Correio e Telégrafos (Correios), Caixa Econômica Federal, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e Defensoria Pública da União (DPU).   Segundo o TCU, não foi identificado sinalização para deficientes visuais (mapas ou pisos táteis direcionais), rampas de acesso, elevadores, sanitários especiais, escadas sinalizadas, corredores ou portas acessíveis que facilite o trânsito de deficientes nestes locais.    “Algumas instituições ofertam esses dispositivos em menos de 2% de suas unidades de atendimento, informa o órgão.    No Espírito Santo, especialistas apontam um grande avanço em relação à acessibilidade para a pessoa com deficiência, porém ressaltam que apesar das leis, ainda falta gestão pública adequada para o cumprimento delas.    Eles afirmam que as pessoas sofrem com as barreiras arquitetônicas, com o mercado de trabalho e a metodologia do mesmo, e que o deficiente da classe social baixa é o mais segregado. A baixa efetividade da fiscalização de normas de acessibilidade para concessão e renovação de alvarás de funcionamento é o que mais contribui para os problemas observados.    Para o TCU, a falta de acessibilidade também afeta as instituições de ensino. A informação do órgão é que 45,7% dos cursos realizados em estabelecimentos federais não oferecem condições de acesso adequadas”.   Segundo a ministra do TCU, Ana Arraes, “os problemas advindos da falta de acessibilidade aos prédios públicos já causam grande impacto na vida das pessoas com deficiência, ainda maior é o prejuízo decorrente da falta de acesso à educação, que acaba por condenar nossos jovens deficientes a um futuro sem grandes expectativas”.   De acordo com o Censo 2010, há no Brasil, 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa 23,8% da população brasileira, das quais 13,1 milhões apresentam grande dificuldade ou impossibilidade de falar, ouvir, enxergar ou se locomover.   Entre outras medidas, o TCU determinou que, em 180 dias a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República elabore um plano de abrangência nacional com o objetivo de dotar entidades públicas federais de plena acessibilidade a dependências e a serviços ofertados. Ainda, defina metas para sanar as carências nessa área e institua o Selo Nacional de Acessibilidade. Os órgãos auditados terão 90 dias para elaborar um plano para sanar os problemas encontrados.

23/08/2012 / 0 Comments
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Servidores das universidades retornam ao trabalho na próxima segunda-feira

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Os técnico-administrativos das universidades de todo o País voltam às suas atividades na próxima segunda-feira (27). Representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) resolveram aceitar a proposta do governo federal de aumento de 15,76%, fracionado em três parcelas anuais, a começar em 2013, e de incentivos à titulação como forma de melhorias para a carreira.   Os trabalhadores da Universidade Federal do Estado (Ufes), em assembléia realizada nessa terça-feira (21), indicaram como única ressalva que o aumento comece a valer já em janeiro do ano que vem, e não em março, como consta na proposta inicial do governo.    A assinatura final do acordo entre a Fasubra e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) está marcada para ocorrer nesta sexta-feira (24). A proposta trará um impacto de R$ 2,9 bilhões ao Orçamento, durante os próximos três anos.   A categoria, que estava em greve desde o dia 11 de junho, apesar de ter aceitado a proposta, não a considera ideal. Segundo Janine Teixeira, coordenadora-geral da Fasubra e diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Ufes (Sintufes), os técnicos ficaram insatisfeitos com o acordo, mas saem com muitas vitórias do processo.    “Achamos muito pouco em termos de reajuste, mas decidimos aceitar porque tivemos avanços consideráveis na carreira. Com a progressão, o percentual pode chegar até 24% em alguns casos”, afirmou. Teixeira ressalta a conquista da categoria de ter conseguido avançar mesmo com a intransigência do governo federal em negociar com grevistas.   Sem avanço   Se os técnicos conquistaram o acordo com o governo, os professores continuam sem perspectivas de término da greve. Segundo Helder Gomes, do Comando Local de Greve dos Professores da Ufes, não há reunião marcada nacionalmente para retomar as negociações.    No início deste mês, o governo assinou um acordo com o Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que representa apenas sete universidades em todo o País.    “Estamos, em todo o Brasil, intensificando e radicalizando as mobilizações, no sentido de pressionar o governo federal para que reabra as negociações com a categoria, por meio da Associação Nacional de Docentes de Ensino Superior – Sindicato Nacional (Andes-SN)”, afirmou Helder. Os professores da Ufes realizarão, na manhã deste domingo (26), um ato na Praia de Camburi, com entrega de panfletos e divulgação dos motivos da greve.

23/08/2012 / 0 Comments
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Estado vai manter método plagiado por Mondragón nas unidades da Acadis

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  Embora o autoproclamado criador do Modelo Pedagógico Contextualizado (MPC), Gerardo Mondragón, permaneça preso, acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, peculato e outros crimes, o Estado deve continuar usando o modelo que o diretor-executivo da Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis) “criou”. O MPC foi patenteado por Mondragón, embora já seja utilizado pela Congregação dos Religiosos Terciários Capuchinhos há mais de um século.   O governo do Estado optou por manter, por enquanto, os contratos com a Acadis, responsável pela gestão de unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei em Linhares (norte do Estado) e em Cariacica. Ao manter a gestão nas mãos da Acadis, também se mantém a aplicação do MPC que, por ser patenteado por Mondragón, garante recebimento de direitos autorais ao seu “cirador”.    Apesar de ter sido patenteado, o MPC é aplicado pela Congregação dos Religiosos Terciários Capuchinhos há mais de um século. Gerardo Mondragón trabalha com o modelo há menos de uma década, tendo patenteado o modelo usado pela Congregação com outro nome.    Em entrevista a Século Diário, concedida em outubro de 2011 o frei Hernán Londoño disse que só existe um  “Modelo Pedagógico Terapêutico”, que é o idealizado há mais de um século pelo fundador da Congregação, frei espanhol Luis Amigó y Ferrer. O religioso contou ainda que trabalhou com Mongragón  quando o presidente da Acadis ainda era frei e dirigia o Centro Socieducativo Dom Luis Amigó e Ferrer, em Belo Horizonte.   Mesmo com as claras evidências de que o modelo pedagógico aplicado nas unidades com gestão terceirizada pela Acadis se trata de um plágio; com o “criador” deste modelo preso acusado de corrupção envolvendo contratos entre a Acadis e o Instituto de Atendimento Socioeducativo do Estado (Iases) e com investigações que comprovaram que houve violação de direitos humanos nas unidades com gestão terceirizada o Estado mantém os contratos, usando o modelo pedagógico patenteado.    O prejuízo para o processo em que já se encontram os adolescentes internados nas unidades sob a gestão da Acadis seria inevitável em caso de rompimento contrato, mas existem outras alternativas para que o elo mais fraco, no caso os internos, não arquem com as consequências, que seria a absorção da mão de obra de educadores pelo Estado, já que se configura contratação emergencial. 

23/08/2012 / 0 Comments
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Cobrança de deputados aumenta desgaste de ??ngelo Roncalli

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O governador Renato Casagrande deve lavar as mãos e deixar que a Assembleia Legislativa faça o papel de algoz do secretário de Justiça, Ângelo Roncalli. Essa é a leitura nos meios políticos sobre a postura do governador no caso. Nessa terça-feira (21), a cabeça de Roncalli teria sido cobrada ao Casagrande por alguns deputados, mas o governador preferiu não se comprometer, dizendo que iria esperar o resultado das apurações para depois tomar qualquer atitude. Mas pelo jeito o recado entendido pelos deputados foi o de que Casagrande não vai punir o secretário, mas também não vai proteger, permitindo que as críticas se concentrem no caso, sem que a faca seja colocada em seu pescoço. As críticas oriundas da Assembleia, direcionadas ao secretário, trarão desgaste a Roncalli, sem que Casagrande precise entrar em rota de colisão com o aliado de seu antecessor. Pelo tom do discurso do deputado Gilsinho Lopes (PR), na sessão dessa quarta-feira (22), as críticas não vão se restringir aos problemas encontrados nos contratos com o Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases). O deputado alertou para denúncias nos contratos de fornecimento de alimentação e da escola penitenciária. Para os meios políticos, se as apurações se intensificarem, a permanência do secretário na pasta pode se complicar. O deputado José Esmeraldo (PR) já propôs a criação de uma CPI na Assembleia para investigar as denúncias do Iases.  As próprias declarações do secretário nos jornais dessa quarta-feira, foram vistas como uma “defesa prévia”. O secretário disse que “estava” secretário e que o cargo é de confiança do governador Renato Casagrande. Dentro do Palácio Anchieta, o estouro do escândalo envolvendo uma autarquia da Sejus atinge diretamente o chamado núcleo de aliados do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Assim como Roncalli, são remanescentes do governo passado o secretário de Ação Estratégica, André Garcia; o presidente da Cesan, Neivaldo Bragato; o diretor da Companhia Anselmo Tozi (ex-secretário de Saúde); o secretário de Desenvolvimento, Márcio Félix; a secretária de Controle e Transparência, Ângela Silvares, entre outros.   A intenção do governo Casagrande é não criar atritos com o ex-governador, fazendo um processo de transição longo e progressivo, que se intensificaria após a eleição de outubro próximo, caso o socialista saia vencedor nos palanques que apoia no Estado.

23/08/2012 / 0 Comments
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Cantoria

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O Festival Vitória em Canto definiu as 12 composições finalistas. Na última eliminatória, ocorrida na última sexta-feira (17), os jurados Fabiano Mayer, John Kennedy, Evandro Marendaz, Danilo de Souza e Zé Moreira avaliaram os concorrentes e as quatro canções mais bem classificadas foram: Dia Nacional do Samba, de Tonico do Cavaco (Vitória), A Mulher e a Viola, de Elias Prudente Damascena (Vitória), Vida Estradeira, de Fernando Zorzal e Conrado Segal (Vitória) e Hawaii, de André Prando (Vitória).   A grande final do Vitória em Canto será dia 31 de agosto, na Estação Porto. Na ocasião, serão anunciados os 1º, 2º e 3º lugares e Melhor Intérprete, com prêmios de R$ 6,5 mil; R$ 5 mil; R$ 4 mil e R$ 2 mil, respectivamente. Logo após a apresentação dos concorrentes, haverá show com o cantor Jorge Vercillo. A entrada é gratuita.   Logo após o anúncio dos últimos finalistas, a organização do Festival realizou no palco o sorteio da ordem de apresentação dos concorrentes na final. Confira abaixo a lista:   1- Vida Estradeira, de Fernando Zorzal e Conrado Segal (Vitória)   2 – Maré Encher, de Saul Josias e Azul (Vitória)   3 – Hawaii, de André Prando (Vitória)   4 – Dia Nacional do Samba, de Tonico do Cavaco (Vitória)   5 – Cantar é Preciso, de Janira Karoline Silva (Cariacica)   6 – Canto em Ioruba, de Hudson Renato, (Vitória)   7- A Mulher e a Viola, de Elias Prudente Damascena (Vitória)   8 – Zé Ninguém, de Dimas Deptulski, (Colatina)   9 – Recomeço, de Eliza Bezerra Racaneli, (Serra)   10 – Tributo às Águas, de Diorgem Júnior, (Governador Valadares-MG)   11 – Janaína e Benedito, de José Willian Matieli, (Vitória)   12 – Lobo Mau, de Fabrício Miyakawa, Gibran Chequer e Bianca Borges (Vitória)

23/08/2012 / 0 Comments
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Monsanto é condenada por propaganda enganosa e abusiva

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O Tribunal Regional Federal da 4º região (RS/SC/PR) condenou a Monsanto do Brasil a pagar indenização de R$ 500 mil por danos morais gerados aos consumidores. A empresa relacionou o uso de semente de soja transgênica e do herbicida à base de glifosato à conservação do meio ambiente em uma propaganda veiculada em 2004.   Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o comercial era enganoso e o objetivo da publicidade era preparar o mercado para a aquisição de sementes geneticamente modificadas e do herbicida usado nestas. Na época, o País discutia a aprovação da Lei de Biossegurança, promulgada em 2005 e a soja transgênica não estava legalizada no País, sendo oriunda de contrabando.   A Monsanto se defendeu afirmando que a propaganda não era comercial e sim institucional, voltada aos agricultores gaúchos em homenagem ao pioneirismo no plantio de soja transgênica, utilizando menos herbicida e preservando mais o meio ambiente. Mas, segundo o MPF, não existe certeza científica acerca de que a soja comercializada pela Monsanto use menos herbicida. “A ré realizou propaganda abusiva e enganosa, pois enalteceu produto cuja venda era proibida no Brasil e não esclareceu que seus pretensos benefícios são muito contestados no meio científico, inclusive com estudos sérios”.   Além da multa, a empresa foi condenada a divulgar uma contrapropaganda esclarecendo as consequências negativas que a utilização de qualquer agrotóxico causa à saúde dos homens e dos animais. Esta deverá ser veiculada com a mesma frequência e preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço e horário do comercial contestado, no prazo de 30 dias após a publicação da decisão do Tribunal. Em caso de descumprimento, a empresa terá que pagar multa diária de R$ 10 mil . Ainda cabe recurso à decisão.   Já o valor da indenização deverá ser revertido para o Fundo de Recuperação de Bens Lesados, instituído pela Lei Estadual 10.913/97.    A Monsanto é a maior produtora de herbicidas do mundo, e está entre as cem empresas mais lucrativas dos EUA.   Propaganda   A propaganda veiculada pela Monsanto diz respeito a um diálogo entre pai e filho, no qual o primeiro explicava o que significava a palavra orgulho, ligando a explicação ao sentimento resultante de seu trabalho com sementes transgênicas:   – Pai, o que é o orgulho? – O orgulho: orgulho é o que eu sinto quando olho essa lavoura. Quando eu vejo a importância dessa soja transgênica para a agricultura e a economia do Brasil. O orgulho é saber que a gente está protegendo o meio ambiente, usando o plantio direto com menos herbicida. O orgulho é poder ajudar o país a produzir mais alimentos e de qualidade. Entendeu o que é orgulho, filho? – Entendi, é o que sinto de você, pai.   Na ocasião, a propaganda foi veiculada na TV, nas rádios e na imprensa escrita. 

23/08/2012 / 0 Comments
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Jogo da amarelinha

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  Já dizia o filósofo David Hume que o homem deveria experimentar o mundo como se fosse uma criança sem os preconceitos e expectativas dos adultos.  As crianças se surpreendem com os fatos mais banais, para elas tudo é novidade e complexo. Exatamente o que faz Israel Mendes no livro de poemas Menino Perplexo, no qual ele observa tudo como se fosse a primeira vez.    O encanto dessa pequena obra é a simplicidade com que são tratados os temas da infância, o poeta joga com a língua portuguesa para criar minicontos em forma de versos. Israel também brinca com a tipografia, com o tamanho das letras e com o espaço em branco – que consegue dizer tanto quanto centenas de palavras – inventando assim poemas-objetos.   O menino interlocutor dos versos transita entre a inocência e a ousadia. Ele se assusta ao espiar a nudez por uma fechadura, tem inveja dos outros, compara um pedreiro a um poeta, fala sobre a rotina e o seu oposto. A leitura deixa uma sensação de prazerosa nostalgia até mesmo nos textos que falam sobre morte ou traumas.   Há poemas que não se contentam com a própria página e invadem a do outro ou vazam na folha. Apesar do estilo e dos assuntos infantis, Israel não abre mão da ironia, o que eleva seus versos a uma maturidade, que talvez não possa ser compreendida por leitores crianças.   Diretor de criação de uma empresa de videogames, o gaúcho Israel mostra entender bem sobre jogos e brincadeiras, principalmente em relação à Língua Portuguesa, a quem reverencia no começo da obra devido “as suas incríveis, precisas e diversas possibilidades de expressão”, como diz na dedicatória.    Serviço Menino Perplexo Israel Mendes Dublinense 64 páginas R$ 23 em média

23/08/2012 / 0 Comments
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